quarta-feira, 1 de abril de 2026

A BACABALENSE ESMENIA MIRANDA ASSUME A PREFEITURA DE SÃO LUÍS

 

Depois da renúncia do então prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), a capital maranhense passou a ter oficialmente uma nova prefeita no dia de ontem,: terça-feira (31), após a Câmara de Vereadores dar posse a então vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).

A posse de Esmênia Miranda como prefeita de São Luís foi oficializada durante sessão extraordinária comandada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Victor (PSB).

Durante sua fala, bastante emocionada, Esmênia destacou sua trajetória de vida e ressaltou que a capital maranhense seguirá no mesmo caminho administrativo, com continuidade das ações e projetos já em andamento.

Depois da solenidade na Câmara de Vereadores, Esmênia Miranda recebeu a faixa do ex-prefeito Eduardo Braide na sede da Prefeitura de São Luís. Braide fez questão de destacar a lealdade, a correção da nova prefeita enquanto esteve no cargo de vice-prefeita e que “ela reúne todas as qualidades necessárias para continuar transformando São Luís e avançar ainda mais nas conquistas que nossa população merece”

Agora, até 31 de dezembro de 2028, a prefeita de São Luís é Esmênia Miranda

COM A - CENAS DO COTIDIANO LIII -;POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

CENAS DO COTIDIANO LIII

    A Ilha vai se ressentindo da canhenguice de São Pedro. A chuva seletiva escolhe onde cair. Ora em sereno, ora em cachoeira. Sempre numa dança doida: um chuvisco ou um toró, secundado por um inclemente sol, que tenta furar a nossa castigada cachola

    e, na nossa cachola, não entra a onda de agressão por militares, que deveriam estar zelando pela nossa segurança e vai se espalhando como rastilho de pólvora. Em todos os níveis. Mas o pior é quando se concretiza em feminicídios ou quando adentra o ambiente escolar, desnudando o indecente despreparo em lidar com a educação 

    e, por falar em despreparo, vou além. A situação exige um olhar crítico e complexo, já que envolve a falsa ilusão de tudo poder, do lado da força repressiva ; e o anseio de desbravar o mundo, do lado da afoita e viril juventude 

     e, nessa tensa e desigual relação, se apresenta a família, que tem muito a ver com isso. Não pode simplesmente jogar os seus filhos, à deriva, na escola.  Afinal, a escola não é a cartola mágica para solucionar todos os desafios da formação cidadã 

      e, sem mágica, a família há de assumir "responsas" e dedicar tempo e (in)formação a seus rebentos. Tempo, invariavelmente, dispendido nos bares, nas praias, nas festas, nas telas, nos próprios umbigos, nas ausências 

     e, sem núcleo familiar forte e consciente, não haverá exemplo de civilidade. E se cria um exercício de jovens órfãos de pais vivos. Alguns perdidos em suas inseguranças. Outros perdidos na certeza de que tudo podem 

    e, nessa triste levada, vai se perdendo o rumo. Sem reserva moral, sem educação, sem lideranças, sem núcleos familiares sólidos, sem futuro promissor, sem luz no início, no meio ou no fim do túnel 

    e, se não encararmos com seriedade a nossa atual e crítica situação, nem céu aberto nem caverna nem túnel teremos mais

    e, com muita tristeza, me vou ...


    Inté maise!


          Zé Carlos Gonçalves

POESIA- HOMEM FERA- POR ALEX BRASIL

 


HOMEM FERA

OS homens que matam e odeiam

um dia foram indefesas crianças

precisando de mãos

para as mesmas mãos que agora incendeiam

a inocência, a flor, outras infâncias...

O homem que assassina um menino

feito um bicho devorador,

outrora tinha medo do corte mais fino,

temia uma simples flor;

sorria para a vida

um sorriso manso, um olhar divino.

Esse homem,

que agora a inocência dilacera,

como transformou

a sua própria infância

em tamanha fera,

desapercebida de que na velhice

tornará a ser criança!?


Alex Brasil