terça-feira, 30 de setembro de 2025

JA SÃO 41 CASOS DE FEMINICIDIO REGISTRADOS NO MARANHAO EM 2025

 

O Maranhão alcançou a quantidade de 41 feminicídios no ano de 2025. Na madrugada do ultimo domingo (28), Clenylde dos Santos Lobato, de 33 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro José Luzio Moraes Santos.

O crime foi por volta de 3h, enquanto a vítima dormia em sua casa e ocorreu no povoado Oriente, zona rural de Penalva. O suspeito do crime está foragido.

Apesar de ainda alto, a tendência é que tenhamos uma diminuição no número desse tipo de crime cruel e covarde no Maranhão. No ano passado, o Maranhão registrou 68 casos, o que proporcionou uma média de 5,6 mortes por mês. Neste ano, com 41 feminicídios em nove meses, a média mensal é de 4,5 vítimas fatais. Em contrapartida, se manter essa média em 2025, o número será maior que 2023, quando tivemos o registro de 50 casos.

O Brasil segue entre os países com mais altos índices de feminicídio no mundo.

NOMEAÇÃO DA SOGRA LEVA JUNIOR LOURENÇO A SE INVESTIGADO PELO TCU

 

O deputado federal Júnior Lourenço (PL/MA) é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pela eventual prática de nepotismo.

O parlamentar maranhense nomeou, em maio de 2022, a própria sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, de 61 anos, no seu gabinete da Câmara Federal, na função de secretária parlamentar.

Maria Jackeline Trovão, que é mãe da esposa de Júnior Lourenço, Carolina Trovão Bonfim, quando foi nomeada tinha um salário de R$ 1.328,41, mais auxílios. No entanto, em dezembro de 2023, ela foi promovida e passou a receber R$ 1.764,93, além de benefícios.

O subprocurador-geral Lucas Furtado, representante do Ministério Público (MP) junto ao TCU, viu indícios de nepotismo no caso. Por isso, pediu que, se o nepotismo for confirmado, os envolvidos sejam responsabilizados e que a Corte de Contas apure o dano ao erário. Consequentemente, deve haver ressarcimento aos cofres públicos

OPINIAO - CONVITE PARA SER CANDIDATO A SENADOR - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Acredito que as pessoas que leem meus textos tenham algum conhecimento a meu respeito. Penso que saibam que sou advogado, que exerci mandatos parlamentares entre 1983 e 2011, tendo sido, inclusive, constituinte em 1988. Que durante algum tempo trabalhei como secretário de Estado de Assuntos Políticos, Educação e também de Esportes. Que me posiciono à direita do espectro político-ideológico, que abomino radicalismo e intolerância, e que tenho aversão a posicionamentos incoerentes e hipócritas. Isso sem contar com o fato de que desenvolvo atividades ligadas ao MAVAM – Museu da Memória Audiovisual do Maranhão –, e também como escritor e cineasta, além de, nas horas vagas, ser empresário.

Digo isso porque tenho recebido algumas mensagens de pessoas me indagando qual o motivo de eu comentar tanto sobre política, perguntando se faço isso por estar me preparando para ser novamente candidato a algum cargo eletivo.

Existe até um pulha que comenta recorrentemente em minhas postagens, de forma deselegante, afirmando que só digo o que digo porque viso ser candidato em 2026.

Na verdade, eu até gostaria de voltar ao parlamento, principalmente ao parlamento estadual maranhense, pois o nacional, em minha modesta opinião, está quase que completamente comprometido com os mais baixos instintos políticos existentes. Ocorre que jamais voltaria a enfrentar um pleito eleitoral com as regras e com a legislação que hoje vigoram em nosso país. Eu posso ser muita coisa, mas burro não sou. As regras e a legislação que regem nosso sistema eleitoral são as maiores responsáveis pelas absurdas distorções em nosso sistema político.

Sobre voltar a ser candidato a um cargo eletivo, devo dizer – e faço isso por ter pedido permissão às pessoas envolvidas no fato que citarei – que recebi um convite de um partido, um dos menos piores hoje existentes em nosso país, para que eu fosse candidato a senador por sua legenda.

Não vou negar que fiquei bastante orgulhoso de ter meu nome lembrado para disputar um cargo tão importante por aquela agremiação partidária. Mas respeitosamente recusei o honroso convite, por dois motivos básicos: não entro em uma disputa para a qual eu não tenha a menor chance de vencer e, mesmo que vencesse – o que jamais aconteceria –, eu não seria capaz de ajudar em muita coisa. Aquilo que precisamos é de uma mudança radical, coisa para a qual uma, dez ou cem “andorinhas” não fariam verão. Precisaríamos de uma revoada delas para tentarmos mudar essa triste realidade.

Ao recusar a indicação de meu nome para concorrer ao Senado, me achei no direito de indicar alguém que mais do que eu, é talhado para representá-los nessa disputa: alguém mais idealista do que eu, mais sonhador, mais arrojado, mais preparado que eu. Indiquei meu amigo e colega no parlamento maranhense, o ex-deputado César Pires, que tenho certeza elevará em muito o nível intelectual e político da disputa pelo Senado em 2026, e que se eleito for, desempenhará com muito mais capacidade, competência e responsabilidade as funções de senador que os que aí estão.

POESIA - NUNCA - POR ABEL CARVALHO

 

NUNCA..

Nunca ouvirás de mim nenhuma única palavra

Não sei falar...

Nunca ouvirás de mim nenhum único grito

Não posso gritar...


Mas, lerás tudo que escrevo em versos sem prosa

Em rimas sem juízo 

Em letras garrafais em néons de sangue

Em sonhos sem sono

Em pesadelos sem dormir


Nunca ouvirás de mim

Nunca

O menor gemido

O mais alto grito

E

Nunca te roubarei um único beijo

Se isso um dia não partir de ti


Nunca ouvirás de mim

Nunca

Nenhum lamento

Nem soará para ti como triste o soprar do vento

A brisa

O sibilar da tempestade que nunca há de vir


Nunca


Abel Carvalho

MORRE ANSELMO RAPOSO - EX SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO MARANHÃO

 

Faleceu na noite de ontem,  segunda-feira (29), em casa, o ex-secretário de Educação do Maranhão, Anselmo Raposo, aos 60 anos.

Anselmo Raposo, que era advogado e professor, foi vítima de um infarto fulminante enquanto dormia.

Ele foi secretário de Educação do Maranhão durante o Governo Roseana Sarney (2010) e também ocupou os cargos de Diretor do CECEN e Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) da UEMA.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

GUERRA DE PESQUISAS

 

A tradicional guerra de pesquisas, que geralmente ocorre no ano eleitoral, desta vez, ao que parece, já foi antecipada para 2025.

Nesta semana, tivemos a divulgação de duas pesquisas eleitorais, de dois institutos diferentes, mas com resultados bem distintos para o Governo do Maranhão, mesmo os levantamentos tendo sido feitos praticamente no mesmo período.

O INOP realizou pesquisa ouvindo 2.618 eleitores, entre os dias 15 a 23 setembro. No levantamento, o primeiro que foi divulgado, apareceu empate técnico entre o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MBD), e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mas com vantagem pequena para o emedebista.

Orleans Brandão teria 35,68% dos votos e Braide 33,04%. Na sequencia aparecem: Lahesio Bonfim (Novo), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, chega com 13,9% e o vice-governado do Maranhão, Felipe Camarão (PT), com 8,79%. Nenhum dos candidatos 1,53% e 7,06% não sabe ou não opinou.

Logo depois, foi a vez do DataIlha divulgar uma pesquisa com números bem diferentes. O DataIlha ouviu 2.081 eleitores, entre 18 e 21 de setembro. Nessa pesquisa, a vantagem absoluta é do prefeito Eduardo Braide, que aparece com 36,8% das intenções, mais que o dobro do segundo colocado.

Depois de Braide aparecem na sequencia: Lahesio Bonfim com 14,3%, Felipe Camarão com 13,8% e Orleans que surge com 12,7%. Nenhum dos candidatos 9,8% e 12,6% não sabe ou não opinou.

É aguardar e conferir, afinal se em 2025 já estão surgindo pesquisas tão distintas, imaginem o que teremos em 2026, no ano eleitoral.

COLUNA DO CARLOS BRANDAO- O MARANHÃO MUNICIPALISTA QUE ESTAMOS CONSTRUINDO

 


Por Carlos Brandão

Sempre acreditamos que a grande força do Brasil está nas cidades. Foi com essa visão que, desde que assumimos o governo do Maranhão, em abril de 2022, fizemos a escolha de governar ao lado dos municípios. Não somente para, mas com os gestores municipais.

Para a nossa gestão, municipalismo não é apenas uma teoria política. É uma prática que coloca as pessoas no centro das decisões. É a certeza de que prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, que conhecem de perto as dores e as esperanças do seu povo, são decisivos para o que pensamos sobre governar. É por isso que cada agenda que realizamos no interior do estado, cada obra inaugurada, cada ação anunciada, carrega em si um compromisso: fortalecer os municípios para fortalecer o Maranhão.

Nesta semana, estivemos em várias cidades com essa missão. Em Caxias, entregamos o prédio de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Maranhão – um marco para a formação de médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, que irão transformar a realidade da saúde na região dos Cocais. Também entregamos tablets para milhares de estudantes, garantindo inclusão digital e melhores condições de aprendizado, por meio do programa Tô Conectado.

Em Timon, participamos do II Encontro Estadual do Municipalismo, dialogando com vereadores de todo o estado. Ouvir quem está mais perto da comunidade é essencial para desenhar políticas públicas que realmente atendam às necessidades do maranhense. Como bem disse a vereadora Concita Pinto, esse movimento de união entre municípios, estado e governo federal é o caminho para avançarmos juntos.

Já em Parnarama, inauguramos uma Estação Tech, um Viva/Procon e entregamos cartões do programa Maranhão Livre da Fome, que garantem segurança alimentar para centenas de famílias. Em Bom Lugar e Matões, além dos cartões, entregamos obras que vão da segurança pública à inclusão produtiva. A cada cidade que visitamos, reforçamos que nosso governo não se limita aos gabinetes da capital – ele chega onde o povo está.

E, nessas andanças, muita coisa nos marca. Um exemplo foi o brilho nos olhos de Sandra Santos, beneficiária do Maranhão Livre da Fome, em Parnarama, ao dizer: “É muito difícil manter a alimentação da família, mas esse apoio vai nos ajudar muito”. Histórias como a dela nos mostram, diariamente, que estamos no caminho certo.

Defendemos o municipalismo porque acreditamos que um governo que escuta e age em parceria gera resultados mais rápidos e duradouros. E é por isso que seguimos fazendo um governo de entregas, levando obras, programas sociais, investimentos em educação, saúde, segurança alimentar e cidadania para cada canto do Maranhão.

Para nós, o municipalismo é mais do que uma bandeira de gestão: é um pacto de respeito com o povo maranhense. Um pacto que nos faz avançar, com dignidade e esperança; construindo, juntos, o Maranhão que queremos

POESIA - CICATRIZ - POR LERENO NUNES

 


CICATRIZ

   

A voz dura pouco,

Mas perdura em nós, a criatura...

Desatam-se os nòs, em contratura,

Quando nos deixam a sós,

Por aventuras,

Singulares por tantas  diabruras...

Jamais o esqueceremos,  

Por vezes, este ser que foi,

Nesta forma de anos, meses,

Rebelada tantas vezes,

Desprovida e feliz,

Sem achar que um dia vamos

Sarar, quando nos  tornamos

Uma imagem em cicatriz!


Lereno Nunes 

domingo, 28 de setembro de 2025

COLUNA DO DR. OTÁVIO PINHO FILHO - SETEMBRO VERMELHO

A importância do Setembro Vermelho

Setembro Vermelho foi escolhido como o Mês do Coração, pois no dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração. A iniciativa foi criada em 2000 pela Federação Mundial do Coração, com o apoio da Nações Unidas, por causa da importância do coração na saúde integrada e para chamar a atenção da população sobre os cuidados e prevenção das doenças cardiovasculares (DCV’s), que hoje, são a principal causa de morte no Brasil.

As DCV’s matam mais do dobro das mortes de todos os tipos de câncer juntos e também das mortes por acidentes e violência, 3 vezes mais que as doenças respiratórias, 6 vezes mais que todas as infecções, inclusive AIDS. Por dia, são cerca de 1100 pessoas que perdem suas vidas para devido à problemas relacionados ao coração e umas das principais mensagens dessa campanha é que cerca de 80% dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com mudança de estilo de vida, rotina de exames para identificação e controle precoce da doença e adesão ao tratamento para garantir melhor qualidade de vida.

Listamos abaixo as doenças cardiovasculares mais comuns:

Doença Isquêmica Cardíaca (Infarto, Angina estável, Miocardiopatia isquêmica que causa Insuficiência Cardíaca);

Infarto Agudo do Miocárdio é uma situação de urgência, pois pode evoluir com complicações graves, inclusive o óbito. Geralmente relacionado a um “entupimento” de uma coronária – artéria que nutre o coração, levando a morte de uma porção do músculo cardíaco, prejudicando a função de bomba do coração. É um quadro de isquemia* súbita, aguda. Cursa com dor forte no peito, habitualmente. Pode ocorrer sem obstrução, por “mal funcionamento” dos vasos coronários;


*Isquemia é a falta de irrigação sanguínea do órgão

Angina estável é uma situação de isquemia crônica, onde não há uma obstrução completa, manifesta-se com dor em determinadas situações (esforço físico, stress emocional). Pode acutizar e se manifestar como infarto;

Miocardiopatia isquêmica: situação em que o coração sofreu tantos episódios de isquemia, que o músculo fica enfraquecido, sem dar conta de bombear o sangue adequadamente, tornando-se insuficiente para sua função, manifesta-se com falta de ar, cansaço fácil, arritmias, inchaço;

Acidente Vascular Cerebral (AVC): ocorre isquemia no território vascular do cérebro, mais comumente por “entupimento” de uma artéria cerebral, ficando uma área sem irrigação, com morte das células. Dependendo da extensão da lesão deixa sequelas, como paralisia de metade do corpo, comprometimento da fala. Pode ocorrer por sangramento, por ruptura de um vaso. Geralmente bem mais grave

Hipertensão Arterial: é o aumento da pressão que o sangue exerce sobre os vasos sanguíneos. Muito frequente na população, se não tratada leva a complicações como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal

A melhor maneira de tratar uma doença é a sua PREVENÇÃO. O check up cardiológico é um importante fator de prevenção de DCVs. Segundo a Dr. Marildes de Castro, cardiologista membro do Comitê de Qualidade Assistencial da SBC e liderança na área de prevenção, é através dos exames de rotina que o paciente conhece a importância de manter seus números (pressão arterial, glicose, colesterol) e demais fatores de risco dentro da normalidade, conhecendo e reduzindo o risco cardiovascular. Esses exames devem ser realizado à partir dos 20 anos, a cada 5 anos, para aqueles portadores de fatores de risco, como uma história familiar de DCV prematura, e anualmente após os 40 anos.

É preciso cuidar desse órgão vital em todos os sentidos, prestar atenção em seu coração e manter a batida em seu ritmo ideal. Sem riscos, apesar da grande aventura que é a vida!




COM A PALAVRA -RETRATO DO PODER - POR GILMAR PEREIRA


RETRATO DO PODER

quando a parede vira palanque

 

Uma tradição antiga e ultrapassada ressurge nas administrações do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e do prefeito de São Luís, Carlos Braide. A tradição de pendurar retratos emoldurados em hospitais, secretarias e prédios públicos — como se fosse selo de qualidade — virou alvo de ação popular. Essa ação foi ajuizada pelos advogados Gilmar Pereira Santos e Josemar Pinheiro em 27 de junho de 2025, perante a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Os retratos emoldurados do governador e do prefeito estão espalhados por hospitais, secretarias e repartições públicas. O caso torna-se ainda mais grave ao se considerar que os hospitais são frequentados por grande número de cidadãos em situação de vulnerabilidade que buscam atendimento médico, o que potencializa o alcance da exposição indevida e o favorecimento político do gestor público.

Entretanto, os retratos dos gestores — pendurados em locais de grande fluxo popular, como o Hospital Tarquínio Lopes, o Centro de Saúde da Vila Embratel e o Hospital do Itaqui-Bacanga — são uma estratégia de marketing político, um culto à personalidade, afirmam os autores.

A escolha de locais reformados ou inaugurados — evitando deliberadamente hospitais precários ou lotados — evidencia que a conduta dos gestores públicos foi estrategicamente planejada para maximizar sua visibilidade política, desvinculando-se da finalidade institucional dos bens públicos.

O governador e o prefeito, em suas defesas, alegaram que os retratos são apenas “símbolos protocolares” e “identificação funcional”, uma espécie de crachá ampliado. Mas os autores da ação popular rebatem: se fosse só isso, bastaria um crachá no peito, como fazem os servidores públicos.

A tradição não pode justificar o abuso, pois, como ensina o adágio popular, “é o uso do cachimbo que faz a boca torta”.

Com base em jurisprudência do STF, do STJ e em ações exitosas em estados como Goiás e Ceará, os autores pedem a retirada imediata das imagens e a proibição de novas afixações; pleiteiam ainda tutela de urgência, pois a cada dia com os retratos nas paredes é um dia a mais de afronta à Constituição. E que o verdadeiro símbolo do Maranhão não seja o rosto de um gestor, mas o brasão, a bandeira, o hino e a dignidade do seu povo.

A ação mergulha na história, compara o culto à personalidade com regimes autoritários — que vão de Getúlio Vargas a Stalin — para mostrar que a prática de afixar retratos não é apenas ultrapassada: é inconstitucional. E mais: é imoral, pois usa dinheiro público para promover figuras que já são amplamente conhecidas.

O que se vê é uma estratégia de visibilidade política, uma campanha silenciosa que se alastra pelas paredes dos hospitais e dos prédios públicos.

O governador e o prefeito deveriam limitar-se a afixar suas fotografias emolduradas exclusivamente no interior das sedes palacianas. Em vez disso, optam por expor suas imagens em repartições públicas e hospitais.

A ação popular denuncia a violação dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. E mais: configura desvio de finalidade, pois transforma espaços públicos em vitrines eleitorais.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas uma fotografia, mas o respeito à Constituição, à ética pública e à inteligência do povo maranhense. Porque, como bem argumentam os autores, o Estado é de todos — e não de quem está temporariamente no poder.

É o direito de dizer que o poder é do povo — e não de quem temporariamente o representa. Porque, como bem citam os autores: “Fora da lei, não há salvação.”     

      Gilmar Pereira