sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
PESQUISA INDICA EMPATE TECNICO ENTRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO
Nesta sexta-feira (27), foi divulgada mais uma pesquisa apontando empate técnico entre o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa pelo comando do Brasil.
De acordo com o Paraná Pesquisas, no cenário estimulado, Lula surge em primeiro com 39,6%, mas é seguido de perto por Flávio Bolsonaro que aparece com 35,3%. Outros nomes na pesquisa surgem com menos de dois dígitos.
Já nas simulações de 2º Turno realizadas pelo instituto, Lula estaria empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro, uma vez que o petista teria 43,8%, pontuando menos que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que teria 44,4%, com 6,9% branco/nulo e 5% não sabem.
O Paraná Pesquisa ouviu 2.080 eleitores, entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2026. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-07974/2026.
Vale ressaltar que esta foi a segunda pesquisa que aponta o mesmo cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na quinta-feira (26), pesquisa AtlasIntel/Bloomberg apontou que num eventual 2º Turno Lula teria 46,2% contra 46,3% de Flávio Bolsonaro.
O instituto AtlasIntel entrevistou 4.986 eleitores, entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no número BR-07600/2026.
COM A PALAVRA ,+ SECRETARIA DE CULTURA QUE EXISTE - POR PAUL GETTY
“A SECRETARIA DE CULTURA QUE EXISTE (Segundo Boatos)”
Dizem que toda cidade tem suas belezas. Umas têm praias e rios e outras têm história, e algumas — mais modernas — têm até SECRETARIA DE CULTURA. Pelo menos no papel.
Na prática, a coisa é mais conceitual. A SECRETARIA existe como obra de arte contemporânea: invisível, subjetiva e aberta à interpretação. Funciona assim — você não vê, não sente, não percebe… mas garantem que está lá.
O ARTISTA, coitado, esse é mais tangível. Está na rua, no palco improvisado, no violão gasto, no pincel que insiste em sobreviver. Ele cria, resiste e, de vez em quando, pergunta — com uma ingenuidade quase poética — se existe apoio. É um erro comum. Apoio, nesse contexto, é uma palavra decorativa, tipo moldura sem quadro.
Enquanto isso, a gestão municipal segue firme, promovendo a cultura… do silêncio. Um silêncio tão bem organizado que nem faz barulho quando ignora.
E o SECRETÁRIO? Ah, o secretário é quase uma lenda urbana. Uns dizem que ele existe. Outros juram que já ouviram falar. Há quem diga que aparece em eventos — desde que sejam eventos onde não há artistas precisando de apoio. No fim das contas, a cidade, sobretudo as do interior aprende uma lição valiosa: cultura mesmo é a capacidade de sobreviver sem a secretaria de cultura.
Como diz meu confrade Joaquim Filho de Pedreiras: "Se o artista na sua cidade de origem, não tem apoio e nem pode contar com a gestão municipal, então, para que serve mesmo secretaria de cultura e secretário?"
Paul Getty S Nascimento
poeta, compositor, cronista, chargista e membro da APL - Academia Pedreirense de Letras
POESIA - O ÚLTIMO VERÃO - MARCELO CHALVINSKI
O ÚLTIMO VERÃO
no último jardim de dédalo
cada canteiro obedecia à rigorosa
geometria do devaneio
verbenas & orquídeas vaporosas
espargiam aromas matreiros
que engastavam turmalinas macias
na brisa mansa que dança
no vestido dela
a afagar-lhe os seios
no último jardim de dédalo
entreguei em bandeja preciosa
o amor do coração inteiro
no último jardim de dédalo
o verão passou ligeiro
Marcelo Chalvinski
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
SÓ MEDMO ESSA CPMI DO INSS
É impressionante como alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm, lamentavelmente, atrapalhado bastante os trabalhos da CPMI do INSS com algumas decisões absurdas.
Depois de não comparecer à CPMI no dia 09 de fevereiro, alegando que estava recém operado, o deputado estadual maranhense Edson Araújo deveria comparecer a comissão nesta quinta-feira (26).
No entanto, uma decisão do ministro do STF, André Mendonça, nesta quarta-feira (25), deixou a cargo do parlamentar comparecer ou não a CPMI. Ou seja, ficou facultativo para Edson Mendonça a ida para a comissão. Como o maranhense tem evitado o enfrentamento com senadores e deputados federais, fatalmente não irá.
Pior é que essa não foi a primeira decisão nesse sentido. Alguns depoentes têm conseguido, junto aos ministros do STF, o direito de ficar calado, de não falar a verdade e até mesmo de não comparecer à CPMI.
O curioso é que foi o mesmo André Mendonça quem determinou a utilização de tornozeleira eletrônica para Edson Araújo e o recolhimento do seu passaporte.
Edson Araújo teria de explicar a origem de mais de R$ 73 milhões movimentados em cerca de um ano, uma vez que, após a quebra de sigilo bancário pela CPMI, foi verificado que ele recebeu R$ 54,9 milhões em junho de 2024 e R$ 18,5 milhões nos primeiros seis meses de 2025.
O problema é que com essas decisões do STF, as explicações não serão dadas, pelo menos agora. O que leva muitos a fazerem uma pergunta: “Não seria melhor acabar logo com a CPMI???”.
Deus abençoe a todos nós amém vou te mandar notícia aí
DUARTE JUNIOR FAZ MAIS UMA GRAVE DENUNCIA NA CPMI DO INSS
A CPMI do INSS foi palco de uma denúncia explosiva feita pelo deputado federal Duarte Jr. Durante sessão, o parlamentar revelou que um pescador maranhense foi atropelado após se recusar a dividir o seguro-defeso com um assessor de parlamentar, em um suposto esquema de rachadinha. O caso aconteceu em 2023 e, segundo Duarte, há vídeo que registra o crime.
De acordo com a denúncia, o pescador teria negado entregar metade do benefício e acabou sendo atropelado. As imagens permitiriam identificar o veículo, o trajeto percorrido e, com perícia, até a placa e o condutor. Duarte afirmou que a população sabe quem são os envolvidos, mas destacou que é preciso seguir o rito processual para garantir punição firme e definitiva.
A fala elevou ainda mais a tensão na comissão, que investiga desvios envolvendo aposentados, beneficiários do BPC e pescadores. Duarte classificou o escândalo como um esquema cruel contra pessoas vulneráveis e reforçou que a CPMI abriu a “caixa-preta” da corrupção.
O parlamentar também destacou que, graças ao avanço das investigações, mais de R$ 150 milhões já foram devolvidos a aposentados no Maranhão, beneficiando mais de 198 mil pessoas. Para ele, quanto mais a investigação avançar, mais corruptos serão alcançados.
A denúncia coloca pressão máxima sobre os envolvidos e promete novos desdobramentos nos próximos dias
ORLEANS CHEGA AO LIMITE DA VISBILIDADE
O impasse envolvendo a posição do PT nas eleições do Maranhão ainda não foi resolvido nesta semana, mesmo após conversa do governador Carlos Brandão com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, ocorrida hoje. Muito disso se deve ao crescimento do nome do secretário Orleans Brandão na conjuntura local.
O governador tem em mãos uma série de pesquisas que demonstram que Orleans é hoje, a oito meses das eleições, quem apresenta maior viabilidade eleitoral dentro do campo que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, aguarda uma definição do próprio presidente sobre os rumos que o PT irá tomar no Maranhão.
O crescimento consistente de Orleans nos últimos meses mudou o tabuleiro eleitoral no estado, movimentando inclusive peças ligadas ao também pré-candidato Felipe Camarão, que já admitem, abertamente, uma composição com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.
Diante desse cenário, Brandão sabe que, com um candidato viável e uma base forte e alinhada à esquerda, pode dar a musculatura necessária para garantir ao presidente votos importantes no Maranhão. Optar por um grupo cujo pré-candidato se mantém neutro no cenário nacional pode enfraquecer a campanha de reeleição do presidente no estado.
Com esse cálculo eleitoral em mãos, Brandão acredita que convencerá Lula de que Orleans é, hoje, a melhor opção para o seu campo político no Maranhão. E, pragmático como é, o presidente saberá reorganizar as peças, inclusive as do Senado, para definir seu palanque no estado.
Em síntese, o crescimento de Orleans tornou sua candidatura praticamente irreversível. E Lula sabe disso.
COM A PALAVRA - O AMOR QUE SOBREVIVEU APENAS NA LEMBRANÇA POR DR. GILMAR PEREIRA
O AMOR QUE SOBREVIVEU APENAS NA LEMBRANÇA
Cartas, fotografias e um amor interrompido
Guardadas nas gavetas, encontrei registros de um amor contrariado do passado; um amor que ficou registrado em dezenas de cartas escritas à mão, amareladas pelo tempo, e em fotografias desbotadas. Deparei-me com inúmeras cartas apaixonadas.
Esse momento tocou a minha alma, trazendo belas lembranças desse amor que foi tragado pelo tempo e não teve um final feliz. Fiquei com o coração partido, rememorando essa história de amor do passado, interrompida pelo tempo. Um amor que não coube no destino e do qual restou apenas a lembrança — um amor que o tempo não apagou.
As cartas amareladas e as fotos desbotadas, guardadas nas gavetas, eternizaram esses momentos e são algumas das poucas coisas que ficam. Só as fotos e as cartas resistem aos estragos do tempo. Ao mexer nas fotografias, senti uma nostalgia inexplicável, que jamais se repetirá; por um momento, voltei ao passado em busca desse amor que me fez muito feliz. Lembrei-me dos planos que fizemos para viver eternamente esse amor. Foi uma paixão avassaladora, que jamais se repetirá.
As cartas eram escritas e trocadas frequentemente, com intensidade. Não sei como tínhamos tantos assuntos para tratar nessas cartas; ainda as tenho todas guardadas. De vez em quando, seleciono algumas para reler, e o passado volta a me atormentar. Esse foi o único e grande amor da minha vida.
POESIA - A VARANDA - JOSÉ SARNEY
A Varanda
Nos esquadros da varanda
o corrimão escorria
na meia parede de taipa,
suja e gasta de abandono.
No parapeito das janelas,
nada além de um horizonte
nuvens cinzas.
Tudo desmoronara.
Ficou um quintal molhado.
Eram mangueiras e figos,
laranjeiras e limão.
Oitis perfumados, pés de jasmim e de estrela,
erva cidreira, murta e romã.
Chão aberto por sulcos escondidos
na malva braba,
caminhos das corredeiras
que das biqueiras caíam
serpenteando em desníveis
na fuga ligeira
das prisões que prendem as águas.
Olho o corrido da taipa
o ondulado do barro
descascado em manchas
a marca de minhas mãos
marcadas no brancocal.
Há figuras debruçadas:
avô, avó, Tomásia, Emília e
quantos
olhavam a chuva cair
desabando do telhado
nas calhas de zinco velho.
Os galhos balançavam
como pêndulos verdes
de relógios que dormiam.
O varandão das lembranças,
com o caixão negro-dia
do meu avô preparado.
Fraque, colete e botina
para uma festa de cinzas
onde se chega
e não volta.
Olhos fechados,
mãos cruzadas,
lábios cerrados.
E os cravos dos defuntos,
amarelos e sombrios
cores de sonho, choros
e gemidos gementes
para quem viaja
com as mãos sem poder
apertar um gesto de adeus.
De novo as biqueiras jorrando
no vazio do varandão.
Silêncio nesse cantar
feito de tempo e tristeza
da vida que já passou.
Jasmineiros apodrecidos,
roseiras, avencas, cravinhos
e as águas coloridas:
água branca, pingo azul,
água verde, água amarela,
que tem a cor dos meus olhos
presos na noite datarde.
Varandão, varanda, chuva,
verde alegria molhada.
Só o silêncio vazio
habita no varandão.
Águas conversam e murmuram,
falam de invernos passados,
contam contos de besouros,
pedem perdão das goteiras.
Remoem como moendas,
em voltas que não acabam
as chuvas dos verdes campos.
Enterrados vivem os olhos
que olhavam ventanias,
sacudindo os galhos verdes,
onde pousado cantava
o pássaro do meu destino.
José Sarney

















