sexta-feira, 7 de agosto de 2026

POESIA - COGITO - TORQUATO NETO




COGITO


eu sou como eu sou

pronome

pessoal intransferível

do homem que iniciei

na medida do impossível

eu sou como eu sou

agora

sem grandes segredos dantes

sem novos secretos dentes

nesta hora

eu sou como eu sou

presente

desferrolhado indecente

feito um pedaço de mim

eu sou como sou

vidente

e vivo tranquilamente

todas as horas do fim


Torquato Neto


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SEXTOU COM MUÇÃO





quinta-feira, 6 de agosto de 2026

NOVA AÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL NO MARANHÃO COM VIDTAS A FRAUDE NO INSS

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Procuração Fantasma, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes em prejuízo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação identificou indícios de um esquema criminoso voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade manter os benefícios ativos por tempo indeterminado e viabilizar a contratação de empréstimos consignados em nome dos beneficiários. Há indícios de que os titulares dos benefícios eram pessoas fictícias, criadas mediante o uso de identidades falsas.

Levantamento realizado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) aponta que o prejuízo causado aos cofres públicos pode alcançar cerca de R$ 5,7 milhões.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís/MA, Santa Luzia do Paruá/MA e Zé Doca/MA. Também foram autorizadas pela Justiça medidas cautelares de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o arresto de bens para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato majorado contra entidade de direito público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso

FAMILIAS BRASILEIRAS PERDERAM R$62,5 BILHÕES PARA BETS EM 2025, APONTA ESTUDO

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025, aponta estudo

Estudo estima que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets em 2025. Plataformas movimentaram quase R$ 351 bilhões via Pix, e pesquisadores apontam impacto relevante sobre a renda e o endividamento dos domicílios

A conclusão é da 3ª edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) em parceria com o Cicef (Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento) a partir de dados do Banco Central, das Epae (Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica) e de elaboração própria.

O estudo destaca que a regulamentação das bets no Brasil, com a obrigatoriedade de cadastramento das empresas a partir de janeiro de 2025, coincide com uma mudança estrutural nas transferências via Pix de pessoas físicas para pessoas jurídicas do setor de artes, cultura, esporte e recreação.

Os R$ 62,5 bilhões correspondem ao valor líquido da transação, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado pelos usuários e o montante devolvido pelas empresas em forma de prêmios.

Segundo o boletim, esse valor equivale a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias, indicando que o avanço das plataformas de apostas passou a produzir efeitos mensuráveis sobre a dinâmica financeira dos domicílios brasileiros.

O estudo demonstra que, até meados de 2024, os pagamentos de pessoas físicas para empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação e os valores transferidos de volta por essas empresas permaneciam em níveis relativamente próximos.

A partir de 2025, porém, os pagamentos destinados ao setor cresceram de forma expressiva, enquanto as transferências no sentido contrário aumentaram em ritmo muito mais moderado.

“Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações”, diz o documento.

Os números do boletim são superiores aos registrados pelo Ministério da Fazenda para as casas de apostas autorizadas a operar no país em 2025. Segundo a pasta, a receita das bets legais somou R$ 36,9 bilhões.

Um estudo da consultoria LCA, encomendado pelo IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), contudo, estima que as bets clandestinas representaram algo em torno de 41% a 51% do mercado total.

A diferença entre a estimativa do Comsefaz (R$ 62,5 bilhões) e o dado da Fazenda (R$ 36,9 bilhões) é de R$ 25,6 bilhões, equivalente a cerca de 41% do total estimado pelo boletim, percentual que coincide com o piso da faixa projetada pela LCA, embora os levantamentos não sejam diretamente comparáveis.

O boletim também analisou o impacto da entrada das bets no mercado regulamentado sobre o volume de transações via Pix entre outubro de 2024 e março de 2026.

Para isso, os pesquisadores estimaram qual seria o volume esperado de transferências de pessoas físicas para empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação caso não tivesse ocorrido a mudança provocada pela regulamentação. Depois compararam essa projeção com os valores efetivamente registrados. A diferença entre os dois cenários foi interpretada como o impacto atribuível às bets.

Como se trata de uma simulação estatística, os autores ressaltam que o resultado não representa uma relação de causa e efeito comprovada.

O volume médio mensal adicional atribuído às bets foi estimado em R$ 24,1 bilhões. Restringindo a análise ao ano de 2025, o acumulado alcança R$ 350,97 bilhões, evidenciando a magnitude do impacto sobre o volume anual de transações.

O boletim destaca, contudo, que a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, em outubro de 2025, produziu uma desaceleração do crescimento das transações e a aproximação entre o volume de transferências estimado e o observado.

De acordo com o estudo, o fato de a proibição ter produzido efeito mensurável sobre o volume agregado de transações sugere que as famílias de menor renda têm participação relevante no mercado brasileiro de apostas esportivas online.

“Em conjunto com os elevados níveis de endividamento e de comprometimento da renda, esse resultado reforça o diagnóstico de vulnerabilidade financeira das famílias brasileiras no atual ciclo econômico”, afirma o estudo.


TSE RECEBE LISTA DE TCU COM NOMES DE GESTORES COM CONTA,S REJEITADAS


O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou, ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, a lista de responsáveis com contas julgadas irregulares nos últimos oito anos. A relação reúne mais de 6,1 mil nomes e subsidia a análise dos pedidos de registro de candidatura nas eleições de 2026.

A maior parte dos responsáveis é formada por prefeitos e vereadores de municípios de pequeno porte. Cerca de 3,8 mil – está vinculada às regiões Nordeste e Sudeste. Em comparação com a lista entregue ao TSE nas eleições de 2024, houve redução de 3% no total de pessoas relacionadas.

A lista considera decisões do TCU que transitaram em julgado – ou seja, contra as quais não cabem mais recursos no Tribunal – nos oito anos anteriores à eleição. Para o pleito de 2026, estão incluídas decisões proferidas desde 2018.

Da lista, são 266 pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador (incluindo suplência).

Os dados serão atualizados diariamente até 18 de dezembro, prazo final para a diplomação dos candidatos eleitos. Até essa data, nomes podem ser incluídos ou retirados em razão de recursos julgados pelo TCU ou de decisões judiciais.

A presença de um nome na lista não torna automaticamente a pessoa inelegível. Cabe à Justiça Eleitoral avaliar cada caso e decidir, com base nos critérios previstos em lei, se o responsável poderá concorrer a cargo eletivo.

Clique aqui e veja a lista completa.

UNIÃO BRASIL ESTÁ COM ORLEANS BRANDÃO

O União Brasil, comandado no Maranhão pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, realizou sua convenção partidária na tarde de ontem,  quarta-feira (5) na sede do partido. Foram homologadas as candidaturas a deputado federal e estadual pela legenda.

Pedro Lucas também confirmou que o partido vai apoiar o candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, que esteve participando do evento do União Brasil.

No entanto, a definição para o Senado ainda não ocorreu, mas existe a possibilidade do União Brasil ter uma chapa para a disputa. O debate ainda será discutido pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, comandado pelo deputado federal André Fufuca.

O PP chegou a sugerir o nome de Perla Amaral (União), esposa do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, fosse a primeira suplente de Fufuca, mas a indicação não foi acatada pelo União, que teria sugerido um nome, recusado pelo PP.

Diante da indecisão, o União Brasil montou uma chapa puro sangue ao Senado, com o vereador da capital maranhense Marquinhos Silva como candidato a senador, Rejane Braga como primeira suplente e o líder quilombola Chico, de Vargem Grande, como segundo suplente

CRÔNICA -HERANCA DE OURO PRETO - POR ZEZINHO CASANOVA

:Herança de Ouro Preto


O sol em Viana não apenas ilumina; ele pesa. Pesa sobre os ombros de Maria das Dores enquanto ela caminha pela trilha de terra batida que corta o quilombo de Ouro Preto. O chão, seco pela estiagem severa, ainda guarda a memória da umidade dos igarapés que, em outros anos, garantiam a fartura.

Ela parou por um instante, a mão calejada repousando sobre o tronco de uma gameleira centenária. Aquela árvore não era apenas madeira e folhagem; era o marco geográfico dos seus avós, o pilar de sustentação de uma história que, para muitos fora daquelas fronteiras, simplesmente não existia.

Do outro lado da cerca de arame farpado, que cortava a paisagem como uma cicatriz, o contraste era brutal. De um lado, a diversidade da mata nativa, o plantio de subsistência de mandioca e o aroma do fumo de rolo; do outro, a monocultura de soja que se estendia como um mar verde e homogêneo, desprovido de pássaros, de alma.

Os tratores da fazenda vizinha roncavam ao longe, um som de metal que parecia devorar o silêncio da mata.

Maria das Dores não temia o barulho, embora soubesse que ele anunciava a cobiça. Em sua casa, uma estrutura erguida com taipa e a força da união familiar, ela mantinha as ferramentas de sua resistência: o livro de atas da associação, o terço de contas de madeira e o facão que, na palma de sua mão, era mais um instrumento de cuidado do que de ameaça.

Naquela tarde, as mulheres da comunidade se reuniram debaixo da gameleira. Não havia pauta formal, apenas a urgência. O projeto de expansão da nova fazenda previa a drenagem de um canal que alimentava as hortas comunitárias. Se a água fosse desviada, o quilombo sucumbiria à sede.

— Eles dizem que a terra é produtiva porque está cheia de soja. — Disse Zefa, a mais jovem das lavradoras, com os olhos fixos na linha do horizonte. — Eles não entendem que a nossa semente é o que garante que a gente tome café da manhã amanhã.

Maria das Dores levantou-se lentamente e passou o olhar por cada uma das ali presentes. Mulheres que, geração após geração, tinham enfrentado o chicote, o coronelismo e, agora, uma ameaça sem rosto, com CNPJ em vez de nome.

— Ouro Preto não é extensão de hectares. — Começou Maria, a voz firme. — É a nossa pele, o lugar onde a gente enterra a placenta dos nossos filhos. Não vamos deixar transformarem isso em pasto.

Na semana seguinte, o avanço das máquinas foi interrompido não por tribunais ou burocratas de São Luís, mas por quarenta mulheres quilombolas sentadas calmamente sobre a terra que o trator deveria revirar. Zefa estava entre elas, na primeira fila, segurando um cartaz pintado com o barro vermelho da região. Não carregavam armas, apenas panelas onde cozinhavam o feijoal que sustentava a comunidade. Quando o encarregado da empresa chegou, encontrou uma muralha de dignidade.

Maria das Dores não se levantou da cadeira de palha que trouxera para o meio da estrada:

— Pode chamar quem quiser. — Disse ela, enquanto o sol da tarde tingia seu rosto de um tom de cobre intenso. — A lei dos homens pode dizer que essa terra tem registro em nome de banco. Mas a lei da terra diz que a gente está aqui desde antes desse mundo ser medido em metros quadrados.

O impasse durou horas. De um lado, o metal da máquina; do outro, a ancestralidade encarnada naquelas mulheres. A liderança de Maria, forjada no respeito mútuo, impunha um respeito que o dinheiro não conseguia comprar. Ela não pregava o ódio, mas a permanência — do modo de vida, da tradição, do segredo das ervas que só cresciam ali.


Ao final daquele dia, os tratores recuaram. O silêncio retornou a Ouro Preto. As mulheres voltaram para casa em procissão, cantando hinos que atravessavam séculos.


Maria das Dores sentou-se na varanda de sua casa de taipa e observou o pôr do sol sobre o mar de soja que se aproximava de sua cerca. Sabia que a luta seria longa. Mas não sentia medo. Em suas mãos, o terço de madeira se aquecia. Olhou para elas — marcadas pela lida, ainda ágeis para plantar a semente que alimentava sua ética.


O futuro de Ouro Preto não era algo que ela esperava chegar. Era algo que ela construía a cada aurora, palmo a palmo, contra o assoreamento da ganância. Ouro Preto não era apenas uma comunidade de resistência. Era a prova de que, mesmo cercada, ainda há chão que ninguém consegue medir.


 José Casanova 

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista 

Membro da Academia Bacabalense de Letras 

Academia Mundial de Letras da Humanidade

POESIA - SONETO DA SEPARAÇÃO - VINÍCIUS DE MORAES




 Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes 


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

DUARTE JUNIOR VAI MESMO PRA DEPUTADO FEDERAL

A convenção do Avante homologou a candidatura de Duarte à Câmara dos Deputados, em um evento marcado por discursos em defesa da renovação da política e da valorização da ética na vida pública. Ao lado de candidatos proporcionais, lideranças e apoiadores, Duarte afirmou que sua candidatura reforça o compromisso de fortalecer uma política voltada para servir às pessoas, defendendo que o exercício do mandato deve estar acima de interesses pessoais e da disputa pelo poder.

Durante seu pronunciamento, Duarte fez um duro diagnóstico do cenário político atual, criticando o que classificou como a “precificação” da política. Segundo ele, a influência do poder econômico tem transformado lideranças, partidos e mandatos em instrumentos de negociação, enfraquecendo o debate de propostas e afastando a população das decisões políticas. Para o candidato, é necessário romper com essa lógica e resgatar uma política baseada em ideias, projetos e compromisso com a sociedade.

O candidato também destacou sua trajetória na vida pública, lembrando que construiu sua carreira sem pertencer a famílias tradicionais da política. Duarte ressaltou sua atuação à frente do Procon Maranhão, do Viva, além dos mandatos como deputado estadual e federal, afirmando que, ao longo de mais de uma década de vida pública, nunca teve o nome envolvido em escândalos de corrupção. Segundo ele, esse histórico reforça o compromisso de manter uma atuação pautada pela transparência e pelo combate às irregularidades.

Ao apresentar o lema da campanha, “Ninguém vai nos parar”, Duarte afirmou que não pretende recuar diante de pressões ou tentativas de intimidação. Em tom emocionado, agradeceu à família pelo apoio recebido ao longo de sua trajetória e reafirmou que continuará enfrentando os desafios da vida pública com a mesma determinação que, segundo ele, o levou a superar dificuldades desde a juventude.

Encerrando a convenção, Duarte fez um apelo para que os eleitores valorizem candidatos com histórico de integridade e compromisso com o interesse público. Ele também destacou a chapa de candidatos homologada pelo Avante, afirmando que o partido apresenta homens e mulheres preparados para renovar a política com responsabilidade e honestidade. “Vamos à luta, vamos à vitória. Viva o Maranhão, viva a boa política”, concluiu, sendo aplaudido pelos participantes do evento

QUASE MIL APENADOS NAS RUAS NA SAIDINHA DO DIA DOS PAIS

A juíza auxiliar Marcelle Adriane Farias Silva, que responde pela 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, encaminhou à Secretaria de Administração Penitenciária a lista com os nomes dos 953 apenados e apenadas beneficiados com a saída temporária do Dia dos Pais de 2026. Todos foram autorizados a sair a partir das 9h de hoje, quarta-feira (05), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até as 18h do dia 11 de agosto (terça-feira).

A magistrada esclarece que os apenados e apenadas foram beneficiados com a saída temporária por preencherem os requisitos previstos nos artigos 122 e 123 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal) e podem sair para visita aos familiares se por outros motivos não estiverem presos.

Os beneficiados e beneficiadas devem cumprir várias restrições como fornecer o endereço onde reside a família a ser visitada ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do benefício; recolhimento à residência visitada, no período noturno; não frequentar festas, bares e similares; entre outras determinações.

No documento encaminhado à Secretaria de Administração Penitenciária, a juíza também determinou que os diretores dos estabelecimentos prisionais da Ilha de São Luís comuniquem à 1ª Vara de Execuções Penais, até as 12h do dia 14 de agosto (sexta-feira), o retorno ou não dos internos e internas e eventuais alterações.