terça-feira, 11 de novembro de 2025

POESIA - POR ABEL CARVALHO

 

TU NEM IMAGINAS


Pensei que não choraria

Tu nem imagines assim

Seja qual for a dor

Ela sempre vai doer

Pois o tempo é infindo

O tempo não volta

Não marca a derrota

O tempo é mudo e sem fim


Não pensei que choraria

Acostumado a solidão fria

Duvidei de ti

Que me dirias

A vida é noite e dia

A vida e um enredo sem fim


Não sei quantas vezes

A noite avança

Não vejo quantas vezes

A agonia acalanta

A dor clamor de um dia

Sem fim


O dia 

A tarde

A noite

A madrugada


A tua ausência

Em calma anunciada

Clama como com a vestal

Na qual te escondes

Chama e adormece

Não responde

Esconde a ânsia

Do dia que não

Vai vir


Abel Carvalho


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