Depois da polêmica sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutiu a possibilidade de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o nome do ministro Flávio Dino voltou a ser especulado, após um eventual retorno à vida partidária, para disputar a Presidência do Brasil em 2030.
Integrantes do próprio Governo Federal avaliam que a busca pelo protagonismo de Flávio Dino no STF, especialmente em temas de grande repercussão pública, pode ser lido como movimento capaz de pavimentar uma futura candidatura presidencial.
Dirigentes do PSB, partido ao qual Dino foi filiado antes de chegar ao STF, afirmam que ele seria bem recebido caso decidisse se aposentar da Corte e voltar à política. Entre legendas de esquerda, o ministro é citado como um possível nome para o período posterior ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Aliados de Dino têm participado de disputas políticas no Maranhão, o que já vinha provocando questionamentos sobre a atuação do ministro fora do ambiente estritamente jurídico. O dado reforça a leitura, entre interlocutores políticos, de que seu nome permanece presente no debate eleitoral, mesmo após sua ida para o STF.
No STF, Dino tem concentrado parte de sua atuação em temas com apelo direto junto à opinião pública. Entre eles estão a cobrança por transparência nas emendas parlamentares e críticas a benefícios adicionais no serviço público, frequentemente chamados de penduricalhos

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