Bandolim ou Cavaquinho ?
É como ouvir Gal e Tom: tudo o que vier é bom!
Se a escolha fosse sempre assim, seria magnifico.
Desejaria que fosse da mesma forma na escolha de um representante para a nossa nação. Imagine que os dois fossem exemplos de integridade, justiça, nobreza e compromisso em servir o povo e não o proprio umbigo ? O papo na esquina seria outro. A escolha seria uma celebração, não um dilema.
Mas a realidade que escuto é: _“Temos que escolher o menos pior.”_
Onde nós chegamos ?
Belchior tem uma frase que diz: “Ó, que trágico destino: preferiste o assassino ao amante mais leal.” Uma alusão à escolha entre Barrabás e Cristo e talvez uma imagem que reverbera através da história.
A consequência é essa: em vez de escolhermos entre dois homens de caráter aprovado, justos e íntegros, somos frequentemente colocados diante da escolha entre o ruim e o menos ruim.
Que tristeza!
Talvez por isso me venha à memória das Escrituras, que diz que somos peregrinos e estrangeiros neste mundo, e aqui não temos uma pátria permanente. ( 1 Pedro 2:11, Hebreus 11:13, Filip 3:20, Hebreus 13:14 )
E também aquela outra afirmação tão forte: _“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”_ ( 1 Coríntios 15:19 )
No fim, talvez a grande questão seja justamente essa: não depositar nossa fé, alma, em homens, governos ou sistemas.... Como bem afirmou poeta " maldito " Sergio Sampaio " _Tudo Crel, Tudo Sistema_" " _O bandido e o mocinho são os dois do mesmo ninho_ "
Enquanto isso, vou seguindo peregrinando...mesmo não tendo dinheiro, mesmo perdendo a razão, mas me restando ainda o direito de ser consciente da situação.
Mano Lopes - músico, cantor, compositor, produtor musical e professor


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