sábado, 21 de dezembro de 2013

ENTREVISTA 10 COM PAULO CAMPOS - RETROSPECTIVA

PAULO CAMPOS
UM CHAPÉU CHEIO DE POLÍTICA E POESIA

“Pela cultura tenho amor, pela política tenho paixão. Sei que os políticos precisam de alguma forma resgatar esse débito histórico com os nossos artistas e com a nossa cultura.”.
         
Poema de cartaz
 S
em nenhuma dúvida, Paulo Roberto Campos Silva, o nosso Paulo Campos é o poeta mais talentoso de nossa cidade. Filho do casal Zélia Campos Silva e Ivaldo Pouso Silva, esse iluminado nasceu em 15/05/63, em Bacabal-MA, onde foi criança de jogar bola, pegar passarinho, criar galos de briga, criar cães, brincar nas matas, nos quintais, roubar frutas, banhar no rio Mearim, pescar, caçar, trocar revistas aos domingos na porta do Cine Kennedy e brincar de viver com os meninos do seu tempo. Formado na universidade da vida em cultura, ele estudou no Colégio Nossa senhora dos Anjos, onde começou a descobrir o seu dom para as letras. Casado com Maria Joaquina Sanches Campos, empreendedora individual, ele é pai de Paulo Roberto Campos Silva Filho, 23 anos, que cursa Engenharia de Produção na Universidade Federal do Piauí; Mateus Sanches Campos, 20 anos, que cursa Administração no IFMA-Campus Bacabal, passou para zootecnia na Universidade Estadual do Maranhão, mas optou pela Polícia Militar do Maranhão e Lucas Sanches Campos, 16 anos, que faz o curso Técnico em Informática Integrado no IFMA-Campus Bacabal.

CAPÍTULO  EXTRA
Paulo Campos e Zé Lopes
De tudo que a vida lhe fez viver, a parte melhor foi a infância, diz Paulo Campos. “Nosso tempo de menino, das gaiolas de passarinho, das brincadeiras de rua, das noites, dos vaga lumes pintando no escurecer, dos quintais, das mangas, goiabas, das murtas, bostinhas de cabra, dos piaus, piabas, do nosso Mearim, do céu estrelado, dos festejos, do largo da igreja, das coisas boas que os tempos não trazem mais, assim foi minha infância, assim foi nossa infância, que tanto ainda me serve de alimento.”Poetiza ele.

PÃO E POESIA
Zé Lopes, Silvio, Abel e paulo Campos
Paulo Campos herdou o dom das lindas frases do seu avô, poeta Miguel Campos. O incentivo, comenta Paulo,  deve a grandes parceiros de muitas caminhadas, Zé Lopes, Abel Carvalho, Jânio Chaves, Louremar Fernandes e outros tantos poetas e escritores. Logo cedo começou a construção de uma nova história na cultura bacabalense, foram muitos poemas e composições, um vasto material publicado no Jornal Diário do Norte, Jornal Imparcial, jornais locais, panfletos, cartazes-poemas, nos varais e murais das feirinhas culturais, na pioneira Rádio Mirante FM. “O poema era nossa arma, servia para amar, para cobrar, para indignar nosso velho companheiro das mesas de bar, onde tudo se sonhava, onde tudo se queria, foi assim que vivi, foi assim que vivemos. Hoje ainda estou aqui, fazendo o que a vida me inspirou a fazer” , reitera.

A ARTE DA POLÍTICA

Beto pereira, carmem Lopes, Ourinho, Zé Lopes, Louremar e Paulo Campos
Logo cedo, Paulo Campos iniciou na luta dos movimentos culturais de Bacabal, junto com grandes parceiros como Abel Carvalho, Zé Lopes, Perboire e outros tantos companheiros. Construíram grandes movimentos, como Casa do Artista de Bacabal, Associação de Imprensa, e outros tantos mais. Incentivado por parceiros como o blogueiro Sérgio Mathias, Campos iniciou sua vida política. Fui candidato a vereador se elegendo em 1998 e novamente em 2002. Em 2004 foi eleito presidente da Câmara Municipal. De lá para cá ele nunca mais saiu da política e vice-versa. Foi assessor, secretário, articulador, candidato novamente, hoje está primeiro suplente de vereador . Paulo Campos continua escrevendo poemas e composições e militando na política, além de nos fins de semana, pescar, cozinhar e beber uma cervejinha com os amigos.

Festuval de Música


ENTREVISTA

01 - Blog do Zé Lopes – O senhor que é poeta,  compositor, membro da Academia Bacabalense de Letras e figura presente em todas as vertentes da cultura. Como vai a administração do Secretário José Clécio?
Paulo Campos – Na verdade, Bacabal tem um débito histórico com a nossa cultura. Ao longo dos anos, secretários de cultura, vem erradamente tentando resgatar isso, geralmente confundindo cultura com festas, festejos e folias. Não sei se o Clécio é esse cara, mas precisamos que, ao invés dessa velha política, se faça cultura que fomente cultura, que se trabalhe as edições fonográficas, as edições literárias, o artesanato, o teatro, o resgate das nossas identidades culturais, das nossas tradições. Para que isso aconteça é preciso vontade política, equipe e conhecimento.

02 - Blog do Zé Lopes – Bacabal tem uma Academia de Letras e vários literatos bacabalenses, inclusive de prêmios, são totalmente relegados a insignificância, enquanto há uma política para que pessoas que nada tem a ver e nada tem haver com a nossa literatura  assumam cadeiras e dizem alguns blogs, que o senhor tentou emplacar do nome do desembargador Guerreiro Júnior. Isso é verdade?
Paulo Campos – Eu e o colega Casanova, fizemos o convite ao compositor e escritor Guerreiro Junior. Como fizemos também, ao escritor professor Zé Carlos e a outros tantos escritores e poetas, pois entendemos que precisamos fortalecer essa entidade tão importante para a cultura da nossa cidade. Que os nobres compositores, poetas e escritores venham se unir a nós, para que possamos ajudar esses dois grandes ilustres,  Casanova e Costa Filho, a carregar esse fardo de letras que é a nossa academia. Aguardamos ainda a resposta e o material.

03 - Blog do Zé Lopes – O senhor já foi vereador por três mandatos, milita na política de Bacabal, tem visão e o dom da palavra. Na sua opinião,  a cidade está no caminho certo e se não tiver, o que está faltando?
Paulo Campos – Todo administrador encontra grandes dificuldades. Com a nossa administração não é diferente, para estar no caminho certo, é preciso ter grupo forte, uma boa equipe e uma boa assessoria, ter humildade para ouvir e firmeza para mandar. Acredito que o nosso prefeito irá encontrar o caminho certo.

04 - Blog do Zé Lopes – O senhor foi um grande entusiasta da cultura bacabalense, participou ativamente da Casa de Cultura, das feiras culturais, dos festivais de música, dos grandes desfiles de carnavais, das ruas de lazer, dos arraiais, do Boi Bacaba, do projeto Mesa de Bar, Nossa Voz, Os Lamas, dentre outros. Olhando para trás e vendo que nada disso existe mais, lhe deixa indignado? O que lhe vem a cabeça?
Paulo Campos – Além da grande indiferença política para com o movimento que foi talvez nosso maior entrave, houve naturalmente ao longo dos anos a dispersão desses movimentos, muitos membros ativos como produtores culturais, músicos, compositores, enfim, por motivos particulares como trabalho, família, tiveram que se ausentar ou abandonar os movimentos, deixando um vazio muito grande. Segmentos como escolas de samba, grupos de pagode, bumbas bois, quadrilhas, e outros, acabaram suspendendo suas atividades ou desativados, gerando grande vazio e um grande prejuízo para nossa cultura. Houve também a falta de estímulo e investimento para os nossos novos valores, para que preparados pudessem substituir os que se foram. Então, o que mais nos dói, é ter perdido o que nós tínhamos sem termos tido a capacidade de preservar ou mesmo de resgatar.

05 - Blog do Zé Lopes – No campo político, o senhor foi elogiado por uns e execrado por outros. No campo da cultura, é público e notório que o senhor não foi bem, já que a cultura acreditou na sua gestão. Faltou apoio por parte dos governantes?
Paulo Campos – Logo cedo, descobri um grande amor pela cultura. Mais tarde, fui acometido de paixão pela política, como nas paixões, na política vivi altos e baixos, tive encantos e desencantos. Hoje tenho a plena consciência de que na militância, na luta dos movimentos, pude fazer muito mais pela nossa cultura, pois no campo político muito pouco pude fazer. Sei que os políticos precisam de alguma forma resgatar esse débito histórico com os nossos artistas e com a nossa cultura.

06 - Blog do Zé Lopes – Sabemos que o senhor hoje está do lado do prefeito Zé Alberto. Até agora, a gestão dele não tem agradado. O que o senhor diria para ele nesse momento para reverter esse quadro?
Paulo Campos  Que tenha humildade para ouvir, vontade e firmeza para enfrentar. Sei que administrar nunca foi fácil e nunca será, mas que com um bom grupo, uma boa assessoria, e vontade de realizar, naturalmente a tendência é melhorar.

07 - Blog do Zé Lopes – O senhor é um excelente articulador político, fez um grande trabalho com o Hilton da Trizidela e por pouco não o elegeu a deputado estadual.  Sabendo-se que é um nome em ascensão na política de Bacabal, e que o Carlinhos Florêncio não correspondeu, o que vem fazendo a militância em prol do nome Hilton?
Paulo Campos – Quando rompi com o governo Lisboa para articular a candidatura do Hilton para Deputado Estadual, eu tinha um projeto que não se resumia só no Hilton. Meu projeto era construir uma nova força política para se unir as outras forças de oposição de Bacabal, para juntos enfrentarmos o grupo da situação com uma candidatura alternativa. Logo após a eleição, o Hilton me procurou dizendo que era candidato a prefeito, eu tentei colocar que era cedo, que a gente precisava conversar com os outros segmentos, formar uma grande aliança, ele me respondeu que o nome era ele e que não abria pra ninguém, ainda tentei argumentar. Depois dessa conversa, ele nunca mais falou comigo.

08 - Blog do Zé Lopes – O que lhe assusta na cultura de Bacabal?
Paulo Campos- É não ver o que via, não ter o que tinha, ver o passado passar, a memória se apagar, com a certeza que nenhum registro terá. É ter convivido com Alfredo, Amâncio, Santo Preto, e não poder ver, ouvir, ler, uma única página sobre suas histórias. É ter tido tantas alegrias e glórias no nosso carnaval e não ter nenhum registro fonográfico ou literário das nossas grandes obras. É ter uma academia de letras com tantos ilustres autores e não ter quase nenhum registro de suas obras. É ter artistas, artesãos, músicos, pintores, compositores, enfim, quase todos sem os registros das suas obras. É isso que mais me assusta. É perder a memória, é morrer sem memória, sem registro do que fomos, do que fizemos, da nossa história.

09 - Blog do Zé Lopes – O que lhe assusta na política de Bacabal?
Paulo Campos. - Ter que conviver com a idéia das coisas não darem certo, perder esperança mais uma vez, por isso preciso de alguma forma, mesmo pequeno que sou, continuar ajudando para que as  coisas dêem certo, buscando sempre uma Bacabal melhor e mais justa, onde o bem se sobreponha ao mal.

10 - Blog do Zé Lopes - Bacabal ainda tem jeito?
Paulo Campos – Precisamos sempre acreditar que sim. A construção de uma Bacabal melhor sempre foi o nosso maior desejo, por isso, de alguma forma precisamos continuar dando a nossa parcela de contribuição para que essa vontade se torne realidade. 

RAPIDINHAS




A ilha está com um clima agradabilíssimo. Depois de meses de calor insuportável, São Pedro abriu as torneiras e fez chover na tarde e durante toda a noite. Agora mesmo, o céu está carregado, o tempo nublado e pelo que se vê, tem mais água durante o dia.
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O oftalmologista Dr. Eufrásio, que está de recesso, desta vez não foi para sua fazenda nos arredores de Bacabal para ver suas búfalas e nem para caçar onças. O moço foi visitar amigos que não vê há muitos anos, lá no interior do Ceará. Segundo ele, nesse lugar, não chove há quatro anos. Tomara que o doutor leve um pouco da chuva que está prevista pra cá.
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E por falar em recesso, quem segue para o Rio de Janeiro para as festas de fim de ano, é o Dr. Otavio Pinho. Ele que está bastante inspirado, está compondo para participar dos festivais de músicas carnavalescas da Mirante FM e da Secretaria de Cultura de Bacabal.
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Ontem aconteceu a confraternização da galera do Barezão.  A festa rolou em clima de muita alegria e foi anunciado por Roberto Baresi, o nascimento do Bloco de Carnaval da turma.
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E por falar em bloco de carnaval, está sendo organizado pelo estudante de direito Zé Maranhão, o Bloco Carnavalesco Amigos de Wellington. Ségundo Zé Maranhão, é pretensão sair com cinqüenta componentes, mas, se depender dos amigos de Wellington, pode preparar para um arrastão.
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Amanhã, no Bambuzal, acontecerá a grande confraternização da AABAC – Associação dos Amigos de Bacabal. O evento que está sendo preparado por Ezrael Nunes, reúne todos os anos, um grande números de amigos e familiares bacabalenses.Vai rolar muito som, churrasco, cerveja e a tradicional partida de futebol.
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Tive acesso a uma pesquisa encomendada por um politico maranhense de renome nacional, onde aparece com um elevado índice de aprovação, mais uma poderosa. Meu amigo, ela supera todas as outras, deixando-as no chinelo. Essa nova poderosa é ????? Amanhã todos saberão. Acesse o nosso Blog
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DINAMITE REITERA QUE VASCO VAI RECORRER À JUSTIÇA PARA PERMANECER NA ELITE: 'O CLUBE VAI BUSCAR RESGATAR SEU ESPAÇO'



Roberto Dinamite é presidente do Vasco desde 2008 e deputado, de maneira consecutiva, desde 2003

Rebaixado em campo, mas sem a certeza de que irá disputar a Série B em 2014. Ao menos este é o sentimento do presidente do Vasco, Roberto Dinamite. Em entrevista à Rádio Globo nesta sexta-feira, o mandatário cruzmaltino garantiu que vai lutar em todas as instâncias judiciais para tentar permanecer na Primeira Divisão. 

"Estamos trabalhando e buscando os direitos do Vasco. A torcida tem de saber que o Vasco não está parado, está vivo e vai buscar tudo aquilo que é legal para resgatar o espaço de estar na Primeira Divisão. Achamos que temos de uma forma legal condição de continuar esse trabalho na Primeira Divisão", disse o presidente do clube. 

Em uma primeira tentativa, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recusou analisar o recurso do clube para impugnar a partida da última rodada, diante do Atlético-PR, em que o time foi derrotado por 5 a 1, em Joinville. Mas, diante da insistência, o presidente do órgão, Flávio Zveiter, repassou ao Pleno do tribunal a decisão de julgar ou não o mérito do Vasco. O clube alega que houve falta de segurança e luta pelos pontos, o que significaria uma salvação do rebaixamento. 

O panorama interno em São Januário, no entanto, está longe de ser mais tranquilo para Roberto Dinamite. Um grupo de conselheiros tenta a renúncia ou, na pior das hipóteses, a antecipação da eleição do clube, marcada para o meio do ano. O dirigente, entretanto, descartou a ideia de abandonar o barco.
"Não existe (chance de renúncia). Já vivi e convivi com pressão maior, em Maracanã de cem mil pessoas. Tenho respeito por todas as pessoas do clube, do vice-presidente ao funcionário mais simples", disse Roberto, que ainda admitiu responsabilidade no momento ruim vivido pelo clube:
"A situação é muito difícil, é muito delicada. Sei que sou o presidente e responsável, mas tinha coisas que não dependiam só de mim", completou o presidente vascaíno. 


MAIS DE 100 MIL ELEITORES TERÃO QUE SE REGULARIZAR COM A JUSTIÇA ELEITORAL



O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão informa que não houve prorrogação do prazo de recadastramento biométrico, porém o eleitor que não realizou o procedimento até o dia 19 de dezembro, apesar de ter seu título cancelado, poderá regularizar a sua situação eleitoral a partir do dia 7 de janeiro de 2014 nos postos de atendimento que continuarão instalados no Fórum Eleitoral, CSU Cohab, Shopping São Luís e Vivas Cidadão.
Para isso, os eleitores deverão agendar atendimento ligando para o número 0800 098 5000 (Disque Eleitor) ou acessando o endereço eletrônico www.tre-ma.jus.br. Nesta situação, encontram-se mais de cem mil títulos, isto porque embora a meta tenha sido atingida pela Justiça Eleitoral, o eleitorado de São Luís apto a votar nas eleições de 2012 foi de 678.070.
“Alcançamos até ontem (19) 558.605 mil eleitores. Nossa meta era recadastrar 492.093 (90% do eleitorado que compareceu às urnas nas eleições 2012, que foi de 546.770), mais ainda há uma diferença de cerca de 120 mil títulos a serem regularizados, tendo em vista que o eleitorado real de São Luís é de 678.070, explicou o desembargador José Bernardo Silva Rodrigues, ex-presidente do TRE-MA.
Os números alcançados durante o período obrigatório de recadastramento eleitoral biométrico são:
- Em São Luís, a meta era recadastrar 492.093 (90%) de 546.770 eleitores e o alcançado foi 558.605;
- Em São José de Ribamar, a meta era 68.066 (90%) de 68.503. Registrou-se 74.383;
- Em Barra do Corda, era 38.718 (90%) de 43.020. Foram recadastrados 46.822;
- Em Timbiras, era 12.415 (90%) de 13.794 e foram recadastrados 16.067;
- Em Fernando Falcão, era 5.434 (90%) de 6.038 e foram 5.792;
- Em Jenipapo dos Vieiras, era 8.263 (90%) de 9.181 e foram 8.835.
Recesso forense
No período de 20 de dezembro de 2013 a 6 de janeiro de 2014, a secretaria do Tribunal e os cartórios eleitorais funcionarão em regime de plantão de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, conforme dispõe a Portaria TRE-MA nº 719/2013.
Os fóruns e cartórios eleitorais que adotam horário de funcionamento no turno matutino deverão cumprir o expediente das 8h às 13h.


PREFEITURA FAZ SELETIVO PARA PROFESSORES



A Prefeitura de São Luís, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realiza neste domingo (22) o processo seletivo para contratação de professores para atuação na rede municipal de ensino. Ao todo, quase nove mil candidatos inscreveram-se para concorrer às 650 vagas do certame. O seletivo acontecerá das 9h às 13h e a lista com a distribuição dos alunos nos locais de prova está disponível para consulta no site www.sousandrade.org.br/concursos.

A Fundação Sousândrade, banca organizadora do seletivo, orienta aos candidatos que compareçam ao local designado para a realização das provas com antecedência mínima de uma hora, com o documento de confirmação de inscrição e o original da carteira de identidade em mãos. O ingresso de candidatos no local de realização das provas após o horário fixado para o fechamento dos portões, indicado no comprovante de inscrição, não será permitido.
O certame será composto de 25 questões de conhecimentos gerais e outras 15 de conhecimentos específicos. Os candidatos terão quatro horas para responderem as questões de múltipla escolha. Há vagas para as disciplinas Artes, Ciências, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Inglês, Matemática, Música, Português, Teatro e Educação Especial. Os salários variam entre R$ 1.754,73 e R$ 2.105,67 para cargas horárias de 24h e 30h semanais, respectivamente.
Do total de vagas, 158 são destinadas para a área da Educação Infantil, 456 para o Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e mais 36 vagas para a Educação Especial, todas voltadas para profissionais com nível superior. Dentre as disciplinas que tiveram, na média geral, maior concorrência estão Ciências, Português, Filosofia e Matemática.
As inscrições no seletivo foram feitas em um formato nucleado, ou seja, ao inscrever-se o candidato já indicaria o local onde pretende trabalhar. Mais de 40% do total de inscritos no seletivo optaram por atuar no núcleo rural e os demais estão distribuídos entre os núcleos Centro, Anil, Coroadinho, Itaqui-Bacanga, Cidade Operária e Turu/Bequimão.
A divulgação do gabarito será feita na segunda-feira (23) no site oficial do processo seletivo e o resultado final do exame será divulgado no dia 10 de janeiro de 2014.



CHICO LACERDA, - CANÇÕES AO LEITE DE COCO




“A gente pega o coco, pega o coco babaçu, quebra o coco com machado, deixa o coco todo nu” .Ele é  o cantos das palmeiras, das caeiras e quebrou o coco babaçu da vida e transformou-o em canção e no pilão das horas, socou suas amêndoas, e dali retirou o tão badalado “leite de coco”, que  usa como tempero complementar para dar mais sabor as suas composições. 

Bacabalense da gema, ele foi um dos primeiros artistas locais a entrar em estúdio e a gravar, na época, um compacto simples, onde teve como carro chefe o até hoje sucesso, “Caeiras”. Esse artista é Chico Lacerda.  Carismático, de voz encorpada e grave, sempre com seu violão, ele é um poeta que marcou gerações e seu estilo inconfundível de falar das coisas de sua terra, lhe capacita a ser um orgulho que Bacabal tem a reverenciar.

Iluminado pela luz de suas próprias canções, Chico Lacerda é um pouco sertanejo, é um pouco caboclo, é um pouco matuto, é um pouco malandro, é um pouco boêmio, é um todo canção. Compositor que não se atem a um gênero especifico, ele vai longe demais e num simples samba, onde ele poderia usar toda sua malandragem, ele usa sua saudade e solidão ao dizer quem vem das baixadas onde canta a juriti.

Musical, literalmente musical, esse poeta do dia a dia, tem uma grande facilidade para escrever o amor pela sua filha, pela sua esposa, pela sua cidade, pelos seus amigos, pelas coisas do cotidiano e até pelo tradicionalmente moderno e atual. Ele foi tema de samba de enredo da Escola Unidos do Bairro d’Areia, numa composição de Abel Carvalho, Paulo Campos e Zé Lopes.

Chico tem um trabalho autoral lindíssimo, já participou de muitos festivais, já compôs para gente famosa e entre tantos sucessos, “Serra Pelada”, gravada pelo extinto grupo “Os Canários do Norte”. Famoso na região, ele voou para Goiás onde canta, encanta e é cantado e há alguns meses atrás, ele foi figura marcante no programa “Caldeirão do Rulck”, onde levou seus filhos ao estrelato.

Chico, além do compacto simples, tem gravado o LP em vinil “O Preço da Paz” , canção da dupla “R. Cavalcante e Perboire Ribeiro”, que voltou à tona, agora, em duas versões no novo CD de Chico Lacerda, que adotou o cognome de “O Robim Hood do Serrado”, nosso herói bacabalense que atira flechas musicais e acerta o alvo do sucesso

Na casa de Chico Lacerda, todo mundo é bamba, todo mundo toca, todo mundo canta, xote, sertanejo, forró, balada e até samba.  A música de Chico tem a beleza dos olhos azuis de “Patricia”, a riqueza que existiu em “Serra Pelada” e o calor de todas as “Caeiras”, que um dia fizeram de “Bacabal”, uma cidade tocada nas rádios.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

RESUMO DO DIA - PELOS BLOGS DE BACABAL



Por Sérgio Mathias
A governadora Roseana Sarney chegou a Bacabal  por volta das 8h40 da manhã dessa quinta-feira (19) e foi recepcionada no Aeroporto Regional pelo prefeito de Bacabal José Alberto Veloso, o deputado federal Alberto Filho, vereadores, secretários municipais e de estado, entre ele o de Turismo Jura Filho. O senador João Alberto e o deputado estadual Roberto Costa também fizeram parte da comitiva.

Do aeroporto todos seguiram para o GBM Grupamento do Corpo de Bombeiros onde o Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão homenageou o deputado federal Alberto Filho autor da emenda de 1 milhão de reais para a aquisição dos equipamentos do GBM de Bacabal e o prefeito Zé Alberto Veloso, ambos com a Comenda Máxima do Corpo de Bombeiros do Estado Alferes Moraes Santos.

Durante os discursos das autoridades foi anunciada a construção de uma escola estadual na Vila São João, a liberação de recursos da ordem de R$7.431.000,00 para a reforma e ampliação do hospital Laura Vasconcelos o Socorrão, recuperação de ruas e avenidas a confirmação de mais 7km de asfalto para Bacabal e investimentos na segurança como a chegada de mais 56 policiais. Na sequência foi feito o corte da fita e o descerramento da placa oficializando a entrega do Corpo de Bombeiros ao povo de Bacabal.

Em seguida a governadora se deslocou até o CEFRAM para prestigiar o encerramento do Encontro da Juventude para o Trabalho com a presença do Secretário de Estado Antônio Hiluy.
No gabinete da prefeitura de Bacabal a governadora assinou a autorização para o processo licitatório da reforma, ampliação e instalação de uma UTI do Socorrão, convênio com o município para a sinalização do trânsito, construção do Centro Tecnológico CETECMA e de uma Unidade Educacional de Tempo Integral. 
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PERBOIRE NO  COLHER DE PAU

Por Abel carvalho
Noite romântica hoje no Bar da Janete(Restaurante Colher de Pau). O cantor e compositor bacabalense Perboire Ribeiro, acompanhado pelo tecladista Rondiney, vai bancar um show diferente. é uma espécie de retorno ao início de sua carreira, quando "O Fera" cantava grandes intérpretes da MPB, a exemplo de Nelson Gonçalves e Altemar Dutra. Mas no show de é hoje não faltarão os grandes sucessos da MPM e nem mesmo músicas marcantes da autoria do próprio Perboire.



MORRE O CANTOR REGINALDO ROSSI, AOS 69 ANOS



RIO — Morreu nesta sexta-feira o cantor Reginaldo Rossi, aos 69 anos. No dia 27 de novembro, ele foi internado no Hospital Memorial São José, no Recife, com dores no peito, mas logo os médicos descartaram a hipótese de infarto. Na quarta-feira, 4 de dezembro, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo da axila direita e os exames confirmaram o diagnóstico de câncer. Dias depois, no domingo 8, ele voltou a ser internado na UTI e na última quinta-feira teve piora em seu estado clínico.
O autointitulado — e reconhecido por muitos como tal — Rei do Brega era, em 1964, quando iniciou a carreira, um garoto que como muitos outros amava os Beatles e imitava Roberto Carlos. Ele seguia o estilo do Rei da Jovem Guarda nos shows que fazia nos bares e clubes de sua Recife natal, ao lado do conjunto Silver Jets. Nessa linha, gravou seu primeiro disco, “O pão”, em 1966. Na década de 1970, como muitos de seus colegas, foi direcionando o repertório para canções mais românticas, se estabelecendo como um dos nomes mais populares do brega no Norte e Nordeste do Brasil.
No eixo Rio-São Paulo, Rossi se manteve um nome pouco conhecido até o estouro, nos anos 1990, de sua “Garçom”, dentro de um movimento de revalorização do brega. Chegou a ganhar um CD-tributo em 1999, “REIginaldo Rossi” que tinha desde as bandas do mangue beat — que representavam a vanguarda do pop no país na época — como mundo livre s/a e outras da mesma geração como Planet Hemp até nomes já consagrados como Zé Ramalho e Erasmo Carlos. Foi nessa época que ele se popularizou nacionalmente como Rei do Brega. O álbum vendeu um milhão de cópias.
— Quem é o rei do brega no Brasil? Eu, claro. Eu canto para garotos do high society e para os pobres — resumiu Rossi em entrevista na época do lançamento de “REIginaldo Rossi”.
Rossi acreditava que o segredo de seu sucesso — e do brega, de uma forma geral — era a simplicidade. Ele defendia que o canto sincopado, com quebras de ritmo, afastava o ouvinte, assim como letras muito complexas:
— O brega é a linguagem do povo. Não tem essa de “data vênia”, “metamorfose do meu ego”, “infra-estrutura do meu ser” e coisa e tal — disse em 1998.
Seus discos tinham periodicidade irregular, sobretudo a partir dos anos 1990. Em 1998, reuniu os sucessos da carreira no CD “Reginaldo Rossi ao vivo” — músicas como “A raposa e as uvas”, “Dia do corno” e “Mon amour, meu bem, ma femme”. Faria outros registros ao vivo, como o DVD lançado em 2006, novamente com seus hits. Recebeu, ao longo da carreira, 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante.
Em 2010, lançou seu último trabalho, “Cabaret do Rossi”, nos quais imprimiu seu estilo sobre clássicos românticos de outros intérpretes, como Elymar Santos (“Taras & manias”), Marisa Monte (”Amor I love you”) e Vinicius Cantuária (”Só você”). Suas últimas apresentações foram realizadas nos dias 21 e 22 de novembro no Manhattan Café Teatro, em Recife.
Reginaldo Rossi deixa mulher e um filho.


CONFRATERNIZAÇÕES


Neste sábado, fui surpreendido em minha residência, por alguns amigos, que há tempos eu não via, e aproveitamos para um bom bate papo, uma rodada de cerveja, muita pinga e muito uísque.  Na oportunidade o Dr. Ozano trouxe dois patos, que foram preparados ao molho enquanto a Dra. Betucha Vandenberg preparou uma deliciosa salada de legumes ao forno. Foi um sábado maravilhoso e os amigos aproveitaram para uma grande confraternização.

Luciano, Ozano, filha e esposa
Ozano
Luciano


As arquitetas Betuscha e laís

E por falar em confraternização, a diretoria do BEC – Bacabal Esporte Clube e a assessoria de imprensa, se encontraram na quarta feira, no bar do Louro, na Avenida Litorânea, em São Luis para um bom Bate Papo. A festinha que foi regada a muita cerveja e muita comida, teve de tudo. A conversa versou sobre política, analítica, informática, futebol, musica, direito, comunicação, fotografia, natal e réveillon. Estavam confraternizando os amigos Hemano Nogueira (Diretor de Futebol do BEC), Roberto Baresi (Presidente) Marcos Lacerda (Conselheiro), Louremar Fernandes e Zé Lopes (Assessores de imprensa), Donatinho Careca, Zé Maranhão, Waltinho Carioca, Ezrael Nunes, Louro e Solineide.

Donatinho Careca
Solineide
Careca, Solineide e Zé Maranhão
Pra começar a festa
Louremar Fernandes
Hermano Nogueira
Marcos Lacerda
Roberto Baresi


Hermano, Louro, Ezrael...
Waltinhio Carioca, Zé Lopes e Louremar


E por falar em confraternização, a diretoria do BEC – Bacabal Esporte Clube e a assessoria de imprensa, se encontraram na quarta feira, no bar do Louro, na Avenida Litorânea, em São Luis para um bom Bate Papo. A festinha que foi regada a muita cerveja e muita comida, teve de tudo. A conversa versou sobre política, analítica, informática, futebol, musica, direito, comunicação, fotografia, natal e réveillon. Estavam confraternizando os amigos Hemano Nogueira (Diretor de Futebol do BEC), Roberto Baresi (Presidente) Marcos Lacerda (Conselheiro), Louremar Fernandes e Zé Lopes (Assessores de imprensa), Donatinho Careca, Zé Maranhão, Waltinho Carioca, Ezrael Nunes, Louro e Solineide.

RAIMUNDINHO - UM LOUCO EM NOME DA ARTE - RETROSPECTIVA




Raimundinho
     Se Deus fez o homem a partir do barro, sua cria deixou discípulos e, em particular, um deles que, com alguns traços, criava rostos, corpos, paisagens numa perfeição que dá para refletir se... ninguém é mesmo insubstituível?. Pelas mãos da criatura, a criação, a obra de arte, os dedos, a voz, a inspiração, a poesia, a letra, a melodia, a harmonia, o violão, a canção em si, traduzida em beleza.


Adjetivos à parte, esse menino representou, e representou muito bem, o sentimento de toda sua geração e até hoje suas obras ilustram paredes pelo mundo, sua música é tocada por artistas renomados, sua voz é sempre ouvida nas gravações que deixou, seu nome é sempre alvo das discussões mais salutares e sua lembrança é a parte mais viva de toda essa história. Nascido em Ipixuna, hoje São Luis Gonzaga, ele foi batizado com o nome de Raimundo Nonato Campos Lima, que usou apenas para assinar alguns documentos já que era conhecido simplesmente como


Ray Lima ou Raimundinho. Menino levado, desde muito pequeno já dava traços de uma vida levada a traços, era a atração principal do circo da meninada e naturalmente amava a natureza. Primeiro filho de dona Maria Campos e Seu André, que vieram do Rio Grande do Norte, mais precisamente da cidade de Martins para Ipixuna e logo em seguida mudaram para Bacabal. ele era irmão de Rita de Cássia, Francisco,  Joaquim Neto, Ana e André, o popular Louro, dono do Bar mais comentado da Litorânea.

Raimundinho foi parte, ou melhor, é parte  fundamental da cultura bacabalense. Ele era artista plástico nato, tocava muito bem seu violão, tinha uma belíssima voz, era um excelente compositor, poeta e fez parte das coletâneas “Nossa Voz” e  “Nossa Voz II” junto com Marcus Maranhão, Marco Boa Fé, Perboire Ribeiro, Assis Viola e Zé Lopes, discos dirigido pelo jornalista Abel Carvalho. Raimundinho também participou do movimento musical com os mesmos artistas para o projeto que deu origem ao Boi Bacaba, onde tem uma parceria com  Marcus Maranhão, Marco Boa Fé, Assis Viola, Abel Carvalho, Louremar Fernandes e Zé Lopes, a toda ”A India”, gravada por Zé Lopes no CD “Aos Brincantes”..Amante de cantorias, ele tinha como ídolos os cantores Xangai e Elomar, dos quais dominava o repertório.Raimundinho casou-se a primeira vez com Liliane com quem teve uma filha, a belíssima Shelida. com a segunda esposa, Lena, teve um casal, Isabela e Ítalo, duas pessoas dotadas do mais alto QI, tendo Ìtalo herdado o dom da música.

Certa vez, eu, Waltinho Carioca e Ana, sua irmã, passávamos um domingo na casa de praia de uma amiga no Araçagy e quando falamos dele, Ana começou a chorar pois ele tinha se jogado no mundo e ninguém sabia de noticias. Para amenizar seu sofrimento, disse que tinha ouvido de alguém que ele estava vindo e que eu levaria ele para casa. Providências de Deus, dias depois,  estava eu no centro da cidade, na Fonte do Ribeirão quando fui chamado e ao olhar para trás era o próprio que me falou que estava vindo de São Paulo e que já estava retornando, e pasmem, a pé. Liguei para Waltinho que levou-o para casa. Daí, ele permaneceu entre nós por uns tempos, sempre com a mesma alegria, com o mesmo carinho.

Foi morar em Bacabal por opção e recebeu o carinho de todos e por motivo de
saúde retornou a capital onde precocemente nos deixou, subindo para regar os jardins dos céu, pintar e cantar as canções que acalentam Deus. Raimundinho era o louco mais lúcido que já passou por essa terra e a sua arte ficará pra sempre assim como a sua lembrança que nos enche de saudades e emoção. Raimundinho era mesmo um louco, um louco em nome da arte e toda essa loucura foi perdoada para todos os seculos e seculos sem fim. Amém.

Raimundinho, Serrão e Otávio Filho