terça-feira, 28 de outubro de 2014

PARTIDOS DISCUTEM FUSÕES PARA FAZER OPOSIÇÃO A DILMA



A presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a dizer que deseja que todas as denúncias de corrupção sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras sejam investigadas.

Passada a eleição, o PSB, o PPS e o Solidariedade vão começar a discutir a partir de hoje uma fusão que pode resultar no terceiro maior partido da Câmara, com 59 parlamentares. A nova legenda faria oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e teria como principal objetivo viabilizar uma alternativa política no país à polarização entre PT e PSDB.

O PSB elegeu 34 deputados, o Solidariedade, 15, e o PPS, 10. O PT terá a maior bancada na nova Legislatura, com 70 representantes. O PMDB ficará com 66 no próximo ano. A terceira maior bancada, por enquanto, é do PSDB, com 54 deputados.

Há um entrave, porém, para as negociações: a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe deputados de outros partidos de migrarem para legendas oriundas de uma fusão. Pela súmula em vigor, somente parlamentar das siglas que se fundiram poderiam mudar de agremiação sem colocarem em risco seus mandatos.

A vitória de Dilma Rousseff, na avaliação do deputado Júlio Delgado, da Executiva do PSB, favorece o projeto de fusão, que já vinha sendo discutido desde o fim do primeiro turno.

— Numa análise preliminar, digo que o resultado da eleição, do jeito que aconteceu, fortalece a tese da fusão diante da necessidade de surgimento de uma nova força política por conta da divisão do país.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirma que as negociações, por enquanto, se dão apenas com o PPS.
— É tudo muito inicial ainda.

O presidente do PPS, Roberto Freire, acredita que as regras do TSE podem ser um empecilho.

— Uma alternativa intermediária seria formar um bloco na Câmara — afirmou Freire.

Já o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse que a fusão começará a ser discutida na reunião de hoje dos partidos de oposição no Congresso.

Com uma bancada eleita de 22 deputados, o DEM também avalia fusão com outras legendas. Segundo o prefeito de Salvador, ACM Neto, a possibilidade de se unir ao PSDB está descartada.

— Estamos iniciando a discussão interna, não há pressa, teremos o tempo necessário para avaliar o cenário e amadurecer a questão. Mas é preciso o partido se movimentar para que ele tenha uma perspectiva de crescimento. O que temos, por enquanto, são algumas premissas, vamos manter um agrupamento de oposição, é preciso identidade de projeto e não vamos nos juntar com qualquer um.

O presidente do partido, senador Agripino Maia, afirmou que uma reunião ainda será marcada para “avaliar melhor os rumos” do DEM. Se as eleições de 2014 revelaram uma oposição fortalecida tanto na disputa presidencial quanto no Congresso, o mesmo não se pode dizer em relação ao principal partido conservador do país: o DEM. Na eleição de 2010, a legenda, que vem perdendo força desde que o PT chegou ao poder, em 2003, elegeu dois governadores, Raimundo Colombo, em Santa Catarina, e Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte. Na Câmara, haviam sido eleitos 43 deputados federais e reeleitos dois senadores, ampliando para quatro a bancada do Senado. Quatro anos depois, o partido, que tem origem na Arena e na década de 90 rivalizava com o PMDB como elemento de sustentação do governo Fernando Henrique Cardoso, não conseguiu eleger nenhum governador e viu minguar para 22 sua bancada na Câmara. No Senado, terá, em 2015, cinco senadores, tendo como principal reforço o do ex-deputado, eleito senador, Ronaldo Caiado (GO).

Segundo o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), embora tenha eleito 43 deputados em 2010, no meio deste mandato, o partido perdeu 17 deputados para o novato PSD, o que fez com que sua bancada fosse reduzida a 27 deputados. Para Mendonça Filho, do ponto de vista numérico, a atuação do DEM no próximo Congresso será parecida com a da atual legislatura.

— O cenário é de extrema pulverização na Casa e, embora numericamente menor, somos 22 em uma representação de 28 partidos. Para oposição, onde estaremos em relação ao atual governo, é melhor seis partidos do que dois ou três, a fragmentação é boa. A capacidade de obstrução das votações é maior, podemos fazer mais discursos _ disse o líder do DEM, acrescentando:

— No Senado, somos cinco senadores. Um número bom.

DILMA DIZ QUE NÃO DEIXARÁ PEDRA SOBRE PEDRA
Passada a eleição, o PSB, o PPS e o Solidariedade vão começar a discutir a partir de hoje uma fusão que pode resultar no terceiro maior partido da Câmara, com 59 parlamentares.A presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a dizer que deseja que todas as denúncias de corrupção sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras sejam investigadas.
"Eu farei o possível para colocar as claras o que aconteceu neste caso da Petrobras e em qualquer outro que apareça", disse Dilma em entrevista ao Jornal Nacional um dia depois de ter conquistado a reeleição na disputa mais acirrada desde a redemocratização do país.
"Não vou deixar pedra sobre pedra, vou investigar."
Segundo denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um suposto esquema de sobrepreços de contratos da estatal serviria para alimentar partidos e políticos da base de sustentação do governo.
Dilma disse também que as novas medidas econômicas para estimular o crescimento econômico serão debatidas com os diversos setores e serão adotadas a partir de novembro. 

COM SHOW DE MICHEL BASTOS E RECORDE DE CENI, SÃO PAULO VENCE GOIÁS E REASSUME VICE-LIDERANÇA



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A esperança do São Paulo em conquistar o título do Campeonato Brasileiro ganhou um pequeno fôlego na noite desta segunda-feira. No Morumbi, a equipe paulista venceu o Goiás com autoridade, por 3 a 0, em jogo válido pela 31ª rodada e se aproximou um pouco mais do líder Cruzeiro. Edson Silva, Luis Fabiano e Alan Kardec marcaram.
Os comandados de Muricy Ramalho chegaram a 56 pontos na tabela de classificação, a cinco da equipe mineira, que empatou com o Figueirense no último sábado. Restam ainda sete rodadas para o fim da Série A. Derrotado, o Goiás segue empacado no meio da tabela: é o nono colocado, com 41 pontos.

Dentro de campo, quatro atletas se destacaram por motivos diferentes. O primeiro deles foi Michel Bastos. Última contratação de peso da equipe para a temporada, o meia - um dos possíveis substitutos de Kaká para 2015 - teve ótima atuação. Os três gols saíram de seus pés. O primeiro, de Edson Silva, logo aos três minutos, após uma cobrança de falta. No segundo, o camisa 7 interceptou um passe no campo de ataque e serviu para Luis Fabiano balançar as redes - o camisa 9 chegou a 100 gols no Brasileiro, sendo 97 pelo time da capital e três pela Ponte Preta.

Na segunda etapa, Bastos completou seu hat-trick de assistências. Aos 13 minutos, ele cobrou escanteio para Alan Kardec ganhar da defesa pelo alto e cabecear firme para fechar o placar. O camisa 14, aliás, encerrou um jejum de 11 jogos sem balançar as redes.

O terceiro atleta a se destacar foi Rogério Ceni. Além de fazer uma boa defesa no começo da segunda etapa, quando o Goiás mais pressionou o time mandante, o capitão são-paulino bateu mais um recorde. De acordo com números do Guinness Book, ele ultrapassou o ex-meia galês Ryan Giggs como atleta com mais vitórias por um único clube - o triunfo sobre os adversários goianos foi o 590º de sua carreira no São Paulo. A conta só considera jogos oficiais. No geral, o goleiro tem 1.174 partidas com a camisa tricolor (614 vitórias, 264 empates e 296 derrotas).

Ceni já detém três recordes mundiais pelo Guinness, em números de novembro do ano passado: jogador que mais vezes atuou pelo mesmo time (1.117), jogador que mais vezes foi capitão de seu time (866) e goleiro com maior número de gols (113).

O São Paulo agora terá dois jogos fora de casa na sequência da competição. No próximo domingo (2/11), enfrentará o Criciúma no Heriberto Hulse. Sete dias depois, encara o Vitória no Barradão. O Goiás fará duas partidas em casa: primeiro recebe o Fluminense e depois encara o Bahia. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS"





Enviado ao blog pelo Coronel Marcos Pimentel

escrito por João Ubaldo Ribeiro

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique.
Agora alguns dizem que Lula não serviu e que Dilma não serve. E o que vier depois de Lula e Dilma também não servirá para nada...
Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsaque foi o Lula.
O problema está em nós.
Nós como POVO.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a "ESPERTEZA“é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como
em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se não fosse roubo, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
O povo saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas, dirige após consumir bebida alcoólica, pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho, quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes, compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve, se falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
E quer que os políticos sejam honestos.
O Brasileiro reclama de quê, afinal ?
Aqui nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre.
Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.
Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres de que nosso País precisa.
Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Entristeço-me.
Porque, ainda que Dilma renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que a suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, Lula e nem a Dilma, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados...
Igualmente sacaneados!
É muito gostoso ser brasileiro.
Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada..
Está muito claro...
Somos nós os que temos que mudar.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO
ME OLHAR NO ESPELHO.

 

JEFERSON PORTELA NA SEGURANÇA





 

O ex-presidente da Adepol, ex-chefe da polícia maranhense Jefferson Portela, foi o nome confirmado pelo Governador Eleito, Flávio Dino, para tocar os destinos da pasta de segurança do Maranhão, a partir de janeiro de 2015. Jeferson até pouco tempo era o Delegado do DP do bairro do Bequimão, em São Luís. O futuro Secretário tem uma grande aproximação com às lutas da Polícia Civil, é um conhecedor dos problemas vividos pela instituição.
Em entrevista à rádio Educadora AM, Flávio Dino anunciou na manhã desta segunda (27) o próximo secretário de Segurança Pública do Maranhão. O delegado Jefferson Portela comandará a pasta a partir de 1º de janeiro, durante a administração de Flávio Dino à frente do Poder Executivo
À frente da pasta, Jefferson será responsável pela implantação de políticas para prevenção de crimes, combate ao tráfico e à criminalidade no Maranhão. Em seu programa de Governo, Flávio Dino apresentou como proposta para a área a implantação do programa Pacto pela Vida – com a articulação de políticas de Estado entre todos os poderes para reduzir os índices de criminalidade no estado

NÃO VOTEI COMO NOSSOS PAIS




Palácio do Planalto: sede do Poder Executivo Federal
Por Louremar Fernandes




Eu já votei no Partido dos Trabalhadores. Votei no Lula e, junto com ele, perdi uma eleição. Votei no Lula mais de uma vez. Junto com ele perdi mais de uma vez.
Antes de votar no Lula, fiz campanha para o Lula. Posso confessar que nunca suportei muito a forma de ser do PT com suas demoradas e sonolentas discussões filosóficas. Mas uma coisa eu sempre admirei: a proposta de uma nova forma de fazer política.
É por isso que eu comprei bottons do PT, comprei estrelinha do PT. Tudo para ajudar na causa.
E passei a votar no Lula, o símbolo de uma sociedade que precisava colocar no principal posto do poder alguém legitimamente povão.  Lula era isso. Era.
Para se eleger, teve que mudar um pouco. Mas ainda era o Lula por quem tínhamos torcido e sofrido. O Lula que motivou um jovem radialista, quando da derrota para Fernando Collor, a tocar ininterruptamente na rádio a música "Como Nossos Pais", na voz de Elis Regina.  O jovem radialista chama-se Sérgio Matias e do estúdio da Mirante de Bacabal ele fez ecoar versos que eram a nossa voz naquele momento trágico: "eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens". Era o nosso protesto.
Um certo dia elegemos o Lula. Não poderíamos deixar de fazê-lo. E ele, não tinha como não ser o presidente do Brasil. Havia lutado muito, havia se transformado em símbolo de povo no poder. Me dispus a não fazer nada no dia da posse.  Já sou aficionado de coberturas 'ao vivo' e não poderia deixar de ver emocionado a posse daquele homem cuja vida lhe dera todos os requisitos para não estar ali.
Era um pobre. Era um metalúrgico que chegava ao poder. Era o povo chegando ao poder. Lula não decepcionou como presidente. Não como revolucionário, porque isso não seria possível. Mas o representante petista fez um governo de forma equilibrada. Fez o que se espera de um governante.
Fez também o que não se espera de um governante como deveria ser o Lula. Criado politicamente numa áurea de mudança, de nova postura política, aos poucos cedeu àquilo que há de mais nocivo. Certa vez, numa roda de amigos, dentre eles o poeta Paulo Campos que criticava a postura do senador Sarney, sempre tão imiscuído no governo petista, eu defendi Sarney. Disse: "Sarney faz o que sempre fez. É a forma dele de jogar na política. Quem mudou - e para pior - foi o Lula".
E a mudança para pior não foi somente ao aceitar a interferência de velhas forças da política. O governo degenerou. A forma petista de governar, começou aos poucos a se mostrar fraca e degenerada em sua essência. Mesmo assim, Lula fez de Dilma, uma mulher sem tradição política ou partidária, a Presidente da República.
O Brasil cresceu, isso é certo. E deveria crescer, fosse quem fosse o Presidente. Não devemos favor a ninguém. A garantia  do desenvolvimento nacional e a erradicação da pobreza, são objetivos fundamentais constantes no artigo 2º da Constituição.
 Contudo, não há quem ateste que com a eleição de Dilma, se recuperou a essência daquilo que pregava o PT antes de estar no poder. O PT que se preocupava em chegar ao poder, passou a ser o partido que se preocupa em ter o poder a qualquer custo. São alianças inimagináveis, são práticas absurdas como a do "mensalão", que escancarou diante de todos a deplorável conduta de homens que eram verdadeiros combatentes daquilo que depois passaram a executar.
Mesmo reconhecendo que houve conquistas, que houve avanços, eu não tenho motivos para compactuar com a perpetuação de um determinado partido no poder. Principalmente se metade dos líderes desse partido estão presos depois de condenados por corrupção.  Não tenho porque compactuar com esse plano, se a outra metade dos líderes que está solta, está envolvida em tantos desmandos. 
Não posso concordar. Não posso referendar alguém que já foi testado e não foi 100% aprovado. Eu não quero votar como nossos pais, que não se dignavam a mudar o voto. Depois de escolhido um grupo político, seguia-se com ele até os últimos dias.
O que eu posso fazer? Eu posso votar. Eu vou votar. Mas eu não vou votar com medo. Eu não posso ter medo. Eu tenho que ser ousado. Porque se eu tivesse medo, eu não teria votado em Lula. Todos os medos foram jogados na sua eleição: era pobre, analfabeto, não sabia falar inglês como poderia reunir com líderes mundiais? E naquele momento eu votei em Lula.
Votei porque não aceitei que decidissem por mim. Votei porque não aceitei a manipulação maniqueísta que divide o mundo em uma facção do bem e outra do mal. Hoje o PT usa o medo como mote de sua campanha. O PT representa o bem. Será que representa mesmo?
Eu não posso aceitar. Eu sou de uma geração contestadora que votou em Lula e mais do que qualquer outra, tem legitimidade para mudar a história. Eu não tenho mais a estrelinha do PT. A que eu comprei foi enferrujando aos poucos. A cada denúncia, a cada escândalo. A estrelinha do PT foi ficando gasta, mas não a minha disposição em participar de forma ativa de alguma mudança. 
O meu voto está declarado. Cada leitor procure fazer um exame de consciência sobre o seu voto.
Louremar Fernandes é radialista, editor do blog louremar.com.br e acadêmico de Direito na UNDB.

O MARANHÃO É DILMA


DilmaeLula


O Maranhão deu à presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT) a maior votação entre todos os estados brasileiros.


O que chama a atenção de todos é que tanto no primeiro como no segundo turno, a presidenta Dilma Rousseff não esteve no Maranhão.
O Piauí que no primeiro turno tinha registrado a maior votação para Dilma, agora ficou em segundo.
Dilma Rousseff obteve 78,76% dos votos contra 21,24% de Aécio Neves (PSDB). A abstenção foi de 27,37%.
Em São Luís, Dilma Rousseff recebeu 70,41% dos votos enquanto Aécio Neves teve 29,59%, enquanto a abstenção foi de 12,76%.
No município de Belágua, Dilma recebeu  93,93% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) obteve apenas 6,07%. A abstenção na cidade ficou em 23,79%.
ROSEANA COMEMORA
RoseanaA governadora Roseana Sarney (PMDB) comemorou a reeleição de Dilma Rousseff (PT) reforçando que essa vitória também é resultado de todo o empenho do Governo do Estado, que se dedicou muito para implementar programas e ações do Governo Federal no Maranhão.
“Valeu muito a pena trabalharmos juntas. Espero que nessa nova etapa o Governo Dilma se dedique ainda mais aos programas para desenvolver o Nordeste, reduzindo as desigualdades sociais na região e melhorando a qualidade de vida do povo, especialmente no Maranhão, que deu à presidenta a votação mais expressiva do país. Estou muito feliz”, declarou Roseana Sarney.
BELÁGUA E MIAMI
DilmaRousseffA petista Dilma Rousseff conseguiu sua vitória mais folgada em Belágua (MA). Dilma obteve 93,93% dos votos válidos (3.558) na cidade maranhense, contra 6,07% (230) de Aécio Neves (PSDB).
Foi também no Maranhão que a petista alcançou sua segunda votação mais expressiva. Em Serrano do Maranhão, ela obteve 93,75% dos votos válidos (4.514), contra 6,25% (301) do tucano.
Aécio Neves, por sua vez, conseguiu sua vitória mais tranquila em Miami (EUA). Na cidade americana, o tucano somou 91,79% dos votos válidos (7.225), contra 8,21% (646) de Dilma.
Foi também nos EUA que Aécio conseguiu seu segundo e terceiro melhores desempenhos. Em Atlanta, ficou com 89,47% (1.937) dos votos válidos. Em Houston, obteve 89,22% (1.912).
No Brasil, a cidade que o tucano alcançou sua vitória mais folgada foi Nova Pádua (RS), onde liderou com 88,14% dos votos válidos (1.650), contra 11,86% (222) de Dilma.


SEGURANÇA DE LANCHONETE FAST FOOD É PRESO COM COCAÍNA ACUSADO DE TRÁFICO DE DROGAS, EM BACABAL




 

Por Sérgio Mathias
Um trabalho investigativo, que segundo o delegado regional de Bacabal, Carlos Alessandro, durou cerca de quarenta dias, resultou na prisão de Fernando José Lima da Silva, 30 anos, segurança de uma lanchonete fast food, acusado de comercializar substâncias entorpecentes no estabelecimento comercial onde trabalha, localizado no centro de Bacabal, ao lado do prédio da Secretaria Municipal de Finanças.

Por volta das 20 horas desse domingo (26), após montar uma campana, a polícia finalmente conseguiu constatar a prática do trafico e prende-lo em flagrante. Com o mesmo foram encontradas três trouxas contendo cocaína e que estavam no bolso de seu paletó e na carteira porta-cédula.

Encaminhado ao 1º Distrito Policial Fernado foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. De acordo com o delegado Thiago Salgado, titular da Delegacia de São Luís Gonzaga do Maranhão (que também deu suporte a operação), embora a droga apreendida com o mesmo não tenha sido em grande quantidade, todos os elementos levantados durante a investigação, e mensagens de texto encontradas no aparelho celular do acusado negociando o produto, além da quantia de R$ 162,00 (cento e sessenta e dois reais) em várias notas, levam a crê que ele já comercializava drogas há um bom tempo naquele local.
Fernando José Lima da Silva, reside na rua Manoel Aprígio, bairro Trizidela, e é constantemente visto em baladas e outros eventos que acontecem na cidade.
Também participaram da operação, o delegado do 2º DP de Bacabal, Luigi Conte, e os investigadores Idequel e Alessandro.

SANGUE FRIO FOI TRUNFO DA CAMPANHA DO PT, DIZ ESPECIALISTA


Dilma Rousseff faz visita ao lote 5 da Ferrovia Norte-Sul


A vitória da candidata Dilma Rousseff (PT), reeleita presidente com 51,6% dos votos, se deu, em parte, pelo ‘sangue frio’ de sua campanha nos momentos difíceis do segundo turno, na avaliação do cientista político Wagner Romão. O adversário Aécio Neves (PSDB) teve 48,4% dos votos (com 99,7% das urnas apuradas). 



“A candidata Dilma e sua campanha mantiveram o sangue frio naquele momento difícil que foi o início do segundo turno, quando as pesquisas davam uma ligeira dianteira para Aécio”, lembra Romão.

Outro trunfo da campanha, na visão do cientista político, foi ter dado uma resposta rápida às denúncias publicadas pela revista Veja, que chegou às bancas na última sexta-feira.


O programa de TV da candidata petista teve grande parte de seu tempo ocupado com uma resposta da presidente às acusações.

“Falar sobre as denúncias durante o programa foi uma decisão arriscada, mas acho que se mostrou acertada. De certo modo, isso neutralizou uma potencial queda que poderia ter sido maior”, afirma Romão.


Dilma teve uma votação expressiva no Nordeste do país, que garantiu a vitória à candidata. Para Romão, a aprovação da presidente nesta região é resultado das políticas do governo federal para o Nordeste. 



“Há muito preconceito com relação à votação no Nordeste. Mas acredito que essa votação se deve aos ganhos que esses doze anos levaram para a população da região. As taxas de crescimento do PIB no Nordeste são muito positivas, não é só o Bolsa Família que explica essa votação”, afirma.


Aécio


Para o cientista político o candidato derrotado Aécio Neves “sai dessa eleição maior do que entrou”. “Foi uma derrota, mas Aécio teve um desempenho espetacular. Aécio se mostrou um grande líder político capaz de galvanizar os desejos da oposição”, avalia Romão.


No entanto, o especialista afirma que a candidatura do PSDB à presidência em 2018 ainda não está certa. “A disputa para a próxima candidatura vai ser muito dura. Alckmin teve uma vitória expressiva em São Paulo nessas eleições e termina seu mandato daqui a quatro anos. Tenho certeza que esse jogo vai se colocar com muita força”, avalia.


Aécio teve uma vitória expressiva no estado de São Paulo, mas perdeu em seu reduto político, Minas Gerais, que ficou dividido entre os dois candidatos, com vantagem para a petista. Para Romão, a divisão em Minas reflete a divisão do País.


“O PT sempre dividiu a votação com o PSDB por lá. Minas é um mini-Brasil, está entre a hegemonia do PSDB no Sul a hegemonia do PT no Nordeste”, avalia.

DERROTADO, AÉCIO NEVES É OPÇÃO PARA 2018




new captionDerrotado nasurnas neste domingo, o senador Aécio Neves (PSDB) precisa agora reconquistar sua liderança em Minas Geraise pode se manter como possibilidade para 2018, de acordo com especialistas ouvidos por EXAME.com. Aécio volta para seu mandato no Senado.
 
“Aécio se mostrou ao longo dos anos uma excelente liderança regional. Acho que a tendência seria ele voltar para Minas Gerais, mantendo um pé no cenário nacional”, afirma o cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque.
O senador viu sua influência entre os mineiros diminuir nessas eleições. Seu candidato ao governo do estado, Pimenta da Veiga (PSDB), foi derrotado pelo petista Fernando Pimentel ainda no primeiro turno. 
Na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT) também recebeu mais votos que Aécio em Minas Gerais no primeiro turno (41,59% a 33,55%) e no segundo turno (52,4% contra 47,6%).

Sobre a próxima disputa para a presidência, o cientista político Albuquerque diz que ainda é cedo para saber se o mineiro continua como candidato: “Ele poderia ser o candidato do PSDB em 2018, mas será que ele vai querer?”, questiona.

Para o cientista político Humberto Dantas, o nome do PSDB para 2018 depende ainda das estratégias do partido. “O PSDB pensa de forma muito pragmática o nome do candidato à presidência. Não existe uma insistência num nome específico, como existiu no PT com o Lula”, afirma.
Ele explica: “Os tucanos colocam no cálculo a manutenção de pontos estratégicos, como o governo do estado de São Paulo”.

Campanha

Aécio foi o tucano que mais deu trabalho para o PT nas últimas eleições, protagonizando uma das mais disputadas campanhas presidenciais desde a redemocratização.

A derrota é o segundo revés do candidato em toda a sua carreira política, que completa 35 anos. Em 1992, Aécio foi vencido na campanha pela prefeitura de Belo Horizonte. Naquele ano, a cidade elegeu o petista Patrus Ananias.

A campanha de 2014 era a mais favorável para a oposição em anos, o que explica a vitória apertada dos petistas. A boa votação recebida pelo PSDB é explicada em parte pelo mau momento do partido do governo: o país vive uma situação econômica adversa e a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, não tinha a força eleitoral de Lula, seu padrinho e antecessor.

No entanto, o cenário não foi suficiente para garantir a maioria dos votos a Aécio Neves. A última semana antes do pleito mostrou uma virada nas intenções de voto, com Dilma Rousseff aparecendo em primeiro lugar, ainda que no limite da margem de erro.

A principal bandeira tucana durante a campanha foi o resgate da economia. Aécio criticou reiteradamente a política econômica atual e prometeu garantir o tripé macroeconômico (inflação no centro da meta, superávit primário e câmbio flutuante). Com isso, pretendia resgatar a confiança dos investidores.
Na campanha, o tucano também fez questão de reforçar que, caso fosse eleito, não acabaria com os programas sociais que marcaram os governos petistas, como o Bolsa Família.

Trajetória

Neto do ex-presidente Tancredo Neves, e filho do ex-deputado federal Aécio Ferreira Cunha, o mineiro Aécio Neves iniciou sua vida política aos 19 anos.
Aécio cuidava da agenda do pai, então deputado federal pelo PDS (ex-Arena). Alguns anos depois, o jovem político tornou-se secretário particular do avô, então governador de Minas Gerais pelo PMDB. Eram os anos 1980, e o Brasil estava em meio às mobilizações populares pelas Diretas Já. Em 1984, Aécio participou do movimento e passou a atuar na campanha de Tancredo para a presidência da República.

Eleito de forma indireta, o avô de Aécio nunca chegou a exercer o cargo – Tancredo adoeceu e foi operado um dia antes de ser empossado presidente, em março de 1985. Tancredo morreu no mês seguinte e o vice-presidente José Sarney assumiu o cargo máximo da política brasileira. Agora a família Neves perdeu mais uma chance de subir a rampa do Palácio do Planalto. Nos quase 30 anos desde a morte do avô, Aécio exerceu diversos cargos públicos. Em 1985, foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal, aos 25 anos.

No ano seguinte, deu início a uma longa estadia no Congresso Nacional, onde esteve como deputado federal por Minas Gerais durante quatro mandatos (de 1986 a 2002). Como deputado, Aécio atuou na elaboração da Constituição de 1988, foi líder do PSDB (partido ao qual se filiou em 1989) e presidente da Câmara. Em 2002, seguindo os passos do avô Tancredo, o tucano foi eleito governador de Minas Gerais, cargo para o qual foi reeleito em 2006.

Seu governo em Minas foi marcado pelo chamado Choque de Gestão, marcado pelo corte nos gastos públicos e no enxugamento do Estado. Em 2010, com mais de 90% de aprovação, Aécio conseguiu eleger seu sucessor no governo de Minas, Antônio Anastasia. No mesmo ano, foi eleito senador pelo estado. Em 2013, foi eleito presidente do PSDB, após a morte de Sérgio Guerra.

Ataques

Ao mesmo tempo em que ostenta a fama de bom gestor, sustentada por sua taxa de aprovação em Minas Gerais, Aécio também tem seus fantasmas.
Como governador, o tucano construiu um aeroporto numa área que pertenceu a seu tio-avô, no município de Cláudio (MG). O local é alvo de investigação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) porque estaria em funcionamento sem autorização.

Durante a campanha para presidente, o tucano viu ainda renascerem das cinzas episódios como o de quando ele se recusou a assoprar o bafômetro.
Aécio foi parado por uma blitz da Lei Seca em 2011, no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, e se recusou a fazer o teste. O senador estava com a carteira de habilitação vencida.

Outro tema que ganhou sobrevida durante a campanha foi a suspeita de que o tucano teria agredido sua atual mulher, Letícia Weber, durante uma festa em 2009. O caso foi noticiado pelo jornalista Juca Kfouri. Aécio negou a agressão.

Vida pessoal

Aécio Neves nasceu em Belo Horizonte em 10 de março de 1960. Filho de Aécio Cunha e Inês Maria, ele faz parte de uma família de políticos tradicionais do estado.

Aos dez anos, Aécio mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, quando seu pai foi eleito deputado federal. Voltou para Belo Horizonte na juventude e formou-se em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas).

Aécio Neves tem três filhos. A mais velha, Gabriela Falcão Neves, de 23 anos, do casamento com a advogada Andrea Falcão. A jovem se envolveu na campanha do pai à presidência.

Os caçulas são os gêmeos Bernardo e Julia, de quatro meses, que nasceram quando Aécio já era pré-candidato à presidência. Os bebês são filhos do tucano com sua mulher, Letícia Weber. 

domingo, 26 de outubro de 2014

DILMA É REELEITA E GARANTE QUARTO MANDATO PRESIDENCIAL AO PT




A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo, na disputa mais apertada em um segundo turno da história da redemocratização brasileira, superando o candidato Aécio Neves (PSDB).

Após 98 por cento da apuração, Dilma tinha 51,45 por cento dos votos válidos, contra 48,55 por cento de Aécio, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Restando 1,87 por cento dos votos a serem apurados, é impossível matematicamente para o tucano alcançar a petista.

Dilma tinha 53,3 milhões de votos e Aécio aparecia com 50,3 milhões. Ainda faltavam 2,7 milhões de votos a serem apurados.


A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo, na disputa mais apertada em um segundo turno da história da redemocratização brasileira.