domingo, 10 de maio de 2015

FRASE DO DOMINGO




“É muito melhor ser julgado por sete do que ser carregado por seis”





Coronel Ivaldo

sábado, 9 de maio de 2015

LULA VIVEU COM CULPA O 'MENSALÃO', REVELA MUJICA EM BIOGRAFIA



O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, é visto ao lado doex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia por ocasião do aniversário do PT, em Belo Horizonte, em 6 de fevereiro de 2015

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva "não é um corrupto" e viveu o escândalo do "mensalão" com "angústia e alguma culpa", revelou o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, na biografia autorizada "Una oveja negra al poder" (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre).

Trechos do livro dos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, publicado recentemente na Argentina, e que será apresentado nesta sexta-feira em Montevidéu, foram divulgados pela imprensa.

De acordo com a biografia, Lula teria contado a Mujica no início de 2010, numa reunião em Brasília, que tinha que "lidar com muitas coisas imorais, chantagens" e que "esta era a única maneira de governar o Brasil".
Lula sempre negou ter qualquer informação sobre o escândalo que comprometeu grande parte da estrutura política do Partido dos Trabalhadores e do aparato governamental.

Em 2005, quando os detalhes do esquema de pagamentos mensais para comprar apoio político começaram a aparecer na imprensa, um indignado Lula disse se sentir traído pelas práticas inaceitáveis das quais não tinha conhecimento.

"Lula não é corrupto como foi (o ex-presidente Fernando) Collor de Mello e outros presidentes brasileiros", refletiu Mujica, de acordo com a biografia.
A AFP tentou sem sucesso entrar em contato com Mujica.

Andrés Danza, um dos autores, afirmou à AFP que boa parte do livro se debruça em reflexões sobre o Brasil. "Mujica vê Dilma (Rousseff) e Lula como uma espécie de padrinhos, os dois lhe ajudaram muito. Sobre Dilma diz que sempre esteve a serviço do Uruguai, que é mais executiva do que Lula, mas que tem menos carisma".
A biografia também traz comentários sobre o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que teria revelado a Mujica que durante um desentendimento com a Colômbia o presidente russo, Vladimir Putin, aconselhou-o militarmente para um eventual confronto com o país vizinho.

E ainda fala sobre o apoio da presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, a Mujica durante as eleições de 2009.

Nas linhas do livro, também abundam críticas a membros do seu partido, ao Poder Judiciário, a organizações sociais e grupos feministas, e mesmo ao ex-vice-presidente Danilo Astori, que é descrito por Mujica como um homem sem carisma e "sex appeal".

O ex-presente admitiu aos jornalistas outras curiosidades como, sendo presidente, andava armado quando saia sozinho. "Podem me limpar, mas com certeza levo algum junto", disse Mujica.

Os autores observam que Mujica teria informações de um suposto complô para derrubá-lo desde os primeiros anos de sua administração, e que, "para evitar um golpe de Estado, depôs ministros e líderes de todos os escalões, promoveu leis controversas, assumiu o protagonismo em conflitos internacionais, recebeu refugiados sírios, aceitou abrigar ex-prisioneiros de Guantánamo (...) tudo feitos para não deixar nenhuma dúvida de quem era o presidente".

Danza comentou que depois de ler a biografia, Mujica disse que concordava com algumas coisas e discordava de outras. "Ele provavelmente não queria que algumas coisas fossem escritas. Uma coisa sobre ele é que ele é verdadeiro, fala o que pensa, e isso às vezes trabalha a favor e outras contra".


LÍDER DO DEM CONVIDARÁ MUJICA PARA FALAR SOBRE CONFISSÃO DE LULA

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou na tarde desta sexta-feira, 8, que vai apresentar um requerimento de convite para que o ex-presidente do Uruguai José Mujica fale sobre a suposta confissão que o ex-presidente Lula fez do envolvimento dele no escândalo do mensalão.

O pedido será apresentado na Comissão de Relações Exteriores da Casa e tem como base um livro-reportagem sobre Mujica em que Lula teria narrado ao ex-presidente uruguaio, em encontro em 2010, que esse esquema de corrupção "era a única forma de governar o Brasil".

"A acusação é muito séria, até porque é a própria esquerda brasileira que trata Mujica como uma espécie de mártir e coloca sua índole acima de qualquer suspeita. Se ele diz que o ex-presidente Lula, não só confirmou ter conhecimento sobre o mensalão, como admitiu que era a sua única forma de governar o País, isso coloca em xeque toda a tese que o inocentou do esquema", defende Caiado, em nota divulgada. O caso foi publicado em reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira.

Segundo o líder do DEM, o convite também será feito ao ex-vice presidente do país Danilo Astori, que, segundo Mujica, estava na sala e também ouviu a confissão do petista.

O ex-presidente Lula sempre negou que soubesse da existência do mensalão. No auge do escândalo, Lula chegou a gravar um pronunciamento em que afirmou que se sentia traído e pedindo desculpas. Posteriormente, contudo, ele passou a rejeitar a existência do esquema de corrupção, mesmo após condenações de pessoas próximas a ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

QUEM VOTA COM O GOVERNO TERÁ PREFERÊNCIA NO 2º ESCALÃO, DIZ MERCADANTE



Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil.

No dia seguinte à conclusão da primeira etapa da votação do ajuste fiscal, com a aprovação da MP 665 na Câmara, que restringiu o acesso a seguro desemprego e abono salarial, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em entrevista ao Estado, agradeceu a conduta dos aliados e avisou que eles "serão interlocutores prioritários na construção do segundo escalão". 

Segundo o ministro, "é evidente que as votações são parâmetros fundamentais para fazer escolhas" e "quem vota com o governo, especialmente nas votações relevantes, terá preferência". "Como disse o vice-presidente Michel Temer, é evidente que quem ajuda o governo, quem vota com o governo, quem sustenta o governo, governa com o governo e tem prioridade nas indicações", emendou. 

Mercadante prometeu "acelerar" as nomeações para o segundo escalão, que disse que serão feitas principalmente nos estados, mas lembrou que elas não saem "de uma semana para outra" porque dependem de várias pesquisas e análises técnicas. Informou, no entanto, que "onde houve acordo na base" as nomeações já estão em andamento e já têm sido feitas, à medida que são aprovadas, mas sem data definida. Ele citou que já estão "bem avançadas" as escolhas em Sergipe, Piauí, Santa Catarina e Goiás.

Em relação a aliados como PDT, partido que fechou questão na votação contra o governo, Mercadante disse que houve uma "frustração" muito grande em relação a isso na base e avisou que o governo vai "avaliar o que houve para saber medidas necessárias, entender o que aconteceu e superar este tipo de situação". Questionado se o ministro do Trabalho, Manoel Dias, poderá deixar o governo, respondeu: "quem discute e define troca de ministro é só a presidente da República". 

Sobre a possibilidade de as vagas que o PDT e partidos como PP (que também teve grandes dissidências) estão em busca, ficarem congeladas, o ministro respondeu: "neste momento, o reconhecimento que o governo tem é com aqueles que votaram com o governo, porque quem vota com o governo, quem sustenta o governo, governa junto". Mas ele não quis comparar à situação do PDT, que fechou questão contra o governo, com o PP, que o partido aprovou a proposta, mas houve divergências.
Após aprovação da primeira medida do ajuste fiscal na Câmara, ministro-chefe da Casa Civil afirma ser 'evidente' que votações são 'fundamentais' para as escolhas do governo. 
Só que, com a sua fala, o ministro sinaliza que os dissidentes vão mesmo para o fim da fila nas nomeações, como informou o Estado. De acordo com Mercadante, o governo ainda vai procurar os pedetistas para garantir votos para as próximas votações, assim como integrantes de todos os partidos. "O governo vai sempre em busca dos votos da base, para sustentar as posições do governo" comentou Mercadante, que fez questão de agradecer até os integrantes da oposição, que ajudaram a aprovar a MP 665. "O nosso agradecimento a eles", disse.

A presidente Dilma Rousseff também agradeceu aos parlamentares, líderes e ministros do governo que ajudaram a aprovar a primeira medida do ajuste fiscal. "A presidenta ligou para o vice-presidente e ministros que trabalharam intensamente e agradeceu. Eu liguei para todos os líderes. Há um reconhecimento do governo ao esforço importantíssimo que foi essa votação para a estabilidade econômica, para o avanço do ajuste fiscal, para a estabilidade da economia e a retomada do crescimento", comentou o ministro, acrescentando que a MP 665 "foi vitória importante por manter direitos sociais e ajustar distorções". 

Mercadante minimizou as dissidências do PT nas votações. "O PT teve papel decisivo porque fechou questão e encaminhou votação", declarou o ministro, ao citar também a importância dos relatores das medidas. Para ele, o PT "assumiu sua responsabilidade de partido do governo e seu papel foi decisivo para coesão da base, para formar a maioria que se formou para se chegar à vitória".
Quanto ao próximo passo no Senado, ele não quis admitir que lá será mais difícil aprovar a medida. "Não posso dizer isso (que lá será mais difícil). Há uma percepção de todos os parlamentares da importância estratégica do ajuste fiscal", acrescentando que é intenção do governo, dos ministros e dos líderes dialogar o máximo possível com todos, inclusive com a oposição, para conquistar o maior número de votos.

Sobre ameaças veladas de parlamentares de que, se as nomeações não saírem até semana que vem, poderão votar contra o governo na MP 664, Mercadante fez questão de explicar: "não é essa a discussão. Estamos fazendo as mudanças do segundo escalão. Basicamente a negociação de segundo escalão está no âmbito dos estados. Nos estados onde houve acordo na base, as nomeações já estão muito avançadas. Já foram feitas indicações de nomes e estes nomes vão passar por uma pesquisa da Casa Civil para verificar se tem condenação, ficha limpa, processo. E, o nome sendo aprovado, vai para o ministério, que faz a nomeação. Alguns estados já tinham construído acordo na base. Goiás, Piauí, Sergipe, Santa Catarina, e mais um quinto estado, nestes, já havia um acordo integral, ou quase integral, com pequenos ajustes, para concluir processo e as nomeações já estão sendo feitas".

Questionado sobre o que acontecerá nos demais estados, onde não há acordo, o ministro respondeu. "Nos outros estados, onde não há acordo ainda, é porque são estados com bancadas grandes. Mas é evidente que também nestes casos (de nomeações) as votações são parâmetros fundamental para fazer as escolhas", comentou. E repetiu a tese de premiar quem votou pela aprovação do ajuste: "Quem vota com o governo, quem é da base, tem maior presença, especialmente nas votações relevantes, é claro que terá preferência. Esta é a leitura. É um agradecimento aos parlamentares que sustentam as coisas importantes para o país, que votaram por convicção, que sabem da importância do ajuste para a estabilidade econômica. Evidentemente o governo, grato a este posicionamento, eles serão interlocutores prioritários na construção do segundo escalão".