sexta-feira, 18 de abril de 2025

SEXTA-FEIRA SANTA - POR DR. OTÁVIO PINHO FILHO

 


BACABAL - 105 ANOS - R. CAVALCANTE


Um poeta romântico”, assim ele se auto intitula, como se só o romantismo fizesse parte dos seus escritos. Ele é sim, romântico, mas, é também áspero, é folclórico, é atual, é polêmico, é antigo, é frio, é inflamável, é amável, é explosivo, é humorado, é marginal, é poeta, é Cavalcante, um nome que qualifica todos esses adjetivos e antagonismos e que assina embaixo, a folha de papel por onde passeia a mais bela poesia.

Cavalcante não é só uma bela poesia, ele é um artista completo, em sintonia fina com a perfeição. Desde muito cedo descobriu seus dotes para a arte, seja ela qual for e todas as artes presentes, com suas plásticas e cores, podem muito bem ser dores, ou amores, em uma simples frase desse literato de plantão.

Poeta, poeta e poeta, ele vai muito além. É escritor, cronista, contista, compositor e antropólogo autodidata. Dono de belas canções, ele tem um repertório autoral ainda desconhecido do grande publico. Atuante nos festivais de música de Bacabal, ele já arrebatou muitos deles, seja ele de canções, de samba, de músicas carnavalesca e até de concursos de escolas de samba. No ano de 2020 participou em São Luis do concurso de Samba Enredo da Turma do Quinto que cantou na avenida o centenario de Bacabal.

Algum poeta já imaginou "sem querer, se afastar de sua amada como as folhas de outono?" O compoeta Cavalcante sim. Tendo canções gravadas por Perboire Ribeiro, Beny Carvalho, Luana Magalhães, Chico Lacerda, Josa, Lifanco Kariri, dentre outros, ele é do tipo que pensa em tudo e está presente sempre.

Fundador do TEMOB- Teatro Modelo de Bacabal, com a poetisa, teatróloga e novelista Cledy Maciel, Cavalcante também atuou como ator em peças encenadas pelo grupo. 

Eximio radialista e apresentador de programas de televião, com sua voz marcante, fez história na comunicação de Bacabal.

Compositor contemporâneo de Beny Carvalho, Farias (em memória), Cledy Maciel, Cadoca, Chico Lacerda, Professor Luizinho, Zeneide Miranda, Chico Lacerda, Josa(em memoria) dentre outros, ele foi o grande vencedor do Festival Intermunicipal da Música, com o sucesso “O Preço da Paz”, interpretado por Josa, uma parceria com Perboire Ribeiro.  A música também ganhou novas versões nos discos de Chico Lacerda e Beny Carvalho.

Ele está no clima, inspirado, amor vazando por todos os poros e produzindo belas poesias para um novo livro.

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MEUS LAMENTOS 

R. Cavalcante 


No quarto, só a cama 

E o barulho  do meu silêncio ensurdecedor.

Dos meus olhos duas lágrimas caem e, molham o meu rosto triste de ti.

A minha boca murmura em silêncio o teu nome, pela saudade do teu amor, que aumenta a dor que me consome.

Meus pensamentos reviram todos os momentos que vivemos...de alegrias e tristezas, e tudo que nos causava dissabor.

A minha saudade chora, molhando a cama e, os travesseiros que ouvem as minhas queixas, testemunhos do meu desespero.

Olho para a parede e, lá já não está mais o teu retrato, que me fazia companhia e ouvia os meus lamentos.

Tenho saudade de ti e choro... não me envergonho por chorar.

Eu te amo!

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Raimundo Cavalcante é um tudo dentro de um todo artístico e a sua poesia, a sua música, a sua crônica, o seu canto e o seu conto, um dia dobrarão em uma esquina qualquer e ganharão o mundo



BRANDAO CONVIDA PREFEITOS E PREFEITAS PARA O GRANDE ENCONTRO


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), convidou prefeitos e prefeitas para um grande encontro de gestores que reforçará o municipalismo.

Nos dias 24 e 25 de abril, realizaremos um grande encontro com prefeitos, prefeitas, secretários e gestores municipais, para fortalecer as parcerias entre o governo do Estado e os municípios. Será uma oportunidade para conhecer melhor os programas e políticas públicas disponíveis, e como acessá-los de forma eficiente. Contamos com a presença de todos!”, destacou Brandão.

O “Encontro de Prefeitas e Prefeitos do Maranhão” será promovido pela Federação dos Municípios Maranhenses (Famem) e o Governo do Estado, no Centro de Convenções Governador Pedro Neiva de Santana, Multicenter Sebrae, em São Luís, nos dias 24 e 25 de abril.

O evento pretende reunir os 217 prefeitos do Maranhão, e discutir estratégias de avanços e desenvolvimento para todos os municípios maranhenses.

De acordo com o presidente da Famem, Roberto Costa, o momento será de extrema importância para todos os gestores, e principalmente, para a população maranhense, uma vez que o Encontro vai debater ideias e ações para a melhoria de qualidade de vida do povo do Maranhão.

Quero aproveitar e conclamar todos os prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais, assessores em geral, para que possam participar desse grande evento, que trará inúmeros benefícios para todos nós. Com a parceria importante e crucial do Governo do Maranhão, do nosso governador Carlos Brandão, que é o nosso maior líder municipalista, nós vamos discutir nossas principais demandas e assim, chegar a bons resultados ”, destacou Roberto Costa, que também é prefeito de Bacabal.

SEXTOU COM MUÇÃO

 





BENEFICIOS DA IVERMECTINA

 

quinta-feira, 17 de abril de 2025

PARABENS BACABAL - POR JOÃO ALBERTO

 


BACABAL 105 LUAS - POR DR. OTÁVIO PINHO FILHO

 


BACABAL 105 ANOS - OSVALDINO

Predestinado ao bom, o Bacabalense Osvaldino Pinho, que é engenheiro e um grande empresário no mundo das construções, carrega como segunda opção, a música. Incentivado pelos pais, Dr. Otávio e dona Mariinha, ele começou aprendendo teoria musical com o maestro Almir Garcez Assaí, em Bacabal. 

Estudante do Colégio Nossa Senhoras dos Anjos, Osvaldino começou a pegar em instrumentos, tendo iniciação em acordeon e teclados, hoje ele toca guitarra, mas o seu instrumento predileto é mesmo o violão. 

Aluno do violonista, o renomado Tchacatchá, ele despontava entre a turma, como um dos grandes talentos. Saindo para estudar em Recife, influenciado pela dinâmica dos ritmos pernambucanos e pelas composições dos artistas de lá, ele desenvolveu uma certa agilidade e daí partiu para escrever suas próprias canções. 

Dono de muitas composições, ele, como todos os jovens músicos da sua geração, começou a participar de festivais, tendo arrebatado alguns prêmios. Osvaldino é de uma safra de gênios que fizeram história, e muitos continuam fazendo, na música popular produzida em Bacabal, exemplo de Abel Carvalho, Márcio Noleto, Otyávio Filho, Antônio Trabulsi Sobrinho, Laurindo (em memória) Chicoppel, Galego (em memoria), Macaxeira, Josa, Paulo Sergio Duarte, Assizinho e Zé Lopes, esse último, maior parceiro do artista.

Osvaldino é incansável, está sempre viajando, mas o vírus da música, está presente no seu corpo e na sua alma e seja dentro do avião ou mesmo do carro, por onde anda, o violão lhe faz companhia. 

Como herança cultural, os filhos todos carregam tendências. O Dino que é engenheiro, toca teclados, a Luma que é médica, é também artista plástica e cantora , a mais nova Bia,  que é arwuiteta, também tem aptidões para a música e já solta a voz acompanhada pelo seu próprio violão e Raquel a super mãe e esposa, curte muito essa família musical.

Músico, compositor de carteirinha, ultimamente, Osvaldino e  Zé Lopes, tem feito um trabalho musical de grande relevância . A música composta pelos dois “Ilha de tudo que belo” que foi gravada por Zé Lopes no CD para os 400 anos de São Luis, ficou entre as três melhores homenagens, Prêmio Rádio Universidade. Eles ainda compuseram e gravaram para o BEC - Bacabal Esporte Clube, as músicas“Bota pra puir” em três versões, o pagode “Sou Bacabal de Coração” e ainda o“Hino Oficial do BEC” em ritmo de rap-funk.

Osvaldino está finalizando algumas canções que pretende gravar e lançar nas plataformas digitais.



CAL - POR ZÉ LOPES

 

CAL

Sou produto do rejeito

Dos engenhos. das usinas

Sou uma alma perdida

E um corpo em ruinas

Sou um vendaval de areia

A embaçar as retinas

Fumaça de querosene 

No fogo das lamparinas

Sou o suco da bacaba

Da Juçara. Buriti

Azedo da manga verde

O travo do cajuí 

Espinho do tucunzeiro

O ranso do murici

O cortante croatá 

O ácido abacaxi.

A mortandade dos peixes

Atraindo os urubus

A rota das andorinhas

O balé  dos mururus

Sou a fome do roçado 

A sede do Mearim

Lagoas que soterradas

Respiram dentro de mim

Sou a casca do Arroz

Sou xerém e sou cuim 

Sou bôrra do babaçu 

A adubar o capim

Sou a rampa, sou o cais

Sou a ponte no inverno

Um banho de bica forte 

Um sonho infantil eterno

Sou o lápis, sou caderno

O peso da palmatória 

A tabuada no bolo

Enredo ora tanta história

Que se perde com o tempo

Carcomida pela cal

Que tinge de branco os muros

Pra te escrever, Bacabal.



quarta-feira, 16 de abril de 2025

BACABAL 105 ANOS- MARCOS BOA FÉ

Se você não me conhece, não pode dizer que sou tão ruim"

Ele que é, sem dúvida nenhuma, o compositor mais admirado de Bacabal, para muitos, o melhor, tem um trabalho diversificado, com passagens pelo pop, rock, funk, forró, reggae, cantoria, bolero e até samba, tudo em uma linguagem bastante progressiva e atual.

Batizado com o nome de Francisco, ele teve a sua música “Ajuda de nossa parte” classificada no Festival Intermunicipal da Canção em Bacabal, no meado dos anos 80 onde usou o pseudônimo de Marcão e logo depois, com o movimento musical “Nossa Voz”, adotou o Marcos Boa Fé, o Boa Fé, por se tratar de uma comunidade paraibana de onde vieram os seus pais.

Dono de letras fortes e inteligentes, ele foi o parceiro mais fiel de Raimundinho, com quem tem várias canções e outros poucos com quem dividiu algumas parcerias foi Marcus Maranhão, Zé Lopes e Gerude. Autor de pérolas antológicas como “Árvore de Metal”, “Bandeira”, “Pro dia Nascer feliz” , “Manaira”, “Ajuda de Nossa Parte”, essa com várias gravações, Boa Fé também participou do movimento que mudou para sempre, a cara da música bacabalense, o "Nossa Voz", com Raimundinho, Zé Lopes, Perboire Ribeiro, Assis Viola, Marcus Maranhão e Davi Faray, sempre com produção do Jornalista Abel Carvalho.

Com um estilo próprio, ele está em uma fase nova de criação, com letras elaboradas e uma certa acentuação  do rock in roll  no seu trabalho. Autor de um vinil autoral que foi digitalizado, remasterizado e virou CD,  ele está constantemente fazendo seus shows e sempre com novidades.

Poeta por excelência, ele também divulga seus versos e constantemente se arvora em festivais, obtendo sempre uma colocação de destaque.  

Boa Fé é fã nº 1 do monstro sagrado Bob Dylan e em suas composições dá para notar a influência. Uma mistura de loucura urbana com sentimentos rurais, modela a inspiração desse criador de sucessos, que como vinho, está cada vez mais apurado e pronto pra ser degustado em goles musicais.

Boa Fé tem um trabalho que pode viajar o mundo e bem representar o Brasil, o Maranhão e Bacabal sem medo de acontecer, com todos os parâmetros de uma música completa, com melodia e harmonia perfeitas, assim como o seu violão e a sua voz que quando soam juntas, fazem o dia nascer feliz. De Boa de Fé, muito feliz, de Boa Fé, a espera, apesar de ser muita demolra. E eis que a canção tem sentimentos e sentidos.