sexta-feira, 15 de agosto de 2025

DENUNCIA DE CARLOS BRANDÃO CONTRA FLSVIO DINO GANHA REPRRCUSSAO NACIONAL

 

O jornalista Cláudio Humberto repercutiu a denúncia do governador do Maranhão, Carlos Brandão, questionando a parcialidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Veja acima.

Brandão, ingressou com recurso no Supremo Tribunal Federal solicitando o afastamento do ministro Flávio Dino da relatoria de ações envolvendo a Assembleia Legislativa do estado e a nomeação de conselheiro do Tribunal de Contas. Brandão alega que Flávio Dino mantém relação de amizade e vínculos políticos com partes interessadas, o que comprometeria sua imparcialidade.

O documento cita ligações com a senadora Ana Paula Lobato e o deputado Othelino Neto. A medida ocorre em meio a críticas públicas e denúncias de falta de isenção de ministros do STF, como também apontado em ações internacionais envolvendo Alexandre de Moraes. O episódio expõe mais uma crise de confiança entre atores políticos e a Suprema Corte brasileira.

No mesmo dia, no STJ, o ministro Og Fernandes se declarou impedido de julgar caso por vínculo de sua esposa com parte envolvida, atitude que contrasta com a postura atual do STF em situações semelhantes

COM A PALAVRA- PASSOU MUITO RÁPIDO - COMO EU ERA INOCENTE....POR VALMIRO COLIBRI

 

PASSOU MUITO RÁPIDO - COMO EU ERA INOCENTE....

Se eu soubesse quando era criança, quando era adolescente, o que eu tinha. 

Mas, naquela época, eu só queria crescer, só queria ser independente, só queria a porta fechada do quarto sem ser incomodado. 

De tanto olhar para a frente, eu não via o que estava ao meu lado. Permanecia sem noção do que acontecia, da raridade daquele momento. 

Eu vivia o auge da família. Todos estavam presentes, todos estavam vivos, todos estavam em casa. Nunca mais seria assim. Nunca mais teria os irmãos disponíveis no mesmo espaço, nunca mais teria os pais acessíveis, nunca mais teria a facilidade de reunir a turma inteira ao redor da mesa. Nunca mais contaria com a Vovó conosco. 

Não havia ainda morte, doença, divórcio, crise, dívidas, medo, adeus, silêncio pesado, cadeiras vagas. 

Eu jurava que nada mudaria, que os laços se manteriam constantes e inabaláveis, que o sofá continuaria cheio e disputado na frente da televisão. 

Como os domingos se mostravam parecidos, não achei que fossem acabar. Sempre existia amigos rindo e brincando, rindo das implicâncias de geração. 

Acreditei que não precisava me preocupar com a minha presença. Não faltariam novas chances. 

Confiei na fartura e agora me prendo à nostalgia. 

Se eu soubesse o que sei — que aquele período era uma exceção, não uma regra —, não me apresentaria emburrado, alheado, distraído. Eu me demoraria nas cenas, eu prestaria muito mais atenção nas conversas, eu gravaria detalhes das feições à minha volta, eu não me economizaria: estaria imerso e inteiro nas palavras ditas, ouvidas, armazenando saudade para os dias solitários do futuro. 

E  pensar que o que mais desejava era comer rapidamente e me despedir, sair correndo em direção aos amigos da minha idade. 

— Já vai embora? Já acabou de comer? — minha mãe perguntava.

Nem respondia, ocupado com os meus sonhos. Levantava-me com pressa de ser feliz, e não percebia que esnobava a felicidade ali existente e que não se repetiria depois.

Como gostaria de hoje recuar e voltar pacificado para o almoço, prolongando um pouquinho mais a duração dos encontros na minha memória.

Família representava caretice, obrigação, formalidade, normalidade imposta. 

Como eu me encontrava equivocado. Como eu me encontrava desinformado do destino. 

Os irmãos começariam a desocupar o dormitório, a ir para longe, a espaçar as visitas, a devotar seu tempo integralmente ao trabalho, a equilibrar romance com carreira, a se atolar de preocupações, a cuidar da sua autonomia, a formar a sua própria família. 

A Vovó morreria, a mamãe envelheceria, cada um se esconderia no seu canto. 

Jamais recuperaríamos a presença de todos, com os cotovelos próximos, apertando-se para caber na mesa, com a simplicidade bonita de olhar o passarinho para a fotografia. 

O  ninho ficou vazio, os passarinhos voaram…


Valmiro Colibri

POESIA -QUANDO SANGRO - POR PAULO CAMPOS

 


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CARLOS BRANDAO REAGE CINTRA FLAVIO DINO

 

Definitivamente, o governador Carlos Brandão decidiu reagir e subir o tom contra o ex-aliado e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Depois de ter aceitado, sem praticamente nenhuma reação, inúmeras ações no STF protocoladas por aliados de Dino e atitudes do próprio ministro que têm tumultuado a sua gestão, o governador nas últimas horas mudou a postura e agora reagiu, até porque já estava sendo cobrado por aliados.

Brandão esteve em Brasília nesta semana, onde já buscou um novo partido para se filiar e teve uma audiência com o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

Depois disso, Brandão acionou o Ministério Público para apurar denúncias contra o processo de escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. Já no STF pediu o afastamento do ministro Flávio Dino da relatoria de ações que discutem a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão e a nomeação de conselheiro do TCE.

Brandão, atendendo a pedido de aliados, também começou a exonerar servidores comissionados que estavam na gestão através de pedidos de dinistas.

Por fim, Brandão convocou um jantar na noite da quarta-feira com políticos que estão no PSB, para saber quem seguirá com o governador para uma outra legenda e quem ficará no partido, que agora passa a ser Oposição à sua gestão.

Muitos aliados estão comemorando as reações de Brandão e afirmando: “antes tarde do que nunca”.

BRANDAO PEDE AO STF O AFASTAMENTO DE FLAVIO DINO NOS CASOS ALEMA E TCE

 


O governador do Maranhão, Carlos Brandão, no dia de ontem,  quarta-feira (13), tomou uma decisão que muitos aliados já cobravam, decidiu protocolar um agravo regimental no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando o afastamento do ministro Flávio Dino da relatoria de ações que discutem a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão e a nomeação de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

Na justificativa apresentada, o governador afirma que o ex-governador e atual ministro do STF mantém “relação de amizade e vínculo político” com partes e advogados envolvidos nos processos, o que comprometeria sua imparcialidade. O agravo cita a senadora Ana Paula Lobato e o deputado estadual Othelino Neto.

Além disso, fez questão de ressaltar que quando Flávio Dino foi governador e nomeou o conselheiro Marcelo Tavares para o TCE, utilizou o mesmo conjunto normativo que agora está sendo questionado.

O agravo sustenta ainda que as normas questionadas na ação já foram alteradas pela Assembleia Legislativa, o que levaria à perda do objeto, e lembra que o próprio partido autor, Solidariedade, pediu a desistência da demanda, mas mesmo assim Dino não tomou nenhuma decisão.

Por fim, Brandão pede que o STF redistribua os processos para outro relator, revise as liminares já concedidas e dê prosseguimento com celeridade aos processos. Clique aqui e veja na íntegra o agravo regimental. 

Brandão parece ter reagido como aliados já estavam esperando e cobrando.

COM A PALAVRA - AS ENCHENTES E AS CASAS SUSPENSAS POR JIRAUS - POR GILMAR PEREIRA

Olhares de um maranhense: “As enchentes e as casas suspensas por Jiraus”

A rotina do lugarejo Bom Que Dói só foi quebrada com as primeiras chuvas de janeiro, que encheram o lago e inundaram completamente o povoado. No inicio, as pessoas permaneciam em casa, na esperança de que parasse de chover. Logo chegaram à conclusão de que não haveria estiagem e era impossível permanecer nessa situação, pois os mantimentos estavam escasseando. Foram obrigados a executar tarefas para não ficarem a mercê do aguaceiro torrencial que caía diariamente. As canoas utilizadas na pesca passaram ser um meio de transporte. Muitos animais domésticos morreram afogados e eram arrastados pelas correntezas. As casas completamente inundadas tiveram que ser adaptadas, com a construção de jiraus suspensos de madeira. Os homens trabalhavam em mutirão, transportando madeira nas canoas. Em poucos dias o lugar tomou forma. Entretanto, aconteceu um fato que trouxe preocupação aos pais das crianças de Bom Que Dói, é que elas passavam o dia inteiro nadando com peixes, numa prática arriscada de vida. Quando, altas horas da noite, os pais davam ausência dos filhos, iam procurá-los e os encontravam dormindo debaixo d’água, em completo estágio de felicidade, como se tudo fosse normal. Os meninos já tinham escamas e barbatanas como os peixes, e as meninas desenvolveram caudas como as sereias, e cantavam lamentos de amor ao anoitecer.

(Gilmar Pereira dos Santos In: “Nas Terras de Bom Que Dói”)

POESIA - ESTROFE - P0R RENATO DIONÍSIO

 


ESTROFE


Linha por linha terceirei a seda destes versos

Se é que vivi o meu justo bocado deste amor

Não deixe o destino que se perca este desejo

Ou terei que afastar de mim o amargo cálice da dor.

Sei que é pedir muito, não me deixar ao desalento

Posto que meu desejo em teu seio se anima

Se for para sofrer por ter de ti só adestramento

Basta o tempo eliminar do meu poema esta rima.


*Renato Dionísio

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

COM A PALAVRA - DO FUNDO DO BAÚ II - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 


... DO FUNDO DO BAÚ II

            (funesta ironia)


    A todo instante, a violência se faz presente. Vem assustando, com a "despaciência", que nos assalta e nos brutaliza.

   Tal comportamento virou regra. E nos massacra, "por todos os lados". Nas filas, no trânsito, nas recepções, nas relações familiares ... Tudo isso aliado a uma pressa "fandanga".

    Verdadeiramente, se perdeu a noção de cortesia, de respeito, de boa vizinhança, de amizade, de simplicidade, de honradez. Até de ser companheiro. De ser simpático. De ser empático. "De ser anti antipático!"

     E, o pior, o diálogo, temeroso, escafedeu-se e tudo passou a ser resolvido "na bala". E, "o mais pior", só tende a piorar, ante à deseducação, que se instala, célere e irreversível, em nosso meio, que vê, impassível e mudo, o desmoronamento da família, perdida em sua pressa, em seus propósitos, em sua inoperância, em sua ignorância. Valei-nos, Santo Inácio de Loiola!

    Já não se enxerga o próximo. Nem o mais próximo, que é o nosso familiar. O próximo está, cada vez, mais distante, a se aniquilar, na desimportância. E, assim, vamos perdendo, e nos perdendo.

    A saída, desse maremoto de má-criação, vai se fechando. Sem farol, a nos orientar. Só restam saudades de quando "achávamos" que éramos "broncos".

    Hoje, só resta a saudade de quando se podia "si imbucetá" e mandar tudo, e todos, "pra cáxa prego,  pra 'fruta' qui pariu, pros cafundó du juda, pro raio qui u parta, pra casa do chapéu, pra cochichina". Ou, quando a ira  se aquietava, se podia "mandar" o indivíduo "procurá u qui fazê ou catá coquinho ou pintiá macaco". E a intolerância não ultrapassava a linha da vida.

    Eita, época boa! Época, em que não se morria. Se ia "pra terra do pé junto, ou se virava fantasma, ou se abotoava o palitó, ou se ganhava um palitó de madeira, ou se fazia a viági, ou se isticava ais canela".

    Convivíamos bem com nossos irmãos; ainda que com a mais funesta ironia!


        Zé Carlos Gonçalves

POESIA - UM SONETO PARA TEREZA - FLAVIO XAVIER

 

UM SONETO PARA TEREZA


Traduz felicidade, meiguice, encanto e beleza.

Ela é a um só tempo furacão, ternura e leveza.

Aparente fragilidade em majestosa fortaleza.

Nome imponente e forte este: Maria Tereza!


Em cada palavra e cada gesto, nobreza.

Arrasta a mim, pobre incauta e aturdida presa,

Em aluviões nessa irresistível correnteza,

Deixando-me desarmado, sem defesa.


Meus pueris sonhos me roubam do sentido a clareza,

Meu coração deixa-se levar por esse turbilhão, bordeja;

Arrebatado e frágil; débil e hipnotizado, sem ardileza.


Do imaginário néctar que o seu beijo enseja

Da sua boca benfazeja roubo-os com afoiteza

E sorvo aos borbotões como minha alma deseja.


Flávio Xavier


terça-feira, 12 de agosto de 2025

FACÇÕES CRIMINOSAS NO BRASIL

 

No último fim de semana, o Jornal O Globo fez um levantamento sobre a quantidade de facções criminosas existentes no Brasil.

De acordo com o levantamento, feito baseado em dados das secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e Ministérios Públicos de todos os estados, o Brasil teria atualmente 64 facções espalhadas pelas 27 unidades da federação.

Dessas 64 facções, doze teriam presença em mais de um estado, enquanto que as outras 52 são, até onde se sabe, organizações locais. Há duas delas, contudo, com presença efetivamente nacional. O PCC está em 25 unidades da federação, enquanto o Comando Vermelho (CV) se encontram em 26. Os grupos só não estão, ainda, no Rio Grande do Sul. O crime gaúcho gerou suas próprias facções interestaduais: Bala na Cara (BNC) e Os Manos.

Entre os estados, Bahia (17), Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10) são os que mais concentram grupos criminosos.

Infelizmente, ao que parece, uma guerra praticamente perdida