terça-feira, 2 de setembro de 2025

MULHER TENTA AGREDIR FLAVIO DINO DURANTE VOO

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, teria sido alvo de uma tentativa de agressão durante voo de São Luís para Brasília, na tarde de ontem,  segunda-feira (01).

A informação é que uma mulher, ainda não identificada, teria partido para cima do ministro maranhense, mas foi contida pelo segurança de Flávio Dino e gritou que “não respeita esse tipo de gente” e que “este avião está contaminado”.

A mulher teria sido advertida por uma aeromoça da Latam para parar. Após os ânimos se acalmarem o voo seguiu seu trajeto normal até Brasília.

Depois que o avião pousou, a mulher foi levada por agentes da Polícia Federal para prestar depoimento.

Flávio Dino ainda não se manifestou oficialmente sobe o ocorrido.

BOLSONARO COMEÇA A SER JULGADO HOJE PELA PRIMEIRA TURMA

 

Terá início nesta terça-feira (02), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), por ter supostamente ter elaborado um plano para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

Além de Bolsonaro, outros sete aliados serão julgados – Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Mauro Cid. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os julgamentos irão ocorrer em cinco datas. Nos dias 2,9 e 12, as sessões serão realizadas no período da manhã e da tarde, com pausa para o almoço. Nos dias 3 e 10, o julgamento ocorrerá somente pela manhã.

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente Bolsonaro não deve comparecer ao STF para acompanhar o julgamento.

OPINIAO - NOCOES BASICAS SIBRE SOBERANIA - PIR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Por não aguentar mais esse papinho furado sobre soberania nacional, resolvi escrever o que penso e o que sei sobre esse tema que, de repente, virou o vértice e o vórtice de todos os problemas do Brasil.

Na concepção clássica, soberania é o princípio segundo o qual um país tem a autoridade suprema e independente sobre seu território, sua população e suas decisões políticas. Por isso, sanções impostas por outro país não ferem nossa soberania. Podem nos ofender, podem nos indignar, mas só haveria ataque à soberania se invadissem nosso território, agredissem nosso povo ou nos impedissem de decidir por nós mesmos. Soberania é, em suma, a capacidade de um país decidir o seu destino e se autogovernar. Dito isso, fica claro que a soberania brasileira nunca esteve realmente em risco.

Essa conversa me lembra uma provocação que fazíamos com alguns desafetos na juventude: “O camarada te pediu um pouquinho… Tu dás se quiseres. Se não, basta recusar.”

O que realmente demonstra soberania é a capacidade de dizer não, e não a choradeira de quem prefere se vitimizar, como faz este governo incompetente, que vive de narrativas midiáticas por não ter um plano de condução para o país.

Soberania tem duas dimensões. A interna, que garante ao Estado o poder de criar leis, aplicar justiça, organizar instituições, manter a ordem e exercer supremacia sobre todos os que vivem dentro de suas fronteiras. E a externa, que garante a independência frente a outros países, de modo que nenhum deles possa impor suas leis ou decisões dentro do nosso território.

Ela possui ainda características essenciais: é indivisível (não se fragmenta), é inalienável (não pode ser cedida), é imprescritível (não expira) e, em teoria, é plena (nenhum poder deveria estar acima do Estado soberano, embora existam limitações na prática, como leis e acordos internacionais). A Constituição de 1988, em seu artigo 1º, inciso I,  reconhece a soberania como um dos fundamentos de nossa República.

Mas pergunto: como falar de soberania externa se não conseguimos impor a nossa soberania interna? Que moral temos para defender-nos contra potências estrangeiras se não conseguimos defender nosso próprio povo das facções que controlam mais de 25% do nosso território, onde impõem suas próprias leis?

E como falar em soberania nacional se a nossa Suprema Corte destrói o devido processo legal, vilipendia o estado democrático de direito e descumpre sistematicamente nossa Constituição, de forma facciosa e partidária?

Imagine um pai que não consegue proteger sua família, que não tem autoridade moral para se dizer chefe de um lar. Da mesma forma, é um governo e um governante que durante décadas não conseguiu minorar os problemas do povo, nem fazer cumprir as leis diante do crime organizado ou de magistrados abusivos. Ambos Não tem nenhuma legitimidade para falar em soberania.

POESIA - SANGROU- POR ABEL CARVALHO

 

SANGROU

A tua poesia é uma dor sem fim.

A tua poesia sangra como um sudário sem dono.


O meu amor esparge o fel do sofrimento.

O meu amor por ti trespassa meu sonho timorense.


A tua ausência é um crucifixo sem história

Sem corpo, sem chaga, sem véu.


A tua saudade me aniquila em alma, luz, escuridão.


A tua lembrança me corrompe, constrange meus desejos,

Desenfreia, arde como o canto da lira que eu nunca ouvi.


A minha dor...

A minha dor dói cálida e perene,

Não seca, comprime, cega, estremece,

Emudece a minha insônia sem fim.


A minha dor...

A minha dor cresce, não estanca,

Desanca como um Céu em tornado,

Como o mar em turbilhões,

Como um coração parado, seco, separado,

Entregue as mãos de quem não quis.


A tua poesia e a minha dor caminham juntas, a passos largos,

Em tragos, disseminações e reminiscências.


Em essência fogem de si mesmas, se conhecem, não se amam,

Se odeiam como dois tolos enamorados sem destino,

Se fecham, se calam, se martirizam para sempre.


A minha dor é o teu poema,

E sangra.


Abel Carvalho

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

MAC LARGA BEM E SÓ PRECISA DE UM EMPATE

 

Foi dramático, no sufoco, mas valeu a pena. O Maranhão Atlético Clube largou na frente na decisão por uma vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro e agora está a um empate do acesso.

O MAC venceu por 1×0 o Asa de Arapiraca-AL, no ultimo sábado (30), no Estádio do Castelão, pela Série D. O gol foi anotado pelo atacante Clessione, jás nos acréscimos do segundo tempo, mais precisamente aos 49 minutos. O mesmo Clessione ainda perdeu uma penalidade no primeiro tempo, o que aumentou a dramaticidade do confronto.

Com o resultado o MAC agora precisa de um empate, no próximo final de semana, para garantir vaga na Série C do Campeonato Brasileiro. ASA e Maranhão Atlético voltam a se enfrentar na tarde do próximo sábado (6), a partir das 17h, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.

REGIAO TOCSNTINA RECEBE ORLEANS BRANDÃO

Na Região Tocantina, no último fim de semana foi de mais inaugurações de restaurantes populares, unidades do Viva Procon e Estações Tech; de entrega de carrinhos dos programas Minha Renda e Mais Renda e de cartões do programa Maranhão Livre da Fome.

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, foi a Vila Nova dos Martírios e Senador La Rocque entregar obras e serviços estaduais, reforçando a parceria com os municípios. “É muito bom andar no estado e ver tantas obras: são ruas asfaltadas, alimentação de qualidade nos restaurantes populares, capacitação para os jovens nas Estações Tech e mais cidadania com diversos serviços oferecidos pelo Viva Procon. É o Governo do Estado trabalhando em parceria com os municípios, de domingo a domingo, em todos as regiões, com a certeza de que estamos fazendo a coisa certa e mudando para melhor a vida das pessoas”, declarou Orleans Brandão.

Em Vila Nova dos Martírios foram inaugurados Restaurante Popular, o Viva Procon e a Estação Tech. Na mesma solenidade, foram entregues 12 carrinhos dos programas Minha Renda e Mais Renda, e 218 famílias inseridas no programa Maranhão Livre da Fome receberam os cartões para compra de alimentos, além de assistência à saúde e encaminhamento para cursos de capacitação.

Estamos trazendo dignidade para o nosso povo, graças à parceria do Governo do Estado”, agradeceu o prefeito Jorge vieira.

Em Senador La Rocque, outras 172 famílias foram inseridas no programa Maranhão Livre da Fome. No município, Orleans Brandão inaugurou mais um Restaurante Popular, outra unidade do Viva Procon, a Estação Tech e dois portais da cidade, além da entrega de 12 carrinhos dos programas Minh Renda e Mais Renda.

O Maranhão hoje é um canteiro de obras, vemos o Governo do Estado trabalhando em todos os municípios e hoje recebemos aqui serviços de qualidade. A pavimentação asfáltica para o povoado Sumaúma é de primeira qualidade, assim como o Restaurante Popular, o Viva Procon e a Estação Tech. Temos recebido atenção especial, e o povo sabe retribuir a quem cuida dele”, enfatizou o prefeito Professor Bartolomeu, de Senador La Rocque.

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO GESTÃO EFICIENTE, TRABALHO QUE NAO PARA

 

Por Carlos Brandão

Às vezes nos perguntam como mantemos o otimismo mesmo diante de muitas dificuldades e de cenários instáveis pelo mundo. A resposta é simples: olhamos para o nosso povo e para os resultados do nosso trabalho. Enquanto uma minúscula minoria se dedica ao ruído infrutífero, à crítica vazia que não constrói, nosso governo escolhe o caminho do trabalho árduo e dos resultados concretos. Desde 2022, temos escrito uma nova história para o Maranhão. E, os números, estes sim imparciais, mostram que estamos no caminho certo.

Nosso maior orgulho é ver a renda chegando na casa das pessoas. E nada simboliza mais isso do que o empreendedorismo pulsante do nosso estado. No primeiro semestre deste ano, batemos todos os recordes, com mais de 33.700 novas empresas abertas. São mais de 33 mil sonhos de maranhenses virando realidade, gerando emprego e movimentando nossa economia. Este é o verdadeiro motor do desenvolvimento, e nós o ligamos com força total. Um bom exemplo é o trabalho que acabamos de iniciar que vai garantir mais mobilidade, infraestrutura viária e dignidade para a população. Estamos investindo R$ 1 bilhão em obras de pavimentação nos 217 municípios maranhenses. Serão mais de 1.000 quilômetros de novo asfaltamento dentro do programa Mais Asfalto.

Ações como essa mudam a vida das pessoas. E a semana que passou foi a prova de que a semente que plantamos está dando frutos. Recebemos dois dos prêmios mais importantes do país. O primeiro, do Conselho Nacional de Justiça, encheu nosso peito de orgulho. Fomos reconhecidos como referência nacional em Regularização Fundiária com o programa Paz no Campo. Já entregamos títulos de propriedade para mais de 22 mil famílias. E até o fim do ano serão mais 10 mil. Realizar o sonho do documento da terra para quem nela vive e trabalha é fazer justiça social, é gerar dignidade e permitir que essas famílias tenham acesso ao crédito e possam prosperar.

O segundo prêmio, do Ministério da Gestão, nos coroou como o primeiro estado do Brasil em eficiência na administração pública. Fomos os mais ágeis, os mais transparentes, os que mais modernizaram seus serviços. Isso significa menos burocracia para você, maranhense, e mais dinheiro economizado para investir em saúde, educação e segurança.

Esses prêmios são o reflexo de um novo Maranhão. Um Maranhão que avança na educação, com o melhor índice de alfabetização da sua história; que cresce economicamente acima da média do Nordeste e do Brasil; que se consolida como o 2º estado com maior solidez fiscal do país nas contas públicas (segundo o Ranking da Competitividade realizado pelo Centro de Liderança Pública).

Seguiremos trabalhando, com seriedade e transparência, porque nossa maior recompensa não está em troféus, mas no sorriso de quem conseguiu o primeiro emprego; na segurança de quem recebeu o título de sua terra; no jovem que vislumbra novas oportunidades, a partir do acesso a escolas de qualidade com tecnologia na palma da mão; no maranhense que, após décadas, acreditou e abriu sua própria empresa.

O Maranhão não parou. E não vai parar. Afinal, continuaremos trabalhando para todos.

POESIA - CONCREMATJCA - POR LERENO NUNES

 

CONCREMÁTICA     

Em verdadeira grandeza corpos se atraem...

Juntam-se e somam-se em volume, desiguais.

E ao desejo contingente em sincronia,

Ajustam suas forças, tratados, rebeldias...

Amam-se e somam-se dia após dia.


Ao infinito matemático, sem limite algum,

Criam-se e derivam-se em forma integral,

Em parceria incerta e sem final, 

Gerando imagens gráficas, exponencialmente lúdicas, 

Entre bordas céticas, cirúrgicas,

De um traçado pleno e estrutural...

Enquanto nasce uma expressão algébrica, afinal.


Formam-se em razão, enquanto em proporção,

Estimam os próximos termos previamente assinalados

Ao tratado registrado e definido.

Acomodam-se então sob a tensão, 

Ao coração fundido em mesma pele... comprimido.


Cisalham-se, de repente, em despedida,

Voltam-se ao banal, em face intermitente,

Projetam-se entre formas removidas,

Delineadas, paralelas e partidas 

À gota cristalina que o olhar rebela...


Dão-se então por saudade, em forma esguia,

A quem sente ao peito a dor vazia.

E inevitavelmente acolhem-se em imensurável e inviolável cura,

Ao rotulado estado inconsciente de ternura,

Pois loucos em desejo,

Reencontram-se, se abraçam, se amassam e se misturam, 

Ao sabor irrefutável de um beijo.


Lereno Nunes 

POESIA - MAR DE SETEMBRO - POR ZÉ LOPES

 


domingo, 31 de agosto de 2025

COM A PALAVRA - CENAS DO COTIDIANO XVI - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 


CENAS DO COTIDIANO XVI


      A Ilha, já "se atiça" com a proximidade de setembro. Muitas festanças à vista. Primeiro, a espectativa do feriadão, aliada à frenética movimentação rumo à EXPOEMA. Depois, a romaria de São José, que, este ano, sem chuva, vem sem caju e sem pitomba. E, também, o comércio se sacode na espectativa das festas natalinas.

... e sei que é festa, mas só quero uma coisa. De verdade. Espero que já não comecem, a me maltratar os ouvidos com a melancolia e a lassidão de Simone. "Então, é Natal ...", mas a minha audição não merece tanto castigo. É dose pra elefante, pra rinoceronte, pra girafa, pra baleia, pra pirarucu! Só gigantes, "qui teim mais pacença qui mim!"

... e, dose pra elefante, é acontecer o que não era pra acontecer. Protestar pelo óbvio. O protesto dos moto ubers veio desnudar a nossa vergonhosa realidade. Sem poder ir e vir. Sem proteção. Sem garantia de viver.

... e, sem garantia de viver, o que  falta, mesmo, é desumanidade, com as medicações, que se escafederam na fuga do "boi", que foi descansar em seu próprio terreiro. O problema é que o novilho demora que demora para (re)nascer. E, aí, só resta rezar, para que algum "bom hotel" (re)anime o brincante novilho, a se embelezar "pra turista ver" e (re)acender as esperanças de quem está tão debilitado, cansado de tanta espera

... e tudo continua como dantes, "no quartel de abrantes"

... e, fora do quartel de abrantes, ao contrário da lógica do dito popular, "uma andorinha só faz inverno, outono, primavera e, até, verão", se quiser. E, nessa ambientação de otimismo, nasce o cúmulo do cúmulo. "O cúmulo da vergonha!" A torcida boliviana, tão expressiva, não se junta ao apaixonado e fiel torcedor, professor Raimundo Castro, que vem lutando, ameaçado, sozinho, pelo bem do Sampaio Correia! "A galera" não está sendo solidária. "Botô foi u rabinho entre ais perna foi?!" Por isso, acontece o que acontece. 

... e, por falar em acontecer, "a boa pedida" é a FELIS (Feira do Livro de São Luís), que vem despontando com "cara de sucesso", sob a competente batuta de minha ex-aluna Rita

... "inté mais!"

         Zé Carlos Gonçalves