sexta-feira, 5 de setembro de 2025
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
INTERFERÊNCIA DO JUDICIARIO NO EXECUTIVO E LEGISLATIVO PREOCUPA CARLOS BRANDÃO
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, foi entrevistado pelo jornalista Clébio Cavagnolle, no Jornal da Record.
Brandão falou sobre as últimas ações da sua gestão, em especial a implementação de políticas sociais para diminuir os índices de extrema pobreza no estado e abordou as interferências entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Na entrevista, o governador também comentou sobre eventuais interferências entre os Três Poderes. Brandão defendeu autonomia para a Câmara Federal e Senado, bem como para o Executivo, que estão sofrendo interferências do Poder Judiciário. Brandão demonstrou preocupação com essa interferência.
“O que a gente precisa é que esses Poderes sejam harmônicos, mas com independência. Mas o que a gente vê hoje é muita judicialização dos processos. Não se pode admitir que o Judiciário queira interferir no Executivo, na Câmara e Senado Federal. O Judiciário tem que julgar a favor ou contra, mas sem interferir nos poderes. Eu vejo com muita preocupação essa questão da interferência entre os poderes”, destaca.
ACUSAÇÕES DE RODRIGO LAGO SAO REBATIDAS POR DANIEL BRANDÃO
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, na tarde de ontem, quarta-feira (03), emitiu nota oficial contestando algumas afirmações feitas pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB), na Tribuna da Assembleia Legislativa.
O parlamentar chegou afirmar que o TCE-MA estaria praticando obstrução de justiça em relação a informações ao Tribunal de Contas da União (TCU), o que foi contestado por Daniel Brandão. Em nota, o presidente do TCE-MA disse que as declarações são “absolutamente infundadas” e que o ofício em questão foi recebido pela Secretaria de Fiscalização em 18 de julho. Veja abaixo.
O Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão vem a público, em respeito à sociedade maranhense e às instituições competentes, restabelecer a verdade diante das acusações inverídicas formuladas pelo deputado estadual Rodrigo Lago, que, da tribuna da Assembleia Legislativa, imputou-lhe, de forma absolutamente infundada, a prática de recusa de informações e obstrução de justiça.
A falsa acusação distorce os fatos envolvendo o Ofício nº 23.282/2025-TCU/Seproc, encaminhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a esta Corte. Importa esclarecer que o referido ofício foi formalmente recebido pelo Secretário de Fiscalização do TCE-MA, conforme registro oficial na plataforma Conecta-TCU, em 18 de julho de 2025, cabendo à unidade técnica competente a condução das providências necessárias ao seu integral atendimento, em estrita observância às atribuições que lhe são legalmente conferidas.
A Secretaria de Fiscalização realizou diligências minuciosas, consistentes em ampla consulta a processos, procedimentos e sistemas internos de controle, com vistas a verificar se a contratação objeto da representação já havia sido submetida a fiscalizações anteriores ou qualquer outro procedimento, contudo nada foi constatado na esfera do TCE.
A providência foi conduzida em observância aos critérios de auditoria aplicáveis, especialmente aqueles relacionados à tempestividade, completude e pertinência das informações, em conformidade com as Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP) e com os princípios das ISSAIs 100 e 300, que regem a auditoria no setor público. Ressalte-se que compete às unidades especializadas a adoção das medidas cabíveis com plena autonomia legal e regimental.
Sendo assim, concluídas as pesquisas atualmente conduzidas pela Secretaria de Fiscalização, a resposta ao referido Ofício será prontamente encaminhada por esta Corte, em observância ao dever de colaboração institucional e à fiel execução de suas competências constitucionais.
Cumpre destacar, ainda, que a Presidência do TCE/MA vem exercendo suas funções com presteza, agilidade e compromisso institucional, sempre adotando medidas voltadas ao fortalecimento do controle externo, à modernização dos processos de auditoria e à consolidação de práticas baseadas na legalidade, na impessoalidade e na transparência.
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, como instituição de controle, pauta sua atuação pela cooperação interinstitucional e pelo respeito às normas constitucionais, não havendo qualquer fato que sustente a interpretação de obstrução de justiça.
Daniel Itapary Brandão
Presidente do Tribunal de Contas do Estado Maranhão
COM A PALAVRA - VIRGULANDO - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES
VIRGULANDO
Alguma vezes, bem curioso, bisbilhoto as postagens na internet. E, então, observo que geralmente há um discurso nervoso, gaguejante. Às vezes, galopante; às vezes, em câmera lenta. O que não é exclusivo desse meio de comunicação. Nos telejornais, nos programas televisivos e radiofônicos, também, ocorre.
E, na maioria das vezes, isso é causado por ausência ou mau uso de pontuação. E a vírgula se salienta, em demasia.
Posso afirmar, sem medo, que invariavelmente a vírgula é a alma do desenvolvimento do discurso. E, aí, temos um problema, sem medida, já que se vem matando o ensino da gramática. E, nessa perspectiva, criou-se a ilusão de que só interessa interpretação de texto. O que é um grande e absurdo contra senso. Ninguém interpreta sem conhecer a estrutura do discurso, a semântica e a pontuação; muito menos sem leitura e um bom vocabulário.
E, sem esses requisitos, tenho visto, e ouvido, muito discurso se perder. E isso me faz lembrar "de eu-criança", quando tinha pressa em fazer algo, e os mais velhos cravavam certeiros. "Tá disparado! Vai tirar a mãe da forca!" A verdade é que, sem vírgulas, a sensação que temos é essa. De um pensamento, que se estrutura ora afoito, ora desconexo, ora incompleto, ora truncado.
E, como não quero parecer pernóstico, o que, de verdade, não sou, desanuviemos a seriedade do tema. Vamos a uns bons sorrisos. Certa vez, destrinchando um minúsculo texto, no desenvolvimento de um trabalho, de formação, para os professores leigos da zona rural de Codó, no povoado Cajazeiras, nos longínquos anos 80, escutei a melhor definição para a vírgula, por uma professorinha, já idosa, que não conseguia lembrar o nome de vital pontuação. E, sem receio algum, mandou direto. "Essa 'urelhinha' da frase, fessô". Fantástico! Fantástico! E, por minha conta, acredito que essa associação se deveu "a outra'". A do C (Ç).
A verdade verdadeira é que "tal urelhinha" é poderosa. E traiçoeira. Pode acabar com a mais portentosa, como a mais inocente das mensagens. Cuidado! E, se se depararem com a frase "Quero muito ir comer gente", não se assustem. Nem se escandalizem. Nem vocês são canibais. É somente um ruído da vírgula!
Zé Carlos Gonçalves
POESIA - PUNIÇÃO- POR PAULO CAMPOS
PUNIÇÃO
As culpas que carrego
Tem um preço e Punição
De tudo que padeço
O pior é a traição
Me dói quando perguntas
Como pode acontecer
Meu medo não responde
E tu sofres sem entender
Perdido vou vivendo
Suportando essa aflição
Por elas estou morrendo
Pouco a pouco sem perdão
E nesse desatino
Machucado o coração
Pergunta se é destino
Ou somente Punição.
Paulo Campos
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
FLAVIO DINO SE MANIFESTA SOBRE AGRESSAO EM VOO
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, se manifestou sobre a tentativa de agressão que foi vítima durante voo de São Luís para Brasília, na última segunda-feira (1).
Dino agradeceu as notas de solidariedade que têm recebido e disse que o mais importante é o respeito que precisa sempre prevalecer.
“Registro e agradeço Notas de Solidariedade emitidas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE); e Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA). Do mesmo modo, meu muito obrigado às demais manifestações individuais e institucionais. Independentemente deste deplorável episódio de que fui vítima, o que importa é a afirmação de valores de boa educação, respeito ao próximo e busca da paz”, afirmou Dino nas redes sociais.
A Polícia Federal confirmou que indiciou Maria Shirlei Piontkievicz, que é enfermeira e servidora da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, atuando em um hospital público em Curitiba. Ela está sendo acusada de ter ofendido e tentado agredir o ministro do STF, quando retornava de uma viagem a passeio em São Luís e nos Lençóis Maranhenses.
ADVOGADOS ENTRAM COM ACAO POPULAR CONTRA SHOW Com CACHÊ MILIONÁRIO DE GUSTAVO LIMA
A seis (06) dias do show: advogados questionam cachê milionário de Gustavo Lima.
Segubda, dia 1º de setembro de 2025, os advogados Gilmar Pereira Santos e Josemar Pinheiro ingressaram com uma ação popular para anular o contrato firmado entre a Prefeitura de São Luís e o cantor sertanejo Gustavo Lima. O valor do contrato é de R$ 1.200.000,00, e o show está previsto para o dia 8 de setembro de 2025. O pedido de urgência foi distribuído à Vara de Interesses Difusos e Coletivos da comarca de São Luís, devido à proximidade da data do evento.
A ação questiona a contratação com base em indícios de disparidade abusiva nos valores, ausência de critérios objetivos e possível favorecimento político/pessoal, o que violaria os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (art. 37 da Constituição Federal). Destaca-se que o cachê de Gustavo Lima é quase o dobro dos pagamentos feitos a outros artistas — geralmente entre R$ 500.000,00 e R$ 640.000,00.
A diferença exorbitante evidencia ausência de critério técnico ou razoabilidade econômica. Além disso, o valor se mostra manifestamente excessivo diante da realidade orçamentária municipal e dos parâmetros de mercado para eventos similares. Também chama atenção o fato de ter sido privilegiado um artista de fora, em detrimento dos talentos locais, que são conhecidos da comunidade e possuem reconhecimento regional. Tal escolha revela uma desconexão com as raízes e tradições culturais ludovicenses.
Enquanto artistas forâneos recebem cachês robustos, artistas locais enfrentam dificuldades, com apresentações esporádicas e atrasos nos pagamentos.
São Luís enfrenta graves desafios em 2025: infraestrutura urbana precária, mobilidade urbana deficiente, saneamento básico inadequado, desigualdade social e acesso limitado a serviços públicos. Essas mazelas intensificam a sensação de injustiça ao direcionar montantes vultosos da cultura para cachês questionáveis.
No dia 25 de maio de 2025, o Portal G1 Maranhão informou que a Justiça determinou que o Governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís garantam tratamento para doenças inflamatórias intestinais, em razão da falta de infraestrutura médica especializada.
Em 23 de novembro de 2024, o Jornal Nacional noticiou que 40% das moradias no Maranhão não têm banheiro, com São Luís em segundo lugar entre as capitais nordestinas nesse índice.
Diversos projetos legislativos já foram apresentados para regulamentar a contratação de artistas por entes públicos, mas sem sucesso até o momento. Um deles é o PL 3364/2025, de autoria do senador Alessandro Vieira, que pretende criar regras mais claras para essas contratações.
Ações populares e ações civis públicas movidas por cidadãos e promotores têm repelido esse tipo de contratação, por considerá-lo lesivo ao erário público e à coletividade em geral. Essas ações têm obtido êxito, resultando na suspensão de contratos e na condenação de agentes políticos pela prática danosa ao patrimônio público.
O administrador público Willyan Kayser da Rosa, em artigo intitulado “Gestores Públicos, entre a Vaidade e a Humildade”, explora como a vaidade excessiva pode transformar gestores em figuras arrogantes e distantes da realidade. Nesse contexto, a expressão “pão e circo” é usada como metáfora: oferecer entretenimento caro para distrair a população e mascarar os problemas reais. Contratar artistas forâneos caros para celebrar os 413 anos de São Luís, enquanto talentos locais são ignorados e a cidade enfrenta urgências estruturais, é visto como um desrespeito à sociedade.
COM A PALAVRA - POR PAULO MADEIRA - VOU CONTAR PARA O VERISSIMO - AD
Vou contar para o Veríssimo !
(ao Veríssimo)
Dona Inezita, aos 78 anos de idade, continuava acordando todo dia antes das 06h da manhã. Ficara viúva aos 60 anos, e com os quatro filhos e duas filhas com as vidas encaminhadas, resolveu viver sozinha desde então, apesar dos protestos da família.
- Eu sei me virar! Vão cuidar da vida de vocês que eu consigo viver sozinha com minhas plantas, meus gatos e as lembranças do Alfredo.
Depois de muita insistência dona Inezita concordou que uma das netas, a Patrícia, com a qual tinha mais afinidades, fosse morar com ela na casa espaçosa, localizada numa área bem central de São Luís. Com o correr do tempo a convivência elevou avó e neta para o patamar de confidentes.
Apesar da urbanização ao longo dos anos, a casa onde as duas moravam e trocavam segredos continuava lembrando uma casa de campo, com muitas árvores e canteiros elevados de hortaliças, um quadro marcante para as poucas visitas. Invisível aos olhos dos frequentadores havia um baú de madeira, um mundo da dona Inezita, preenchido principalmente com a ajuda de Patrícia.
Naquele Domingo, como costumava ocorrer uma vez por mês, dona Inezita levantou e foi separar as tralhas que levariam para um churrasco num sítio da família, no distrito do Maracanã.
Às 09h em ponto o Joaquim, motorista contratado pela família, buzinou no portão. – Vai abrir, minha filha, gritou para Patrícia, que saiu numa disparada para abrir o portão, antevendo muito mais do que o Joaquim.
- Você veio mesmo, Felipe! Gritou eufórica ao ver que o seu “ficante”, como se referia a ele, estava no banco do carona. O Joaquim nem teve tempo de dar bom dia e dona Inezita já lançou um olhar de reprovação, olhou o relógio da parede, congelado havia dez anos marcando 10:30, e emendou: - Isso são horas, seu irresponsável ?
O Joaquim, já acostumado com essa reação, repetida invariavelmente quando ia buscar dona Inezita, esboçou um sorriso e disse:
- Minha patroa, a ordem foi para eu chegar às 09h em ponto, e eu cheguei.
- Hã ? Lançou a interjeição e gritou: vamos, vamos... o que estão fazendo aí parados ?
Tudo arrumado, entraram no carro, dona Inezita no banco do carona e Patrícia e o ficante no banco de trás, apressados em trocar amassos antes do carro arrancar.
Olhando fixamente para as coxas do Joaquim, dona Inezita soltou um suspiro, ornado pela frase: - Ai, eu não aguento!
Hã ? Fingiu espantar-se o Joaquim, já acostumado com esses suspiros de dona Inezita sempre que ela sentava no banco do carona. O que viria depois o Joaquim também já sabia, mas esperou dona Inezita dizer.
- Vamos passar na PRF, meu filho?
- Sim, sim, dona Inezita, pela BR é o nosso caminho. Vamos passar.
Nos anos 1980 o fluxo de veículos saindo de São Luís pela BR 135 era pequeno, e sem muitas fiscalizações para fazer, os policiais rodoviários costumavam parar veículos para dar pequenas orientações e até para um papo camarada. Eram outros tempos.
Era esse o ambiente que fazia a dona Inezita ter a certeza de que seriam parados naquele Domingo do churrasco.
Já sabendo da mania de dona Inezita, Joaquim diminuiu a velocidade ao ponto de passar em frente ao posto da PRF como se estivesse num cortejo. Ninguém veio de lá.
- Oxi! Virou-se para o Joaquim: - Será que o preguiçoso do Peçanha não veio trabalhar hoje ?
- Veio, dona Inezita. Já já ele aparece.
Como para não correr risco de que o policial rodoviário não viesse, disse para o Joaquim estacionar próximo aos cones e desceu, fingindo examinar o calibre dos pneus. Olhou de soslaio e percebeu o Peçanha, imenso como era, saindo do posto com seu andar vagaroso. Entrou no carro ligeiro, e aguardou a abordagem. No banco traseiro Patrícia e o ficante soltavam risinhos. – Essa dona Inezita! Essa minha vozinha!
Dona Inezita deu bom dia antes do Peçanha, e perguntou:
- E hoje, seu Peçanha, o senhor vai me dizer onde eu consigo a linguiça ? No banco traseiro agora o riso foi frouxo.
- Dona Inezita, eu até queria ajudar, mas realmente eu não sei.
- O senhor não ajuda mesmo, né? Vou contar para o Veríssimo !
De tanto ouvir essas ameaças o Peçanha já se divertia, e sempre pedia para dona Inezita não fazer aquilo, dando veracidade a essa fantasia. Dessa vez, ao ouvir a ameaça: “Vou contar para o Veríssimo !”, sorriu e perguntou:
- A senhora vai escrever um conto ?
- Hã ? O que ? Virou a cabeça para o banco traseiro, olhou para a Patrícia ao mesmo tempo em que girava o dedo indicador na direção da orelha direita, e disse: - Esse guarda é meio doido!
Patrícia gargalhou muito lembrando dessa cena, dez anos depois do falecimento da avó. Pensou em abrir o baú, mas lembrou do pacto que a família fez de deixar o baú como uma cápsula do tempo, para ser aberto cem anos após a morte.
Começou a recordar do choque que levou ao ouvir a primeira confidência da avó.
- Minha filha, mulher não confia em outra, mas vou te contar um segredo: depois da morte do Alfredo a minha razão para viver foi o Veríssimo. Acho que até antes do Alfredo morrer, mas essa é uma dúvida que carrego.
- Quem foi ele, vó?
- Isso eu não posso dizer. Só sei que tu és a única pessoa que pode me ajudar. Posso confiar?
- Claro, minha vó! Tudo que eu puder!
Com a lista de itens na mão, e com os arrepios da adolescência, Patrícia saiu em busca do que a avó queria.
Dez anos depois da morte da avó, lembrava com precisão os detalhes da primeira entrega dos itens desejados: um par de algemas, um cassetete, uma calça cáqui, um cinturão de couro e um par de botas. O quepe e o distintivo da PRF vieram algum tempo depois. Patrícia teve que subornar o Peçanha para conseguir esses itens que ele não usava mais. Os últimos itens foram os brinquedos adultos, que só chegaram quando Patrícia fez 21 anos e teve coragem para entrar num sex shop. Ao fazer a primeira entrega Patrícia arriscou-se a perguntar mais uma vez: - Quem foi o Veríssimo, vó ? Dessa vez a resposta veio ornada com um risinho, acompanhado da frase: curiosidade matou a gata!
Curiosa, mas confidente, Patrícia nunca mais perguntou sobre o Veríssimo. No leito de morte, dona Inezita pediu para falar em segredo com a neta. Com a voz já quase sumindo, disse: - Patrícia, minha filha, tu não sabes o Veríssimo ?
- Sim, sim, vó, a senhora falava dele a todo o tempo, mas nunca me disse quem foi.
- Pois é, minha filha. Vou dizer agora: o Veríssimo é um segredo que está guardado no fundo do baú. Não diz para ninguém, senão eu vou contar para o Veríssimo! As duas riram abraçadas e dona Inezita fechou os olhos.
POESIA - FLOR DE UNAI - POR FLAVIO XAVIER
FLOR DE UNAÍ
A mais bela flor de Unaí.
Uma bela mulher em corpo de menina.
Teus cabelos ondulados atiçam-me a imaginação.
Tua boca bem desenhada e úmida me desperta desejos.
Teu corpo bem talhado é uma escultura que povoa Permanentemente a minha mente.
Teu andar gracioso tem a leveza das garças.
Tua pele macia me atrai como um ímã.
Tu és graça divina, és suavidade, és candura.
Teu olhar a um só tempo sedutor e tímido
Me faz quedar trêmulo diante de ti.
Tua voz mansa e melodiosa me encanta.
Sempre que estou distante de te fico melancólico
E minha mente fértil não descansa.
Flávio Xavier
terça-feira, 2 de setembro de 2025
ELIZIANE GAMA RASGA ELOGIOS A EDUARDO BRAIDE
A senadora Eliziane Gama (PSD), em entrevista ao canal My News, falou, entre outros assuntos, sobre a política do Maranhão, principalmente com vistas as eleições do ano que vem.
Eliziane disse que já tem a sinalização que será a candidata ao Senado do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Maranhão.
Além disso, a senadora disse ainda torcer por uma unidade do seu grupo político e defendeu a chapa de 2026 com o vice-governador Felipe Camarão (PT) candidato ao Governo do Maranhão, e ela ao lado do governador Carlos Brandão como candidatos ao Senado.Mm
No entanto, o que chamou atenção mesmo foi a fala de Eliziane sobre a gestão do atual prefeito da capital maranhense. A senadora disse que Braide seria o prefeito melhor avaliado no Brasil e que se disputar o Governo do Maranhão seria praticamente imbatível.
“O prefeito de São Luís, eu acho que é, talvez, o prefeito mais bem avaliado do Brasil. Está fazendo uma grandiosa gestão. Arrisco a dizer para você que, se for candidato a governador, dificilmente perde a eleição. Acho que as chances dele ganhar são reais hoje. Mas é uma definição que passa primeiro pela decisão pessoal dele, se quer se candidatar ou não”, destacou Eliziane. Veja aqui a entrevista na



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