terça-feira, 14 de outubro de 2025

INDICADOS POR DEPUTADOS E SENADORES DO CENTRÃO SAO EXONERADOS POR LULA

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu reagir após sofrer uma dura derrota na Câmara Federal com a derrubada da medida provisória (MP) que substituiria o aumento do IOF.

Lula se sentiu traído e, faltando menos de um ano para as eleições, começou a exonerar indicados por deputados e senadores do Centrão, principalmente àqueles que não têm votado com o governo.

Numa primeira leva, os partidos mais alcançados foram: PP, PSD, MDB e União Brasil. Os principais órgãos federais onde já tivemos mudanças foram: Caixa Econômica Federal, Iphan, Codevasf e Dnit.

No Maranhão, dois deputados federais – Pedro Lucas (União) e Josivaldo JP (PSD) – foram atingidos com as mudanças. Pedro Lucas teve a irmã Lena Brandão, que deixou o comando da Superintendência do Iphan no Maranhão. Já Josivaldo teve Wellington Reis, que estava na superintendência de Agricultura e Pesca do Maranhão, exonerado. Os dois deputados votaram contra a MP do IOF. afinal a tendência é que as exonerações sigam, até para que Lula abra mais espaço para aliados.

MARCIO JERRY E RUBENS JUNIOR PEDEM INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL SOBRE GRAMPOS ILEGAIS

 

Os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Rubens Júnior (PT-MA) anunciaram, que, através da Câmara Federal, estão pedindo que a Polícia Federal investigue eventuais “grampos ilegais”.

Segundo Jerry, ele, Rubens Júnior e o secretário Executivo do Ministério dos Esportes, Diego Galdino, teriam sido alvos de gravações ilegais e que tais gravações circularam a partir de integrantes do Governo do Maranhão.

No entanto, Márcio Jerry não destacou o teor dos áudios e a sua veracidade, afinal deve ser algo extremamente grave e preocupante, pois do contrário os deputados não tomariam tal atitude. Além disso, o deputado não deixa claro como os áudios teriam sido obtidos, se foram através de grampos ilegais ou vazamento de uma conversa, em que a outra parte acabou gravando a ligação.

É aguardar e conferir, mas mais essa nova crise, na semana em que o governador Carlos Brandão deverá encontrar com presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ainda se buscar uma unidade entre Dinistas e Brandonistas, deve ser decisiva para a continuidade do distanciamentos dos dois grupos.

METANOL PODE TER INTOXICADO MARANHENSES

 


A Secretaria de Saúde do Maranhão,  anunciou que está monitorando dois casos suspeitos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas.

Os pacientes estão recebendo atendimento médico na UPA do Parque Vitória e na UPA de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, enquanto aguardam análise clínica.

A SES não informou o nome e nem o estado de saúde dos dois pacientes, mas as unidades estão adotando as condutas e procedimentos seguem os protocolos do Ministério da Saúde, conforme orientações definidas em nota Técnica específica sobre o tema.

É aguardar e conferir, mas lembrando que os dois casos são suspeitos e não confirmados.

COM A PALAVRA - QUANDO O VESTIBULAR ERA PURA EMOÇÃO!- POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 

... QUANDO O VESTIBULAR ERA PURA EMOÇÃO!

    A minha geração viveu uma etapa da vida na expectativa de chegar à universidade. E não era uma tarefa fácil. Ainda mais, no isolamento da Baixada.

    E a minha saga, como de muitos conterrâneos, começou nos corredores do Odorico Mendes. E, como todo escola, que se preze, esta primeira teve, também, o seu codinome. Ovo Mole. E, seguindo no Colégio Pinheirense, o Cu de Pinto, o primeiro ciclo se completou. Tempos bons, de firmes amizades e de livre liberdade.

   Só que a preocupação era extremamente séria. As famílias, conscientes da dura realidade, em que estávamos inseridos, e preocupadas com os nossos futuros, "tocavam-nos", assim como uma grande parcela dos jovens interioranos, "para um futuro melhor". Assim, tínhamos um único destino. Os cursos preparatórios aos vestibulares. Popularmente, os cursinhos. 

   E, como um rito sagrado, no início da década de 80, o nosso destino foi o José Maria do Amaral. Posso dizer que ali foi a nossa escola fora de casa. E, especialmente para mim, é de um espetacular e inenarrável significado. Fui aluno. E, logo, logo, tive o privilégio de ser professor. No cursinho e no colégio, recém fundado. Ali, vivi a família escolar José Maria do Amaral. Em uma equipe "de peso", com convivência respeitosa e fraterna. E, por essa convivência, sou eternamente grato.

   O importante é que isso me deu sustentação para seguir. E, de verdade, a minha passagem, em cada cursinho, foi me moldando como profissional e como pessoa: racional e amigo e consciente e pensante e respeitoso e  empático.

     Nessa toada, para valorizar a Ilha, estive "em vários tablados". Uns, por longo tempo; outros, como um meteoro. E, assim, com o apoio e o abraço dos irmãos docentes, sem o que nada teria acontecido, fui contribuindo, um pouco, com a formação de significativa parcela de nossos irmãos maranhenses, que, de longes saudades, vieram buscar conhecimentos.

     E "a minha viagem profissa", tal a de muitos companheiros, queridos e amigos, valeu a pena. Com passagens por Cipe, MENG, Seleção, Anglo, Curso Professor Newton, Dinâmico, Curso Professor José Luís, Einstein, Sírius, Exclusivo, Geo História, Gaus, Curso Extra,  Opção, Atual Vestibulares, Teorema, Curso Thales, Sigma, Paralelo, Objetivo ... entre outros.

    E, guardo e carrego, no fundo do peito, o inesquecível e querido GUESA.

     Tudo isso, quando o vestibular era pura emoção!


         Zé Carlos Gonçalves

POESIA - O FIM - POR ABEL CARVALHO

 

O FIM

Quanto tempo dura o último segundo

Em qual momento ele vem

O tempo é um segmento indecifrável

da vida

Incompreensível 

Não se mede com precisão 

Se cria espaço 

Via sem solução


A vida é rápida 

O tempo tépido

Assimétrico 

Mal dividido

Mal contado


Não se mede o tempo

Não se antecipa o fim

Tudo tem seu momento

Seu desenlace irremissível 


Querer morrer não é fraqueza

É ter vontade própria 

Quando muito seria heresia

Tirar do dono a franquia


O direito a escolha

Não se assemelha a razão

Quando perder a vida não é opção 


Lutar pela vida...


Não se sabe o dia ou a hora

Em algum momento se faz algo pela última vez


Não há causa perdida

Não se vive o fim

Não se vive o amanhã 

Se vive aqui

Se vive agora


Se processa ajustes

Se vive momentos

Se descobre como fazer


Não se é feliz  todo o tempo

Não se sofre o tempo todo

Não importa o que se perca

Quanto se perca

Quanto tão próximo esteja o fim 


Não se chama o dia

O dia vem sem que se queira

Mesmo se querendo o fim


Não se perde pedaços 

Eles se vão sem que se queira perder

Para nos deixar viver


Antes do fim

Até o dia

É fazer uso do tempo 

Viver todos os momentos

Aprender a aceitar 

Saber ser feliz

Chegar

Enfim 

Até o fim


Abel Carvalho

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

UNIDADE DE GRUPO POLITICO É DESCARTADA POR FELIPE CAMARÃO

 

Muito provavelmente, como anunciou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o petista devem se reunir nesta semana para falar sobre a situação política no estado maranhense.

Lula ainda acredita na possibilidade de unir Dinistas e Brandonistas no mesmo palanque em 2026. Maior beneficiado com a unidade. Lula irá conversar com Brandão para tentar encontrar um caminho para a reconciliação dos dois grupos.

Nos bastidores, tem se comentando a possibilidade do governador desistir da ideia de concluir o mandato e disputar uma cadeira no Senado, mas isso só aconteceria se o vice-governador Felipe Camarão (PT) também renunciasse e fosse disputar uma vaga de deputado federal, fazendo com que se tentasse encontrar um novo nome, que agradasse os dois grupos, para disputar o Governo do Maranhão.

No entanto, se depender de Camarão essa possibilidade de renúncia não existe.  “Infelizmente, não vai ter acordo. A hipótese de eu renunciar é zero”, afirmou

FESTIVAL JOÃO DO VALE DE MÚSICA POPULAR- REVIVAL ACONTECERÁ 6DE DEZEMBRO EM PEDREIRAS

 

Festival João do Vale de Música Popular — Revival acontecerá 6 de dezembro em Pedreiras

“O gênio improvável”, como no musical que lhe prestou homenagem; “o poeta do povo”, como na capa de um elepê seu; “o maranhense do século XX”, na votação popular que merecidamente venceu. Não faltam epítetos para se referir a João Batista do Vale (1934-1996) — “pobre no Maranhão, ou é Ribamar ou é Batista; eu saí Batista”, dizia —, ou simplesmente João do Vale, autor de um sem-número de clássicos da música popular brasileira: “Carcará”, “Pisa na fulô”, “O canto da ema”, “Na asa do vento”, para citar apenas alguns.

A véspera do dia das crianças é sua data de nascimento e uma programação agitou sua Pedreiras natal, celebrando a efeméride com alvorada musical, exibição de documentário e shows musicais em diversos espaços da cidade.

Gravado por nomes como Maria Bethânia, Nara Leão (1942-1989), Marinês (1935-2007), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Tião Carvalho, Zeca Baleiro, Tom Zé (também nascido num 11 de outubro), Cássia Eller (1962-2001) e Irene Portela (1945-1999), entre muitos outros, o legado de João do Vale merece celebração permanente.


FAROFAFÁ antecipa: no próximo dia 6 de dezembro, aniversário de seu falecimento, Pedreiras sediará o Festival João do Vale de Música Popular — Revival. O line up ainda está em construção, mas é certeza a presença dos vencedores das três edições do festival, idealizado e produzido pelo cantor Wilson Zara, em São Luís, nos anos de 2000, 2001 e 2008: Fábio Abreu, Davi Faray, além do encontro de Lena Garcia, Heline Jully e Dicy, respectivamente.

As duas primeiras edições do festival foram realizadas no Zanzibar, espaço que acabou virando referência na cena cultural ludovicense da época, graças à curadoria de Wilson Zara, voz e violão residente; a última aconteceu no também finado Circo Cultural da Cidade, tendo este repórter integrado o júri do certame.

Artistas hoje reconhecidos no cenário da música popular brasileira produzida no Maranhão participaram das três edições do festival. O bacabalense Zé Lopes ficou em segundo lugar na primeira edição do evento, ocasião em que Bruno Batista ganhou o troféu de melhor letra; no ano seguinte ele ficaria em terceiro lugar com sua “Acontecesse”, gravada por ele em seu álbum de estreia e regravada no segundo, “Eu não sei sofrer em inglês”, com participação especial de Zeca Baleiro.

“Para muita gente, infelizmente, o Nordeste ainda é visto como sinônimo de atraso, então a ideia é uma celebração que equilibre o nordestino, e os anos 1960 e 70, quando João do Vale ficou muito conhecido, com a modernidade, simbolizando o diálogo entre a memória do passado e a vitalidade do presente. O festival é um ato de pertencimento e resistência cultural, uma experiência imersiva na cultura popular, com a presença de nomes da música que reverenciam o legado do mestre”, afirma o produtor Wilson Zara.

Em “Baião de viola” (parceria com Flora Matos), gravada por Marinês e depois por Tião Carvalho, João do Vale convida: “Eu gostaria que um dia/ vocês fossem visitar/ a cidade de Pedreiras/ Eu sei que iam gostar”. Em 6 de dezembro há um motivo mais que especial.

Por Zema Ribeiro 


COLUNA DO CARLOS BRANDÃO- GOVERNAR É CUIDAR DAS PESSOAS

 

Por Carlos Brandão

Toda vez que o presidente Lula vem ao Maranhão, ele traz ações. Mas, traz, acima de tudo, cidadania e paixão. Esta semana, quando visitamos as famílias do Residencial Canto da Serra, em Imperatriz, vimos olhos que brilhavam e mãos que tremiam ao receber a chave da sua casa própria. Vimos, também, o presidente Lula, caminhando entre as moradias, conversando com quem esperou mais de uma década por esse momento. Imagens que resumem bem o quanto cada cidadão e cidadã importa para essa gestão, independentemente de sua classe social. Um governo para todos é feito assim: com pés no chão, olho no olho e muito respeito.

Quando assumimos o governo, em abril de 2022, deixamos claro que o Maranhão seria um parceiro ativo na construção de soluções. E essa parceria com o presidente Lula tem se confirmado na prática. Até aqui, mais de 40 ministros já estiveram conosco no estado, trazendo ações, recursos e a certeza de que a União tem olhado com atenção para o Maranhão. Alguns mais de uma vez, como o ministro da Educação Camilo Santana, que esteve conosco na última quinta-feira (9), entregando tablets do programa Tô Conectado, para mais de 17 mil alunos da rede pública da Região Tocantina. Essa sintonia não é retórica: é política pública que vira obra, emprego e dignidade.

No Residencial Canto da Serra, em Imperatriz, foram entregues 2.837 casas do Minha Casa, Minha Vida – um sonho retomado e concluído depois de mais de 10 anos de espera. Famílias que viviam em situação de maior vulnerabilidade receberam moradia de verdade, sem custo algum. E terão acesso a equipamentos sociais previstos para o bairro: escola, creche, postos de saúde, posto policial e áreas de convivência. Para muitos, como a nova moradora Waldean, essa entrega é o fim de uma espera e o começo de uma vida com mais segurança e esperança.

O governo federal tem sido um grande parceiro do Maranhão. Para se ter uma ideia, fomos beneficiados no Novo PAC com cerca de R$ 94 bilhões em investimentos. São recursos em infraestrutura, água, saneamento, habitação e projetos que mudam a vida de cidades inteiras. E quando o Estado caminha com responsabilidade fiscal e governança transparente, como temos feito, essas verbas se transformam em obras que duram e em empregos para o nosso povo.

Sabemos que há quem espere soluções imediatas para todos os problemas – e nós também queremos isso. Mas ninguém pode negar o quanto avançamos, principalmente por conta de nossas parcerias. O salto que o Maranhão dá em seus indicadores mostra que estamos no caminho certo. Cresce a confiança, aumentam empregos e o investimento privado encontra terreno fértil, aqui. Mas não nos iludimos: ainda há muito trabalho a ser feito. Por isso, seguimos firmes, estando próximos de Brasília, caminhando pelas nossas cidades e transformando cada conversa em entrega concreta.

Não governamos para vencer eleições. Cuidamos das pessoas para transformar realidades e melhorar vidas. E a melhor forma de honrar esse compromisso é fortalecer a parceria com quem quer, de verdade, trabalhar pelo Brasil e pelo Maranhão. É isso que estamos fazendo – lado a lado, com Lula e com todo o povo maranhense – para que mais famílias possam, um dia, contar suas próprias histórias de vitória.


POESIA - O ESCUDEIRO FIEL - POR LERENO NUNES

 


O ESCUDEIRO FIEL

Lereno Nunes


Singram os mares bravios,

Velas em procissão...

Subiram ao vento as palavras

Cantadas ao boqueirão...

O mestre partiu sozinho 

Levando nossa nação,

Em seu estandarte abrindo

As portas da imensidão.

Maranhão, terra de  embarcações,

Ligeiras luzes cumprindo

O cortejo ilustre das cores,

Por manguezais reluzindo

O verde às águas e ao vento,

E ao pensamento figura 

A grande imagem á morada:

Phelipe fez sua jornada,

Agora brilham no céu,

Embarcações governadas,

Pelo escudeiro fiel.


Lereno Nunes

domingo, 12 de outubro de 2025

COLUNA DO DR. OTÁVIO PINHO FILHO - POLIOMIELITE - PARALISIA INFANTIL

 

Poliomielite

Poliomielite (paralisia infantil) é uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, pode acarretar paralisia nos membros inferiores.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A  poliomielite pelo vírus selvagem permanece endêmica no Afeganistão e Paquistão, entretanto vários países têm registrado casos de poliomielite pelo vírus derivado vacinal nos últimos anos. Nenhum caso confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação da vacinação, no Brasil não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.

Importante: Poliomielite e paralisia infantil são a mesma coisa. A vacinação é a única forma de prevenção da doença. A cobertura vacinal da poliomielite vem apresentando resultados abaixo da meta de 95% desde 2016. Vacinem as crianças, para que elas não sofram com as sequelas de doenças que podem ser evitadas.

Causa

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da poliomielite. As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente correspondem a sequelas motoras e não tem cura.

Assim, as principais sequelas são:

Problemas e dores nas articulações;

Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;

Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;

Osteoporose;

Paralisia de uma das pernas;

Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;

Dificuldade de falar;

Atrofia muscular;

Hipersensibilidade ao toque.

Essas sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e da realização de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar na postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos delas. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.  

Sintomas

Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.

Os sintomas mais frequentes são:

febre

mal-estar

dor de cabeça

dor de garganta e no corpo

vômitos

diarreia

constipação (prisão de ventre)

espasmos

rigidez na nuca

meningite

Na forma paralítica ocorre:

Instalação súbita de deficiência motora, acompanhada de febre.

Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores;

Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada;

Sensibilidade conservada;

Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da poliomielite deve ser suspeitado sempre que houver paralisia flácida de surgimento agudo com diminuição ou abolição de reflexos tendinosos em menores de 15 anos. Os exames de liquor (cultura) e a eletromiografia são recursos diagnósticos importantes. O diagnóstico será dado pela detecção de poliovírus nas fezes.

Todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico do paciente.

Importante: Não existe tratamento específico da poliomielite. 

Prevenção

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina. A partir de 4 de novembro de 2024, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser exclusivo com vacina inativada poliomielite (VIP), sendo administradas três doses de VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade e um reforço com o referido imunobiológico aos 15 meses. A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.

Confira o esquema de proteção no Calendário Nacional de Vacinação

Vacinação

Calendário de Vacinação

Polio em adultos e situação aos viajantes

Embora ocorra com maior frequência em crianças, a poliomielite também pode ocorrer em adultos que não foram imunizados. Por isso é fundamental ficar atento às medidas preventivas, como: lavar sempre bem as mãos, ter cuidado com o preparo dos alimentos e beber água tratada.

A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), orienta os serviços de saúde e usuários sobre a vacinação de viajantes internacionais contra poliomielite, provenientes ou que se deslocam para áreas com circulação de poliovírus selvagem e derivado vacinal, na Nota Informativa nº 315/2021 - CGPNI/DEIDT/SVS/MS. O Brasil recomenda ainda, a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para a última dose da vacina contra a poliomielite, a todo viajante residente no país. Esse certificado é emitido nos Centros de Orientação a Saúde do Viajante da Anvisa e credenciados.