sábado, 1 de novembro de 2025

COM A PALAVRA- APRENDENDO A DESAPRENDERPOR JORGE PASSINHO


APRENDENDO A DESAPRENDER

Bom diaaaaa 

Café com beiju, queijo e ovo quente é Deus alimentando a gente.

Meu "eu poeta"

Pega as palavras

Adiciona sentimentos

Mistura e concreta.


estou aprendendo a desaprender

bem devagar 

com paciência 

como quem enche um lago com gotas de suor.

as vezes acredito que vou conseguir, às vezes não.

mas já vi umas poças, pequeninas, isso acende a esperança em mim.

também estou desaprenderndo a lutar, a bater, uso o silêncio e o sorriso para vencer.

descobri que o silêncio é invisível mas tem a força de mil socos de Myke Tayson e o riso, é mais brutal, destrói fortalezas como se fossem feitas de papel.

desaprender a fingir 

é o que tem me deixado mais sóbrio, mais humano, mais analógico... é quando eu mais me aproximo de mim.


Saúde, sabedoria e equilíbrio para todos nós.

Força, grana e fé sempre.

Um dia iluminado para todos nós.


Bjs Jorge Passinho

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O SILÊNCIO DO SUPREMO SOBRE O MARANHÃO E DUAS CADEIRAS VAZIAS

 

O absurdo que vai acontecendo no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE) ao que parece, enfim, começa a ganhar repercussão fora do estado e chamar atenção da imprensa nacional.

A Veja fez uma reportagem sobre a situação e trouxe como título “Duas cadeiras vazias e o silêncio do Supremo sobre o Maranhão”A reportagem demonstra que o TCE/MA vai funcionando com dois conselheiros a menos e ressalta que o problema está sob a tutela do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino. Veja abaixo.

Há quase dois anos, o Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) opera incompleto. Duas cadeiras permanecem vazias à espera de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7603 e 7605 questionam o rito de escolha dos conselheiros maranhenses, mas seguem sem solução desde que o relator, ministro Flávio Dino, concedeu uma liminar suspendendo as nomeações até o julgamento definitivo.

Casos semelhantes envolvendo tribunais de contas de outros estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, já foram analisados e concluídos pelos ministros Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques. Já no Maranhão, o imbróglio judicial trava a ocupação de uma das vagas desde 2023, obstruindo o funcionamento correto da instância que fiscaliza as contas públicas do estado.

As ações apontam que o rito de escolha adotado pela Assembleia Legislativa do Maranhão para a indicação dos conselheiros diverge do previsto na Constituição Federal. O modelo exige que o candidato à vaga tenha o apoio de um terço dos deputados estaduais e impõe idade máxima de 70 anos — regras que vigoraram também em nomeações anteriores, inclusive quando o governador era o próprio Flávio Dino.

Em fevereiro deste ano, já como ministro do STF, Dino concedeu nova liminar suspendendo outra indicação ao TCE-MA. Desta vez, a vaga era de livre escolha do governador. A ADI 7780 foi proposta pelo Solidariedade e já conta com os pareceres da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República que reconhecerem que os problemas de rito já foram superados.

No último dia 28, o ministro Dino solicitou informações a magistrados do Maranhão que podem contribuir com os casos. Agora, há expectativa de que as ações finalmente tenham um desfecho.

Vale lembrar que recentemente vazou um áudio do deputado federal Rubens Júnior (PT), aliado histórico de Dino, onde ele afirmava falar em nome do ministro e apresentava uma proposta imoral e ilegal. Queria que o governador Carlos Brandão apoiasse a candidatura do irmão do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), também aliado histórico de Dino, à Prefeitura de Colinas, para que os processos do TCE/MA fossem destravados no STF, até para ver se o STF conclui os julgamentos e põe fim a esse absurdo

CONSELHO DELIBERATIVO DO BEC PUBLICA EDITAL CONVOCANDO ELEIÇÕES PARA NOVA DIRETORIA






GOVERNO AMPLIA INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA, EMPREGO E RENDA E COMƁATE A FOME


O Governo do Estado segue ampliando os investimentos em infraestrutura, geração de emprego e renda e combate à fome. Desta vez, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, esteve nos municípios de Senador Alexandre Costa e Governador Eugênio Barros para entregar obras e serviços que promovem desenvolvimento e melhoram a vida das pessoas.

Voltamos ao interior trazendo mais benefícios, ampliando a rede de segurança alimentar com Restaurante Popular, entregando os cartões do Maranhão Livre da Fome, inaugurando obras como o balneário de Senador Alexandre Costa e anunciando mais investimentos, como VIVA/Procon, Estação Tech e Colégio Militar”, destacou Orleans Brandão.

Em Senador Alexandre Costa, mais 513 famílias foram incluídas no Maranhão Livre da Fome, o maior programa de transferência de renda da história do estado, que também garante aos beneficiários assistência à saúde e capacitação para o mercado de trabalho. Além disso, o secretário e o prefeito inauguraram o 202º Restaurante Popular e entregaram à população a reforma da urbanização do balneário.

Este é um dia histórico, porque Senador Alexandre Costa passa a contar com os benefícios desse programa que chega para transformar a vida de muitas famílias e também incentivar o comércio local. Nosso balneário totalmente urbanizado favorece a prática de atividades físicas, trazendo mais saúde para o nosso povo. Nossa gestão está alinhada com o governo estadual e grata por tantos benefícios, porque a boa política é feita com parcerias”, destacou o prefeito Dr. Nilo.

Outras 462 famílias passam a contar com os benefícios do programa de combate à fome em Governador Eugênio Barros, onde o secretário de Assuntos Municipalistas também entregou, com o prefeito Chiquinho do Banco, seis carrinhos dos programas Minha Renda e Mais Renda. Na ocasião, anunciou a pavimentação asfáltica de três quilômetros de vias urbanas, a implantação do VIVA/Procon, da Estação Tech e do Colégio Militar, além da instalação do portal da cidade.

FLAVIO DINO DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi alvo de uma grave Fake News. O maranhense, acertadamente, utilizou as redes sociais para desmentir uma postagem em seu nome, afirmando que o ministro do STF classificava a operação realizada pelas forças de Segurança Pública do Rio de Janeiro, como “um dos maiores crimes contra a humanidade”.

Além de se posicionar publicamente e demonstrar revolta com a utilização de seu nome, Flávio Dino anunciou que tomará “medidas drásticas contra os criminosos”.

No entanto, estranhamente e curiosamente, Flávio Dino não teve a mesma reação quando do episódio envolvendo o deputado federal Rubens Júnior (PT).

O parlamentar, aliado histórico de Dino, teve um áudio divulgado onde afirmava falar em nome do ministro do STF e apresentava uma proposta nada republicana.

Rubens assegurava que bastava o governador do Maranhão, Carlos Brandão, cumprir o acordo de Colinas (elegendo prefeito o irmão do deputado federal Márcio Jerry – PCdoB) para que a paz voltasse a reinar no grupo político e os processos de escolhas de conselheiros no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, que seguem parado no STF, seriam liberado.

Nesse grave episódio, onde seu nome pode ter sido usado indevidamente para uma proposta imoral e ilegal, Flávio Dino não demonstrou a mesma revolta. O ministro não se posicionou nas redes sociais e muito menos anunciou qualquer medida que tomaria sobre o assunto. A assessoria de Dino se limitou a emitir uma nota protocolar com a afirmação que ele deixou a política partidária.

Inegavelmente faltou coerência, afinal Flávio Dino não pode ser seletivo na sua revolta, ainda mais diante de episódios graves e repugnantes

REGIME ABERTO PARA MAURO CID

 

Mesmo depois de ter prestado onze depoimentos e mudado de versão quatro vezes, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, ganhou nesta quinta-feira (30) um pressente de Natal antecipado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Por determinação de Moraes, Mauro Cid cumprirá a pena de dois anos em regime aberto e sem utilizar mais a tornozeleira eletrônica. Cid foi condenado por participar da suposta tentativa de golpe de Estado juntamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por ter sido o delator da eventual trama golpista, mesmo mudando de versão várias vezes, Mauro Cid recebeu a menor pena entre os oito condenados do núcleo crucial. Todos os demais tiveram penas entre 16 e 27 anos, bem diferente da aplicada para Mauro Cid (dois anos). A defesa do militar não recorreu da condenação e Moraes declarou o trânsito em julgado da ação no que se refere a Mauro Cid.

Além da retirada da tornozeleira, Mauro Cid também poderá reaver bens pessoais que foram apreendidos. No entanto, não poderá deixar o país durante o cumprimento da pena, e os passaportes dele continuarão cancelados. O tenente-coronel não pode sair de casa entre 20h e 6h nos dias de semana. Aos sábados e domingos, tem que ficar em casa o dia inteiro

O GRANDE ENCONTRO - SERÁ???


Está previsto para esta sexta-feira (31), enfim, o encontro prometido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), para tratar do rompimento entre Dinistas e Brandonistas.

A reunião deveria ter acontecido antes da viagem das recentes viagens internacionais de Lula, mas a incompatibilidade de agenda acabou por adiar duas vezes a conversa, que deve ser realizada na tarde desta sexta-feira.

O clima que já não era dos melhores, desde a última passagem de Lula pelo Maranhão, no início de outubro, piorou bem com a divulgação de áudios e print’s graves e comprometedores, que envolvem dois deputados federais – Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB) – e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.

Diante do rompimento de Dinistas e Brandonistas, nenhum dos lados deve ceder para apoiar as pré-candidaturas já postas do vice-governador Felipe Camarão (PT) e do secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão, respectivamente. A alternativa seria encontrar um nome, terceira via, que agrade os dois grupos, algo complicado na atual conjuntara.

Além disso, Camarão, em recente evento em Tuntum, deixou claro que disputará o Governo do Maranhão, com ou sem apoio de Brandão. “Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Retroceder nunca, render-se jamais. Eu sou vice-governador do estado e sou candidato a governador no ano que vem, com ou sem Brandão. A decisão é dele. Se ele quiser renunciar e me apoiar, nós caminharemos juntos. Se ele não quiser, eu enfrento o sobrinho dele ou quem tiver pra gente enfrentar no debate político e nas urnas”, afirmou

COM A PALAVRA -MONTSERRAT CABALLÉ - UMA NOITE, UM TEATRO, UMA VOZ POR PAUL GETTY

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MONTSERRAT CABALLÉ — uma noite, um teatro, uma voz

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Há noites que não se repetem — apenas se guardam, intactas, na memória do tempo.

A de 5 de dezembro de 1993 foi uma dessas raridades em SÃO LUÍS. O velho TEATRO ARTHUR AZEVEDO, depois de longos anos silenciado, abriu seus olhos de luz e recomeçou a respirar. As cortinas, que pareciam adormecidas em pó e saudade, voltaram a se mover com a delicadeza de quem desperta de um sonho antigo.

E foi então que entrou a soprano lírica: MONTSERRAT CABALLÉ — a espanhola de voz infinita, de timbre que parecia misturar o divino e o humano. Quando cantou, o teatro inteiro pareceu estremecer, como se suas paredes, colunas e lustres reconhecessem o chamado da arte verdadeira. Cada nota era uma prece; cada pausa, um sopro de eternidade.

SÃO LUÍS ouviu o mundo naquela noite.

E o mundo, por um instante, ouviu SÃO LUÍS. Os convidados na plateia — algumas incrédulas, outras com os olhos marejados — sabiam que estavam diante de algo maior do que um concerto: era o reencontro entre o som e o silêncio, entre o tempo que passa e o que permanece.

Emocionada, MONTSERRAT CABALLÉ elogiou a acústica do teatro, dizendo que o ARTHUR AZEVEDO era “uma verdadeira caixa de música” — e talvez tenha sido mesmo isso: uma caixa de ressonância onde o céu se curvou para escutar. Naquela noite, o palco e a voz se tornaram um só corpo, uma só vibração, um só milagre.

Quando o último aplauso se dissolveu no ar, o TEATRO ARTHUR AZEVEDO já não era apenas um edifício restaurado: era um coração reaberto, pulsando ao ritmo da beleza. E MONTSERRAT CABALLÉ, com sua voz de luar e orvalho, partiu deixando atrás de si não apenas música, mas um eco que ainda hoje se ouve — quando a lembrança decide cantar.


Paul Getty S. Nascimento

Poeta, compositor, cronista e membro da APL — Academia Pedreirense de Letras

POESIA - RESSURREIÇÃO- POR ZÉ LOPES




SEXTOU COM MUÇÃO