A Praça Maria Aragão ganhou novos ares na noite da ultima sexta-feira (18), com a abertura da 19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que segue até o dia 27 de setembro. A cerimônia começou às 19h, no Auditório Humberto de Campos, e marcou o início de dez dias de programação dedicada à literatura, à cultura e ao encontro entre leitores e escritores. O evento de abertura foi a performance “Naquela Mesa”, apresentada pelo Grupo Teatral Improviso, além de uma apresentação de louvação a São Luís, com Nilton Borges, tambores e cordas.
A Feira do Livro de São Luís reúne literatura, cultura, educação, memória, formação de leitores e encontros entre escritores e público. Com entrada gratuita, a programação inclui palestras, debates, seminários, oficinas, contações de histórias, espetáculos, lançamentos e comercialização de livros, com atividades para crianças, jovens, estudantes, professores, escritores, pesquisadores e público em geral.
Durante a solenidade, a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, destacou a importância de manter feiras e bibliotecas como espaços de incentivo à leitura. “Continuar investindo em feiras de livros e em bibliotecas é um ato de resistência em uma época em que ler, para muitos, se tornou cansativo. Então, continuamos resistindo e encontrando nesses livros esse alimento da alma, como coloca o tema da nossa 19ª Feira do Livro de São Luís”, afirmou.
A prefeita também ressaltou a produção literária maranhense e a relação da cidade com a literatura. “São Luís é uma cidade histórica, inspiradora, que respira poesia a partir dos seus cantos, das suas histórias e reflexões. É uma cidade diversa, que tem muito a falar sobre si, sobre seu povo e sua gente. É um orgulho muito grande abrir mais uma feira do livro, um evento que já faz parte do calendário cultural e literário da nossa cidade”, destacou.
Com o tema “O livro na palma, alimento da alma”, a FeliS homenageia o legado de Antônio Lobo, figura central na fundação da Academia Maranhense de Letras, e do crítico literário Mata Roma, destacado por sua contribuição à literatura e à reflexão sobre o Maranhão. O patrono desta edição é o escritor, jornalista e político maranhense Humberto de Campos (1886-1934), nome importante da literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras.
Para o secretário municipal de Cultura, Fellipe Reis, a feira também é uma oportunidade de revisitar a história literária da cidade. “Celebrar a Feira do Livro de São Luís é celebrar também um pouco da nossa história. É lembrar como a nossa cidade, a Atenas Maranhense, a Atenas Brasileira, foi resistindo e se moldando ao tempo”, pontuou.
Segundo o secretário, a escolha do nome Cidade do Livro reforça a proposta de aproximar a população da literatura. “Estamos dizendo que o livro, com suas tantas possibilidades de conhecimento e de aproximação com a imaginação, é também um caminho possível para seguirmos”, afirmou.
Entre os convidados desta edição estão Jeferson Tenório, Socorro Acioli, Cristóvão Tezza, Raphael Montes, Eliane Potiguara, Auritha Tabajara, Antônio Carlos Secchin, Geraldo Carneiro, Jorge Caldeira, Salgado Maranhão, Mary Del Priore e José Eduardo Agualusa.
A abertura reuniu leitores, escritores e livreiros, além de secretários municipais, o vice-presidente da Fecomércio, Manoel Barbosa, o presidente da Academia Maranhense de Letras, desembargador Lourival Serejo, a coordenadora da Feira do Livro, Rita Oliveira, e Patrícia Campos, neta de Humberto de Campos.
“Estou realmente muito emocionada e agradeço por São Luís trazer Humberto de Campos como patrono da Feira do Livro. O vovô deixa um legado para essa nova geração: não importa onde você nasça, é possível crescer quando se tem um sonho”, afirmou Patrícia. “O Maranhão é um celeiro de coisas incríveis e isso precisa ser mostrado para o mundo”, completou.
A 19ª FeliS conta com 40 estandes de livreiros, 11 sebos literários, 81 lançamentos de livros, 17 escritores nacionais e um convidado internacional. A estrutura reúne ainda instituições, editoras, sebos e diferentes agentes culturais, ampliando as possibilidades de contato do público com os livros e fortalecendo a cadeia produtiva da literatura.










































