segunda-feira, 21 de julho de 2014

FLANELINHA MARANHENSE PASSA EM VESTIBULAR EM BRASILIA




Foram necessários nove meses de estudo para o maranhense José Mário Silva dos Santos, 52 anos, que trabalha como flanelinha, para mostrar que quando se quer, pode se ir longe. Ele passou no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), onde cursará Gestão Ambiental.

O flanelinha concluiu o Ensino Médio antes de deixar o Maranhão, e morou em vários lugares desde os 15 anos de idade.

José Mário já passou por vários momentos difíceis. Ele que tem quatro filhos, mas tem pouco contato com eles, e afirma que evoluiu nos estudos, a exemplo de sua irmã e tia, que passaram em concurso público.

QUANDO TUDO É IMPORTANTE - BALANCETE DA COPA


Pois é! Chegamos, "finalmente", no final da Copa do Mundo 2014, no Brasil.
Confesso que fiquei entusiasmado, desmarquei compromissos e viagens para acompanhar todos os jogos da Copa em casa, sozinho, e consegui, com exceção de apenas um ou dois jogos.
Foi muito bom, cheguei a ponto de torcer para que demorasse a acabar, ao contrário de outros "eventos" tipo carnaval e quando há feriado prolongado (que não terminam nunca).
Foi inesquecível ver tantos estrangeiros elogiando nosso país, agradecendo o acolhimento, a hospedagem, e o bom tratamento dispensados.
A performance do Brasil não me surpreendeu. Quem acompanha o futebol no dia-a-dia sabe que não estávamos com aquela bola toda não. estávamos (e estamos) mal de jogadores e o treinador já aparentava cansaço, pouca disposição de levar o futebol de competição a sério, e, para piorar, seus auxiliares "comungavam" seu ritmo lento quase parando, ao contrário dos demais países-participantes que mostraram estar em busca da modernização e jogando defendendo para ganhar, com plano de jogo e tudo.
Na verdade, a comissão, e alguns jogadores, estavam mais preocupados em "faturar", abarrotar sua contas de mais reais e dólares, aproveitar o momento propício, oportunidade única, já que não são de ferro!
Nossos jogadores melhores (se é que são melhores, mesmo) jogam na Europa e nossos treinadores, querendo demonstrar "modernismo" de que estão por dentro do que acontece no futebol europeu, só convocam jogadores daquelas "plagas". Pura ilusão! Os jogadores de lá são tão cabeças de bagres quanto os daqui, só que um pouquinho mais preparados fisicamente.


É evidente que esta seleção do Felipão nada tem a ver com a "minha" seleção, aliás é de praxe, e de costume, que todo brasileiro que curte futebol e torce para algum clube tem a sua seleção (que nunca coincide com a dos treinadores de "ponta"). Isto porque não temos outros interesses, não somos movidos pelo dinheiro tentador, somos "treinadores" autênticos, (não empresários-quase-dono-do-clube), sem apadrinhamento, nem favorecimento, para este ou aquele jogador, sem se deixar levar pela amizade ou parentesco, ou pelo quem indica.
O pecado da seleção, mais especificamente do treinador e seus asseclas, é não ter planejamento, não ter estudo de como joga o adversário e suas particularidades, organização tática, treinamento de jogadas ensaiadas, fundamentos, aquilo que é primário, hoje, em matéria de futebol. E sem aquele oba-oba do já ganhou, que vai ser mamão com açúcar, dá para ganhar com os pés nas costas, estas coisas de quem vive no mundo da lua.
(A taça do mundo é nossa, com o brasileiro não há quem possa, sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor. Cantorias que marcaram o grande momento da Copa do Mundo no Brasil).
O resultado de tanta euforia e tanto entusiasmo foi a responsabilidade descomunal "jogada" nas costas dos jogadores convocados pelo Felipão, não estavam à altura de vestir o manto verde e amarelo, não tinham "catiguria" suficiente para encarar a empreitada.
De quem é a culpa? De estarmos na entressafra, naquela fase de pouca ou nenhuma produção, foi isso. De poucos talentos no futebol brasileiro.
Quanto aos 7X1, foi mero detalhe (como diria o mestre Parreira, que um dia disse que gol é um mero detalhe).
Eu não tinha esperança de passarmos das oitavas, mas compreendo que 7X1 foi demais pro nosso visual. Passou da conta, como gosta de cantarolar por aí a dupla "Bruno e Marrone".
Mas os 7X1 serviu para mostrar que, ultimamente, não estamos com essa bola toda não, que esta "história" de país do futebol está indo pro brejo há muito tempo.
Não adianta chorar sobre o leite derramado, agora é hora de juntar os cacos, catar os gravetos e começar tudo de novo, passo a passo, sem pressa, para não desmoronar outra vez, como num dominó!
Que consigamos passar pelas Eliminatórias e não aprontar novo vexame na Rússia.
O balancete foi este!!!


NA ESTRADA - LOBÃO FILHO NO SERTÃO DO MARANHÃO



Em passagem pela cidade de Mirador, neste domingo (20), o candidato ao governo do estado, Lobão Filho (PMDB), ratificou seu compromisso com o Sertão Maranhense e relembrou benefícios trazidos na gestão de seu pai à região. “Aqui, aos 26 anos de idade, quando era secretário do governo do meu pai (Edison Lobão), tive a oportunidade de inaugurar a estrada Colinas/Mirador, símbolo da mudança dessa região e da vida dos sertanejos”, elencou.
“Meu pai, filho de Mirador, não negou as suas tradições de sertanejo, pelo contrário honrou suas raízes com realizações e obras que abriram novas perspectivas para todos os brasileiros que aqui constituíram famílias e lutam bravamente pelo Sertão do Maranhão”, destacou Lobão Filho, ao assegurar que também vai honrar as tradições de ser filho de “um sertanejo bravo e valente, tradição do nosso Sertão”, completou.
O senador declarou ainda que a família Lobão e seu grupo político têm um passado de lutas e glórias pelo Maranhão e agora vai abrir muito mais perspectivas de mudança e de renovação. Para isso, conta com o apoio do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff que, verdadeiramente, deram nova cara ao Nordeste e aos nordestinos.
“Foi o governo do PT, com o nosso apoio, do PMDB, que construiu um novo Nordeste com a implementação de programas como o Bolsa Família, Bolsa Escola, Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida; dentre outros tantos que mudaram, para melhor, a qualidade de vida do nosso povo, em especial do nordestino”, enfatizou  Lobão Filho.
O candidato ao Senado, deputado Gastão Vieira, que também foi ministro na gestão do PT, enfatizou o orgulho de ter participado de uma das grandes realizações do Governo Edison Lobão. “Edinho, o seu pai, em 1990 me convidou para ser Secretário de Planejamento e me determinou que todos os esforços fossem empreendidos para iniciar o seu Plano Rodoviário aqui no Sertão. Tivemos a honra de fazer parte dessa história e de termos contribuído para a concretização de um sonho dessas pessoas: a estrada Colinas/Mirador”, destacou.
Vieira disse ainda, acompanhando de lideranças da região, que tem plena convicção na continuação desse trabalho. Esta crença foi ratificada também por outras lideranças como Nina Melo (PMDB), Victor Mendes (PV), Zé Mário (PSDC) de São João dos Patos, Enoque Mota (PRP), e o prefeito de Mirador Joacy Andrade (PPS), acompanhado de 11 vereadores do município.
“Hoje estamos firmando um compromisso de trabalho”, disse o prefeito Joacy ao senador Lobão Filho. “Nós sabemos fazer acontecer, e assim estamos fazendo aqui em Mirador, com a construção do hospital, de creches, reforma e ampliação de postos de saúde que mudaram a cara de nossa cidade e a vida de nosso povo. Com Lobão Filho no governo, faremos ainda muito mais”, completou.
Sucupira do Norte 

Com bastante entusiasmo e carinho da população, o candidato ao governo do estado, Lobão Filho (PMDB), participou de mais uma importante carreata realizada na pequena Sucupira do Norte, no último dia de programação desta primeira agenda de campanha no interior do estado.
“Tenho muito o que agradecer. Sou um empresário bem sucedido, tenho uma família linda, sou senador da República e grato a Deus pela vida. Cada vez mais tenho vontade de trabalhar em prol do meu povo”, disse, cumprimentando a população composta por pouco mais de 11 mil habitantes, em sua maioria idosos.
Seu Zé Grafia de 74 anos e dona Ciça Pereira de 64, esperaram na porta de casa pela passagem da carreata. Indagados pelo que esperavam do candidato, a resposta foi uma só: “Não é possível que os meus cabelos brancos não sirvam pra nada. Conheço o pai dele (Edison Lobão), que é um homem trabalhador e tenho certeza que ele (Lobão Filho), que é um bom filho, vai fazer mais e melhor pelo Maranhão”, afirmou, acenando para a comitiva do candidato.
Durante a visita, o prefeito Marcony Silva (PPS) lembrou da atuação de Lobão Filho como senador da República. “Ele é um homem trabalhador e como governador vai fazer muito mais pelo estado e também por nossa cidade”, enfatizou o gestor municipal, se referindo à obra da estrada que liga Sucupira a Pastos Bons, em processo de licitação com previsão de entrega para a próxima gestão.
Arnaldo Melo, candidato a vice-governador, e Gastão Vieira, candidato ao Senado, ambos pelo PMDB, são antigos conhecedores da região e ressaltaram que é preciso força e coragem para falar de problemas e apontar propostas. “Aceitamos o desafio porque vemos nesse homem (Lobão Filho), não só o desejo de fazer diferente, mas a forma de fazer, por meio do trabalho e não apenas de palavras”, declarou Arnaldo. Gastão Vieira completou: “é preciso atenção para o cenário de mudança apontada pela oposição”, referindo-se às promessas vazias e o retrato de uma “falsa renovação” estampada em municípios como Santa Inês, Caxias, São Luís e Balsas, que apresentam altos índices de rejeição contra seus gestores.


IRREGULARIDADES - SENADO VAI INVESTIGAR CONTRATO DA EMBRATUR


I
O Senado aceitou o pedido para que o contrato assinado entre a Embratur e a empresa CPM Braxis Outsourcing seja auditado em caráter de urgência pelos técnicos do Tribunal de Contas da União. O requerimento foi encaminhado para que se apure a legalidade e a economicidade do contrato, que teve aditivo assinado em 2012 pelo então presidente, Flávio Dino (PCdoB).
A empresa Braxis presta serviços de informática e tecnologia da informação e aceitou montar uma central de suporte para os funcionários da Embratur, em 2009. O problema é que o preço para esse trabalho foi retirado de uma ata especial de licitação feita para a Universidade Federal da Bahia, um ano antes.
As especificações técnicas para a UFBA previam atendimento de 48 mil chamadas ao ano. Na Embratur, esse número não passaria de 5.311, ou cerca de 20 chamadas por dia. O custo de cada chamada/atendimento paga pela Embratur chegou a R$ 564,86. O preço total do contrato anual foi R$ 2.999.999,97.
Mesmo com tanta diferença de projetos, Flávio Dino assinou o aditivo, dando mais 12 meses de contrato à empresa. Os auditores descobriram que o orçamento não foi detalhado como manda a lei de licitações.
O mesmo valor cobrado para atender os 230 funcionários da autarquia de turismo foi também usado na Bahia para atender 4.850 estações de trabalho, com uma rede digital cobrindo quatro locais distantes: Salvador, Vitória da Conquista, Barreiras e Oliveira dos Campinhos. Essas dúvidas já haviam sido levantadas pelos auditores da Controladoria Geral da União, em 2013.
Erário – Por todas as diferenças físicas verificadas entre a UFBA e a Embratur, os auditores da CGU (que são ligados à Presidência da República) escreveram que o contrato com a Braxis “era antieconômico para o erário”, porque estava superdimensionado para as necessidades reais da Embratur.
Os auditores responsabilizam o presidente da Embratur pelos problemas encontrados na empresa. Há vários casos de contratos assinados sem orçamento detalhado, principalmente no que se refere à publicidade. Com três agências, a Embratur assinou contratos no valor global de R$ 90 milhões.
Comparação de contratos comprovou abuso no aditivo
Os técnicos da Controladoria Geral da União fizeram comparações de preços com outros contratos assinados por órgãos federais, também para o atendimento de suporte de informática e gestão de tecnologia da informação, para comparar o contrato assinado por Flávio Dino na Embratur.
Prestando serviço para a Agência Nacional de Telecomunicações, que atende todas reclamações da telefonia celular e fixa no País, a empresa Central IT Tecnologia da Informação Ltda venceu a licitação de 2008 para atender 26.400 chamadas ao ano, em 1.300 estações de trabalho. Preço; R$ 478.768,08; custo médio por chamada/atendimento: de R$ 18,00 .
O Tribunal Regional do Maranhão é outro exemplo de que, na Embratur, o contrato assinado com a Braxis pode ter sido superfaturado:
Em 2012, o TRE/MA fechou contrato com a OER Informática para atender 12 mil chamadas/ano de suporte de informática, no mesmo estilo help desk service. Com 1.259 estações de trabalho previstas no atendimento, o tribunal pagou
R$ 566.909,16. Cinco vezes menos que o valor pago pela Embratur entre 2012 e 2013.


DESATENÇÃO - MOTO DEIXA VITÓRIA ESCAPAR NO FIM



O Moto esteve muito perto de estrear com uma vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro Série D.
Jogando contra o Clube do Remo, em Bragança do Pará, o time rubro-negro vencia até os 49 minutos do segundo tempo por 1 a 0, mas sofreu o empate num pênalti quando o Remo já estava completamente batido.
O empate contra o Remo, no Pará não deixa de ter sido um bom resultado, mas para quem estava vencendo o jogo, o Moto poderia ter conquistado uma grande vitória na estreia.
O gol do Moto foi marcado pelo atacante Fabiano, aos 32 minutos do primeiro tempo.
Com o gol rubro-negro, o Remo, pressionado pela torcida foi com tudo buscar o resultado. Nos acréscimos, aos 49 minutos, o Remo empatou com Val Barreto, num pênalti cometido pelo meia Kléo.
“Fizemos um bom jogo e tivemos um bom resultado contra um grande adversário. Tivemos dificuldade durante a semana. Você viu que tivemos dificuldade com a nossa bola parada porque não treinamos com essa bola. agora vamos ter um jogo em casa contra um adversário que não conhecemos, mas vamos jogar diante da nossa torcida que deve comparecer em grande número no Castelão”, destacou o técnico Édson Porto.

O Moto volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro Série D, no próximo domingo (27), contra o Interporto-TO, às 17h, no Estádio Castelão, em São Luís.

E A VELHA HISTÓRIA SE REPETE - DUNGA ESTÁ DE VOLTA À SELEÇÃO



Após a péssima escolha de Gilmar Ronaldi para o cargo de coordenador técnico da Seleção Brasileira, a CBF anunciará amanhã, terça-feira (22), o retorno de Dunga.
Pela segunda vez, o volante tetra campeão do mundo vai comandar a Seleção Brasileira.
Em 2010, Dunga comandou a Seleção na Copa da África do Sul e acabou dispensado após a eliminaçãoo nas quartas-de-final para a Holanda. Dunga está no Rio onde mantém contatos com os dirigentes da CBF.
A melhor opção, na minha opinião era a contratação de um treinador estrangeiro ou em última hipótese um nome novo no futebol brasileiro.
Mas é Dunga quem está de volta para comandar a tão necessária reformulação no futebol brasileiro.
E será que Dunga e Gilmar Rinaldi saberão promover essa reformulação???

Vamos esperar..

domingo, 20 de julho de 2014

COLUNA DA DONA JUJU



Targino Tícias Frescas – Salutar dona Juju, a senhora que é a mãe da matéria, pois o pai é Vale Neto,  me diga o que faz tanta gente importante junta nessa foto?



Resposta Como estou em Bacabal, hospedada na residência do Clécio, secretário de cultura e promotor do Bacabal Folia, não deu para falar com nenhum desses meninos, mas posso  adivinhar.

01 – Lorão – (resposta retirada a pedido de alguns censores.

02 - Baiano - Está esperando que acabe o Bacabal Folia pra receber a grana da cobertura das mãos do Clécio.

03 - Jefferson - Está esperando o Márcio Café desocupar o camarote nº3 do Boteco dos Brameiros pra ele cair pra dentro.

04 - Júnior da Caçamba - Está esperando o dinheiro do partido pra começar a campanha.

05 - Abel Carvalho - Está esperando a Léa Waldilena terminar com essa dieta para voltar aos camarões da sexta-feira no bar da Janete.

06 - Louremar Fernandes - Está esperando o Dr. Osvaldino para pegar uma caroninha de volta no avião do engenheiro.

07 - Cleber Lima - Está esperando Arquimedes com uma peixeira doze polegadas na cintura. (OBS - pediu emprestada para Garganta)

08 - Randison Laércio - Está com um pedaço de pau esperando o meliante "Puthú" invadir novamente a sua casa.

09 - Sergio Mathias - Está esperando o Jota Erry para botarem o papo em dia. Mas o Jota não pode usar nem o punhal e nem o chicote, presentes que ganhou quando jovem, do seu saudoso amigo Romão.


HISTÓRIA DE BACABAL - BORBOLETA


BORBOLETA

          Sexta-feira, seis horas da tarde, Miguelzinho foi até a casa do então prefeito Zé Vieira para pedir-lhe um dinheiro para a farra do fim de semana. Ao chegar, encontrou também , à espera do seu Zé Vieira, o cambista de jogo do bicho Padeirinho e também uma senhora.
Quando o prefeito apareceu, a mulher se levantou e foi logo bradando:

- Oh!!! Seu Zé Vieira, pelo amor de Deus me ajude. Meu gás acabou e eu tenho três crianças passando fome....

Seu Zé Vieira  puxou do bolso três três notas de cinqüenta reais e deu logo uma para a pobre mulher que saiu feliz e agradecida. Ao olhar as outras duas notas, Miguelzinho imaginou que seria uma para ele e outra para Padeirinho, e era. Padeirinho abriu os braços e o prefeito segurando as duas notas, esticou a  mão e forçou a nota de cima. Padeirinho se antecipou, segurou as duas notas e disparou:

- Seu Zé Vieira, borboleta não voa só com uma asa...

E pegou as duas notas deixando Miguelzinho a ver navios.


FOTOS DO DOMINGO


Boizinho Bacaba
Boizinho Bacaba

NÃO DEVEMOS ESPERAR QUE O FACEBOOK SE COMPORTE ETICAMENTE



Há duas lições interessantes a se tirar da polêmica sobre o estudo do "contágio emocional" do Facebook. A primeira é o que ela nos diz sobre os usuários do programa. A segunda é o que ela nos diz sobre corporações como o Facebook.

Caso você tenha perdido, aqui vai o resumo da história. A primeira coisa que os usuários do Facebook veem quando se conectam é seu "feed de notícias", uma lista de atualizações, mensagens e fotografias publicadas por seus amigos. A lista que é exibida para cada usuário não é abrangente (não inclui todas as informações possivelmente relevantes de todos os amigos dessa pessoa). Mas tampouco é aleatória: os algoritmos exclusivos do Facebook escolhem quais itens devem ser exibidos, em um processo às vezes chamado de "curadoria". Ninguém conhece os critérios usados pelos algoritmos – é um segredo industrial, assim como os adotados pelo algoritmo de classificação de páginas do Google. Tudo o que sabemos é que um algoritmo decide o que os usuários do Facebook verão em sua lista de "notícias".

Até aí é óbvio. O que provocou controvérsia foi a descoberta, mediante a publicação de um trabalho de pesquisa no prestigioso Proceedings of the National Academy of Sciences, de que durante uma semana em janeiro de 2012 pesquisadores do Facebook deliberadamente influenciaram o que 689.003 usuários do Facebook viam quando se conectavam. Algumas pessoas viram conteúdo com predominância de palavras positivas e alegres, enquanto outras foram expostas a conteúdo com sentimentos mais negativos ou tristes. Ao findar a semana experimental, o estudo mostrou que as cobaias inadvertidas tinham maior probabilidade de publicar atualizações de "status" e mensagens que tinham (respectivamente) um tom positivo ou negativo.

Do ponto de vista estatístico, o efeito sobre os usuários foi relativamente pequeno, mas as implicações foram evidentes: o Facebook tinha mostrado que podia manipular as emoções das pessoas! E nessa altura o lixo atingiu o ventilador. Choque! Horror! Palavras como "assustador" e "aterrorizante" foram as mais usadas. Houve discussões sobre se a experiência era antiética e/ou ilegal, no sentido de violar os "termos e condições" que os pobres usuários do Facebook têm de aceitar. As respostas são, respectivamente, sim e não, porque as corporações não fazem ética e os termos e condições do Facebook exigem que os usuários aceitem que seus dados possam ser usados para "análise de dados, testes, pesquisas".

Os relações-públicas do Facebook parecem ter sido apanhados desprevenidos, levando a diretora de operações da companhia, Sheryl Sandberg, a reclamar que "o problema do estudo é que ele foi 'mal divulgado'". Ela se referia sem dúvida à afirmação da empresa de que o experimento tinha sido conduzido "para melhorar nossos serviços e tornar o conteúdo que as pessoas veem no Facebook tão relevante e envolvente quanto possível. Uma grande parte disto é compreender como as pessoas reagem a diferentes tipos de conteúdo, sejam de tom positivo ou negativo, notícias de amigos ou informações das páginas que elas seguem".

Traduzindo, isso significa: "Pretendemos garantir que nada que as pessoas vejam no Facebook reduza a probabilidade de que elas continuem conectadas. A experiência confirma nossa conjectura de que conteúdo negativo é má notícia (e é por isso que só temos um botão 'Curtir'), e assim vamos configurar nossos algoritmos para garantir que a conversa alegre continue dominando os 'feeds de notícias' dos usuários".

Quando a história deste período for descrita, uma coisa que vai surpreender os historiadores é a facilidade complacente com que bilhões de pessoas aparentemente sãs permitiram que fossem monitoradas e manipuladas por órgãos de segurança do governo e corporações gigantescas. Eu costumava pensar que a maioria dos usuários do Facebook deve ter algum alguma ideia da extensão em que é conduzida por algoritmos, mas o escândalo sobre esse experimento pode sugerir algo diferente. Mas suspeito de que quando a comoção tiver diminuído a maioria dos usuários continuará enviando para manipulação da companhia seu fluxo de informações e emoções. Aqueles que os deuses desejam destruir, primeiro os tornam ingênuos.

As discussões sobre se o experimento foi antiético revelam a extensão em que os grandes dados estão mudando nossa paisagem regulatória. Muitas atividades que as análises de dados em grande escala hoje possibilitam são sem dúvida "legais" simplesmente porque nossas leis estão muito abaixo da curva. Nossos regimes de proteção de dados protegem tipos específicos de informação pessoal, mas a análise de dados permite que corporações e governos construam "mosaicos " de informação muito reveladores sobre os indivíduos, agregando o grande número de vestígios digitais que todos deixamos no ciberespaço. E nenhum desses vestígios tem proteção jurídica no momento.

Além disso, a ideia de que as corporações poderiam se comportar de forma ética é tão absurda quanto a tese de que os gatos deveriam respeitar os direitos dos pequenos mamíferos. Gatos fazem o que os gatos fazem: matam outras criaturas. Corporações fazem o que as corporações fazem: maximizam as rendas e o valor dos acionistas e se mantêm dentro da lei. O Facebook pode estar na extremidade da sociopatia corporativa, mas na verdade é apenas a exceção que comprova a regra.