quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

EXECUÇÃO 'ABALA VIDA DE FANTASIA' DE TRAFICANTES BRASILEIROS NA INDONÉSIA




Nevando em Bali, livro que expõe em detalhes o submundo das drogas na mais famosa ilha do arquipélago que forma a Indonésia, chama a atenção não apenas pela descrição da mistura de crime e hedonismo no paraíso turístico que recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano.

Muitos dos traficantes entrevistados pela escritora e jornalista australiana Kathryn Bonella para o livro eram brasileiros. Entre eles, Marco Archer, que no último sábado se tornou o primeiro brasileiro executado no exterior.

Para Bonella, no entanto, o mais significativo foi o fato de Archer ter sido também o primeiro ocidental a receber a pena de morte na Indonésia.

"Bolha"

Para a australiana, a morte estourou o que ela chama de "bolha da fantasia" para os brasileiros envolvidos com o tráfico no país.

"A morte de Marco foi decididamente o que se pode chamar do fim de uma fase. Sempre se soube que o tráfico na Indonésia é punido com a pena de morte, mas as autoridades indonésias jamais tinham ido até o fim na punição a ocidentais", afirma Bonella, em entrevista à BBC Brasil.

"Ao mesmo tempo que isso não vai acabar com o tráfico em Bali, eu imagino que muitos brasileiros vão pensar duas vezes diante da próxima oportunidade de contrabandear drogas para a Indonésia. Mas duvido que isso vá durar para sempre. Há uma grande demanda por drogas em Bali, é um lugar para onde turistas do mundo inteiro vão para se divertir sem os mesmos limites vistos na maioria dos lugares do mundo."

"Rafael", um dos traficantes brasileiros mais ativos em Bali, tinha uma mansão que contava com um trampolim para pular do quarto à piscina

Para Bonella, a frequência com que encontrou brasileiros envolvidos com o tráfico na Indonésia - de transportadores de droga a ricos intermediários entre os grandes barões - é explicada pelo perfil da maioria dos viajantes do país para o arquipélago.

"Os brasileiros que encontrei tinham basicamente o mesmo perfil. Eram surfistas que viram no tráfico, em especial de cocaína, uma chance de se manter em Bali e viver uma vida de fantasia, pegando ondas, indo a festas e encontrando belas mulheres. A proximidade do Brasil com os mercados produtores de cocaína na América do Sul ajuda no acesso à droga. E, ao contrário dos habitantes de muitos países, os brasileiros viajam normalmente pelo mundo", argumenta Bonella.

Perfil diferenciado

Outro fator que diferencia os traficantes brasileiros que a australiana encontrou na Indonésia é o perfil social.

"Eles eram todos de classe média, com escolaridade e conhecimento razoável de inglês. Entraram no tráfico pela curtição, não por uma necessidade econômica. Queriam viver tendo do bom e do melhor. Bem diferentes das 'mulas' (transportadores de droga), que recebem pouco dinheiro para muito risco. Um dos brasileiros que conheci em Bali podia ganhar uma fortuna com uma viagem bem-sucedida", conta a australiana.

Um dos grandes exemplos foi um carioca conhecido como "Rafael", um surfista que durante anos foi uma das principais engrenagens no tráfico de cocaína em Bali e que não fazia muita questão de esconder seus lucros: dava festas homéricas em sua mansão à beira-mar, onde uma das atrações era um trampolim do qual ele saltava de seu quarto diretamente para a piscina.

A pena capital para o tráfico não impediu a Indonésia de concentrar a circulação e o uso de drogas no Sudeste Asiático

Bonella esteve na Indonésia no fim de semana e acompanhou através da mídia e de relatos de contatos a execução de Marco Archer. Embora faça questão de criticar a opção do brasileiro pelo tráfico, a australiana disse ter ficado chocada com o desfecho de um dos personagens mais citados em Nevando em Bali - numa das passagens, Bonella conta que Archer dominava o fornecimento de maconha em Bali e tinha até registrado a marca de um tipo de erva que vendia, a Lemon Juice.

"Visitei Marco na prisão durante a pesquisa para o livro. Sabia o que ele estava fazendo e de maneira nenhuma endosso o tráfico. Mas ele era carismático e até cozinhou na prisão para mim, e parecia ter muitos amigos na Indonésia, pois recebi uma série de mensagens lamentando sua morte. Sou pessoalmente contra a pena capital, em especial a tortura psicológica que foi Marco ter vivido mais de dez anos com a possibilidade de execução pairando sobre sua cabeça."

Surfistas brasileiros, segundo Bonella, usaram o tráfico como forma de manter um estilo de vida confortável na Indonésia

Numa das visitas, Bonella foi apresentada a Rodrigo Gularte, o outro brasileiro condenado à morte e cuja execução poderá ocorrer ainda este ano. Foi no livro da australiana que veio à tona uma suposta tentativa de suicídio do brasileiro após o anúncio da sentença, em 2005.

"Não pude comprovar, mas me pareceu claro que Rodrigo tinha sido afetado de maneira bem diferente de Marco", disse.

'Mais perigoso'

A australiana disse não acreditar que a pressão internacional sofrida pela Indonésia nos últimos dias, inclusive com a retirada dos embaixadores de Brasil e Holanda (que também teve um cidadão executado no fim de semana), poderá mudar o destino do brasileiro e dois australianos também no corredor da morte.

"Não me parece que os protestos vão alterar a política de Joko Widodo (o presidente da Indonésia). Há um forte sentimento antidrogas entre a população local", avalia.

"Os traficantes devem estar assustados, mas o tráfico não vai parar. Há muita demanda, até porque a Indonésia é usada como centro de distribuição das drogas para outros países asiáticos e mesmo a Austrália. Só que agora os envolvidos sabem que a situação ficou ainda mais perigosa", opina Bonella.

CUNHA MOSTRA GRAVAÇÃO E SE DIZ VÍTIMA DE ARMAÇÃO DA PF



Dizendo-se indignado, o candidato do PMDB à Presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), convocou os jornalistas na tarde de ontem, terça-feira, 20, em Brasília, para denunciar o que chamou de mais uma tentativa de "alopragem" contra sua candidatura. O peemedebista apresentou uma gravação na qual dois homens conversam e um deles reclama de ter sido "esquecido" por Cunha. O deputado informou ainda que entregou um requerimento ao Ministério da Justiça solicitando a abertura de inquérito policial para apurar a veracidade da gravação.

Cunha contou que foi procurado no sábado, em seu escritório no Rio de Janeiro, por um suposto policial federal portando cópia de uma suposta gravação telefônica. Segundo o peemedebista, esse homem disse que a cúpula da Polícia Federal estaria orquestrando uma "montagem" para envolvê-lo em denúncias, de forma a prejudicar sua campanha ao comando da Câmara. 

No áudio divulgado pelo candidato, um dos homens reclama que Cunha está "se dando bem", pois será presidente da Câmara, mas que o Ministério Público está pressionando e que não segurará a denúncia, e que isso jogará "a merda no ventilador". "Os amigos dele estão sendo esquecidos", ataca o interlocutor. No diálogo quase teatral, o suposto "aliado" de Cunha diz que não será abandonado e que não ficará sem dinheiro.

Apesar de negar preocupação com os reflexos do episódio em sua candidatura, Cunha disse que chamou a imprensa para expor a situação à opinião pública. "Toda semana tem um tipo de constrangimento", protestou o deputado. Ele afirmou que procurou o vice-presidente da República, Michel Temer, que por sua vez recomendou notificação ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. De férias em Madri, Cardozo pediu que o requerimento fosse protocolado no Ministério da Justiça. 

O candidato disse não reconhecer as vozes que aparecem na gravação e não soube dizer se uma delas seria do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca". A investigadores da Operação Lava Jato, que apura as denúncias de desvios na Petrobrás, Jayme disse ter levado dinheiro a uma casa que, de acordo com o Youssef, seria de Cunha. Dois meses depois, no começo deste mês, a defesa do policial apresentou uma retificação do depoimento, em que era informado outro endereço e dizia não ser possível indicar quem era o dono do imóvel. Quando o caso foi revelado, Cunha se disse vítima de "alopragem" de interessados em prejudicar sua candidatura à Presidência da Câmara.

Além do agente da PF, Alberto Youssef também citou a participação de Cunha no esquema de pagamentos de propina com recursos da Petrobrás. O depoimento do doleiro, contudo, foi feito em delação premiada e está sob sigilo de Justiça. Também em janeiro, no entanto, o advogado de Youssef convocou a imprensa para dizer que o doleiro desconhece Cunha. O parlamentar nega que tenha recebido dinheiro do esquema.

O peemedebista afirmou que buscará o esclarecimento "cabal" e voltou a criticar a interferência do Palácio do Planalto na eleição do Legislativo. De acordo com ele, deputados relataram nos últimos dias que foram procurados pelo governo com a promessa de que seriam contemplados com cargos no segundo escalão caso abandonassem sua candidatura. 

Embora o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, tenha dito nesta manhã que uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobrás é "instrumento da oposição" e que o apoio de Cunha à instalação da comissão "não contribui com uma boa relação" com o Executivo, o candidato peemedebista à presidência da Câmara voltou a repetir que seu partido apoiará a criação da comissão. "O PMDB continuará assinando os requerimentos", avisou.

JUSTIÇA DO TRABALHO NEGA TERCEIRO PEDIDO DE LIMINAR DE AROUCA



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Arouca vai ter de esperar até o dia 30 deste mês para resolver sua situação com o Santos. O jogador entrou com um processo contra o clube por causa de salários atrasados e pede sua liberação. Apalavrado com o rival Palmeiras, o volante abandonou a pré-temporada do Peixe por conta própria e não aparece no CT Rei Pelé desde o dia 9. Porém, seus advogados não foram felizes mais uma vez e tiveram o pedido de liminar negado pela terceira vez, na tarde de ontem, terça-feira.

A 6ª Vara do trabalho de Santos entende que nenhuma decisão antecipada terá efeito neste momento já que sua audiência foi antecipada e acontecerá daqui dez dias.

Por enquanto, apenas o lateral esquerdo chileno Mena teve sucesso e se desligou do clube através de uma liminar. O Santos ainda recorre e pode derrubar o recurso. Enquanto isso, Mena acerta os últimos detalhes de seu acordo para defender o Cruzeiro em 2015.

O goleiro Aranha, que também fez muita pressão para forçar sua liberação e foi mais um a deixar de trenar com o grupo de Enderson Moreira, após duas liminares negadas, terá sua situação resolvida nesta quarta-feira, quando acontece a audiência marcada pela Justiça do Trabalho.

Outro que segue no aguardo é Leandro Damião. Emprestado ao Cruzeiro, o centroavante tenta rescindir seu contrato e ainda cobra uma indenização pelos compromissos não honrados pela diretoria santista.

As ações movidas contra o time de Vila Belmiro têm como base o fato da agremiação não ter quitado os salários de outubro, novembro, dezembro, 13º, férias e FGTS, incluindo direitos de imagem, que na maioria dos contratos representa até a maior parcela do salário a ser recebido pelo atleta.
Poucos dias após ser processado, o Santos acertou os salários referentes aos compromissos em carteira de trabalho (CLT) de outubro e novembro e o FGTS. Além disso, Modesto Roma Jr, que tomou posse da presidência no início do mês e herdou as dívidas da gestão de Odílio Rodrigues, pediu três meses para sanar todos os atrasados. O mandatário ainda garantiu que manterá os salários de sua gestão em dia enquanto corre atrás de receitas para arcar com a promessa sobre os pendentes de 2014.

GABRIEL MEDINA LAMENTA MORTE DE SURFISTA BALEADO: 'VOCÊ NÃO MERECIA ISSO'



Gabriel Medina lamenta morte do surfista Ricardo dos Santos, em 20 de janeiro de 2015: 'Você não merecia isso'

Gabriel Medina lamentou a morte do surfista Ricardo dos Santos, de 24 anos, que levou três tiros no abdômen durante uma discussão com um policial, nessa segunda-feira (19). Ele chegou a ser levado ao hospital com vida e foi operado, mas não resistiu e morreu ontem,  terça (20). O campeão mundial de surf chegou a usar as redes sociais para pedir doação de sangue para o amigo.

Ele compartilhou uma foto de luto no Instagram e legendou com a mensagem: "Ricardinho, você não merecia isso! Não mesmo, nunca! Por que isso acontece com gente do bem? Não entendo isso! Moleque gente boa, sempre ajudando o próximo, sorriso de orelha a orelha todos os dias, exemplo de pessoa. Família Dos Santos, que Deus conforte".

De acordo com testemunhas, três jovens usavam drogas em frente sua casa e o surfista pediu para que eles se retirassem, pois ali era um local de família. Ao virar as costas, ele foi baleado. Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina, o soldado Luiz Paulo Mota Brentano, de 25 anos, e o irmão dele, de 17, são os suspeitos de terem assassinado o surfista e já estão detidos. Ricardo dos Santos, conhecido como Ricardinho, já disputou campeonato de ondas gigantes, derrotando grandes nomes do surf mundial, como Kelly Slater.
Famosos lamentam a morte do surfista
A apresentadora Sarah Oliveira também comentou o assassinato de Ricardinho. "Fico chocada a cada informação que chega sobre o surfista baleado em frente à sua casa ontem de manhã na Guarda do Embaú, por um PM", declarou ela.

Maya Gabeira, que sofreu um acidente em 2013 enquanto surfava, usou uma foto com seu nublado para mandar uma mensagem de carinho para os familiares. "Nublado. Escuro. Foggy. RIP Ricardinho. Que Deus ampare sua família", declarou.

Di Ferrero, noivo da modelo Isabelli Fontana, também fez um post no Instagram com uma foto de Ricardo. "Lamentável notícia. Força pra familia!", escreveu ele.

Gabriel Medina está curtindo férias após vitória

Após se tornar o primeiro campeão brasileiro de surf, Gabriel Medina voltou ao Brasil e está curtindo bastante a noite cariosa. No mês passado, o surfista foi a uma festa em São Paulo que contou com a presença de Neymar e com um show de Anitta. No último dia 11, ele esteve em um evento ao lado do elenco da atual temporada de "Malhação".

Durante a festa, o surfista e Bruna Hamu, a intérprete da Bianca da novela teen, teriam ficado. No entanto, ao ser procurada pelo Purepeople, a assessoria de imprensa da atriz negou envolvimento de Bruna com Gabriel.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CORRESPONDENTE DA GLOBO, MÁRCIO GOMES É DEPORTADO DA INDONÉSIA


FAMOSIDADES

Márcio Gomes e um cinegrafista da Rede Globo foram deportados da Indonésia na última segunda-feira (19), após tentativa de cobertura do caso de Marco Archer Cardoso Moreira, brasileiro executado no país no último final de semana.

O jornalista teve sua entrada autorizada no território com um visto de turista. A dupla chegou a ser presa no último sábado (17) e acabou tendo os passaportes retidos, segundo confirmou a emissora carioca.

Sem o documento oficial, os profissionais foram escoltados por policiais até a capital Jacarta, onde aguardariam em um hotel o voo para Tóquio, no Japão - onde Gomes atua como correspondente internacional da Globo.
Até o momento, o Itamaraty não comentou o assunto. Vale lembrar que o jornal "Folha de S.Paulo" também revelou que sua equipe foi ameaçada de deportação pelas autoridades da Indonésia.