terça-feira, 3 de março de 2015

5 RAZÕES PELAS QUAIS IMPEACHMENT DE DILMA É IMPROVÁVEL, SEGUNDO BRASILIANISTAS




Na semana passada, um blog publicado no site do jornal britânico Financial Times listou 10 motivos para acreditar que Dilma poderia sofrer impeachment.

A série de problemas enfrentados pela presidente Dilma Rousseff neste início de segundo mandato já foi indicada por alguns como sinal de ameaça ao seu governo.

Na semana passada, um blog publicado no site do jornal britânico Financial Times listou 10 motivos para acreditar que Dilma poderia sofrer impeachment, entre eles as investigações de corrupção na Petrobras, a economia em baixa, a crise no abastecimento de água e energia e o menor apoio no Congresso.

No entanto, para cientistas políticos consultados pela BBC Brasil, esse não é um cenário realista e, apesar dos problemas, no momento não há razão para considerar a possibilidade de que Dilma não termine seu mandato.
Abaixo, seis motivos pelos quais os brasilianistas consideram improvável um processo de impeachment no Brasil:

1 – Até o momento, não há base para impeachment

Para os analistas entrevistados pela BBC Brasil, apesar dos graves problemas enfrentados pelo governo, não está claro qual seria a base para um processo de impeachment.
"Há tensões dentro do governo, tensão entre Lula (o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) e Dilma, entre o PT e (o novo ministro da Fazenda) Joaquim Levy. A polarização no Brasil está ficando muito forte, entre o PT e a oposição, entre o Congresso e a presidente", enumera Peter Hakim, presidente emérito do instituto de análise política Inter-American Dialogue, em Washington.
"Mas a pergunta que eu tenho é como o processo de impeachment seria iniciado, qual seria a base para impeachment", questiona.
Segundo Hakim, até o momento não parece haver nada que possa desencadear um processo de impeachment. Ele ressalta que acusações de "incompetência", por si só, não são motivo para impeachment.
O cientista político Riordan Roett, diretor do programa de estudos da América Latina da Universidade Johns Hopkins, em Washington, lembra que nos Estados Unidos a ameaça de impeachment também costuma ser mencionada com frequência.
"O impeachment nunca está fora de questão. Os conservadores do Tea Party estão sempre falando em impeachment no Congresso americano, mas obviamente isso não vai acontecer", compara.
"(No caso do Brasil) penso que é muito cedo para sequer pensar sobre a possibilidade de um processo sério de impeachment."

2 – Não há evidências de envolvimento de Dilma no escândalo da Petrobras

O escândalo de corrupção na Petrobras, que já provocou o rebaixamento da nota da empresa pela agência de classificação de risco Moody's, é considerado por Hakim o principal problema enfrentado por Dilma no momento.
Mas ele e outros analistas ressaltam que nada indica que a presidente – que esteve à frente do Conselho de Administração da empresa entre 2003 e 2010 – tenha tido algum tipo de envolvimento ou soubesse dos casos de corrupção.
"Até o momento, não há evidência de que Dilma seja culpada de nada além de má administração (no caso da Petrobras)", diz o cientista político Matthew Taylor, pesquisador do Brazil Institute, órgão do Woodrow Wilson Center e professor da American University, em Washington.
Taylor observa que, assim como no escândalo do Mensalão muitos dos membros mais céticos da oposição diziam na época que o então presidente Lula deveria saber do que ocorria, no caso da Petrobras é possível que muitos digam o mesmo de Dilma, que seus laços com a empresa eram tão estreitos que ela deveria saber do esquema de corrupção.
"Mas em uma grande organização como essa, é bem plausível que ela simplesmente não tenha investigado mais profundamente o que poderia estar ocorrendo", afirma.
"Até agora não há qualquer sugestão nos documentos que se conhece de que Dilma seja culpada de qualquer comportamento criminoso", diz Taylor.

3 – A oposição não tem interesse em um processo de impeachment

Segundo os analistas ouvidos pela BBC Brasil, a oposição não teria condições e nem tem interesse em levar adiante um processo de impeachment.
"Não acho que o PSDB teria muito a ganhar. Além disso, precisaria do apoio do PMDB e de outros partidos na coalizão do governo. E, francamente, nenhum desses partidos gostaria de ver Dilma sofrendo um impeachment", afirma Taylor.
"Eles têm muito a ganhar com uma Dilma enfraquecida", observa. "Talvez seja melhor para a oposição simplesmente deixar Dilma mergulhada na crise e deixar que ela tome as difíceis medidas de austeridade e ser responsabilizada por elas."

4 – Apoio no Congresso

Dilma enfrenta dificuldades em sua relação com o Congresso e com a própria base aliada, em um momento em que o PT e o PMDB, apesar de terem as maiores bancadas, perderam cadeiras nas últimas eleições, que também foram marcadas por uma maior fragmentação do Congresso.
"Uma das questões cruciais para Dilma é lutar contra a oposição que há no Congresso ao plano de ajuste fiscal. Mas ela está em uma posição enfraquecida, porque não é popular, o PT tem menos membros no Congresso, há mais partidos pequenos", enumera Roett.
Apesar das dificuldades, os analistas ressaltam que a estrutura de apoio de Dilma é muito mais forte do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, alvo de impeachment em 1992.
"Collor estava implementando políticas que eram de certa maneira radicais, que iam contra a maioria dos eleitores, e estava fazendo isso em um contexto em que seu partido tinha menos de 3% do Congresso", diz Taylor

5 – Dificuldades em toda a América Latina

A avaliação dos analistas é de que, apesar de graves, os atuais problemas não são exclusividade do Brasil. Muitos países da América Latina também enfrentam um período de escândalos e economia em queda.
"Não é como se o Brasil estivesse sozinho", observa Hakim.
Ele cita os casos de México, Venezuela, Peru, Chile e Argentina, onde os presidentes também atravessam um momento de fraca popularidade.
"Se no Brasil a inflação chega a 7,3% nos últimos 12 meses, na Argentina está em torno de 40%, e na Venezuela perto de 70%", diz Hakim.
"A confiança do investidor está em baixa em toda a América Latina."

Exagero

Para Hakim, há um certo exagero quando se fala na possibilidade de impeachment de Dilma.
"Ninguém falava em impeachment de Fernando Henrique Cardoso por causa da crise do apagão. Ninguém falava em impeachment de Lula por causa do Mensalão", lembra.
O analista reconhece que Dilma está enfrentando problemas em várias frentes, mas afirma que esses problemas não são incomuns em governos com a economia em baixa.
"Lembra quando todos falavam que o Brasil era um foguete em direção à lua, que ninguém segurava o Brasil? Aquilo foi dramaticamente exagerado. Agora, o suposto desastre enfrentado pelo Brasil também está sendo exagerado. Pode estar prestes a enfrentar um pouco de turbulência, mas não se compara à situação da Argentina ou da Venezuela", afirma Hakim.
Taylor diz que o escândalo da Petrobras o deixa "cautelosamente otimista".
"Quando se pensa no Brasil e nas experiências da América Latina, em quantos outros países você prenderia alguns dos mais importantes empresários e consideraria a possibilidade de prender alguns dos mais importantes políticos? E, mesmo eu não achando um cenário realista, a própria contemplação de impeachment de uma maneira válida institucionalmente. Isso tudo aponta para a força da democracia brasileira, não fraqueza."



CRÉDITO A ROSEANA SARNEY

RobertoCosta

O QUE ACONTECEU COM O VOO MH370 DA MALAYSIA AIRLINES? FAMILIARES AINDA BUSCAM RESPOSTAS



Malaysia Airlines


(Bloomberg) -- “Onde está Patrick?”.

Jacquita Gonzales podia ouvir a urgência na voz do interlocutor ao perguntar sobre seu marido há 29 anos. Patrick Gomes era supervisor de bordo da Malaysia Airlines e um de seus aviões havia desaparecido. Era sábado, 8 de março de 2014.

Quase um ano depois, esta é uma pergunta sem respostas sólidas para a mulher de 52 anos ou para qualquer outra pessoa. Nada do voo 370 foi recuperado em 352 dias e o jato comercial pode se tornar o primeiro da história a ter sido perdido sem deixar vestígio. Sem os destroços do avião ou qualquer informação do que aconteceu, os familiares, desesperados, estão tendo dificuldades para colocar um ponto final no assunto.

“Há enormes buracos, enormes lacunas nas nossas vidas”, disse Gonzales, uma professora de creche em Kuala Lumpur.

Irritados com o processo de busca como um todo e com a falta de informações novas, os familiares formaram grupos de autoajuda nas redes sociais e também se reúnem em Subang Jaya, nos arredores de Kuala Lumpur, para conversar pessoalmente. Eles gritam, choram e debatem as muitas teorias conspiratórias em torno do MH370 -- o jato voou para o Afeganistão; foi abatido na China; pegou fogo. Mas principalmente, eles se consolam.

Sarah Bajc, uma professora americana de 49 anos, usa seu conhecimento de mandarim para reunir parentes malaios e chineses daqueles que morreram. Ela também estabeleceu uma investigação independente a respeito da desaparição do avião com financiamento coletivo.

Ela ainda está morando no apartamento de Kuala Lumpur que escolheu com Philip Wood, um executivo da International Business Machines Corp., a IBM, de 51 anos, do Texas. Ele estava no MH370 para embalar as coisas em sua casa em Pequim antes de mudar-se para a Malásia.

Morte presumida

“Eu nunca passei por aconselhamento formal, mas mantive os pés no chão com a ajuda de uma família forte e de amigos íntimos queridos”, disse Bajc. “Eu passo todos os dias me concentrando naquilo que posso controlar. Eles têm tratado a investigação como uma piada, têm sido insensíveis e maliciosos no tratamento dado às famílias. O mundo não deveria aceitar esse comportamento incompetente, irresponsável e egoísta”.

Após 327 dias de buscas pelo avião, em 29 de janeiro o departamento de aviação civil da Malásia finalmente declarou o voo 370 um acidente e as mortes presumidas de todos os que estavam a bordo. A decisão foi tomada para ajudar as famílias a conseguirem assistência, incluindo indenização. O governo da Malásia privatizou a empresa aérea, planeja realizar demissões e nomeou um novo diretor-executivo para reestruturar a companhia.

“Temos nos empenhado e seguido cada pista verossímil e analisado todos os dados disponíveis”, disse Azharuddin Abdul Rahman, diretor-geral do departamento, em um comunicado no dia 29 de janeiro. A informação “apoia a conclusão de que o MH370 terminou seu voo na parte sul do Oceano Índico”.
Desaparecimento sem vestígios

Mesmo depois de uma busca multinacional por 4,6 milhões de quilômetros quadrados do Oceano Índico, ou cerca de 1 por cento da superfície da Terra, o mundo está pouco mais próximo de descobrir o que realmente aconteceu com o voo 370 e as 239 pessoas que estavam a bordo. Os investigadores ainda tentam entender como uma das aeronaves mais sofisticadas da aviação moderna simplesmente desapareceu sem deixar nenhum vestígio.

“Isto é, realmente, de uma escala inédita. Não consigo me lembrar de uma busca tão difícil como essa”, disse Ken Mathews, ex-investigador de acidentes aéreos que trabalhou para o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA e também para seus pares do Reino Unido e da Nova Zelândia, por telefone, de Cairns, Austrália. “Sem nada específico para continuar é muito difícil”.

O voo 370 da Malaysian Airline System Bhd., com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo, desapareceu enquanto realizava um voo comercial de rotina de Kuala Lumpur a Pequim. O avião foi deliberadamente desviado da rota, disse o primeiro-ministro malaio, Najib Razak.

Nenhum corpo

Barcos munidos com sonares capazes de avistar objetos do tamanho de uma caixa de sapatos não encontraram nenhum item fabricado pelo homem em 22.000 quilômetros quadrados de leito oceânico coberto de lodo -- nenhum assento, colete salva-vidas ou qualquer objeto que normalmente flutue se um avião cai no mar --. A fase atual de investigação deverá ser concluída em maio, quando os escâneres dos sonares terão examinado uma área de cerca de 60.000 quilômetros quadrados.

O fato de as buscas não encontrarem nenhum corpo apenas aumenta a dor daqueles que estão de luto.

Querer ver os restos mortais é importante para convencer a mente e conseguir encerrar o assunto, segundo Wallace Chan Chi-ho, um especialista em luto e professor assistente da Universidade Chinesa de Hong Kong. Esse comportamento é comum entre pessoas que perderam entes queridos em desastres, como os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, disse ele.

“É difícil compreender o sentimento de perda, especialmente quando os cadáveres não podem ser encontrados. Ver os corpos sem vida é parte do processo de luto”, disse ele por e-mail. “Pessoas de luto podem muitas vezes se reunir, pois elas podem encontrar uma compreensão mútua. De alguma forma, é difícil para as outras pessoas entendê-las”.

Irritação dos familiares

A decisão do governo da Malásia de declarar mortas as pessoas que estavam a bordo só irritou os familiares.

Os parentes dos passageiros chineses, que somavam 153 a bordo, viajaram a Kuala Lumpur para tentar se reunir com as autoridades malaias, segundo a página no Facebook da MH370 Families, uma organização sem fins lucrativos. Não deem a eles uma “sentença de morte” sem uma forte evidência, diz uma postagem de 13 de fevereiro.

“Por enquanto, eu não posso aceitar um resultado assim, com poucas evidências entregues a nós”, disse Bai Jie, 23, cuja mãe estava a bordo do voo desaparecido, por telefone, de Pequim, em 29 de janeiro. “Eles anunciaram rapidamente o resultado sem uma comunicação suficiente com os familiares”, disse ela.

Nos 62 anos desde que um voo De Havilland Comet de Londres a Joanesburgo deu o pontapé inicial na indústria moderna de aviação de passageiros, nenhum jato comercial programado jamais desapareceu sem deixar vestígio.
Os investigadores monitoraram a aeronave até um trecho remoto ao sul do Oceano Índico com base em uma série de conexões fracassadas entre o avião e um satélite Inmarsat Plc, depois que ele voou na direção sul antes de seu combustível acabar, a cerca de 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth, Austrália.

“As pessoas dizem que é melhor assim, mas não muda nada para mim se não há respostas”, disse Grace Subathirai Nathan, 27, cuja mãe, Anne Catherine Daisy, uma executiva da Axa Affin General Insurance, desapareceu no voo malaio.

“O que eu senti no dia 8 de março eu ainda sinto hoje”, disse ela. “Eu tento continuar com a minha vida, mas eu não consegui superar isso. Às vezes eu me pego chorando indo para o trabalho ou na volta”.

segunda-feira, 2 de março de 2015

JUSTIÇA DEVOLVE PIANO E CARRO A EIKE BATISTA



Eike Batista

A Justiça Federal devolveu ao empresário Eike Batista um piano e um carro Range Rover apreendidos pela Polícia Federal no início de fevereiro. O instrumento e o automóvel estavam no condomínio onde mora o juiz titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, Flávio Roberto de Souza.

O carro, que permanecia estacionado na garagem do edifício do juiz, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, teve a guarda devolvida ao filho de Eike, Thor Batista. Já o piano, que estava na casa de um vizinho de Souza no mesmo condomínio, voltou para a casa do empresário. Mas, segundo Sérgio Bermudes, advogado do ex-bilionário, o instrumento chegou com parte da tampa danificada. Os bens foram entregues na noite de sexta-feira. 
O piano danificado foi levado por uma transportadora, enquanto o Range Rover chegou guiado por agentes da Polícia Federal. A decisão de tornar o empresário fiel depositário dos bens apreendidos foi do juiz substituto da 3ª Vara Federal, Vítor Barbosa Valpuesta.

Encarregado de dois processos que Eike responde na Justiça, o juiz Flávio Roberto de Souza foi flagrado no último dia 24 ao volante do Porsche Cayenne turbo placa DBB 0002 que pertencia ao empresário. Após uma intensa polêmica sobre o uso dos bens apreendidos, a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou na última quinta-feira (26) que Souza deixasse os processos ligados ao empresário por considerar um risco o "juiz manter em sua posse patrimônio particular". No dia seguinte, Souza encaminhou à Corregedoria Nacional um pedido de licença médica para se afastar do cargo por 15 dias. O juiz substituto Vitor Valpuesta assumiu em seu lugar as atividades da 3ª Vara Criminal.

Apesar da licença médica e da determinação da ministra, o julgamento sobre o pedido de afastamento do juiz feito pela defesa de Eike está mantido na pauta da próxima terça-feira da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal. Na sessão, os desembargadores definirão se anulam os atos praticados por Souza na ação, incluindo a apreensão dos bens do empresário.

ANIVERSÁRIO DE DR. URUBATAN




Domingo, 1º de março, estava deitado fazendo valer a celebre frase do poeta Djavan, “Um dia frio, um bom Lugar pra ler um livro” quando chegaram na minha casa o compositor e poeta Chico Poeta e o cantor Kosta Netto. Batemos um bom papo e o Chico, que me presenteou com o novo CD de Dumar Bosa, teve que se retirar.

Não demorou muito e chegou o biólogo Eduardo Brasil, o tenente coronel Marques Neto e o coronel Marcos Pimentel.  Começamos um excelente bate papo e foi chegando gente, Thais, esposa de Kosta Neto trouxe consigo sua mãe e mais uma amiga e mais um casal de amigos.

Então nos preparamos para ver Botafogo e Flamengo e para completar  a festa apareceu o aniversariante do dia, o Dr. Urubatam com sua namorada Eleticia e mais sua cunhada com seu filho.

Teve bolo,parabéns pra você, refrigerante, sopro de vela e tudo mais. A decepção ficou por parte do Flamengo que perdeu para o Botafogo. Apesar da derrota, A festa foi maravilhosa.