quinta-feira, 12 de março de 2015

ACORDO ENVOLVENDO JEAN WYLLYS E FELICIANO RACHA BANCADA EVANGÉLICA




A possibilidade de um acordo com o PT para a definição da composição da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados rachou a bancada evangélica. Nesta tarde foi iniciada uma negociação para que o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jean Wyllys sejam vice-presidentes do colegiado, mas um grupo de deputados da bancada se irritou. Disseram não ter sido consultados. 

"Não houve diálogo com a bancada para fechar o entendimento. O acordo anunciado não existe", afirmou Marcos Rogério (PDT-RO). O deputado disse que o grupo ainda não tem uma posição definida sobre a composição da comissão, mas que até esta quinta-feira, 12, voltarão a conversar sobre uma saída para o impasse. 

Na impossibilidade de apresentar uma candidatura avulsa contra o indicado oficial, o petista Paulo Pimenta (RS), deputados da bancada evangélica se viram diante da possibilidade de lançar Feliciano para vice. O acordo preliminar previa que outra vaga de vice fosse destinada a Jean Wyllys, defensor da causa LGBT e adversário político de Feliciano. "A frente (evangélica) não fez acordo nenhum", reclamou Anderson Ferreira (PR-PE).

A saída política para o imbróglio que começou na semana passada foi costurado pelo PT a partir do convite para que Jean Wyllys integrasse a comissão. Como o PSOL não tem direito a uma vaga de titular, o PSB cedeu espaço para que o deputado pudesse disputar o cargo. Os deputados da bancada evangélica, que tem força na comissão, concordaram inicialmente em compor a Mesa do colegiado e a terceira vice-presidência deve ficar com Rosângela Gomes (PRB-RJ). Agora, o grupo descontente diz que a escolha do comando da comissão não se dará por acordo e sim no voto.

A última tentativa dos evangélicos de assumir o controle da CDHM foi com a articulação para indicação de Anderson Ferreira. Autor do polêmico projeto do Estatuto da Família (que define o conceito de família a partir da união entre um homem e uma mulher), Ferreira ameaçava lançar candidatura avulsa contra o petista. Para garantir que o acordo de líderes partidários fosse mantido e o PT ficasse com o comando da comissão, o próprio líder da bancada, deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), assumiu a vaga de titular e tirou Ferreira do colegiado.

Na semana passada, um impasse impediu a eleição da Mesa da CDHM. O deputado evangélico Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) apresentou candidatura contrariando o acordo de líderes. Com a insistência de Sóstenes, o PSD decidiu colocá-lo na suplência da comissão de modo a impedir que ele disputasse o cargo. O parlamentar chegou a entrar com uma liminar na Justiça para disputar a eleição, mas a ação ainda não foi julgada. 

A reunião para eleição da Mesa da CDHM chegou a ser aberta nesta tarde, mas em seguida foi suspensa por causa do andamento da sessão conjunta do Congresso Nacional. A sessão será retomada na quinta.

DOLEIRO AFIRMA QUE PP ARRECADOU PROPINA ATÉ EM NEGÓCIO COM VIAGRA



Doleiro diz que partido levou propina em compra de Viagra
 
O doleiro Alberto Youssef - peça central da Operação Lava Jato - afirmou em sua delação premiada que o esquema de arrecadação de propina do PP via José Janene (PP-PR) - morto em 2010 - atuou também no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegando a render comissionamentos sobre uma transação envolvendo o medicamento Viagra.

"O PP possuía cargos importantes no Ministério da Saúde e na Anvisa, tendo recebido comissionamentos junto a laboratórios", disse Youssef, em depoimento no dia 21 de outubro de 2014, dentro de seu acordo de delação premiada - agora sem sigilo. Ele atribui a informação a Janene - o ex-líder do PP, que foi pego no mensalão do PT e desencadeou a origem da Operação Lava Jato.

Aos investigadores, Youssef disse lembrar que o laboratório Pfizer era um dos envolvidos, "sendo a operação ligada ao medicamento Viagra" - lançado no fim da década de 90. Composto de citrato de sildenafila, o Viagra é usado no tratamento da disfunção eréctil no homem. O fármaco também é usado como medicamento para hipertensão pulmonar - nesse caso, a Lava Jato já investigava a atuação, em 2014 do doleiro, no Ministério, via laboratório Labogen.

Valores.

A recordação sobre o caso do Viagra, segundo o doleiro, era "em especial por conta de Janene ter recebido amostras grátis desse medicamento e distribuído a amigos em tom de brincadeira". Segundo ele, isso ocorreu entre 2002 e 2003. O doleiro declarou que recebeu "valores das mãos de Janene, acreditando que isso tenha ocorrido por quatro ou cinco vezes, totalizando cerca de R$ 1,5 milhão".

O dinheiro era recebido "em espécie e em reais, em São Paulo", em hotéis onde Janene se hospedava. Um deles, na Alameda Campinas, próximo a uma cantina italiana", detalhou o doleiro. Youssef contou que recebia e transportava até Brasília, "sendo os recursos entregues no apartamento funcional de Janene". Segundo ele, "a influência de Janene junto ao Ministério da Saúde tenha durado pouco tempo, entre 2002 e 2003, aproximadamente".

O doleiro citou que em 2003 o senador Humberto Costa (PT-PE), então ministro da Saúde, "manifestou contrariedade em relação à permanência do indicado de Janene junto ao Ministério da Saúde". O funcionário era Luiz Carlos Bueno de Lima, que Youssef não lembrou o nome, à princípio, mas acabou confirmando ser ele, o indicado de Janene, após ver foto do suspeito.

"Com a interveniência de Aldo Rebelo (PCdoB, ex-ministro dos Esportes do governo Dilma Rousseff), Janene aceitou que tal pessoa fosse desligada, todavia ressalvou que a mesma deveria pedir demissão e não ser demitida."
Costa teria desrespeitado o acordo e demitindo o indicado de Janene, que ficou indignado, sendo necessária a intervenção do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
"O então presidente Lula tinha conhecimento ao que sabe das indicações feitas por Janene perante o governo", declarou Youssef no capítulo sobre o Viagra.
O doleiro "diz não saber se Lula possuía algum conhecimento acerca do comissionamento envolvendo a Anvisa e Ministério da Saúde".
A assessoria do ex-presidente Lula informou que não responderia à citação de Youssef.
COM A PALAVRA, A PFIZER.
"Em relação ao depoimento de Alberto Youssef que menciona a Pfizer e o medicamento Viagra, a companhia esclarece:
- A Pfizer desconhece o teor das denúncias, nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas ou antiéticas que pudessem beneficiar Viagra ou qualquer produto da empresa, bem como repudia condutas desta natureza.
- No Brasil desde 1952, a companhia segue todas as normas locais e internacionais de compliance e conta com um programa mundial que estabelece princípios éticos e rígidos para a conduta de seus negócios e o relacionamento com todos os seus públicos.
- Por determinação, a companhia não efetua doações para políticos nem candidatos em campanhas políticas no Brasil, em nenhuma esfera.
- Primeiro medicamento oral para o tratamento da disfunção erétil lançado no mundo, Viagra foi registrado no Brasil em 1998, logo após a aprovação nos Estados Unidos, lidou com a chegada de concorrentes em 2003, e teve sua patente expirada em 2010. Não há nenhuma irregularidade relacionada a Viagra ou a qualquer outro produto da empresa.
Pfizer Brasil
Março de 2015"
COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA SAÚDE.
"O medicamento citrato de sildenafila foi incorporado à lista de medicamentos do SUS em 2010, com indicação terapêutica para o tratamento de Hipertensão Arterial Pulmonar. Toda incorporação de medicamentos passa por uma rigorosa avaliação técnica e de custo/efetividade, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). No período citado (2002 e 2003), Luiz Carlos Bueno de Lima foi consultor do Ministério da Saúde por meio de contrato de Acordo de Cooperação Técnica."
COM A PALAVRA, A ANVISA.
"A Anvisa ainda não foi questionada pelas autoridades competentes sobre as supostas denúncias contidas no Termo de Colaboração e fará qualquer esclarecimento necessário no momento em que for acionada. O Viagra tem registro desde 1998 no país."

FÓRMULA 1 - BANCO DO BRASIL COBRA ESCLARECIMENTOS DA SAUBER E PODE TIRAR PATROCÍNIO DE R$ 40 MILHÕES, DIZ JORNAL



Felipe Nasr (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio))

O momento da Sauber é muito complicado. A equipe vive uma batalha judicial com o piloto Giedo van der Garde que pleiteia uma das vagas no campeonato de 2015. E esta história pode custar caro para os bolsos do time de Hinwill. De acordo com o jornal ‘Folha de S.Paulo’, o time perde R$ 40 milhões do patrocínio do Banco do Brasil, levado por Felipe Nasr.

De acordo com a publicação, o contrato só tem validade se Nasr entrar nas pistas e o valor de R$ 40 milhões corresponde a dois anos do piloto com a equipe suíça. 

Porém, se a informação da 'Folha' é verídica, a conta do montante levado por Nasr na Sauber ainda não fecha. O total é de R$ 60 milhões, ou seja, faltam R$ 20 mi para compor a conta.

O Banco do Brasil informou que solicitou esclarecimentos à Sauber e disse que espera pela sentença final dada pela justiça australiana.

Nesta terça-feira (10), a primeira decisão da corte australiana foi favorável a Van der Garde, dando-lhe o direito de disputar não só a corrida deste domingo, mas toda a temporada 2015.

Com a obrigação da Sauber de colocar Van der Garde na pista, fica ameaçada a estreia do brasileiro Nasr ou então a participação do sueco Marcus Ericsson no Mundial de 2015.

A equipe havia alegado, dentre outras coisas, questões de segurança para vetar a participação do holandês na corrida. A argumentação não foi aceita pelo tribunal. Diante disso, antes de recorrer, o time suíço lamentou a decisão e o fato de precisar colocar um "piloto despreparado" em um carro que foi construído sob medida para Nasr e Ericsson.

Já Van der Garde deu de ombros para a escolha do seu companheiro de equipe: "Não é problema meu".

Felipe Massa (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio))
MASSA CRITICA SAUBER "POR ASSINAR COM TRÊS PILOTOS" E SE DIZ TRISTE POR 'CASO VAN DER GARDE' ÀS VÉSPERAS DO GP DA AUSTRÁLIA


Todo o imbróglio envolvendo a Sauber e o piloto Giedo van der Garde não passou em branco pelo restante do paddock da F1, que se prepara para a primeira corrida de 2015, em Melbourne. Felipe Massa, que já defendeu a equipe suíça em sua estreia no Mundial em 2002, também deu sua opinião sobre o caso, que chegou à justiça australiana neste início de semana. E se disse triste.

Na segunda-feira (9), Van der Garde, que foi reserva da escuderia em 2014, deu entrada em um processo contra a Sauber. O piloto acredita ter direito a uma das vagas de titular na Sauber para o campeonato deste ano.

O veredicto foi dado às 10h desta quarta-feira no horário local, ainda 20h de terça-feira em Brasília, favorável ao holandês. Só que a esquadra de Hinwil não se deu por vencida e optou por apelar da decisão. O caso já teve a primeira audiência também nesta quarta, mas o tribunal decidiu adiar e retomar o julgamento apenas na quinta-feira, início de noite de quarta pelo horário brasileiro.

BARCELONA - 26, 27, 29 and 30 of February - Formula One Test Days 2015 at Circuit de Catalunya-Barcelona"É muito triste ver isso acontecendo a alguns dias da primeira corrida”, afirmou o piloto da Williams aos jornalistas em Melbourne.

Massa se mostrou ainda desapontado com o comportamento da equipe suíça. “Não estou feliz – talvez mais pelo que a equipe está fazendo, ao assinar com três pilotos para o campeonato. Um tinha contrato, e então eles assinaram com outros dois. Eu fico muito triste", completou.

Van der Garde foi titular da Caterham em 2013 antes de assinar para ser reserva na Sauber no ano passado. Em 2015, o posto de reserva pertence ao italiano Raffaele Marciello, protegido da Ferrari.

Caso os juízes australianos entendam que o apelo da equipe não procede, reiterando, assim, a primeira decisão, a Sauber terá de escolher entre o brasileiro Felipe Nasr e o sueco Marcus Ericsson, para ver quem vai ocupar a outra vaga do time.
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

ANIVERSÁRIO DE JAMIR LIMA


Quem está completando mais um inverno, um verão, um outono e vinte e poucas primaveras é o blogueiro, colunista  e comentarista dominical Jamir Lima

Ele que é casado com a belissima Sônia e tem como filha a também, tão belissima Brenna, está fazendo uma festa na sua mansão no bairro renascença e muitos amigos já estão por lá.
Alem de muito som, está rolando muita cerveja, uísque, gim, vodka, campari, vinho, licor, cachaça, meladinha, bate-bate, ponche, meiota, suco, Caldezano, Cinzano, São João da Barra, caipirinha, caipirosca, retetéu, refrigerante, saliência, bolo, salgadinho, mocotó, sarrabulho, feijoada, torresmo, churrasco, peixada, água gelada e água de coco.

Será servido aos convidados, preparado pela primeira dama Sônia, um suculento bacalhau a portuguesa.

Ao jamir Lima, muitos anos de vida.