quinta-feira, 18 de setembro de 2025

ACOES DO PROGRAMA MARANHÃO LIVRE DA FOME SAO AMPLIADOS PELA ALEMA

 

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão de ontem,  quarta-feira (17), o Projeto de Lei 410/2025, que amplia os benefícios do programa ‘Maranhão Livre da Fome’, iniciativa do governo estadual voltada ao combate à pobreza e à insegurança alimentar.

Com a nova proposta, os beneficiários do programa poderão receber até R$ 300 extras, em parcela única, obedecendo alguns critérios como conclusão de cursos de capacitação profissional e acompanhamento da saúde.

As famílias que tiverem um integrante que concluir um curso de capacitação ofertado dentro do programa terão direito a receber R$ 200, em parcela única. Já as famílias que realizarem check-up completo de saúde receberão R$ 100 adicionais.

Compõe o check-up acompanhamento médico e nutricional de cada criança pela Atenção Primária; atualização da caderneta de vacinação, conforme o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde; atendimento pré-natal das gestantes; e acompanhamento de saúde dos demais membros da família, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência, doenças crônicas e grupos prioritários.

Vale lembrar que os valores pagos não serão computados para fins de cálculo da renda per capita mensal (atualmente fixada em R$ 218,00), o que garante que os beneficiários continuem dentro dos critérios do programa, mesmo após o recebimento do bônus.

Criado pela Lei 12.502/2025, o programa Maranhão Livre da Fome objetiva reduzir a pobreza, combater a insegurança alimentar e quebrar o ciclo de reprodução da pobreza entre gerações.

A proposta do governo é oferecer mais do que assistência emergencial. O programa visa promover a autonomia das famílias por meio de incentivos à educação, qualificação profissional e cuidados com a saúde.

Segundo o governador Carlos Brandão, as mudanças estão alinhadas com os princípios da eficiência administrativa e refletem o compromisso com a melhoria da qualidade de vida da população maranhense, otimizando o uso dos recursos públicos e ampliando o alcance social do programa.

REGIME DE URGENCIA DA ANISTIA - COMO VOTOU A BANCADA MARANHENSE

A Câmara Federal aprovou requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa

O placar foi de 311 a favor, 163 contra e sete abstenções. Apesar da aprovação da urgência, ainda não se sabe qual texto será levado ao Plenário da Câmara Federal e, por esse motivo, não se sabe o projeto de anistia incluirá o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.

A maioria da Bancada Federal do Maranhão votou favorável a urgência, já que nove deputados votaram sim – Allan Garcês (PP), Aluisio Mendes (Republicanos), Detinha (PL), Josimar de Maranhãozinho (PL), Pedro Lucas (União), Josivaldo JP (PSD), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (PRD) e Pastor Gil (PL), enquanto que sete votaram não – Duarte Júnior (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Juscelino Filho (União), Amanda Gentil (PP), Fábio Macedo (Podemos), Hildo Rocha (MDB) e Rubens Júnior (PT). Além disso, Cleber Verde (MDB) se absteve e Márcio Honaiser (PDT) estava ausente.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve indicar um relator, o nome mais cotado é de Paulinho da Força (SD-SP), para construir uma proposta que seja considerada moderada. A expectativa é que o projeto seja votado no início de outubro

NADA É TAO RUIM QUE NAO POSSA FICAR PIOR - BOLSONARO DIAGNOSTICADO COM CANCER DE PELE

 

Depois de ser internado com uma crise de soluço e queda de pressão, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu alta hospitalar na tarde de ontem,  quarta-feira (16), mas recebeu o diagnóstico que está com câncer de pele.

De acordo com o médico particular de Bolsonaro, Cláudio Birolini, duas das sete lesões suspeitas na pele de Bolsonaro indicaram positivo para a doença. O médico disse que o câncer é intermediário e que o tipo de pele do ex-presidente está suscetível a este tipo de doença, que a princípio não tem tratamento. Assim, será necessário que Bolsonaro passe por avaliação periódica.

Recebemos o laudo das lesões de pele retiradas no domingo. Oito lesões. Das sete lesões suspeitas para câncer de pele, duas vieram positivas para um tipo de tumor que é carcinoma de células escamosas”, disse.

Após receber alta hospitalar, Bolsonaro voltou para a prisão domiciliar.

OPINIAO - UM SEIS OU UM NOVE, ONDE NOS LEVARA ESSA ABSURDA EPIDEMIA DE POLARIZAÇÃO - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Vivemos um tempo em que as democracias estão sendo pressionadas por forças internas cada vez mais polarizadas. Em diversas partes do mundo, assiste-se à ascensão de grupos comportamentais e ideológicos antagônicos que não apenas divergem em ideias, mas que se veem como inimigos irreconciliáveis. Essa polarização não se limita a simples discordâncias políticas, ela se manifesta de forma profunda nos comportamentos, nas identidades coletivas e na maneira como os indivíduos se relacionam com os outros.

Essa divisão, que inicialmente pode parecer apenas um sintoma da vitalidade democrática, tem se tornado um risco concreto para a estabilidade social. Quando o diálogo é substituído por hostilidade e o debate público se reduz a ataques e cancelamentos, cria-se um ambiente propício à ruptura institucional. Em minha perspectiva, há um ponto crítico se aproximando. Talvez ele já esteja entre nós. A polarização interna, se não contida, pode se transformar em algo ainda mais perigoso: um conflito externo.

Pode parecer contraditório, mas a história nos mostra que, muitas vezes, a forma encontrada por sociedades altamente tensionadas para aliviar suas crises internas é projetar seus conflitos para fora. Não falo aqui de um simples deslocamento simbólico, mas da possibilidade real de guerras ou confrontos internacionais, motivados em parte pelo desejo (consciente ou não) de unificar um país dividido contra um inimigo comum. Essa estratégia, ainda que velada, já foi utilizada diversas vezes ao longo da história. Temo que estejamos à beira de repetir o mesmo padrão.

Se considerarmos os sinais atuais como o aumento das tensões geopolíticas, a retórica belicista de líderes políticos, os discursos nacionalistas e os conflitos por procuração em diversas regiões do globo, é difícil negar que já nos encontramos em uma espécie de “guerra fria” contemporânea. O problema é que, se não houver uma saída diplomática e racional para essas tensões internas, essa guerra fria poderá evoluir para um confronto mais direto: uma “guerra quente”,  cujas consequências seriam devastadoras.

Não se trata aqui de defender o conflito internacional como solução para crises domésticas, muito pelo contrário. Mas é preciso reconhecer que ignorar a gravidade da polarização interna e sua possível externalização é tão perigoso quanto alimentá-la diretamente. O caminho ideal seria o fortalecimento das instituições democráticas, o incentivo ao diálogo plural e a construção de uma cultura política baseada na escuta e na cooperação.

Enquanto isso não acontece, seguimos caminhando sobre um terreno frágil e instável, muitas vezes pavimentado por aqueles que deveriam garantir justamente o contrário. É o que vimos, por exemplo, na incapacidade de Bolsonaro de se comunicar com decência e se portar como um chefe de Estado. É o que vemos nas decisões do STF, muitas vezes politizadas e partidarizadas, quando deveriam ser puramente jurídicas. É o que se repete no governo de Lula, que marginaliza uma parcela significativa da população em nome de um discurso ideológico. É o que se evidencia na invasão da Ucrânia por Putin, na escalada de violência entre grupos terroristas e as reações de Netanyahu contra o povo palestino. É o que se observa nas atitudes de Trump, ao impor tarifas abusivas contra produtos estrangeiros apenas porque pode e também nos assassinatos de diversos líderes e influenciadores políticos, mortos por radicais de ambos os lados.

Em meio a todo esse cenário de desesperança, tenho uma certeza triste: tudo isso só está acontecendo por uma razão central: a ausência de verdadeiros líderes. Se os tivéssemos, eles saberiam nos guiar por caminhos menos difíceis, menos tortuosos, e mais humanos.

POESIA - FRACASSO - POR PAULO CAMPOS

 


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

DENUNCIA SOBRE EMENDAS DE MARCIO JERRY É lCOBRADA PELO DEPUTADO YGLESIO MOYSES

 

O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) repercutiu, na Assembleia Legislativa, a notícia de que o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) teria beneficiado com Emendas Pix a empresa do próprio filho, Fênix Serviços e Construção Ltda, contratada da  Prefeitura de São José de Ribamar. Com críticas contundentes, Yglésio questionou se o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e que é aliado de Jerry, também vai ser duro na apuração desse caso.

Será que ele [Dino] vai vetar as emendas do deputado Márcio Jerry, que voltaram para pagar recursos para a empresa do filho do deputado Márcio Jerry, que é empregador da esposa do ministro Flávio Dino?”, questionou Yglésio.

O parlamentar também pontuou que os comunistas agem de forma diferente em relação a aliados e não aliados. “Com o comunismo é assim: camaradagem e tudo em casa”, declarou.

Dr. Yglésio ressaltou o valor exorbitante pago à empresa para serviço de capina. “Haja mato em Ribamar. Porque tem muito mato, está gastando dois milhões e meio de capina, recebendo dois milhões e meio das Emendas Pix”, disse.

A denúncia envolvendo o envio do recurso pelo deputado Márcio Jerry em benefício da empresa do filho, Caetano Barroso, foi publicada pelo jornalista Cláudio Humberto, no Diário do Poder, e repercutiu em blogs do Maranhão. Segundo a publicação, Jerry despachou Emenda Pix de R$ 1 milhão em 2023, apenas três meses depois do filho comprar a empresa. E mais: nesse mesmo ano, a Fênix, recebeu R$ 2 milhões, R$ 540 mil acima do aditivo válido até fevereiro de 2024.

BANCADA MARANHENSE VOTA A FAVOR DA BLINDAGEM

 

A Câmara Federal, na sessão de ontem,  terça-feira (16) e de maneira célere, aprovou a chamada PEC da Blindagem, que aumenta a blindagem judicial para deputados e senadores. A PEC foi aprovada por 353 votos a favor e 134 votos contrários. Houve ainda uma abstenção.

A Bancada do Maranhão votou em peso a favor da PEC da Blindagem, uma vez que apenas três, dos 18 deputados, foram contrários a iniciativa.

Os três deputados que votaram contra foram: Duarte Júnior (PSB), Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT). Votaram a favor: Allan Garcês (PP), Aluisio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Cleber Verde (MDB), Detinha (PL), Fábio Macedo (Podemos), Hildo Rocha (MDB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Pedro Lucas (União), Juscelino Filho (União), Josivaldo JP (PSD), Júnior Lourenço (PL), Márcio Honaiser (PDT), Marreca Filho (PRD) e Pastor Gil (PL).

O texto permite a parlamentares, por exemplo, barrarem a prisão de colegas — determinada pela Justiça — em votação secreta. A PEC explicita que os parlamentares só serão alvo de medidas cautelares expedidas pelo STF e não de instâncias inferiores. A proposta inclui ainda os presidentes de partidos políticos com representação no Congresso Nacional.

Deputados e senadores deverão autorizar que o colega seja processado em votação secreta e com maioria absoluta, em até 90 dias a contar do recebimento do pedido.

No caso de prisão em flagrante de crime inafiançável, os autos serão enviado à Câmara ou ao Senado dentro de 24h horas, para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão e a formação de culpa do parlamentar.

A PEC ainda precisa ser aprovada no Senado

PT MARANHENSE TERÁ COMISSÃO PROVISÓRIA

 

Nea tarde de ontem,  terça-feira (16), a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu, através de uma resolução, criar uma Comissão Provisória no Maranhão por conta da judicialização do PED 2025.

A Comissão Provisória do Maranhão terá duração de seis meses e sem a participação dos que judicializam o processo, que culminou com a vitória do presidente estadual Francimar Melo.

Além disso, a Comissão Provisória tem ainda como missão a organização de uma nova eleição estadual. Vale ressaltar que os resultados das eleições municipais nos municípios maranhenses estão mantidas

COM A PALAVRA - BENDITO BAIXADES BENDITO - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 

BENDITO BAIXADÊS BENDITO 

(... u fantástido exerciço semânquico, du cabôco safo)


   "Puressis dia", lendo um artigo de "um estudioso", que se diz linguista, fiquei impressionado com tanta prepotência. "O sabido" chega a afirmar que pela linguagem empregada, num primeiro contato, ele diagnostica, sem alguma possibilidade de erro, a verdadeira personalidade "de um cabra".

   Essa afirmação, para mim, é um tanto quanto aberrante. Nem sendo adivinho. E eu digo, sem medo de errar, que "o referido mestre" nunca esteve frente a frente, cara a cara, olho no olho, com um "baxadêro", da gema. Principalmente, aquele, "qui veim si chegano, pur dimais invergonhado, si arrastano na parêdi, cum u pisá priguiçoso, u falá mansinho, quase inardívi, um sorrisinho nu canto da bôca, uma vergonhazinha seim vergonha". 

     Ali, está uma silenciosa e estraçalhante máquina a maquinar. Há um verdadeiro scaner, a desvendar o anfitrião. "Um cabôco", de alma pura, que, "seim fuloreio, seim arrudeio, seim máscra", vem carregado nos braços da simpleza, a se sustentar em tanta e tamanha autenticidade. 

      E, com tal simplicidade, pode "se fazer de coitado", ancorado num olhar perdido, a lhe dar um ar abobalhado, de quem nada sabe, nada quer. Ou, se sentir "uma fraquezazinha", à sua frente, toma a força do interlocutor, domina o papo, se torna o dono da situação. Nesta hipótese última, é mestre. E provo. Não há lindeza maior do que, de repente, se revelar "um artista", a conseguir "um imprestozinho, a tempo pirdido, na macionata. Seim muita cunversa. Num momento de vacilo do cumpádi, distraído". E, ainda pode piorar. É capaz de "mandá nais fuça du patrãu", se este quiser saber demais. Basta que o inquira como irá voltar à sua casinha. Aí, ele se faz. E, sem pestanejar, fuzila. "E o vim, MAIS SEIM dinêro". Nenhum paradoxo é capaz de explicar tal pérola (mais seim). Nem "a estudada ferrada, no ingêno patrãuzinho". E melhora. Se a situação apertar, "sortá êssa. Eo tô num CATIVÊRO terrívi". Com toda certeza, não está jogado às traças, sofrido e solitário. Nem, prisioneiro. Aí, "mermão", só outro baixadeiro, da gema, "pra ismiuçá êssi fantástido exerciço semânquico!"

    E, como o papo já está de bom tamanho, "não vos digo mais nada. Só uma coisa". O referido linguista "tá é frito", se, por ventura, se encontrar em um contexto desse. E a situação, de verdade, ficará periclitante; ainda mais, se "o safo cabôco", meu conterrâneo, lhe declarar "qui tá cum uma PRECISÃO, da mulesta!" Aí, tenho até pena, do estudioso gramático! Nunca que irá entender "o que é ganhar o mato!" Que doidiça!Valei-me, meu santinho Santo Inácio de Loiola!


          Zé Carlos Gonçalves

POESIA - POR LÚCIA COOPER