terça-feira, 23 de setembro de 2025

OPINIAO - ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA, SOLUÇÃO OU UM OUTRO PROBLEMA - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Em teoria, diante da crise política e institucional que corrói nosso país, a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva poderia ser o caminho correto para refundar o pacto político nacional, restabelecer a harmonia entre os Poderes e criar bases mais sólidas para o desenvolvimento do país, mas sou obrigado a concordar com quem acredita que a realidade, infelizmente, aponta em outra direção.

Se olharmos friamente para o cenário atual, veremos que uma Constituinte, em vez de solução, pode se transformar em um problema ainda mais grave.

Para a escolha de seus representantes pressupõe-se que as pessoas deveriam agir com bons critérios, serem bem informados e educados para o exercício pleno da cidadania. Ocorre que o Brasil amarga décadas de negligência educacional e tem um sistema político que nunca estimulou a realmente uma participação cívica real por parte da população.

Grande parte do eleitorado continua votando movido por paixões momentâneas, por assistencialismos ou por promessas vãs e narrativas mentirosas. Nessa realidade, esperar que o povo escolha representantes verdadeiramente comprometidos com a construção de um novo pacto social é um ato de fé, não de razão.

Mesmo que o eleitor fosse mais consciente, ainda enfrentaria um sistema eleitoral viciado e desigual. O modelo atual é caro, clientelista e altamente dependente de recursos públicos e privados. A falta de transparência nos mecanismos de financiamento de campanhas e a manutenção de regras que favorecem partidos já estabelecidos reforçam o ciclo de poder. O sistema proporcional de votação é uma aberração logica. O eleitor vota em um candidato e acaba elegendo outros.

Em outras palavras: não basta convocar uma Constituinte. Seria preciso antes reformar as regras eleitorais, as regras do jogo, algo que os próprios jogadores, paradoxalmente, se recusam a fazer.

O Brasil, assim como de resto, o mundo, vive hoje uma das fases mais polarizadas de sua história da humanidade. A sociedade encontra-se rachada em dois blocos, duas facções ideológicos irreconciliáveis, e cada ato político é imediatamente interpretado como vitória de uma ou derrota da outra.

Nesse contexto, uma Constituinte corre o risco de ser um campo de batalha ainda mais caótico, incapaz de produzir consensos. A Constituição de 1988 nasceu de um espírito de reconciliação pós-ditadura. Já hoje, o cenário é o oposto: de confronto aberto, desconfiança mútua e instituições em constante e acelerado desgaste.

A Constituinte de 88 contou com figuras de peso histórico como Ulysses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Jarbas Passarinho, Sandra Cavalcanti, Michel Temer, Irma Passoni, Afonso Arinos, Roberto Campos, Nelson Jobim, Bernardo Cabral, José Serra, Edison Lobão, Eduardo Suplicy, Artur da Távola, Roberto Freire, entre outros. Hoje, não temos mais personalidades com a mesma estatura moral, intelectual e política capazes de guiar trabalho tão importante. O vácuo de lideranças é ocupado por populistas de ocasião, carreiristas profissionais e lobistas travestidos de parlamentares. Uma Constituinte sem líderes à altura seria como um barco sem leme e sem capitão em um mar revolto.

Por fim, há um perigo ainda mais concreto: o de que uma Constituinte Exclusiva seja capturada por interesses corporativos e setoriais. Grupos econômicos, corporações públicas e privadas, centrais sindicais, organizações internacionais e até o crime organizado, poderiam exercer forte pressão sobre os constituintes.

Em vez contribuir para refundar o país, o texto resultante poderia cristalizar privilégios, ampliar distorções e tornar ainda mais difícil qualquer reforma futura.
A história recente do próprio Congresso mostra isso: basta lembrar das emendas parlamentares, que começaram como instrumento de equilíbrio e se transformaram em um sistema de corrupção institucionalizada.

A ideia de uma nova Constituinte soa tentadora para idealistas que sonham com uma ruptura regeneradora. Mas, diante de nosso déficit educacional, da falência do atual sistema eleitoral, da exacerbada polarização, da ausência de grandes lideranças e do risco de captura corporativa, a proposta se mostra perigosa.

O desafio maior talvez não seja escrever uma nova Constituição, mas fazer com que a atual seja respeitada e cumprida. Nossa Constituição, com todos os seus defeitos e contradições, apesar de todas as mudanças e agressões sofridas nesses 37 anos, principalmente pelo STF, ainda oferece instrumentos poderosos para defender a democracia, ampliar direitos e corrigir desigualdades.

Convocar uma Constituinte sem antes resolver minimamente, pelo menos alguns problemas estruturais da sociedade brasileira, seria o mesmo que entregar fósforos e gasolina a um incendiário.



POESIA - SEM DESTINO - POR ABEL CARVALHO

 


SEM DESTINO


Eis que busco na memória um rumo

Submirgo em caminhos desconhecidos

Mas que já vivi

Em busca do resgate das origens

Que há muito se perderam


Sem destino vago ermo em desalento

Mergulho em ruas de utopias

Visito a minha antiga moradia

Subverto ao canto das lembranças 

O tempo que não volta 

A vida que se foi


Não encontro nenhum dos antepassados que perdir

Todos são apenas sombras

Sou herança genética finda

Não tenho como segurar o que se foi

Pegar 

Apalpar

Sentir de novo

Abraçar e pedir colo

Contar tudo que passei


Vivi metade dos meus dias

Sem testemunhas afetivas

Em dias povoados de angústias 

Um mar de eterna solidão 


Hoje

Velho e quebrantado

Tenho que seguir

A vida me chama

Pouco importa os dissabores 

Que virão 

Quero viver mais 

Pelo menos

Trinta anos

Não importa a inquietude 

Que há de vir


Abel Carvalho

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

SENADORES MARANHENSES DIZEM NAO A PEC DA BLINDAGEM

O senador Weverton Rocha (PDT) anunciou que o voto do PDT será todo contrário a PEC da Blindagem no Senado.

Com isso, todos os senadores do Maranhão irão votar contra a PEC.

“O PDT encaminha o voto contrário à Proposta de Emenda à Constituição 3/2021 (PEC da Blindagem), que tramita no Senado Federal, e ao Projeto de Lei 2162/23 (PL da Anistia), pautado em regime de urgência na Câmara dos Deputados”, afirmou.

O Weverton era o único senador do Maranhão que não havia se posicionado sobre o assunto, uma vez que as duas senadoras maranhenses – Eliziane Gama (PSD) e Ana Paula Lobato (PSB) – já haviam se posicionados contrárias a PEC da Blindagem.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), pautará para a quarta-feira (24) a análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem no colegiado.

A tendência é que a proposta não logre êxito nem na CCJ e muito menos no Plenário do Senado.

MARANHAO APARECE MAL NO RANKING BRASILEIRO DE SEGURANCA VIARIA

 

Nesta semana, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) divulgou estudo que classifica os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) em um indicador de segurança viária.

No ranking, o Distrito Federal surge como o local mais seguro para dirigir no país. Do outro lado da ponta, o Amazonas (AM) é o estado com menor segurança para os motoristas.

Os Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança aponta o Rio Grande do Sul na segunda colocação, seguido por Goiás, Paraná e Rio de Janeiro, empatados em terceiro lugar. No outro extremo, além do Amazonas, estão Pará, Amapá, Maranhão e Roraima entre os piores desempenhos.

Gestão da Segurança no Trânsito; Vias Seguras; Segurança Veicular; Educação para o Trânsito; Vigilância, Promoção da Saúde e Atendimento às Vítimas; Normatização e Fiscalização; Indicadores de Mortalidade.

O estudo classificou o ranking com base em sete pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito: Gestão da Segurança no Trânsito; Vias Seguras; Segurança Veicular; Educação para o Trânsito; Vigilância, Promoção da Saúde e Atendimento às Vítimas; Normatização e Fiscalização; Indicadores de Mortalidade.

O Maranhão esteve entre os melhores no item Segurança Veicular, que considera itens como airbags, freios ABS e ISOFIX, além da renovação da frota.

Em contrapartida, o Maranhão esteve entre os piores em dois itens: Normatização e Fiscalização, que avalia cobertura tecnológica, eficiência na aplicação da lei e registro de infrações; e Indicadores de Mortalidade, que mede taxas de óbitos por veículos, habitantes e quilômetros rodados.

MEDICINA GRATIITA E DE QUALIDADE PARA OS FILHOS DO MARANHÃO C

 

Por Carlos Brandão 

Na última segunda-feira, 15, vivemos um dos dias mais felizes de nossa gestão: entregamos o moderno prédio do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Maranhão, no Campus Paulo VI, em São Luís. Não foi só a entrega de uma obra. Foi a abertura de uma nova porta para a vida de muitos jovens, especialmente para aqueles de famílias que nunca tiveram acesso fácil a oportunidades tão decisivas.

Imaginem a cena: uma sala de aula cheia, com jovens de camadas sociais diferentes, mas com o mesmo sonho – vestir o jaleco, ouvir um coração no estetoscópio e poder, um dia, cuidar da sua gente. Muitos deles com o sonho de voltar e de trabalhar onde nasceram e cresceram. É disso que estamos falando. O investimento de mais de R$ 26 milhões levantou um complexo de 3.960,37 m², com prédio educacional, clínica-escola e laboratório de anatomia. São oito salas de aula, doze salas de tutoria, laboratórios de simulação, consultórios e uma clínica-escola com quinze consultórios. Estrutura para formar com qualidade, aqui, em sua maioria, maranhenses que estudaram em escolas públicas do estado.

Por ano, oitenta alunos serão admitidos ao curso de Medicina – e metade dessas vagas é reservada para estudantes dessas escolas públicas estaduais. Isso não é detalhe: é justiça social. É a convicção de que talento não pertence à conta bancária dos pais. É permitir que a filha ou o filho de uma família simples, que estuda em escola pública e tem compromisso com o futuro, possa cursar Medicina de graça – com excelência – e voltar para atender a sua comunidade.

É transformar um sonho que, em outra geração, seria impossível – em uma profissão real. O prédio também abrigará outros cursos, como o de Psicologia, já a partir de 2026.

E, durante a inauguração, vimos nos estudantes presentes – como Amiel e Asafe – o mesmo alívio e a mesma esperança que ouvimos na fala de professores e dirigentes da Universidade. Amiel contou que o contato prático que a clínica-escola passa a oferecer vai fazer toda a diferença; Asafe citou a biblioteca e os laboratórios como ferramentas que elevarão a formação. Essas vozes traduzem o efeito imediato: melhor aprendizado, mais prontidão e, no horizonte, médicos preparados para o serviço público.

Além da formação, pensamos no cuidado ao cidadão. Será construída uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no entorno do campus, ampliando o atendimento à população local e garantindo espaço de ação para os alunos. Além disso, firmamos parceria com o Hospital dos Servidores (HSE) para oferecer residência médica aos formandos – caminho essencial para fixar profissionais no serviço público estadual.

Nosso governo é, antes de tudo, um governo de entregas. Não fazemos obras para a placa. Fazemos para as vidas que mudam com cada sala de aula aberta, cada laboratório instalado, cada vaga pública garantida. Sabemos que o melhor investimento é aquele que volta em forma de cuidado. A cada novo espaço de ensino inaugurado, a cada aluno formado, o Maranhão se fortalece.

Seguiremos abrindo portas e realizando entregas – com sensibilidade, planejamento e coragem – para que cada maranhense continue alcançando o que merece: educação de qualidade, serviço público eficiente e um futuro digno.



POESIA - ESTRELA - POR MANUEL BAIÃO DE DOIS

 

ESTRELA


Movi a terra e os céus para te conhecer 

Fiz um pacto com o universo 

Te dediquei mais de mil versos 

Mas mesmo assim 

Cada vez ficava mais difícil 

Chegar perto de ti. 


Apesar de tudo que eu fiz tentando te alcançar

O que para mim, era como a uma estrela 

Porque o meu coração e os meus olhos 

Nunca se contentavam em apenas vê-la 


Acho que o meu amor não te mereceu

Pois tudo que eu conseguia

Por mais e mais que eu a via

Era apenas ao longe

Um doce sorriso teu.


Preciso te contar um segredo 

Hoje já não tenho medo

De abrir meu coração 

Falar tintim por tintim

O que se passa em mim

Quando meus olhos têm 

O milagre da tua visão.


Por: Manuel Baião de Dois

domingo, 21 de setembro de 2025

COM A PALAVRA - O HOMEM BRINCANDO DE SER DEUS - POR PACÍFICO DE PAULA JUNIOR

 

O HOMEM BRINCANDO DE SER DEUS

Júnior Pacífico de Paula – Engenheiro – Empresário – Ambientalista

Em 1933, o autor britânico James Hilton publicou um livro que se chamava Horizonte Perdido. Neste livro, ele cria uma cidade mística chamada de Shangri-lá, situada no Tibet, é um local de felicidade plena, onde as pessoas eram imortais. A busca da imortalidade é um anseio humano desde quando morávamos nas cavernas, este é um sonho permanente através das crendices, da evolução da ciência e principalmente da espiritualidade, onde muitas religiões pregam a vida eterna após a morte, ou mesmo novas reencarnações.

Segundo o escritor filósofo e professor da Universidade de Tel Aviv – Israel, Yuval Noah Harari, autor de grandes best-sellers como: Sapiens, Uma Breve História da Humanidade e Nexus, a morte é apenas um problema técnico e que todos os organismos vivos são meros algoritmos. Todo animal inclusive os humanos são uma montagem de algoritmos orgânicos que foram modelados pela seleção natural durante milhões de anos de evolução. Ele preconiza que, com o avanço da ciência, principalmente IA (inteligência artificial), daqui a 300 anos o homem será imortal, que poderá morrer de causas fortuitas, como uma queda, mas neste futuro, relativamente próximo, já teremos a cura de todas as doenças e já dominaremos plenamente a técnica de como evitar o envelhecimento.

Recentemente os jornais do mundo todo, noticiaram que uma empresa americana chamada Colossal Biosciences, recriou geneticamente o lobo-terrível, uma espécie considerada extinta há mais de 10 mil anos. Para tanto, a empresa utilizou fósseis destes animais, que foram encontrados em sítios arqueológicos. Esta mesma empresa acredita que em três anos fará o mesmo com um mamute, um parente dos elefantes, também extinto há milhares de anos. Em 1997, a ovelha Dolly assombrou o mundo e a comunidade científica, tornando-se o primeiro animal a ser clonado no mundo.

Acredita-se que hoje, a ciência já domina a técnica de manipular geneticamente o genoma humano, isto significa que pode gerar um embrião humano com características específicas, ou seja, com a escolha da cor da pele, cor dos olhos, a altura, imune a diversas doenças, até mesmo com inteligência acima da média. Por questões éticas, religiosas e principalmente econômicas, visto que diversos centros de pesquisa, como também universidades, dependem bastante de doações de filantropos bilionários, estas entidades evitam dar publicidade às suas pesquisas, visto que a grande maioria destes doadores são bastante conservadores e tenderiam a cancelar estas doações.

Com o avanço incrível da ciência e da medicina, os cientistas acreditam que o bebê que viverá 150 anos, já está entre nós. Ele conseguirá chegar a esta idade graças às notáveis descobertas científicas, notadamente na área de biogenética e à evolução da inteligência artificial, que será capaz de, por meio do mapeamento do genoma de uma pessoa, fazer remédios específicos.

Cientistas da renomada universidade britânica de Newcastle afirmam que é possível criar espermatozoides humanos em se utilizando apenas de células-tronco femininas. Isto representa dizer que, através da inseminação artificial, as mulheres podem ter filhos sem a presença do homem. Todavia, como os homens têm um par de cromossomos XY e as mulheres XX, esta forma de concepção com a utilização de dois gametas femininos, resultaria sempre no nascimento de fêmeas, ou seja, de meninas.

Até onde a evolução da ciência vai nos levar, será que existem limites éticos e religiosos que serão respeitados, ou o homem em breve será um semideus?

COLUNA DO DR. OTÁVIO PINHO FILHO - A IMPORTÂNCIA DE DOAR ÓRGÃOS

Doação de órgãos salva vidas

A doação de órgãos é um ato de generosidade que tem o poder de salvar vidas. É um gesto que pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte para muitas pessoas que aguardam ansiosamente por um órgão compatível.

Atualmente, o Sistema Nacional de Transplantes, cuja função central é exercida pelo Ministério da Saúde (MS), é o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, sendo que 90% das cirurgias realizadas atendem exclusivamente à rede pública de saúde.

Apesar da sua importância incontestável, a doação de órgãos ainda é um tema que gera muitas dúvidas na população. Neste material, você encontrará informações essenciais sobre a doação de órgãos, quem pode doar e como funciona a fila de espera para transplantes.

O que é a doação de órgãos?

A doação de órgãos é o ato de retirar órgãos ou tecidos saudáveis de indivíduos vivos ou falecidos (doadores) para restabelecer as funções de órgãos ou tecidos doentes em outras pessoas (receptores), sempre com o intuito de salvar vidas.

Aqueles que necessitam de um órgão ou tecido específico passam por um procedimento conhecido como transplante. O transplante envolve uma intervenção cirúrgica, na qual um órgão ou tecido doente do receptor é substituído por um órgão ou tecido saudável proveniente do doador.

É fundamental destacar que a doação de órgãos é um ato solidário, motivado pelo desejo genuíno de ajudar outras pessoas a viverem plenamente. Portanto, ao se tornar um doador de órgãos, você está fazendo parte de uma rede de solidariedade que pode proporcionar uma nova chance a alguém que enfrenta uma condição grave de saúde.

Quem pode doar órgãos?

Qualquer pessoa, independentemente da idade, pode ser um potencial doador de órgãos. No entanto, a viabilidade da doação deve ser avaliada criteriosamente por profissionais de saúde. Existem dois diferentes tipos de doação, em vida ou após a morte, que explicaremos em maiores detalhes a seguir.

Doação em vida

A doação em vida pode ser feita por um doador aparentado ou não aparentado, maior de idade e juridicamente capaz, saudável e que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. Nessa modalidade de doação, podem ser doados um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte dos pulmões. 

Os rins são órgãos que existem em pares, o que significa que uma pessoa saudável pode viver com apenas um rim, podendo doar o outro. O fígado é um órgão que possui a capacidade de regeneração, então, tanto o doador quanto o receptor podem ter uma recuperação adequada após a cirurgia. Já a doação de medula óssea é um procedimento diferente, pois envolve a doação de células-tronco da medula óssea, as quais são responsáveis pela produção de células sanguíneas e do sistema imunológico. 

Para doar órgãos, o médico deverá avaliar o histórico clínico do doador, doenças prévias e a compatibilidade. Pela legislação, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores sem autorização judicial. Caso não seja parente, é necessária a autorização judicial para que o procedimento seja realizado, exceto para a doação de medula óssea.

Doação após a morte

A doação após a morte é uma modalidade que permite que órgãos e tecidos saudáveis de uma pessoa falecida sejam usados para salvar vidas de outras pessoas. Para que essa doação seja efetivada, é fundamental que a pessoa tenha expressado sua vontade de ser doadora ainda em vida.

Não é necessário registrar a intenção de ser doador em cartórios ou incluir essa informação em documentos oficiais. O elemento mais crítico é que a família esteja ciente do desejo do indivíduo de se tornar um doador após a morte. Isso ocorre porque, legalmente, a autorização da família é necessária para a concretização da doação. Nessa modalidade, dois cenários principais podem ocorrer: morte encefálica ou parada cardiorrespiratória.

Morte encefálica

Ocorre quando uma pessoa sofre danos cerebrais irreversíveis devido a diferentes eventos, como um traumatismo craniano ou AVC. A morte encefálica é definida pela perda completa e irrecuperável das funções encefálicas cerebrais, com cessação das funções corticais e do tronco cerebral.

Mesmo com a morte cerebral declarada, os órgãos vitais ainda podem ser mantidos em funcionamento com a ajuda de suporte médico. Nesse cenário, o doador falecido pode doar órgãos como rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino, bem como tecidos como córneas, válvulas cardíacas, ossos, músculos, tendões, pele, cartilagem, medula óssea, sangue do cordão umbilical, veias e artérias.

Parada cardiorrespiratória

Em casos de morte causada por parada cardiorrespiratória, também é possível realizar a doação de órgãos e tecidos, desde que seja feita de maneira rápida e coordenada, e que os órgãos ainda estejam em boas condições.

Como funciona a doação de órgãos?

O processo de doação envolve várias etapas para garantir que os órgãos sejam obtidos, preservados e transportados com segurança até o paciente receptor.

Inicialmente, é feita a identificação do doador em potencial. Em caso de morte encefálica ou cardiorrespiratória, uma equipe médica especializada avalia cuidadosamente o estado dos órgãos para determinar se eles são adequados para transplante. Isso envolve exames clínicos, exames de imagem e análises laboratoriais.

Compatibilidade

Ao mesmo tempo, a equipe de transplantes procura por receptores compatíveis para os órgãos disponíveis. A compatibilidade entre doador e receptor desempenha um papel crucial no sucesso dessas intervenções.

Para transplantes de órgãos como fígado ou rins, são considerados fatores como a tipagem sanguínea (A, B, O, AB) e o tamanho do órgão, além de outros critérios médicos, como o sistema HLA (Antígenos Leucocitários Humanos, do inglês Human Leucocyte Antigen), um determinante imprescindível também para transplantes de medula óssea.

O HLA é um conjunto de proteínas presentes nas células do organismo humano que exercem função na identificação de nossas próprias células pelo sistema imunológico. Em termos práticos, essas proteínas indicam ao sistema imune que as células são do nosso próprio corpo, evitando que sejam atacadas. Dessa forma, a compatibilidade HLA é muito importante nos transplantes, uma vez que impede que o sistema imunológico do receptor combata as células ou órgãos transplantados (rejeição).

Estabelecida a compatibilidade, são feitos os procedimentos cirúrgicos para a extração dos órgãos ou tecidos e o transplante para o paciente receptor. Após a cirurgia, o paciente transplantado permanece sob monitoramento para garantir que o novo órgão funcione adequadamente, sendo geralmente necessária a administração de medicamentos imunossupressores, a fim de evitar a rejeição do órgão.

O que é a lista de espera para transplantes de órgãos?

Pacientes que necessitam de transplante de órgãos podem se cadastrar em uma lista de espera informatizada. A lista é única em todo o país, vale tanto para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto para a rede privada, e cada órgão tem uma fila específica.

A ordem de inscrição não determina quem será o primeiro paciente a receber o órgão, já que existem outros critérios que devem ser considerados, como a mencionada tipagem sanguínea e a compatibilidade genética (HLA).

Critérios de gravidade distintos para cada órgão também determinam a ordem de pacientes a serem transplantados. Algumas situações de extrema gravidade com risco de morte e condições clínicas de um paciente aguardando transplante podem ser determinantes na organização da fila do transplante.

Eventos prioritários incluem a impossibilidade de acesso para diálise no caso de doenças renais, insuficiência hepática aguda grave para doenças do fígado, necessidade de assistência circulatória para pacientes cardiopatas e rejeição de órgãos recentes transplantados. Quando os critérios técnicos são semelhantes, a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como critério de desempate.

Mesmo que a lista de espera tenha validade para todo o país, as alocações dos transplantes são regionalizadas, por questões logísticas de transporte e também pelo tempo de isquemia (ou o período pelo qual um órgão pode ser preservado sem irrigação sanguínea). Isso significa que, em primeiro lugar, o órgão de um doador é destinado a um receptor no mesmo estado.

É importante esclarecer que a condição financeira do paciente receptor não oferece qualquer benefício referente à posição na lista de espera. Segundo dados do Ministério da Saúde, o tempo atual de espera para transplante de coração foi menor do que 30 dias para 27,5% do total de pessoas transplantadas. Para outros 29%, o tempo de espera foi de 30 a 90 dias. Ou seja, mais da metade dos pacientes teve a oportunidade de receber a doação em até três meses.

Qual o impacto da doação de órgãos?

A doação de órgãos pode ter um impacto profundo e positivo na vida de várias pessoas, aliviando o sofrimento daqueles que aguardam ansiosamente por um transplante. 

Atualmente, mais de 60 mil pessoas aguardam na fila de transplante de um órgão no Brasil, reforçando a grande importância da doação. É fundamental que a população se informe sobre a relevância da doação de órgãos e discuta com seus familiares sobre o desejo de serem doadores.Lembre-se: a doação de órgãos é, acima de tudo, um ato de grande empatia e generosidade. Outra forma de praticar a solidariedade é por meio da doação de sangue, uma ação simples, rápida e segura que pode ajudar muitas pessoas. Para saber mais sobre o assunto, sugerimos a leitura do conteúdo sobre qual a importância da doação de sangue e quem pode doar.

Dr. Otávio Pinho avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.


sábado, 20 de setembro de 2025

RAPIDINHAS DO SÁBADO


 E com essa frase abriremos a nossa coluna de hoje. 

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E quem aniversariou no ultimo domingo foi a  Dra. Maria Eliana R. Ibiapina Moraes. "Feliz aniversário, minha amada filha. DEUS te abençoe sempre. Felicidade, paz, proteção, saúde e muitos anos de vida" escreveu o paizão e empresário Janae Ibiapina. 

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E o novo point da moçada bacabalense é o  Tô no trabalho Bar, que fica na esquina da Rua Clores Miranda com a Rua 28 de Junho. Sob a direção da senhora Carmem Branco, a casa oferece varias matcas de cerveja, um bom tira gosto e hoje, para o publico que curte uma boa musica, tem show do cantor Carlos Paúla. Prestigie.

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E quem nos deu um susto essa semana foi a querida folclorista, cheffa de cozinha e promoter Janete Valéria. Ela sentiu-se mal e foi internada em uma casa de saúde de nossa cidade. Ela passou por exames, foi medicada e passa bem. Ontem ela foi para Sao Luis onde fará novos exames. A nossa alegre Janete, uma rápida recuperação.

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E o Blog dá essa dica para você aumentar o seu vocabulario.

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E quem fez uma reunião no quintal da minha casa na última quinta feira, foi o Eterno Senador e vereador João Alberto. Na oportunidade foi tratado a festa em comemoração ao seu aniversário. Também estiveram presentes a Secretsria Adjunta Municipal de Financas, Marcela Santos, o Professor Jerry Ibiapina, o empresário Janae Ibiapina e o assessor político Nandinho, 

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E quem tambem esteve em minha há residência na última quinta-feira feira junto com o assessor político Nandinho, foi o Luckinhas dançarino, idealizador do projeto Vem pra Avenida que acontece na Avenida João Alberto todas as quintas feiras , uma ação  de incentivo a prática de atividades físicas, aberto a toda a nossa população.

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Na noite de ontem, sexta-feira, aconteceu uma reunião entre os cantores Zé Lopes, Marcus Maranhão e o poeta e produtor Paulo Campos onde começaram a definir data e local do show "Tudo outra vez " 

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E por falar em Marcus Maranhão, ele estará fazendo um grande show, logo mais, as 18h, dentro do Projeto Sábado Cultural, no Parque Ambiental.  Vai ser muito legal. Prestigie. 

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E na noite de ontem, no quintal do cantor e compositor Zé Lopes, estiveram batendo aquele papo e bebendo umas cervejas, além do poeta Paulo Campos e do cantor Marcus Maranhão, o ex-vereador Li Brandão e seu irmão Enoque Brandão.

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E em São Luís, o cantor e compositor Walber Pessoa, que está com sua agenda sempre lotada, esteve fazendo uma apresentação na noite de ontem, e cantou uma parceria sua com o bacabalense Zé Lopes. 

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E a noite de ontem foi de muito muito samba e pagode no Bar do Bulão.  Sob a direção do atleta sênior e promoter Edmilson Santos, o popular Lambal, a turma se reuniu pra tocar e cantar e couro comeu até alta madrugada.
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E o belo casal Jorge Passinho e SandraRegina estão curtindo essa fase de intensa produçãopoetica e musical. Ele que conclui um trabalho literário e dois musicais, ela aguarda esse término para a festa de lançamento. Muita coisa boa.
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E enquanto o BEC - Bacabal Esporte Clube, agoniza em mãos erradas, a pequena e vizinha cidade de Lago Verde, se organizou e fez um time competitivo quedisputa hoje a segunda divisão do campeonato Maranhense, com grandes chances de passar para a divisão de elite. A Força Verde faz a sua segunda partida hoje, na cidade de Cantanhede com o time do São José. 
Clic no link e ouça o hino do Lago Verde Esporte Club
https://youtu.be/QDKFa2rMKjA?si=o1iINCX0BHKnu-aq
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E revirando o álbum de recordações em busca de preciosidades encontramos essa perola no acervo do Blog. Dois ícones do nosso futebol, os saudosos Garganta e Aroldo.

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E a turma da charge foi de confusao medica e da liderança do Flamengo. 

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A galera da montagem deu um jeito

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E como somos o país da piada pronta escolhemos essa para alegrar o nosso Sábado 

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E a nossa coluna de hoje tem o oferecimento de Espaço Ciência 

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E com essa frase encerraremos a nossa coluna de hoje 

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E aí meu amigo Lambal. É verdade que nesse final de semana o senhor vai puxar o Cordão do Marcos Miranda.





OPINIAO - SEMPRE AS NARRATIVAS, BLINDAGEM PRA UNS, PRERROGATIVAS PRA OUTROS - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Seja lá o que for, busca por blindagem ou por prerrogativas, esse movimento do Congresso Nacional tem uma explicação simples e cristalina, que vou tentar expor aqui para vocês.

A PEC que prevê o retorno, turbinado, das prerrogativas dos congressistas, originalmente estabelecidas pela Constituinte de 1988 e modificadas em 2001 por pressão popular diante dos inúmeros escândalos de corrupção, nada mais é do que uma reação do Legislativo ao conluio firmado entre os poderes Executivo e Judiciário na tentativa de controlarem o país, do ponto de vista administrativo e institucional, estabelecendo regras que nem sempre possuem amparo em nossa Carta Magna.

Esse movimento é consequência direta do vertiginoso poder que o Supremo Tribunal Federal ilegalmente se atribuiu, sabotando os freios e destruindo os contrapesos estabelecidos no artigo 2º de nossa Constituição, bem como da desastrosa gestão administrativa, econômica e diplomática conduzida pelo atual governo.

Isso, entretanto, não diminui em nada a responsabilidade do Congresso Nacional por operacionalizar diversas ações não apenas desprovidas de suporte legal, mas principalmente de cunho antiético e até mesmo criminoso, como é o caso das deformações que o Legislativo introduziu, com o passar dos anos, no advento das emendas parlamentares. Essas, que surgiram como forma de equilibrar o poder discricionário de realizar benefícios para o povo e a sociedade, acabaram se transformando em instrumento de distorção e negociata com o Executivo.

Ainda sobre o poder Legislativo, constata-se que, devido à sua peculiaridade de múltipla representatividade, ele traz em si fatores que dificultam bastante uma avaliação mais justa sobre sua real contribuição ao país. Sempre acreditei que a maior responsabilidade pelos problemas da nação recai sobre o Legislativo, uma vez que ele representa diretamente o povo, individualmente, e os estados da Federação, conjuntamente.

O fato de esse poder frequentemente se omitir, se acovardar, não ser coeso, abrigar membros de péssima qualidade e, em regra, agir movido por interesses meramente eleitorais, faz dele o menos confiável para a população, quando deveria ser exatamente aquele no qual ela mais confiasse.

A busca por garantias por parte dos congressistas chega a ser indecente. Primeiro, porque eles já deveriam tê-las resguardadas, como estabeleceram os constituintes originários em 1988. Depois, porque, se precisam desesperadamente delas, é porque alguém os ameaça ou porque cometem atos para os quais necessitam de proteção, o que, por si só, é condenável. Não há uma terceira opção quanto a isso.

Blindagem ou prerrogativas, do jeito que está posto em pauta, se parlamentar eu fosse votaria contra. Mas seria a favor do retorno ao texto aprovado originalmente na Constituinte.

Com tais atitudes, quem perde é sempre o povo brasileiro.