sexta-feira, 31 de outubro de 2025

COM A PALAVRA -MONTSERRAT CABALLÉ - UMA NOITE, UM TEATRO, UMA VOZ POR PAUL GETTY

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MONTSERRAT CABALLÉ — uma noite, um teatro, uma voz

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Há noites que não se repetem — apenas se guardam, intactas, na memória do tempo.

A de 5 de dezembro de 1993 foi uma dessas raridades em SÃO LUÍS. O velho TEATRO ARTHUR AZEVEDO, depois de longos anos silenciado, abriu seus olhos de luz e recomeçou a respirar. As cortinas, que pareciam adormecidas em pó e saudade, voltaram a se mover com a delicadeza de quem desperta de um sonho antigo.

E foi então que entrou a soprano lírica: MONTSERRAT CABALLÉ — a espanhola de voz infinita, de timbre que parecia misturar o divino e o humano. Quando cantou, o teatro inteiro pareceu estremecer, como se suas paredes, colunas e lustres reconhecessem o chamado da arte verdadeira. Cada nota era uma prece; cada pausa, um sopro de eternidade.

SÃO LUÍS ouviu o mundo naquela noite.

E o mundo, por um instante, ouviu SÃO LUÍS. Os convidados na plateia — algumas incrédulas, outras com os olhos marejados — sabiam que estavam diante de algo maior do que um concerto: era o reencontro entre o som e o silêncio, entre o tempo que passa e o que permanece.

Emocionada, MONTSERRAT CABALLÉ elogiou a acústica do teatro, dizendo que o ARTHUR AZEVEDO era “uma verdadeira caixa de música” — e talvez tenha sido mesmo isso: uma caixa de ressonância onde o céu se curvou para escutar. Naquela noite, o palco e a voz se tornaram um só corpo, uma só vibração, um só milagre.

Quando o último aplauso se dissolveu no ar, o TEATRO ARTHUR AZEVEDO já não era apenas um edifício restaurado: era um coração reaberto, pulsando ao ritmo da beleza. E MONTSERRAT CABALLÉ, com sua voz de luar e orvalho, partiu deixando atrás de si não apenas música, mas um eco que ainda hoje se ouve — quando a lembrança decide cantar.


Paul Getty S. Nascimento

Poeta, compositor, cronista e membro da APL — Academia Pedreirense de Letras

POESIA - RESSURREIÇÃO- POR ZÉ LOPES




SEXTOU COM MUÇÃO

 


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

FAVELA DO SAMBA DEFINE PARA 9 DE NOVEMBRO DATA DA GRANDE FINAL PARA ESCOLA DO SAMBA OFICIAL DE 2026.


 A Sociedade Recreativa Favela do Samba em reunião ocorrida na noite desta última terça feira, 28, decidiu por realizar a festa que vai escolher seu samba oficial para o carnaval de 2026 no próximo dia 9 de novembro, domingo, a partir das 17 horas. A decisão foi tomada após a avaliação de que não seria prudente realizar esse julgamento competindo com outras agremiações carnavalescas, no caso a Turma do Quinto e Império Serrano, que realizam seus concursos na sexta-feira e sábado vindouro, respectivamente.

Como já é do conhecimento público, a Favela deveria ter escolhido seu samba oficial para o carnaval de 2026 no último domingo, 26 de outubro, todavia o apagão que atingiu todo o Estado do Maranhão na noite do domingo prejudicou a realização do concurso, provocando sua suspensão. Exatamente no momento em que foi solicitada a subida ao palco da equipe que ia defender a primeira proposta finalista, ocorreu o apagão que provocou o adiamento da festa.

Para que não houvesse a concorrência de atividades das escolas co-irmãs, a data que sobrava para a Favela seria 2 de novembro, dia de finados, o que foi rapidamente rechaçada essa possibilidade pelos dirigentes favelenses, uma vez que no domingo ficaria inviável essa realização em função do feriado de finados. 

O concurso para escolha do samba-enredo para 2026 da Favela do Samba tem como tema: “NELINHA DO BABAÇU: Da menina que buscava o fogo à mulher que trouxe sonhos, esperança e fé, uma metamorfose inspiradora!”, de autoria dom carnavalesco Pedro Padilha. Seis propostas concorrerão na festa que irá escolher o hino favelense.

O Presidente da Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, falando sobre essa questão deixou claro que o apagão que ocasionou a suspensão do concurso provocou muitos prejuízos para aquela escola, pois foram realizadas muitas despesas de produção e adequação, fato que deverá ser repetido novamente                   para o dia 9 de novembro. Esse fato, segundo Euclides é muito preocupante, pois as entidades carnavalescas vivem de subsídios e doações oficiais, o que ainda não ocorreu na atual temporada. Mas, os dirigentes vão cair em campo para ver o que podem conseguir. 

PROPOSTAS FINALISTAS, PREMIAÇÃO E ENREDO

São finalistas do concurso da Favela do Samba as seguintes propostas: Samba 01, dos Compositores: Raul Silva, Paulo Silva e Paulo Silva Jr; Samba 03, dos Compositores: Luzian Filho e Josias; Filho; Samba 04, dos Compositores: Sílvio Rayol, Marcos Ribeiro, Marlon Melo, Cecel Mix e Camarão Mendes; Samba 06, dos Compositores: Joellson Braga, Nestor Melodia, Allyson Freitas, Júlio Cunha e Cláudio Ribeiro; Samba 07, dos Compositores: Gilvan Mocidade e Zé Lopes; Samba 08 dos Compositores: Adelson Ferreira, Nilson do Cavaco, Diego Silva, Ivan Coracinha e Bilu Avelar.

A Sociedade Recreativa Favela do Samba concederá Certificado de Participação a todos os compositores que participarem do concurso. Ao vencedor do concurso será atribuído o prêmio em moeda corrente no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) e mais o Troféu Lira de Ouro. O samba vencedor será gravado para divulgação do seu projeto carnavalesco de 2026 da Favela do Samba, ficando os direitos autorais cedidos à Escola promotora para essa temporada e os anos subsequentes.

Diz a introdução do enredo favelense que “Foi sob uma densa floresta de grandes palmeiras, onde conta a lenda dos Apinajés, que uma bela e forte nativa desse povo chamada Moara, teria sido abandonada pelo companheiro e em sofrimento, para alimentar seus filhos, suplicou aos espíritos da floresta, para que lhe transformar em uma fonte de alimento que sustentasse todas as suas gerações. Ouvindo suas suplicas, os Encantados e Guardiões da floresta a transformaram numa linda palmeira e a batizaram de Palmeira de BABAÇÚ, Palmeira Mãe, e a partir daí todas as mulheres, as mães, que colhessem, quebrassem e vivessem desse fruto seriam chamadas Guardiãs dessa floresta. As novas gerações dessas mulheres viveram no futuro o mesmo drama de Moara, seus companheiros partiram em busca de novos destinos, e a maioria nunca retornou, mas essas mulheres não deixaram abater-se e mantiveram-se fortes, guerreiras, guardiãs, não deixaram que esse sacrifício fosse em vão e que essa dádiva morresse, para que esse OURO VERDE um dia não venha faltar”.

Destaca também o texto do enredo que “Foi nesse mistério de encantamento, dentro de uma forte cultura de saberes ancestrais, cercada por fantasias e medos do curupira e das mães dágua que nasceu uma menina, a quarta e última de uma linhagem de uma QUEBRADEIRA DE COCO, Guardiã dos Babaçuais, e um lavrador. Marcada em seu nascimento com o dom do intuitivo, e já muito pequena, questionava tudo ao seu redor e mostrava um espírito de liderança, UMA MENINA QUE BUSCAVA O FOGO... na observação do trabalho organizado das formigas que lutavam para catar e quebrar os cocos, da alegria das abelhas que cantavam suas ladainhas no trajeto, com côfos na cabeça, polinizando o ambiente com sorrisos de esperança e fé. Essa menina, mal sabia que sua inquietude era diferente, era uma lagarta se transformando em uma pequena borboleta, que buscava as flores e frutos diferentes, buscando sempre sobreviver e adquirir pólens, buscando oportunidades, buscando parcerias, buscando reconhecimento, buscando uma nova identidade, buscando glórias e prêmios, criando seu próprio néctar, descobrindo novas maneiras de trazer uma vida melhor para seu formigueiro e ensinar suas abelhas a produzirem o mais maravilhoso mel. E essa pequena Borboleta voou e muito jovem partiu na busca de estudos, depois plainou um pouco mais alto em busca de conhecimentos, pousando e sugando em várias flores e frutos, pluralizando e polinizando seus conhecimentos.

Hoje, essa menina, essa pequena borboleta, transformada em uma FORTE MULHER, uma linda borboleta dourada, com nome e sobrenome NELINHA DO BABAÇU, laureada por suas lutas e conquistas, volta ao seu estado de coração o Maranhão e a sua cidade querida Palmeirândia e sim, ao seu torrão natal, Santa Eulália. Volta para a sua floresta de babaçu, sempre buscando semear junto aos formigueiros e enxames seus sonhos e realidades, seus conhecimentos sobre PERTENCIMENTO E SUSTENTABILIDADE, sua esperança e principalmente a certeza de acreditarem nas novas OPORTUNIDADES e que toda formiga e toda abelha - quebradeiras de cocos - tem o direito do milagre da metamorfose, para assim voar  como uma linda borboleta dourada em busca de um horizonte melhor, pois foram premiadas com uma jazida a céu aberto pronta para conquistar o mundo, honrando sua ancestralidade e a Palmeira Mãe. Uma riqueza aos seus pés e no seu horizonte, que o mundo todo descobriu, um OURO que está presente na indústria dos cosméticos, na indústria dos alimentos, na indústria das bebidas, na saúde e que doura o seu nome: BABAÇU.


Expediente:

O QUE: Concurso para escolha do Samba Enredo do Carnaval/2026 da Favela do Samba

QUANDO: 9 de novembro/2025., às 17 h.  

ONDE: Quadra social da Favela do Samba, na Av. dos Africanos, s/n – Sacavém.

CONTATO: João Moraes ((98) 98849-9732) e Euclides Moreira Neto (euclidesbmn@gmail.com ou (98) 98834-5911).

DIVERGENCIA ENTRE OS DEPUTADOS MARCIO JERRY E ALUISIO MENDES SOBRE A OPERAÇÃO NO RIO DE JANEIRO


O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), classificou a megaoperação realizada pelas forças de Segurança Pública do Rio de Janeiro como “desastrada”.

Na Tribuna da Câmara Federal, Jerry ainda se solidarizou com as famílias das “vítimas”. O deputado maranhense destacou que não é aceitável uma operação com mais de 100 mortos.

Sob todos os aspectos a ação no Rio de Janeiro revelou-se desastrada. Não é normal e aceitável uma operação com mais de 100 mortos, inclusive de 4 policiais. Lamentável. É um absurdo ainda a demagogia em cima de cadáveres. Combate ao crime organizado, de forma competente, firme e eficaz, é cada vez mais uma prioridade!”, destacou.

O Governo do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira que foram 121 mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho.

Contramão – Na contramão da opinião de Jerry, o deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos) ao comentar sobre a megaoperação destacou a “morte de marginais” e exigiu punição para “todos os traficantes terroristas que usaram drones e bombas” contra os policiais.

O deputado maranhense, que também é policial federal e foi secretário de Segurança no Maranhão, parabenizou o governador do Rio de Janeiro pela operação.

Sigo acompanhando com preocupação o desenrolar da operação contra o narcotráfico no Rio de Janeiro. Parabenizo a coragem do governador Cláudio Castro e a bravura heroica das forças de segurança. Que fique bem claro: traficantes não são vítimas! São marginais cruéis que, entre o bem e o mal, escolheram cometer crimes e atentar contra a vida do cidadão de bem”, afirmou.

Duas maneiras bem distintas de encarar a ação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro

CRITÉRIOS RIGIDOS É O QUE QUER A SENADORA ELIZIANE GAMA PARA FECHAMENTO DE AGÊNCIAS BANCÁRIAS


O Senado Federal começou a analisar o projeto de Lei (5.456/ 2025), de autoria da Senadora Eliziane Gama (PSD/MA), que estabelece novos critérios e procedimentos para o encerramento de agências bancárias em todo o território nacional.

A autora da proposta argumenta que a medida busca enfrentar o “fechamento indiscriminado de agências bancárias”, especialmente em pequenos municípios, áreas rurais e comunidades vulneráveis.

Embora a digitalização do setor financeiro tenha trazido ganhos de eficiência, a reestruturação empresarial tem comprometido o acesso a serviços essenciais para milhões de brasileiros que ainda dependem do atendimento presencial”, afirmou a senadora.

Eliziane Gama argumenta que o encerramento de agências tem um impacto que vai além da decisão empresarial, afetando o comércio local, a arrecadação de tributos e a circulação de numerários.

O Maranhão é um bom exemplo para isso. Muitas vezes o único ponto de acesso a benefícios sociais (como INSS, BPC e Bolsa Família) e crédito rural é a agência física dos bancos. Se a instituição resolve indiscriminadamente retirar a estrutura da dali, como é que fica esse povo? Desguarnecido, claro!”, sustenta a senadora.

De acordo com Eliziane, o projeto não impede a reestruturação das instituições, mas busca assegurar uma transição responsável através de critérios objetivos e mecanismos de mitigação.

O projeto da parlamentar maranhense condiciona o encerramento de uma agência bancária à observância de diversos requisitos mínimos. As instituições financeiras deverão fazer comunicação formal ao Banco Central, com pelo menos 120 dias de antecedência, incluindo um estudo de impacto socioeconômico e um plano de mitigação sobre os efeitos desta decisão de enceramento do atendimento presencial. A população também precisa ser avisada com antecedência. O texto também prevê que se realize audiência pública pelo poder público local, com publicação prévia do estudo e do plano de encerramento de uma unidade bancária.

A proposta de Eliziane também determina que, em municípios com população inferior a 50.000 (cinquenta mil) habitantes ou que contenham apenas uma agência bancária em funcionamento, o encerramento dependerá de autorização expressa do Banco Central, precedida de parecer consultivo de instância de desenvolvimento estadual ou microrregional e da audiência pública que discutiu o assunto

MORRE LAERCIO

 

Ao meu confrade  ,meu irmão ,companheiro  que me deu o braço   o que me
Segurou
 Com firmeza pra que eu não tremesse  no momento importante na vida literaria . Foi meu suporte em conhecimento  ,meu mestre nas letras e meu herói na sabedoria  
Vc foi sempre será meu professor na Academia Bacabalense de Letras. ABL..
Deus te seguirá com luz e Amor .
Para Raimundo Laércio  o poeta triste que me fez Sorrir. Argelina Pinto A Dias

JOAO MARCELO PROPORCIONA MAIS UMA ALEGRIA PARA BACABAL

 

*Hoje consolidamos mais uma grande vitória para Bacabal!*

Conquistamos mais um importante equipamento para o nosso município! 

Entregamos um trator à Secretaria de Agricultura, que será utilizado para o escoamento da produção local — totalizando agora *doze máquinas* à disposição do setor agrícola, fruto de emendas de minha autoria.

Este marco é reflexo direto do nosso compromisso com nosso amado povo de Bacabal e com a gestão de Roberto Costa. Juntos, iremos fortalecer a agricultura familiar! 



#JoaoMarcelo

#RobertoCosta

#Bacabal

#Agricultura

POSTAGEM FEITA EM NOME DE FLAVIO DINO É FAKE

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi vítima de uma Fake News e precisou utilizar as redes sociais para desmentir uma postagem em seu nome.

Na tarde de ontem,  quarta-feira (29), circulou uma postagem, falsamente atribuída a Dino, que o ministro do STF classificava a operação realizada pelas forças de Segurança Pública do Rio de Janeiro, como “um dos maiores crimes contra a humanidade”. Veja acima.

Dino se apressou para desmentir a postagem e dizer que jamais escreveu tal postagem. Veja abaixo.

“Jamais fiz tal postagem. Além de tudo, com erros gramaticais e mal escrita. Também é uma MENTIRA absurda a de que julguei e absolvi a mim mesmo em um processo no STF. Fake news ridícula e abjeta. Em um momento sério da vida nacional, ainda há pessoas que se dedicam à perpetração de mais crimes. E alguns insistem em chamar isso de “liberdade de expressão”. Quando são processados, reclamam de “perseguição”, “censura” e dos “inquéritos que nunca acabam”. Deplorável que desprezem as dificuldades dos moradores, dos profissionais da Segurança e de todos que sofrem no Rio de Janeiro. Estes têm a minha solidariedade e respeito”, afirmou. Flávio Dino deve tentar identificar de ordem partiu a Fake News.

COM A PALAVRA -CENAS DO COTIDIANO XXXIII - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 


CENAS DO COTIDIANO XXXIII 


    A Ilha sofre, angustiada, nestes últimos dias, uma gritante onda de terror, que nos tranca em nossas casas

     e, o pior, é que não se sabe o que realmente acontece. Se as notícias são verdadeiras ou se são "feiques". Se verdadeira esta última hipótese, se confirma o nível de barbárie em que vivemos. A crua realidade é que, sem dúvida alguma, a degradação já nos cerca, a nos zoomorfizar ao mais baixo grau

     e, perdidos em tantos medos, vamos alimentando a roda viva, que nos sufoca e nos aniquila em nosso velejar à deriva. Só muita e muita oração, a nos proteger

    e de proteção precisamos, e com urgência. Um confrade em condição atípica, membro do CEM (Coletivo de Escritores Maranhenses), que também é participante de um grupo, on line, de terapia, sofreu uma violenta discriminação dentro do referido grupo. Com imitações de suas limitações. E, pasmem! O mentor, destemperadamente, veio a lhe dizer "que estava se vitimizando, se fazendo de coitado", por não aceitar ser imitado, de forma depreciativa por um outro membro do grupo. E, o pior, a valiosa assistência, que lhe ofereceu foi a vil e indecente recomendação, para que saísse do grupo

    e, aí, se testemunha o despreparo de quem vai à internet se arvorando de mentor espiritual, mais perdido do que quem busca apoio em suas angústias 

    e não quero acreditar, de verdade, que a finalidade de tal grupo seja a busca indecorosa de likes

    e o certo é que o CEM, não se omitirá ou se emudecerá face à tamanha violência. E iremos gritar e gritar e gritar e nos unir em torno de nosso confrade. Afinal, o CEM voa em bando; e em bando voamos com ele

     e, falando em voar, o desejo, que mais desejo, para ir à minha Baixada, é um voo de saudade. Afinal, comprar "uma passagizinha" para "o ferribôti" é o mais concreto e vexatório exercício de humilhação. Uma missão digna da paciência de um monge budista

    e, ainda, se comemora "morar nas filas" e conseguir fazer a tão esperada e tão sofrida travessia 

    e, só de imaginar, vou me recolhendo, porque "não quero talhar o meu fel!"

     Inté maise!


          Zé Carlos Gonçalves