terça-feira, 18 de novembro de 2025

FERIADAO PARA SERVIDOR PUBLICO ESTADUAL

 


O governador do Maranhão, Carlos Brandão, na tarde de ontem,  segunda-feira (17), anunciou que na sexta-feira (21) será ponto facultativo.

Ou seja, como na quinta-feira (20) é feriado, Dia da Consciência Negra, o servidor público estadual terá um feriadão prolongado e, consequentemente, uma semana mais curta de trabalho.

Brandão anunciou ainda o pagamento do salário de novembro para o dia 28 e lembrou do Festival Ilha do Reggae.

Notícia boa para os servidores estaduais e lembrete pra nossa massa regueira. Confiram aí essa sequência de datas: 20/11 feriado nacional;  21/11 ponto facultativo;  22 e 23/11 Festival Ilha do Reggae;  28/11 pagamento”, anunciou o governador.. Agora é o servidor público estadual, aproveitar.

ORLEANS BRANDÃO JÁ LIDERA PESQUISA PARA GOVERNADOR DO MARANHÃO

 

Pesquisa INOP, contratada pelo Jornal Pequeno, divulgada na noite de ontem, segunda-feira (17), apontou que o secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), lidera a corrida eleitoral para o Palácio dos Leões.

Orleans aparece com 35,1%, mas seguido de perto pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 33,9%. Ou seja, a pesquisa INOP aponta empate técnico na disputa para o Governo do Maranhão. Em terceiro surge o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (NOVO), com 13,5% e na quarta colocação o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 2,3%. Além disso, 2,38% disse não votar em nenhum dos candidatos e 5,36% não sabe e/ou não opinou.

O levantamento ainda quis saber a opinião do eleitor maranhense sobre a expectativa de vitória. Para 38,36% dos entrevistados o novo governador será Orleans Brandão. Outros 29,67% acreditam ser Eduardo Braide. Já Lahesio Bonfim é visto como o próximo governador por 9,59% dos eleitores e, Felipe Camarão, 8,38%.

A pesquisa ouviu 2555 pessoas, em 54 municípios, entre os dias 10 e 14 de novembro. A margem de erro é de 2,2%pontos percentuais para mais ou para menos.

COM A PALAVRA DE FORA PARA DENTRO POR E


*DE FORA PARA DENTRO*

Falar de um autor e de sua obra literária, da arquibancada, é o ofício do crítico. De dentro do campo, do prefaciador ou do resenhista. Deus me livre de tais tarefas! Não porque não as aprecie ou seja incapaz de realizá-las. Simplesmente porque parecem-me coisa de profissional, e — sob alguns aspectos — um tanto difíceis. E mais: ter de ler um livro do qual você talvez não goste é carga pra jumento carregar.

Aviso-lhe, desde já, que esta crônica não é exatamente sobre prefácio ou algo que lembre uma resenha. Não e não. Mas preciso dessa referência para fundamentar minha percepção de um certo livro. Para ser mais sincero, é uma confissão.

Para um prefácio, o autor geralmente busca alguém famoso. Nos meus livros de poemas (Dentro de Mim/2015 e Travessia/2021), peguei um caminho inverso: chamei gente do meu convívio, que lia e apreciava meus poemas. Para o primeiro, uma saudosa amiga, professora de literatura. Para o segundo, uma colega de trabalho. As duas deram um show na passarela das palavras! Nota DEEEZ!

Fazer um prefácio pode até ser prazeroso se você está falando de um autor a quem você admira. Mas bom mesmo é quando você escreve sobre alguém com quem cresceu, sentou-se à mesma mesa no café da manhã, foi à escola, brincou disso e daquilo. Alguém de quem você, hoje, possa dizer que "tudo era compartilhado entre nós numa cumplicidade adolescente, bonita e desinteressada, uma partilha pra lá de genuína". Aí, sim, é outro texto!

Se tenho interesse num livro, começo pelo começo, que — para mim — é o prefácio. Com alguns, não passei daí, por uma ou outra razão. Com outros, nem cheguei a tanto. Esses, coitados, descansam sobre uma mesa e aguardam o meu olhar curioso e interessado.

Esta crônica nasceu de uma situação assim. Lendo, na segunda capa, a apresentação do livro MACABÉA DESVAIRADA, de Lúcia Santos, encantei-me com a leveza do texto, que trazia um pouco de sua história de vida e de sua veia artística. Falando sério: se o texto é bacana, a gente pula pra dentro do livro, não é verdade? Foi o que eu fiz.

Lançado em dezembro de 2024, somente agora, em novembro (2025), peguei-o como quem pega um touro pelo rabo. Aliás, um livro que tive a honra receber diretamente das mãos da autora, na noite de autógrafos. Mas não passou disso.

Em casa, sobre uma mesa, com dezenas de outros, ele era um desses que ficavam rezando para que eu o olhasse e o pegasse. E, principalmente, que eu me deixasse levar num mergulho ao mundo poético-ficcional de sua autora. Na relação leitor-livro, pode-se parafrasear Eclesiastes 3:1: "todo livro tem o seu dia e a sua hora. Dia de olhar e admirar; hora de abrir e ler".

Finalmente, peguei-o com um olhar mais atento. Sim, já nos conhecíamos tão bem quanto aqueles vizinhos que mal se dão "bom dia". _Putz!_ Esse era o seu dia, e a sua sorte estava selada.

De saída, deslumbrei-me com sua capa que já tinha visto várias vezes antes (sobre a mesa). Virei-o para ver a segunda capa. E aí, um espanto — ou melhor, o encanto. Apenas um texto ocupava todo o espaço, supostamente o prefácio deslocado. Chequei o autor e comecei a ler. Estava ali meu "snorkel" para o mergulho inevitável. Em seguida, pulei para dentro de suas águas mágicas, de onde não saí até agora. Sobre a mesa da copa (onde deveria haver pratos e talheres), "ele" agora reina soberano sobre seus pares.

Tudo — tudo mesmo — nesse livro é exatamente o oposto de "desvairado", palavra com que Lúcia Santos tenta pôr um pouco mais de desordem nas águas irriquietas e provicante da arte (coisa de artista de verdade). Emprestada do livro "A hora da estrela", de Clarice Lispector, "Macabéa", sim, é uma protagonista pobre e desvairada, como tanta gente por aí. Atrevo-me a dizer que a autora imaginou um livro com a sua "marca", sem se preocupar com as vozes desvairadas da galera da arquibancada. E não fez mais do que preconiza Lya Luft: "A escrita é o território da minha liberdade". Ou seja, seu projeto artístico tem a sua cara, a sua alma, o seu coração.

MACABÉA DESVAIRADA é "tudo e muito mais". Colorido, engraçado, enigmático, surpreendente. De repente, você o abre numa página branca que só tem o desenho de uma boca humana. Ou duas outras páginas: a da direita, com dois versos no meio e dois coraçõezinhos pendurados; a da esquerda, o desenho de uma loira, com três versos flutuando no espaco vazio ("eu sou a falsa loura má/ A que toma/ e depois dá").

Num rápido mergulho (para seguir a corrente poética do livro), veja a seguir algumas das minhas percepções. Primeira: tudo nele é arte (ou "eart"); segunda: seis fontes diferentes vestem suas palavras; terceira: duas letras da palavra MACABÉA, no título, estão invertidas; quarta: no conteúdo: poemas,  pensamentos e — pasme! — 11 letras de músicas (com ficha técnica e QR code para ouvi-las). Além de sacadas mais que geniais ("Se não sabe incendiar, não faça pose de Nero"). E, esquecendo essa coisa da ortodoxia, o prefácio chama a atenção para "seus chistes cheios de verve e ironia". Em suma: 71 páginas com um desfile de palavras, melodias, cores, fotos e ilustrações espirituosas.

Um mergulho nas águas não tão calmas de MACABÉA DESVAIRADA é deleite, êxtase, surpresas. Imagine abri-lo numa tarde quente, "ao sol que arde em Itapoã!". Sem exagero,    dava até pra dizer que "o nirvana é aqui".

Pois é, amigos, tinha tanta coisa pra falar que quase esquecia do principal. O texto da segunda capa, com jeito leve de prefácio, foi o que me jogou nas águas inexatas desse livro com alma de antologia. E me deixou com vontade de nadar, nadar, e gritar: Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

E o autor dessa proeza textual, com cara e jeito de garoto, é ninguém menos ou mais que o compositor e cantor maranhense Zeca Baleiro, irmão da Lúcia Santos.

E, finalmente, peço-lhe, aqui,  autorização para repetir o voto de sucesso e energia vital que ilumina a conclusão do seu prefácio: "Saravá, Lúcia!"

POESIA - POEMA DA FIDELIDADE ' POR ABEL CARVALHO

 


POEMA DA FIDELIDADE

Nenhum poeta é fiel
Nem mesmo a sua própria poesia
A poesia é fiel
É canto
É conto
É companhia
É quilha que corta a heresia
É solidão que compreende e alivia

A poesia é uma ilha errante
Que abriga cultos e rogados
Togados e sem Fé
É [uma] Catedral longínqua
Que recebe crentes e ateus

A poesia é dia
Uma hora sem fim
O momento da criação
Ou um simples espasmo de prazer
Mesmo cria do poeta
A poesia é fiel
Às vezes fel
Outras véu

A poesia é um ponto distante
Um pólo prófugo
Um tempo sem fim

O poeta é vil
Pecador urdido
Amante sofrido
Deus sem Fé e sem pudor

A poesia é dor
O poeta é suor
A poesia tem dó

O poeta é vendilhão de sonhos
Feitor canastrão de elegias
Paridor de rimas desmedidas
Ilador de cismas
Profeta arguto do futuro
Cantor medieval do parnaso
Vetor de crimes em nome do amor

O poeta não é fiel nem a sua própria poesia
Nem mesmo sendo ela sua única e fiel companhia

Abel Carvalho


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ORLEANS BRANDÃO EM ALTA

O governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, e o prefeito de Barreirinhas Vinícius Vale reagiram às críticas da oposição e reconheceram publicamente a importância do trabalho que vem sendo realizado pelo secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão. Eles destacaram que o diálogo permanente com os gestores e a presença constante nos municípios tem possibilitado a realização de milhares de obras e ampliação de programas que estão transformando o Maranhão.

“Este é um grupo forte e unido que realmente trabalha pelo povo do Maranhão, diferente de quem vem só com conversa. Por onde andamos tem ação do Governo do Estado, e o secretário Orleans está sempre presente, nos ouvindo, acompanhando as necessidades de cada município e dedicado em resolver os problemas. Se estão incomodados com seu trabalho, é por que sabem do potencial de Orleans. Também diziam que eu era muito jovem, não tinha capacidade, era um meninão que não ia saber administrar Barreirinhas, e hoje é a população quem nos aprova. Da mesma forma sei que vai valer a pena acreditar nesse jovem que tem muita vontade e está trabalhando muito pelo Maranhão”, enfatizou Vinícius Vale.

O senador Weverton Rocha citou o governador Jader Filho (Pará), e os prefeitos João Henrique Caldas (Maceió) e João Campos (Recife) como exemplos de filhos de políticos que estão realizando grandes governos. “Filho de peixe, peixinho é. E em time que está ganhando não se mexe. Não é uma pessoa que governa sozinha. O governador Brandão vai para o exterior buscar investimentos, vai a Brasília buscar recursos no governo Lula, tem que cuidar do Maranhão rodando o Brasil. Mas deixa uma equipe trabalhando e Orleans está indo a todos os municípios conhecer as necessidades e encaminhar as soluções no governo, por isso tem o meu reconhecimento. Vamos continuar trabalhando de forma leal e cada vez mais unidos”, afirmou.

O governador acrescentou que Orleans Brandão tem sido uma verdadeira ponte entre o governo estadual, a classe política e a sociedade civil organizada: “Já recebemos 148 prefeitos e até o final do ano queremos conversar com os gestores dos 217 municípios. Nosso trabalho não para, porque todos os dias estamos discutindo as necessidades dos municípios. Não seria possível tirar tantas obras do papel sem a competência e a dedicação do Orleans em trabalhar pelo povo do Maranhão”.

Agradecido, Orleans disse estar feliz em ver o seu trabalho levando desenvolvimento para os municípios. “O nosso governador é o mais bem avaliado da história do Maranhão porque tem trabalhado incansavelmente, realizando obras tidas como impossíveis, ampliando programas e aumentando os investimentos em saúde, educação, infraestrutura, no combate à fome e na geração de emprego e renda. São obras e ações que estão desenvolvendo o Maranhão e mudando a vida das pessoas. Às críticas a gente responde com muito trabalho, pois a nossa missão é cuidar das pessoas”, finalizou o secretário de Assuntos Municipalistas.

INTERVENÇÃO NA FMF MEXE COM CBF E STF

 


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) demonstrou incômodo diante da falta de celeridade com o processo que está no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF).

Diante da situação, a CBF encaminhou manifestação ao ministro Flávio Dino, relator do caso, pedindo providências urgentes diante do fim do prazo da intervenção judicial que afastou dirigentes da FMF.

A CBF lembrou que a intervenção, após Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão, foi de 90 dias e iniciada em agosto de 2025, tendo sido concluída no início deste mês de novembro.

A entidade, que comanda o futebol brasileiro, lembrou que diante dessa indefinição o planejamento do futebol maranhense para 2026 pode ser comprometido. A CBF ressaltou ainda que a FMF corre risco de ter o Campeonato Maranhense de 2026 não reconhecido oficialmente caso não consiga entregar, dentro do prazo, o Regulamento Geral de Competições e os laudos de publicação exigidos.

Por coincidência, na última sexta-feira (14), Flávio Dino fez uma postagem falando sobre futebol, mas nem de longe preocupado com a situação do futebol maranhense. O ministro postou uma camisa do América-RJ que recebeu do senador e tetracampeão mundial, Romário Farias. “Boas lembranças de uma das minhas paixões: o futebol brasileiro”, escreveu Dino.

Se depender da celeridade do ministro Flávio Dino em julgar os processos do Maranhão, como nos dois casos do Tribunal de Contas do Estado, é capaz de terminar 2026 e nada ocorrer.

CARGOS COMISSIONADOS EM ALTA NO GOVERNO FEDERAL

 


Levantamento feito pelo Portal R7, aponta que o número de cargos comissionados no Governo Federal aumentou 57% entre 2019 e o começo deste ano. Os dados são de levantamento exclusivo através da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com a relação repassada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, o número de pessoas em cargos ou funções comissionadas saltou de 31.805 para 50.124.

Na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro já havia ocorrido um aumento, já que foi concluída com 46.259 cargos comissionados. Com o começo do Governo Lula e a criação de novos ministérios, o número subiu para 47.726 em 2023 e para 50.124 este ano.

O órgão que lidera o número de comissionados é o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), com 3,9 mil cargos, seguido do Ministério da Fazenda (2,6 mil cargos), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (1,9 mil cargos cada), Departamento de Polícia Federal (1,8 mil cargos), Ministério da Saúde (1,7 mil), Presidência da República (1,6 mil), Ministério da Agricultura e Pecuária (1,3 mil) e AGU (Advocacia-Geral da União) e Ministério do Trabalho e Emprego (1,2 mil cargos cada)

CARLOS BRANDÃO ENTREGOU ESCOLAS EM BACABAL E DISTRIBUIU TABLET S

O Governo do Maranhão inaugurou, na última sexta-feira (14), duas escolas que foram completamente reformadas no município de Bacabal e agora oferecem melhores condições para o ensino e a aprendizagem dos estudantes na região. A primeira obra entregue foi a do Centro de Ensino Arimathea Cysne, na Avenida Barão do Rio Branco, no Centro. Em seguida, a comunidade recebeu o Centro de Ensino Estado do Ceará, na Rua Magalhães de Almeida, também no Centro.

A agenda direcionada para a promoção da educação também contou com o Festival Conecta Bacabal, realizado no Estádio Merecão, que foi marcado pelo início da entrega de 8.855 tablets para estudantes de 37 escolas da Unidade Regional de Educação de Bacabal, que integra os municípios de Altamira, Bacabal, Bom Lugar, Brejo de Areia, Conceição do Lago Açu, Lago Verde, Olho D’Água das Cunhas, São Luiz Gonzaga do Maranhão e Vitorino Freire.

A entrega dos tablets faz parte do eixo Tô Conectado, do Programa Educação de Verdade, que, além de dar apoio tecnológico nas atividades pedagógicas, busca fortalecer a segurança alimentar e garantir o deslocamento dos alunos até a escola com os eixos “Refeição de Verdade, para Mentes Brilhantes” e “Transporte de Verdade”, respectivamente.

Presente durante as solenidades, o governador Carlos Brandão destacou o compromisso da gestão estadual em investir na educação como forma de garantir mais oportunidades para os maranhenses e desenvolvimento para o estado. Ele ressaltou que a educação é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento individual e para a transformação social.

Hoje, nós começamos a elevar o nível da educação em Bacabal. Entregamos duas escolas totalmente reformadas, melhorando a estrutura de ensino e aprendizagem para os alunos e os professores. Uma escola nova incentiva os alunos a irem para a sala de aula e estimula também os professores, que trabalham com mais dignidade. Também estamos entregando os tablets para reforçar o estudo em sala de aula e dar condições para que os alunos reforcem o aprendizado em casa. Recentemente, o ministro Camilo Santana [Educação] acompanhou uma destas entregas, que é a maior do tipo no Brasil, e reconheceu o trabalho que o Governo do Maranhão está fazendo para melhorar o futuro dos nossos alunos”, assinalou Brandão.

Segundo o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, as entregas realizadas no município contribuem para a revolução na educação pública maranhense. “Hoje é um momento importante para a cidade de Bacabal, pois com estas entregas o Governo do Maranhão fortalece nosso sistema educacional e garante uma perspectiva de futuro para a nossa cidade, com mais desenvolvimento, que só é possível acontecer com uma educação forte e estruturada”, declarou.

Em Bacabal, também foram entregues óculos do Programa Cuidar dos Olhos.

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO- COP 30- O MARANHÃO QUE O MUNDO COMEÇOU A ENXERGAR


 Por Carlos Brandão

Belém recebeu o mundo, e nós levamos um estado inteiro de projetos, ações e entregas que unem proteção ambiental e desenvolvimento. A COP30 não foi só sobre protocolos e discursos – foi sobre colocar nossa gente no mapa do futuro. E voltamos para São Luís com a certeza de que mostramos ao mundo que é possível crescer com os pés firmes na justiça e as mãos cuidando da terra.

Em cada corredor, em cada encontro, víamos nos olhos das pessoas a surpresa ao conhecer nossa realidade. Não chegamos com teorias. Chegamos com a voz de dona Marimar, de Alto Alegre do Maranhão, que nos disse, com os olhos marejados, que finalmente pode plantar sem medo. Chegamos com a força das mulheres quilombolas, com a sabedoria dos povos originários, com a coragem de quem transforma a terra em esperança.

Como exemplo, lançamos o programa Agentes Ambientais Comunitários. Serão cinco mil bolsas mensais de R$ 300 para fortalecer e valorizar quem cuida da natureza e impulsionar o desenvolvimento sustentável nas comunidades. Um olhar atento e direto para a formação em reflorestamento, agroecologia, conservação da água e do solo.

E não parou por aí. Levamos para o mundo programas como o Terras para Elas, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que garante o direito à terra para mulheres do campo; o Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (Pages), que já recuperou mais de sete mil hectares de floresta com a força da agricultura familiar; e a primeira universidade em território indígena do Brasil, que nasce em terras Arariboia, compondo um programa estadual que une saberes ancestrais e conhecimento acadêmico. Um marco histórico que fez o Maranhão ser citado como exemplo de inovação educacional e proteção cultural.

Com o Porto do Itaqui, mostramos que é possível ser um dos mais eficientes do país e, ao mesmo tempo, o primeiro porto público a ter um plano de descarbonização. Progresso e preservação andando juntos.

E diante de nossas ações de governo, os resultados vieram. Firmamos parcerias que vão mudar a vida de milhares de famílias. São R$ 53 milhões do Fundo Amazônia, via BNDES, para o Paz no Campo – a maior regularização fundiária da nossa história -, projeto já reconhecido e premiado nacionalmente. São 20 mil famílias que vão ter o título do seu chão, em locais que abrangem 85 municípios que compõem a Amazônia Legal Maranhense. É gente que deixa de viver na insegurança para colher frutos de muito planejamento e vontade política.

Também firmamos uma das parcerias tecnológicas mais avançadas da América Latina: o acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e a União Europeia para instalação de cabos submarinos de ultra conectividade. Uma ligação da Europa ao Maranhão, abrindo portas para data centers, inovação, educação digital e saúde conectada. É colocar o Maranhão no mapa do mundo e oportunidades nas mãos da nossa juventude.

Consolidamos ainda um investimento internacional de US$ 100 milhões, com o grupo Mercuria, para restaurar nossas florestas e fomentar a bioeconomia. É dinheiro que se transforma em mudas, em renda, em vida. É o Floresta Viva ganhando asas. Saímos de Belém captando praticamente R$ 900 milhões a serem aplicados em proteção ao meio ambiente, regularização fundiária e desenvolvimento sustentável no Maranhão.

Assim, voltamos da COP30 com a certeza de que o Maranhão vive um momento novo, em que nossas conquistas são reconhecidas, em que nossos programas inspiram outros estados, em que investidores internacionais querem caminhar conosco. Mas, acima de tudo, de que nada disso teria sentido se não estivesse a serviço da nossa gente. Cada título de terra distribuído, cada muda plantada, cada jovem incluído na era digital, cada território indígena fortalecido – tudo isso é sobre pessoas. Sobre esperança. Sobre futuro.

O Maranhão saiu da COP30 maior, mais visto e mais respeitado.
E isso não é mérito de um governo. É mérito de um povo que nunca deixou de acreditar no seu próprio valor

POESIA - POR LERENO NUNES

 

Lá onde os amigos brincame jogam, e empinam os seus suras alados (papagaios) roncando ao movimento do vento. 

Ao Mearim os mururus descem cansados, lentos ao tempo, ultrapasados..

Lá, quando nos encontrarmos aos que já foram nadando, de um lado ao outro da espera, ou mesmo a quem esperamos,  na ponta da trizidela, por Terezinha chamando.

Bacabal, minha rainha, mãe, terra querida. 

És mesma ao tempo que conto nesta saudade escondida!

Lereno Nunes