𝗔 𝗔𝗥𝗧𝗘 𝗣𝗢É𝗧𝗜𝗖𝗔 𝗗𝗘 𝗟𝗘𝗢𝗡𝗔𝗥𝗗𝗢 𝗕𝗔𝗦𝗧𝗜Ã𝗢
Eu também plantei saudade
Numa pequena panela
Só de quinze em quinze dias
É que eu botava água nela
Pr’ela não crescer demais
E matar quem cuidava dela
Eu não adivinho a morte
Porque deus não quer assim
Mas as doenças que eu sinto
E as “dor” que se arrancha em mim
Dá pra perceber que a vida
Tá muito perto do fim
Na mocidade eu não pude
Vencer os planos que fiz
A velhice acompanhou
Já fez de mim o que quis
Com tanta velocidade
Que deixou a mocidade
Numa distância infeliz
Quem já passou dos sessenta
Do seu futuro tem medo
Que o tempo anda mais vexado
Pra chegar no fim mais cedo
Depois do fim é a morte
Depois da morte é segredo
No dia que eu morrer
A minha vida se encerra
Vou prestar conta a Jesus
Único juiz que não erra
E pagar pelos pecados
Que fiz em cima da terra
Leonardo Bastião "Poeta de Itapetim-PE"


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