terça-feira, 12 de maio de 2026

POESIA - ONTEM - ABEL CARVALHO

ONTEM


É claro que não vivo os teus sonhos

Seria heresia

É claro que não sonho contigo todas as noites

Só algumas

Ontem sonhei contigo

Mesmo sem querer...

És bela

És tempo

És fim...

Onde estavas ontem?

Sei! Longe se mim...

Onde estás agora?

Aqui...

Longe de mim.

Queria te ter toda hora

Assim...

Um dia

Dois

Uma hora

Um momento sem fim

Outrora?

Muito antigo!

Não és assim...

Um passo

Um conto

Um terço

Um dia sem fim.

Uma hora

Eu ébrio

Teus olhos em mim..

O que sou?

Um homem...

Um dia longo e sem fim.

És hora

És tempo

És tudo enfim

Hoje....

Dois dias...

Tu em mim.

Tão pouco tempo

Um dia assim.

És cor

Sabor

Fulgor

Manhã de mim...

O quanto eu quero?

Não te digo...

Tenta adivinhar.


Abel Carvalho



segunda-feira, 11 de maio de 2026

ORLEANS BRANDÃO PARTICIPOU DE EVENTOS EM HOMENAGEM AS MÃES

O pré-candidato a governador Orleans Brandão participou das homenagens às mães de São Luís, neste fim de semana, em programações festivas promovidas pelos vereadores Edson Gaguinho, na Cidade Olímpica; Astro de Ogum, na Vila Palmeira; e Thay Evangelista, no São Francisco. Em todos os eventos, foi recebido calorosamente pelas mães e reafirmou o compromisso de continuar trabalhando em parceria com os representantes das comunidades, para desenvolver a capital maranhense e melhorar a vida das pessoas.

“Muito feliz pela acolhida calorosa e carinhosa que tenho recebido em todas as comunidades de São Luís. Nossos vereadores nos ajudam a cuidar das pessoas através de obras e ações, e vamos seguir assim, trabalhando em parceria para desenvolver a nossa capital e melhorar a vida das pessoas. E é com esse espírito que participamos das homenagens às mães, reafirmando nosso compromisso de continuar trabalhando por todas as famílias”, destacou Orleans Brandão.

Ao reunir centenas de mães na Cidade Olímpica, o vereador Edson Gaguinho fez questão de reconhecer o apoio que tem recebido do Governo do Estado, essencial para a manutenção das ações de assistência à saúde oferecidas à comunidade. “Existem pessoas que respeitam o povo e nos ajudam a cuidar das pessoas. Por isso o meu pré-candidato a governador é Orleans Brandão, que conhece o Maranhão como ninguém e junto com o governador Carlos Brandão tem sido nosso parceiro em todas as ocasiões, atendendo a nossa população”, ressaltou o vereador.

As mães receberam Orleans com muito carinho também no Parque Folclórico da Vila Palmeira, onde foram homenageadas pelo vereador Astro de Ogum. E no São Francisco, o deputado Neto Evangelista e a vereadora Thay Evangelista mantiveram a tradição de festejar o Dia das Mães com show musical reunindo centenas de pessoas

TORTURADORA DE DOMÉSTICA TEM HABEAS CORPUS NEGADO

 

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica no dia 17 de abril, juntamente com o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, teve sua prisão domiciliar negada e seguirá presa na Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) em São Luís (MA).

A defesa de Carolina Sthela fez um pedido para reverter a prisão preventiva em domiciliar, alegando que a empresária estaria grávida, mas o pedido foi negado pelo Poder Judiciário.

Além disso, na audiência de custódia realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís, foi mantida tanto a prisão da empresária, quanto do policial militar.

Outra informação importante é que a perícia feita sobre os áudios que foram divulgados e atribuídos a Carolina Sthela foi concluída, confirmando em 100% que a voz era de fato da empresária

DUSPENSA LEI DA DOSIMETRIA

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no último  sábado (09), decidiu suspender a Lei da Dosimetria, promulgada na última sexta-feira (08) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Moraes decidiu pela suspensão após diferentes defesas apresentarem pedidos ao STF para que seus clientes fossem beneficiados pela Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro quer primeiro um posicionamento do STF para saber se a nova lei respeita as regras da Constituição Federal.

Vale lembrar que o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei da dosimetria no fim de 2025. A medida foi vetada na íntegra pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, mas os parlamentares derrubaram o veto.

É preciso um tempo para saber se a decisão de Moraes não abrirá uma nova contenda entre o STF e o Congresso Nacional

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO ' A TODAS AS MAES DO MARANHÃO


Por Carlos Brandão

Hoje é um dia muito especial. E poder estar ao lado da minha esposa, Larissa; da minha filha, Lethicia; e da minha mãe, Heloísa, é um privilégio pelo qual agradeço a Deus.

Três mulheres fortes, determinadas, mães carinhosas, que colocam paixão em tudo o que fazem. Referências para os filhos e bases que me equilibram diante do desafio de governar um estado tão diverso.

Nos momentos mais difíceis, estão sempre prontas para oferecer uma palavra de apoio. Nos momentos mais felizes, o sorriso delas é o que me faz sentir orgulho pelos acertos. Por tudo isso, sou só gratidão.

E talvez seja justamente convivendo com elas que eu consiga perceber, ainda mais de perto, a força das mães maranhenses. Em todas as regiões do estado, encontro histórias que impressionam.

Mulheres que trabalham o dia inteiro, cuidam da casa, acompanham os filhos e seguem enfrentando as dificuldades da vida sem perder a esperança. Muitas vezes, fazem tudo isso de forma silenciosa, sem reconhecimento, mas sustentando suas famílias com coragem e dignidade.

Desde 2022, nosso governo tem fortalecido o cuidado com as mães por meio de ações concretas. O programa Cheque Cesta Básica ajuda a reforçar a alimentação saudável e a garantir mais tranquilidade às gestantes; o Maranhão Acolhe entrega kits de enxoval completos a mães em situação de vulnerabilidade social; o fortalecimento de maternidades, como a Maternidade Benedito Leite, em São Luís, garante atendimento humanizado e de alta complexidade às maranhenses; e o Maranhão Livre da Fome tem sido um apoio fundamental a milhares de mães maranhenses.

Mas não vou me ater a enumerar ações. Até porque sempre acreditei que a política, em sua forma mais nobre, deve, mais do que qualquer coisa, aprender com as mães. Afinal, elas possuem uma sabedoria que não se ensina nos livros: a capacidade de enxergar o futuro no presente, de repartir o pouco para que ninguém sinta falta e de manter a fé mesmo quando o horizonte parece nublado.

Boa parte dos valores que carregamos ao longo da vida começa justamente dentro de casa, na direção que recebemos.

Aliás, quando presencio os ensinamentos que minha esposa transmite aos nossos filhos – e que agora a minha filha está formando para a minha neta -, e me lembro daquilo que aprendi com a minha mãe, procuro transformar tudo isso em ações que cheguem a quem mais precisa, com um olhar humano e atento às necessidades, como o de uma mãe que zela pelos seus.

Sei também que, para muitos, este domingo traz uma saudade que aperta o peito, pelas mães que já cumpriram a sua missão na Terra. Elas partiram, é verdade, mas o amor que semearam é imortal. Por isso, sempre serão celebradas.

Neste Dia das Mães, meu abraço é para todas as mães maranhenses, de nascimento ou de coração. Saibam que o Maranhão se orgulha de cada uma de vocês. Vocês são o nosso maior patrimônio, a nossa inspiração diária e a prova viva de que o amor é capaz de transformar realidades.

Feliz Dia das Mães

POESIA - NO MUNDO HÁ MUITAS ARMADILHAS - FERREIRA GULLAR

 


NO MUNDO HÁ MUITAS ARMADILHAS 

No mundo há muitas armadilhas

e o que é armadilha pode ser refúgio

e o que é refúgio pode ser armadilha


Tua janela por exemplo

aberta para o céu

e uma estrela a te dizer que o homem é nada

ou a manhã espumando na praia

a bater antes de Cabral, antes de Troia

(há quatro séculos Tomás Bequimão

tomou a cidade, criou uma milícia popular

e depois foi traído, preso, enforcado)


No mundo há muitas armadilhas

e muitas bocas a te dizer

que a vida é pouca

que a vida é louca

E por que não a Bomba? te perguntam.

Por que não a Bomba para acabar com tudo, já que a vida é louca?

Ferreira Gullar 

domingo, 10 de maio de 2026

FELIZ DIA DAS MÃES - HOMENAGEM DE DR. OTÁVIO PINHO FILHO

 



COLUNA DO ZÉ LOPES - DIA DAS MÃES


Dia das Mães

Dia das Mães é uma data comemorativa realizada todo mês de maio em homenagem a todas as mães. O surgimento dessa data foi uma homenagem a uma ativista do século XIX.

O Dia das Mães é uma das datas comemorativas mais importantes no Brasil. Como o próprio nome sugere, trata-se de uma data que homenageia as mães e que foi estabelecida no Brasil, de maneira oficial, por um decreto emitido pelo presidente Getúlio Vargas. Sua origem moderna remonta aos Estados Unidos, no começo do século XX.

Como veremos, considera-se que o Dia das Mães surgiu nos Estados Unidos, bem no começo do século XX. Apesar disso, os historiadores enxergam algumas semelhanças entre essa data comemorativa e algumas celebrações realizadas na Antiguidade clássica, isto é, na Grécia e Roma antigas.

Não existe uma associação direta entre a celebração moderna e a realizada na Antiguidade, mas os historiadores pontuam-nas em diálogo para demonstrar que festivais em homenagem à figura materna não são uma exclusividade do mundo contemporâneo. Na Grécia, por exemplo, celebrava-se Reia, a mãe dos deuses.

Acesse também: Dia Internacional da Mulher – como surgiu e qual a sua importância?

Ativismo de Ann Jarvis

O Dia das Mães, enquanto data comemorativa, surgiu na primeira década do século XX, sendo criado por Anna Jarvis, cujo intento era homenagear a sua mãe, Ann Jarvis, conhecida por realizar trabalho social com outras mães, sobretudo no período da Guerra Civil Americana.

Ann Jarvis, que frequentava uma igreja metodista, dedicou sua vida ao ativismo social. Ela o iniciou promovendo ações que possibilitaram a melhoria das condições sanitárias de sua comunidade. Lá ela criou o Mother’s Day Work Clubs, uma instituição voltada para melhorar as condições sanitárias de algumas cidades na Virgínia Ocidental. Nesse trabalho, Ann Jarvis dava assistência às famílias que necessitavam de ajuda, e orientava-as para que elas tivessem boas condições sanitárias, de forma a evitar doenças.

Durante a Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865, Ann Jarvis passou a trabalhar no socorro a soldados feriados, tanto dos confederados quanto daqueles que lutavam pela União. Depois que a guerra terminou, Jarvis criou um clube para que ações fossem tomadas de maneira a garantir o entendimento e o convívio pacífico entre famílias de soldados que lutaram de diferentes lados. Esse clube contou com o envolvimento de outras mães. Juntas elas criaram o Mother’s Friendship Day (Dia das Mães pela Amizade), um dia para celebrar-se a paz.

Surgimento do Dia das Mães

Anna Jarvis, filha de Ann Jarvis, criou o Dia das Mães como forma de homenagear sua mãe, falecida em 1905.

O Dia das Mães foi criado como uma homenagem à vida de Ann Jarvis. O falecimento dela, em 9 de maio de 1905, afetou bastante a sua filha, Anna Jarvis. Anos depois, ela decidiu criar uma data comemorativa para homenagear a sua mãe. O trabalho de Anna Jarvis fez com que um memorial em homenagem a ela fosse realizado em maio de 1908 — esse foi o primeiro Dia das Mães.

Anna Jarvis engajou-se para que o Dia das Mães se convertesse permanentemente em uma data comemorativa nos Estados Unidos. Nesse sentido, ela contou com o apoio de um comerciante chamado John Wanamaker.

Ainda nesse ano, Elmer Burkett, um senador do Nebraska, levou a proposta para o Senado norte-americano, mas ela não foi aprovada. Mesmo assim, a comemoração em homenagem às mães espalhou-se pelos Estados Unidos. A partir de 1909, Anna Jarvis dedicou-se inteiramente a sua missão de conseguir a oficialização do Dia das Mães.

Em 1910, o estado que sua mãe atuou como ativista, a Virgínia Ocidental, tornou o Dia das Mães oficial. Dois anos depois, em 1914, o Congresso norte-americano estabeleceu o segundo domingo de maio como o data para a celebração, e a medida foi ratificada pelo então presidente do país, Woodrow Wilson. A data foi criada exatamente como forma de homenagear todas as mães.

Dia das mães no Brasil

A popularização dessa data nos Estados Unidos fez com que ela eventualmente chegasse ao Brasil. Os historiadores falam que a primeira celebração do tipo aconteceu aqui em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Essa primeira vez foi promovida pela Associação Cristã dos Moços do Rio Grande do Sul.

O Dia das Mães foi oficializado no Brasil na década de 1930, quando o presidente Getúlio Vargas emitiu o Decreto nº 21.366, em 5 de maio de 1932. Por meio desse documento, determinou-se o segundo domingo de maio como momento para comemorar os “sentimentos e virtudes” do amor materno.

Essa data foi uma conquista realizada por influência do movimento feminista brasileiro, que estava em crescimento. Outra conquista importante na época foi o sufrágio universal feminino, decretado também em 1932.

Comercialização do Dia das Mães

Com a oficialização da data, ela se popularizou mais ainda nos Estados Unidos. Entretanto, Anna Jarvis tornou-se crítica ao Dia das Mães por conta da sua comercialização. O intuito dela era que a data fosse algo voltado para a questão sentimental e que, portanto, não fosse explorada como momento para obter-se lucro. Ela criticava bastante a venda de cartões feitos para a data, pois considerava que quem os comprava era preguiçoso demais para fazer uma dedicatória escrita à mão.

Aqui no Brasil a situação não foi diferente. Uma vez criada a data comemorativa, a prática de celebrar o Dia das Mães foi crescendo e tornou-se uma das celebrações mais importantes do ano. Atualmente, o Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro, ficando atrás apenas do Natal.

Dia das mães no mundo

O Dia das Mães brasileiro seguiu a tradição instituída nos Estados Unidos, e a comemoração, como mencionado, é realizada no segundo domingo do mês de maio. Outros países no mundo, como  Dinamarca, Alemanha, Austrália, Malásia e Uruguai, também celebram-no nessa data.

Entretanto, nem todos os países seguem a tradição norte-americana e, portanto, comemoram o Dia das Mães em outra data. A Rússia e a Sérvia, por exemplo, comemoram-no no dia 8 de março; a Noruega, no segundo domingo de fevereiro; o Líbano, no início da primavera no Hemisfério Norte (21 de março); e a Argentina, no terceiro domingo de outubro.

Percebemos, portanto, que cada país realiza a celebração no momento que acha apropriado. O importante é que essa figura tão importante na vida de todos seja homenageada da forma que merece, independentemente da data.

Zé Lopes 

DIAGNOSE - PARTO NORMAL E CESÁREA - FELIZ DIA DAS MÃES

O parto pode ocorrer de duas formas, que são o parto normal, que é considerada a única forma natural para dar à luz em que o bebê nasce passando pelo canal vaginal, e o parto por cesárea, que consiste em uma cirurgia realizada no hospital em que o obstetra faz um corte na região abdominal para permitir o nascimento do bebê. 

O parto normal tem um tempo de recuperação mais rápido, o risco de infecção da mãe é menor e o bebê também tem menos risco de apresentar problemas respiratórios. No entanto, a cesariana pode ser a melhor opção quando existe risco de complicações para a mulher ou o bebê, como diabetes gestacional, ou situações emergenciais, como ruptura uterina ou infecção da placenta, por exemplo. 

A escolha do tipo de parto deve sempre ser orientada pelo obstetra, levando em consideração o desejo da mulher, assim como o estado geral de saúde da mãe e do bebê, além dos riscos relacionados com cada tipo de procedimento. 

Diferenças entre parto normal e cesárea

O parto normal e a cesárea variam entre si relativamente ao trabalho de parto e ao período pós-parto. Por isso, veja na tabela a seguir as principais diferenças entres os dois tipos de parto:

Parto normal: -:É natural

Cesárea -;É uma cirurgia

Parto normal - Indicado em todas as situações, desde que a gravidez não seja de risco

Cesárea - Indicada principalmente quando a gravidez é de risco e há maior chance de complicação para a mãe e/ou para o bebê

Parto normal -;Não se sabe com exatidão quando vai ocorrer

Cesárea - Normalmente, é programada, exceto nos casos de emergência médica

Parto normal -:Com ou sem anestesia

Cesárea - Com anestesia

Parto normal - O trabalho de parto pode causar dor antes e/ou durante o parto

Cesárea - Não tem dor durante o parto

Parto normal - Recuperação mais rápida após o parto

Cesárea - Recuperação mais lenta

Parto normal - Menor tempo de hospitalização, que geralmente é de 1 dia

Cesárea - Maior tempo de hospitalização, que geralmente é de 2 ou mais dias

Parto normal - Menor dor no pós-parto, caso não seja realizada a episiotomia

Cesárea - Maior dor no pós-parto

Parto normal  - Sem cicatriz

Cesárea -;Com cicatriz, que pode ser mais ou menos visível de acordo com o tamanho do corte e processo de cicatrização

Parto normal - Menor risco de infecções ou complicações no pós parto

Cesárea -;Maior risco de infecções ou complicações no pós parto

Parto normal - O útero volta ao tamanho normal mais rápido

Cesárea -;O útero demora mais para voltar ao tamanho normal

Parto normal - Menor risco de doenças respiratórias no bebê

Cesárea - Maior risco de doenças respiratórias no bebê

Parto normal -O bebê tem contato com as bactérias boas existentes no canal vaginal que fortalecem seu sistema imunológico

Cesárea ,- O bebê não tem contato com as bactérias boas existentes no canal vaginal 

Além disso, nos casos de parto normal, como a mulher não sente tanta dor pós-parto como na cesárea, pode ter mais facilidade para os cuidados com o bebê. No entanto, mulheres que necessitam de episiotomia durante o parto normal, podem sentir dor pós operatória, assim como nos casos de cesárea. Entenda o que é a episiotomia e quando é indicada. 

A mulher pode não sentir dor durante o parto normal caso receba anestesia peridural, que é um tipo de anestesia que é dada no fundo das costas para que a mulher não sinta dor durante o trabalho de parto e que não prejudica o bebê. Saiba mais a anestesia peridural, quando é indicada e como é feita.

Quando a cesárea pode ser indicada

A cesárea pode ser programada pelo obstetra com antecedência mesmo que não existam complicações ou risco para a mãe ou para o bebê, desde que seja o desejo da mulher. No entanto, a realização da cesárea pode ser indicada quando a mulher possui diabetes gestacional ou trabalho de parto prolongado e sem dilatação completa, mas também pode ser feito em situações emergenciais como eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, ruptura uterina ou infecção da placenta, por exemplo. 

Além disso, outras situações que têm indicações absolutas de parto cesárea são doenças renais crônicas ou doenças pulmonares. Nesses casos, ainda que os pais queiram um parto normal, a cesariana é a opção mais segura, sendo recomendada pelos médicos. Veja outras situações em que a cesárea é indicada.


COLUNA DO DR.ERIVELTON LAGO - A INOCÊNCIA E A ENCHENTE DO MEARI

 


A INOCÊNCIA E A ENCHENTE DO MEARIM

Em 1964, eu tinha apenas sete anos de idade. Morava no bairro da Trizidela, na cidade de Bacabal, quando o rio Mearim resolveu mostrar a força da natureza e invadiu as casas humildes daquele bairro tão sofrido quanto humano.

A enchente levou muita coisa. Perdemos camas, colchões, roupas e objetos simples que, para famílias pobres, tinham um valor imenso. Naquele tempo, quase ninguém possuía luxo algum. Não havia fogão a gás dentro de casa. Rádio era artigo raro. Televisão era um imaginário. Algo ainda do outro mundo. Rádio e radiola quem tinha era o nosso vizinho Preto Oito. Lá em casa a vida era feita de necessidade, improviso e esperança, mas era muito boa. Não sei explicar porque. 

As famílias foram evacuadas às pressas da beira do rio para outros locais mais seguros. E foi então que comecei a assistir uma das cenas mais fortes da minha infância: a solidariedade humana. 

Chegavam pessoas trazendo arroz, macarrão, farinha, café, açúcar, roupas usadas e sardinhas enlatadas. Vinham donativos das boas almas da cidade, das igrejas, dos vizinhos e até dos políticos. Havia uma corrente silenciosa de humanidade percorrendo as ruas alagadas da Trizidela.

Minha mãe chorava muito. Eu me lembro dela aflita, angustiada, reclamando da situação, preocupada com o futuro dos filhos e, ao mesmo tempo, agradecendo a Deus por cada ajuda recebida. Naquele momento, ela carregava o peso da responsabilidade de uma mãe pobre diante da tragédia. Mas não me lembro de nenhum menino chorando, só brincando.

Mas eu era apenas uma criança. Eu não entendia o drama dos adultos. Não compreendia o significado da perda, da humilhação, do medo ou da insegurança. Enquanto os mais velhos sofriam, eu brincava com meus colegas pelas ruas molhadas, observando o movimento das pessoas e achando tudo aquilo uma espécie de aventura.

Para mim, era divertido ganhar brinquedos usados, roupas diferentes e comida distribuída pelas pessoas. A tragédia dos adultos, vista pelos olhos de uma criança, às vezes se transformava numa curiosa festa da sobrevivência.

Hoje, olhando para trás, compreendo finalmente as lágrimas da minha mãe. A infância possui um poder extraordinário: ela protege a alma da criança contra o peso completo da realidade. A inocência funciona como uma espécie de escudo invisível que impede o coração infantil de sentir toda a dureza do mundo.

Talvez por isso a inocência seja uma das coisas mais belas da vida. O adulto calcula, teme, sofre, perde o sono e antecipa desgraças. A criança apenas vive o instante. Ela encontra alegria onde o adulto vê tragédia. Ela brinca onde o adulto chora. Ela sorri no meio da enchente sem perceber que a mãe está tentando esconder o desespero atrás de uma oração.

Com o passar dos anos, percebi que aquela enchente não inundou apenas casas. Ela revelou o melhor e o pior da condição humana: a pobreza, o sofrimento, a desigualdade, mas também a compaixão, a caridade e a capacidade das pessoas simples de dividirem o pouco que possuem. 

Ainda hoje, quando lembro do rio Mearim cheio, das águas entrando nas casas da Trizidela e da minha mãe chorando enquanto agradecia por dois quilos de arroz, entendo que a vida é feita dessas contradições profundas. A dor dos adultos. A inocência das crianças. A solidariedade das pessoas de bom coração. Talvez seja exatamente isso que mantém o mundo de pé até hoje.

Erivelton Lago – advogado criminalista, cronista, escritor, músico, cantor compositor e professor