sexta-feira, 19 de setembro de 2025

RACEMA VALE DESTACA AÇÕES DO GOVERNO CARLOS BRANDAO

 

Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) na tarde de ontem,  quinta-feira (18), a presidente da Casa, deputada Iracema Vale (PSB), destacou iniciativas do Governo do Estado que vêm impactando diretamente a vida da população, como o Programa Maranhão Livre da Fome, o Programa Mais Asfalto e os investimentos na Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Iracema ressaltou a importância do Maranhão Livre da Fome, programa que garante segurança alimentar às famílias em situação de vulnerabilidade. A parlamentar citou a entrega de mais de 600 cartões em Barreirinhas, oportunidade em que pôde presenciar a alegria da população beneficiada.

Recebi muitos vídeos de pessoas mostrando que conseguiram reforçar a alimentação das crianças. Esse incentivo tem sido muito bem-vindo, especialmente para as famílias mais carentes”, afirmou.

A presidente da Alema também agradeceu ao governador Carlos Brandão pelo Programa Mais Asfalto, que está em execução em diversos municípios da região dos Lençóis.

O programa chegou a Barreirinhas, Urbano Santos, Belágua e São Benedito do Rio Preto, transformando a realidade dessas cidades. O governador está a todo vapor, trabalhando em várias regiões do Estado”, destacou.

Outro ponto enfatizado por Iracema Vale foi o fortalecimento do ensino superior no Maranhão. Ela parabenizou o Governo pela entrega da nova estrutura da Uema, que já garante oportunidades concretas a estudantes oriundos da rede pública.

Dois jovens que estudaram em escola pública me ligaram radiantes por terem conquistado vagas em Medicina. Essa iniciativa do governador, em parceria com a Assembleia, de reservar 50% das vagas para alunos da rede pública, é um feito histórico e merece ser valorizado”, ressaltou.

Ao final, a chefe do Parlamento Estadual reafirmou a relevância das políticas implementadas pelo Executivo.

Esse é um gesto de compromisso com o povo. É oferecer ensino superior de qualidade, com estrutura belíssima, comparável às melhores universidades particulares, e acessível a quem mais precisa. Parabéns ao governador Carlos Brandão pelo brilhante trabalho em favor da população maranhense”, concluiu.

COM A PALAVRA- A FORCA DO TÁ - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 


A FORÇA DO "TÁ"!

    Lendo um texto de um amigo querido, ao ser provocado, para tecer uma crítica à sua nova obra, deparei-me com a familiar forma "TÁ", persistente e tão sorridente, a me chamar às origens. E, aí, encontrei a deixa, a me fazer ir em busca de maravilhosas estruturas, que me marcaram a infância / adolescência na Baixada maranhense. Estruturas, que, para os autênticos baixadeiros, tão distantes e saudosistas, muitas vezes, ainda "escapolem" e vão se fazendo presentes. Não surpreendem nem se tornam estranhas. Pelo contrário, satisfazem "o pensar alto", de quem se permitia "se achar, ser o que a folhinha não marcava, ser o lindão, ser a última bolacha do pacote" e que, para isso, empregava "Tá se achano, tá nos pano, tá na crista da onda". E, se fosse um pouquinho mais ousado, apelava a "tá facinho, tá só safadeza, tá no viço, tá na vala, tá na vida". E, se se fechasse em copas, a dureza e a insensibilidade do sentir vinham. "Tá cum um coração de pedra, tá um coração de gelo, tá na rua da amargura".

     E, nessa perspectiva, íamos colecionando "TÁS". Assim, o encontrar um amigo magro se traduzia em "tá só urelha, tá só couro e osso, tá só o curéu, tá só o talo, tá só a titela, tá só o cambito, tá cumeno vento, tá passano fome, tá sumino". E, na inversão do peso, choviam elogios. "Tá bunito, tá sadio, tá passano beim, tá de bucho cheio, tá rico". Era como se "a miséria e a fartura" fossem se concretizando com a mesma gana. Esta, com euforia; aquela, com comiseração. 

    E o desfile continuava a se fazer. A ira e a danação se enfeixavam em uma aliança perfeita. "Tá cum sangue no ôlho, tá impussívi, tá de ovo virado, tá pintano o sete, tá com o dhiabo no côro, tá ispritado, tá indemonhado, tá virado no cão".

   O ingênuo e o descompensado se identificavam, no mesmo compasso. "Tá com cara de nhô zé, tá de ovo virado, tá de miolo mole, tá chiladinho, tá zorongo, tá muchinho da silva, tá tanso, tá no mundo da lua, tá biruta, tá lelé da cuca". 

     "A belezura", também, não se fazia de rogada e se insinuava em cândidas sentenças. "Tá na flor da idade, tá um pedaço de mau caminho, tá chêrano a leite". Mas, de verdade, o menosprezo vinha forte. "Tá cum o rei na barriga, tá mais liso que peixe de água doce, tá mintino de cara limpa, tá faltando com a verdade, tá sortano cachorro cum linguiça, tá contano lorota". 

     Já "a desboniteza" se fazia cruel, a se utilizar de uma máxima assustadora e açoitante. "Tá o cão chupano manga". E a ambiguidade dançava entre o reprovável e o aceitável. Ficava ao gosto do freguês. "Tá a cara dum e fucinho dôto ou tá cuspido e iscarrado o tio". Torcíamos para "a simpatia" do tio. Misericórdia!

     Para não esquecer, uma sentença, tão significativa e espetacular, se traduzia no desprezo, no tanto fazia, no não ligava, no cúmulo da indiferença. "Tá cagano e andano pra tu!"

     E, nessa sequência de TÁS, a gradação se tornava vibrante, a narrar o infortúnio e a graça eterna de um indivíduo. "Tá no istaleiro, tá disinganado, tá só esperano a hora, tá na hora da morte, tá incumendado, tá na pedra, tá morto e interrado, tá morando com Deus!" Cruzincredo! "Tá repreendido!"


          Zé Carlos Gonçalves

POESIA - FUTURO DO PRESENTE - POR ZÉ LOPES

 


FUTURO DO PRESENTE

As vezes

O que se achava amor

Se apresenta como um Punhal

E age em forma de dor

Como fardos de cerveja

Ou garrafas de vinho

A anestesiar o corpo

Entorpecer a mente

E alimentar o ego

Com petiscos e carnes

 Frutas e grãos. 

Quão desastrosa

É  a desventura 

De não ser entendido.

Palavras vãs 

Conselhos vãos

Os dias vão 

E a vida vai

Veloz e fugaz

A marcar com seu grafite 

O espaço da tinta

Que ora pinta o nada

Bem ali diante dos olhos. 

Nada de concreto peço 

E o abstrato sem trato

É ignorado.

O passado espera no futuro

O fruto do presente

E as linhas convergem ao mesmo ponto.

Como festas contínuas

E orgias no Palácio de Eros

A comida estragada 

A bebida vencida

A roupa esquecida

E eu varrendo esse chão de inutilidades

Tentando salvar um pouco

Do muito que jogastes fora.


Zé Lopes

SEXTOU COM MUÇÃO

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

ACOES DO PROGRAMA MARANHÃO LIVRE DA FOME SAO AMPLIADOS PELA ALEMA

 

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão de ontem,  quarta-feira (17), o Projeto de Lei 410/2025, que amplia os benefícios do programa ‘Maranhão Livre da Fome’, iniciativa do governo estadual voltada ao combate à pobreza e à insegurança alimentar.

Com a nova proposta, os beneficiários do programa poderão receber até R$ 300 extras, em parcela única, obedecendo alguns critérios como conclusão de cursos de capacitação profissional e acompanhamento da saúde.

As famílias que tiverem um integrante que concluir um curso de capacitação ofertado dentro do programa terão direito a receber R$ 200, em parcela única. Já as famílias que realizarem check-up completo de saúde receberão R$ 100 adicionais.

Compõe o check-up acompanhamento médico e nutricional de cada criança pela Atenção Primária; atualização da caderneta de vacinação, conforme o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde; atendimento pré-natal das gestantes; e acompanhamento de saúde dos demais membros da família, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência, doenças crônicas e grupos prioritários.

Vale lembrar que os valores pagos não serão computados para fins de cálculo da renda per capita mensal (atualmente fixada em R$ 218,00), o que garante que os beneficiários continuem dentro dos critérios do programa, mesmo após o recebimento do bônus.

Criado pela Lei 12.502/2025, o programa Maranhão Livre da Fome objetiva reduzir a pobreza, combater a insegurança alimentar e quebrar o ciclo de reprodução da pobreza entre gerações.

A proposta do governo é oferecer mais do que assistência emergencial. O programa visa promover a autonomia das famílias por meio de incentivos à educação, qualificação profissional e cuidados com a saúde.

Segundo o governador Carlos Brandão, as mudanças estão alinhadas com os princípios da eficiência administrativa e refletem o compromisso com a melhoria da qualidade de vida da população maranhense, otimizando o uso dos recursos públicos e ampliando o alcance social do programa.

REGIME DE URGENCIA DA ANISTIA - COMO VOTOU A BANCADA MARANHENSE

A Câmara Federal aprovou requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa

O placar foi de 311 a favor, 163 contra e sete abstenções. Apesar da aprovação da urgência, ainda não se sabe qual texto será levado ao Plenário da Câmara Federal e, por esse motivo, não se sabe o projeto de anistia incluirá o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.

A maioria da Bancada Federal do Maranhão votou favorável a urgência, já que nove deputados votaram sim – Allan Garcês (PP), Aluisio Mendes (Republicanos), Detinha (PL), Josimar de Maranhãozinho (PL), Pedro Lucas (União), Josivaldo JP (PSD), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (PRD) e Pastor Gil (PL), enquanto que sete votaram não – Duarte Júnior (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Juscelino Filho (União), Amanda Gentil (PP), Fábio Macedo (Podemos), Hildo Rocha (MDB) e Rubens Júnior (PT). Além disso, Cleber Verde (MDB) se absteve e Márcio Honaiser (PDT) estava ausente.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve indicar um relator, o nome mais cotado é de Paulinho da Força (SD-SP), para construir uma proposta que seja considerada moderada. A expectativa é que o projeto seja votado no início de outubro

NADA É TAO RUIM QUE NAO POSSA FICAR PIOR - BOLSONARO DIAGNOSTICADO COM CANCER DE PELE

 

Depois de ser internado com uma crise de soluço e queda de pressão, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu alta hospitalar na tarde de ontem,  quarta-feira (16), mas recebeu o diagnóstico que está com câncer de pele.

De acordo com o médico particular de Bolsonaro, Cláudio Birolini, duas das sete lesões suspeitas na pele de Bolsonaro indicaram positivo para a doença. O médico disse que o câncer é intermediário e que o tipo de pele do ex-presidente está suscetível a este tipo de doença, que a princípio não tem tratamento. Assim, será necessário que Bolsonaro passe por avaliação periódica.

Recebemos o laudo das lesões de pele retiradas no domingo. Oito lesões. Das sete lesões suspeitas para câncer de pele, duas vieram positivas para um tipo de tumor que é carcinoma de células escamosas”, disse.

Após receber alta hospitalar, Bolsonaro voltou para a prisão domiciliar.

OPINIAO - UM SEIS OU UM NOVE, ONDE NOS LEVARA ESSA ABSURDA EPIDEMIA DE POLARIZAÇÃO - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Vivemos um tempo em que as democracias estão sendo pressionadas por forças internas cada vez mais polarizadas. Em diversas partes do mundo, assiste-se à ascensão de grupos comportamentais e ideológicos antagônicos que não apenas divergem em ideias, mas que se veem como inimigos irreconciliáveis. Essa polarização não se limita a simples discordâncias políticas, ela se manifesta de forma profunda nos comportamentos, nas identidades coletivas e na maneira como os indivíduos se relacionam com os outros.

Essa divisão, que inicialmente pode parecer apenas um sintoma da vitalidade democrática, tem se tornado um risco concreto para a estabilidade social. Quando o diálogo é substituído por hostilidade e o debate público se reduz a ataques e cancelamentos, cria-se um ambiente propício à ruptura institucional. Em minha perspectiva, há um ponto crítico se aproximando. Talvez ele já esteja entre nós. A polarização interna, se não contida, pode se transformar em algo ainda mais perigoso: um conflito externo.

Pode parecer contraditório, mas a história nos mostra que, muitas vezes, a forma encontrada por sociedades altamente tensionadas para aliviar suas crises internas é projetar seus conflitos para fora. Não falo aqui de um simples deslocamento simbólico, mas da possibilidade real de guerras ou confrontos internacionais, motivados em parte pelo desejo (consciente ou não) de unificar um país dividido contra um inimigo comum. Essa estratégia, ainda que velada, já foi utilizada diversas vezes ao longo da história. Temo que estejamos à beira de repetir o mesmo padrão.

Se considerarmos os sinais atuais como o aumento das tensões geopolíticas, a retórica belicista de líderes políticos, os discursos nacionalistas e os conflitos por procuração em diversas regiões do globo, é difícil negar que já nos encontramos em uma espécie de “guerra fria” contemporânea. O problema é que, se não houver uma saída diplomática e racional para essas tensões internas, essa guerra fria poderá evoluir para um confronto mais direto: uma “guerra quente”,  cujas consequências seriam devastadoras.

Não se trata aqui de defender o conflito internacional como solução para crises domésticas, muito pelo contrário. Mas é preciso reconhecer que ignorar a gravidade da polarização interna e sua possível externalização é tão perigoso quanto alimentá-la diretamente. O caminho ideal seria o fortalecimento das instituições democráticas, o incentivo ao diálogo plural e a construção de uma cultura política baseada na escuta e na cooperação.

Enquanto isso não acontece, seguimos caminhando sobre um terreno frágil e instável, muitas vezes pavimentado por aqueles que deveriam garantir justamente o contrário. É o que vimos, por exemplo, na incapacidade de Bolsonaro de se comunicar com decência e se portar como um chefe de Estado. É o que vemos nas decisões do STF, muitas vezes politizadas e partidarizadas, quando deveriam ser puramente jurídicas. É o que se repete no governo de Lula, que marginaliza uma parcela significativa da população em nome de um discurso ideológico. É o que se evidencia na invasão da Ucrânia por Putin, na escalada de violência entre grupos terroristas e as reações de Netanyahu contra o povo palestino. É o que se observa nas atitudes de Trump, ao impor tarifas abusivas contra produtos estrangeiros apenas porque pode e também nos assassinatos de diversos líderes e influenciadores políticos, mortos por radicais de ambos os lados.

Em meio a todo esse cenário de desesperança, tenho uma certeza triste: tudo isso só está acontecendo por uma razão central: a ausência de verdadeiros líderes. Se os tivéssemos, eles saberiam nos guiar por caminhos menos difíceis, menos tortuosos, e mais humanos.

POESIA - FRACASSO - POR PAULO CAMPOS

 


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

DENUNCIA SOBRE EMENDAS DE MARCIO JERRY É lCOBRADA PELO DEPUTADO YGLESIO MOYSES

 

O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) repercutiu, na Assembleia Legislativa, a notícia de que o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) teria beneficiado com Emendas Pix a empresa do próprio filho, Fênix Serviços e Construção Ltda, contratada da  Prefeitura de São José de Ribamar. Com críticas contundentes, Yglésio questionou se o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e que é aliado de Jerry, também vai ser duro na apuração desse caso.

Será que ele [Dino] vai vetar as emendas do deputado Márcio Jerry, que voltaram para pagar recursos para a empresa do filho do deputado Márcio Jerry, que é empregador da esposa do ministro Flávio Dino?”, questionou Yglésio.

O parlamentar também pontuou que os comunistas agem de forma diferente em relação a aliados e não aliados. “Com o comunismo é assim: camaradagem e tudo em casa”, declarou.

Dr. Yglésio ressaltou o valor exorbitante pago à empresa para serviço de capina. “Haja mato em Ribamar. Porque tem muito mato, está gastando dois milhões e meio de capina, recebendo dois milhões e meio das Emendas Pix”, disse.

A denúncia envolvendo o envio do recurso pelo deputado Márcio Jerry em benefício da empresa do filho, Caetano Barroso, foi publicada pelo jornalista Cláudio Humberto, no Diário do Poder, e repercutiu em blogs do Maranhão. Segundo a publicação, Jerry despachou Emenda Pix de R$ 1 milhão em 2023, apenas três meses depois do filho comprar a empresa. E mais: nesse mesmo ano, a Fênix, recebeu R$ 2 milhões, R$ 540 mil acima do aditivo válido até fevereiro de 2024.