domingo, 31 de agosto de 2014

EM VINTE ANOS, UNÍSSONA, NOSSA VOZ SE CALOU



 

          Quando Bacabal vivia a verdadeira cultura, principalmente a musical, anualmente o Lions Club fazia o tão famoso FIC, Festival Intermunicipal da Canção. Com esse frisson, alguns cantores/compositores começaram a mostrar seus trabalhos e liderados pelo jornalista, poeta e compositor Abel Carvalho, seis deles começaram a fazer gravações – totalmente sem qualidade técnica, mas de um enorme valor cultural – e veicular na  recém-instalada Rádio Mirante FM, sob regência do empresário Hidalgo Neto.

 A coisa foi tomando forma e um movimento tomou conta da cidade e nasceu o grupo de pagode “Os Lamas”, presidido por Antônio Carlos e Milton (em memória) e Assis Viola, Perboire  Ribeiro, Zé Lopes, Marco Boa Fé, Marcus Maranhão e Raimundinho, numa roda de “Caninha da Roça” com abacaxi, se dividiram em três duplas e fizeram quatro shows durante um mês, no Skorpions Bar, propriedade de Zé Lago e Rosemary, para angariar dinheiro pra fazer o saudoso “Boi Bacaba”, coordenado por Fran Cruz com direção de Louremar Fernandes. Os shows que aconteciam todas as sextas, deram tão certo que virou febre, superlotando a casa, sempre com fechamento do grupo “Os Lamas”e despertou interesses. Considerado como o principal movimento musical de Bacabal, o “Nossa Voz”  

ganhou asas e com o acentuado vôo, necessitou de uma produção mais apurada, totalmente profissional, foi quando o, na época deputado estadual, Clodomir Filho, com todas as dificuldades, levou para São Luis os artistas  Assis Viola, Perboire Ribeiro, Zé Lopes, Marco Boa Fé, Marcus Maranhão e Raimundinho para a gravação do antológico vinil “Nossa Voz” 

Escreveu Abel Carvalho – Tudo começou com Brasilino Miranda, compondo o que ele mesmo chamava de batucadas, quase sempre em homenagem às musas da época de seu mais fértil destempero poético. As homenageadas eram, invariavelmente Nancy, Dulcinéia, Zenaide, Adelaide e madian, essas três últimas também musas de Vadoca ... Depois disso muitos grandes nomes apareceram , Zé Jardim, Chico das Molas, compositores insofismáveis,  Zeneide e Josa, intérpretes imbatíveis, que, em companhia de outros grandes nomes, realizaram disputas maravilhosas ao longo dos anos em sucessivos Festivais da Música Popular Bacabalense . Mais recentemente novos nomes surgiram, entre eles R. Cavalcante, Beny Carvalho, Galego, o Grupo Regional “Os Lamas”, Otávio Filho, Osvaldino Pinho, Cledy Maciel, Antônio Perboire, Zé Lopes, Raimundinho, Marco Boa Fé, Assis Viola, Marcus Maranhão, Laurindo e muitos outros que proporcionarão novas e maravilhosas disputas nos festivais da MPB sob a regência do mesmo maestro dos anos anteriores, o velho Tchacka.  Isso foi escrito há vinte anos atrás e com o desaparecimento apenas de Laurindo, a música de bacabal continua mesma, nada ou, quase nada, renovou.

Com o sucesso do Vinil “Nossa Voz” e com o poder de organização de Abel Carvalho, o sexteto saiu em busca de novos horizontes e gravou o segundo vinil, o “Nossa Voz II” que conseguiu com que cada um deles, coresse para uma carreira solo. Dois anos mais tarde, com a ausência de Raimundinho, que foi substituído por Davi Faray, o mesmo time  gravou o primeiro CD intitulado de “Nós” e logo em seguida o vinil “Nossa Voz” foi compilado para CD e parou por aí. Várias tentativas de se fazer um novo trabalho com os artistas já foram feitas, mas por vaidade, desconfiança e até por medo de alguns, a voz do “Nossa Voz” silenciou.

O poeta Paulo Campos escreveu: Enquanto existir um só homem, existirá a sua luta, seu sonho, seu ideal. Sentimentos que acrescidos de convicção e garra, tem o poder de tornar realidade., do ilusório ao imaginário. “Nossa Voz” é o primeiro filho nascido da luta de pessoas que acreditam  que lutar é sempre preciso e, romperam as noites, construíram sonhos a procura de um sol maior. Ébrio constante da Mesa de Bar, “Nossa Voz” conta um pouco da história do movimento, da luta incansável, dos momentos de dor e prazer.

Quando anos atrás nos foi dada a árdua tarefa 3e reconstruir o movimento cultural, nós estávamos assumindo um compromisso conosco mesmo e com o nosso povo. Daí então, foram anos e anos de trabalho e dedicação. Superamos os preconceitos, vencemos os desafios e mostramos para aqueles que usam o poder para perseguir e manipular, que ideal se constrói com sonhos, luta. Paixão e vontade.

Que esse disco intitulado “Nossa Voz”, fruto maior do projeto Mesa de Bar, seja um ponto de partida para novas conquistas e que também sirva para uma reflexão mais profunda da nossa própria cultura.

Só que essa reflexão não foi feita e dos sete compositores que viveram aquela época, um morreu e os outros seis, levam a vida misturando música com outros afazeres para a sobrevivência. O certo é que ainda dá para mostrar para todos, que aquele esforço de vinte anos atrás, se não mudou muita coisa a cara da cultura musical bacabalense, pelo menos é lembrada com silêncio.
 
Há um projeto em andamento, encabeçado por Zé Lopes, mas que não teve apoio por parte dos outros componentes, em relançar em CD duplo, os três álbuns.


São vinte anos 

 

 

QAUANDO TUDO É IMPORTANTE



TRABALHANDO INFELIZ

Nesta labuta da vida, nestas andanças sem rumo e sem destino, a gente cresce, estuda, vai se formando e se educando no passar dos tempos e temos de optar por algo muito difícil: vou ser o quê?
O que será o amanhã, como vai se o meu destino? (Que nem aquela música cantada pela Simone).
Ou esta aqui do Raul Seixas: "
Eu devia estar contente, porque eu tenho um emprego, Sou um dito cidadão respeitável E ganho quatro mil cruzeiros por mês, Eu devia agradecer ao Senhor, Por ter tido sucesso na vida
Roceiro-caipira, fazendeiro-pecuarista-agricultor, médico, dentista, engenheiro (em suas múltiplas carreiras), biólogo, astrônomo, psicólogo, farmacêutico e professor (em todos os seus níveis).
O que importaria? O dinheiro ou fazer o que gosta?
Eu perambulei, bati cabeça, sem saber o que queria. Via colegas e amigos de infância ingressando nos cursos pré-vestibulares para estudar medicina, e, se não conseguissem naquela "carreira", veterinária!
Aí, já aparecendo a primeira frustração de quem queria algo mais, onde a veterinária aparecia como segunda opção.
Meus primos, filhos do Tio Ramiro, foram se aventurar no Exército lá no Rio de Janeiro ou Juiz de Fora, outros primos, parentes e conterrâneos, foram estudar no Colégio de Manhuaçu ou no Colégio Evangélico, lá em Presidente Soares.
Saber que existia o Dr. Alberone, filho do Juca Venâncio (não sei se este era o nome dele, mas acho que sim), era um incentivo e tanto! O Juca Venâncio era aquele fazendeirão pelas bandas da Barra Grande, entre Bicuíba e Pirapetinga.
Os pais daquela época não puderam estudar, eram semi ou analfabetos mesmo, sabiam fazer contas e mal assinavam o nome, mas faziam questão de desejar o melhor para seus filhos, não ficar sem futuro nestes rincões esquecidos.Sabiam que com o tempo as coisas iam progredir e não queriam que os filhos tivessem a mesma vida de sacrifícios que tiveram.
Meu sonho, baseado nos amigos de infância e no que os pais queriam para seus filhos, era ser médico, dono do meu topete, sem patrão, sem ninguém superior, dono do meu negócio. Poder, no futuro, e de vez em quando, estar na roça, num sítio, ou como diz naquela música bucólica, ter a minha casinha de sapé!
Mas quis o destino que eu me aventurasse pela vida, que tocasse em frente, buscasse novos horizontes, novos rumos, fosse ou "seja o que Deus quiser"!
Eu não queria estudar, não tinha esta intenção, mas era destacado na escola, primeiro da classe, e meus pais, por iniciativa deles ou aconselhados por alguém, me "obrigaram" a ir para Manhuaçu.
E não fiz feio, era destaque lá também, primeiro lugar em notas gerais, teve um ano que fui o melhor-nota de todo o Colégio.
Fiz o ginásio e no colégio só havia o curso normal ou técnico em contabilidade. No pensamento de meus pais bastava este curso profissional (na época dava boa grana trabalhar como contador). Também era outra coisa que eu não pensava em ser nem em exercer.
Com um colega-amigo de Simonésia, o José Alves Filho (deu sorte - esqueci o apelido de escola dele), colega de sala no Colégio de Manhuaçu, pensei em ser policial militar, cogitei em fazer o teste de esforço, mas não era minha praia, não me realizaria ali, apesar de ver muitos amigos se darem bem na farda militar.
Na Bicuíba, na época de estudante vi o Niltinho (acho que família Epifânio) chegar de um seminário com aquele ar de padre em formação, vindo de um período no Canadá. E a Bicuíba era "pródiga" em exportar talentos mundo afora, o "povo" foi se espalhando para Goiás, Mato Grosso e até no Maranhão e Tocantins.
Para se ter uma ideia, Raul Soares chegou a ter mais de 40.000 habitantes, hoje está com pouco mais de 23.000.
E nestas idas e vindas, depois de formando em Contabilidade, me fiz aportar em Bicuíba e cheguei a dar aulas no Grupo Escolar. Minha mãe arrumou para eu ir para BH, onde meu tio Sebastião Rocha conseguiu um emprego para mim no escritório de uma empresa metalúrgica, a A.E.I. do Brasil, hoje extinta. Ali, tentei melhorar, entrei em cursinho, mas a carga de aulas mais a de trabalho não permitiam ir muito longe e acabei, mais uma vez, desistindo.
Encerrando as atividades desta empresa na cidade industrial de Contagem, perto do Barreiro, voltei pra Raul Soares, onde fui convidado para dar aulas no CERP, colégio estadual de Raul Soares, onde fui professor de Ciências (mereceria um capítulo à parte), Física, Química e Biologia - tive de aprender fazendo, fui professor de mim mesmo para enfrentar o desafio. 4 anos felizes, quando apareceu o PREMEN, um curso de aperfeiçoamento de professores, com bolsa do governo, um ano intenso de aulas, de manhã e de tarde, na Faculdade de Educação no campus da UFMG na Pampulha. Fiquei tão preparado que fiz vestibular para Veterinária na UFMG e passei entre os primeiros 60, na turma do primeiro semestre, e, no embalo, fiz um concurso para a Petrobras, onde só não passei pelo cansaço de estar cursando o PREMEN no mesmo tempo do vestibular para Veterinária  e deste concurso para a Petrobras. Não apresentei o equilíbrio desejável naquela prova de coordenação motora e falei na entrevista final que não queria a vida toda como operador de máquinas, pretendia mais, por estar tentando veterinária. Foi o bastante para ser reprovado, mas não teria muito a ver comigo também.
Na época, peguei o crédito educativo da Caixa e a bolsa-alimentação da Fundação Mendes Pimentel, e, casado, veja que situação!
Insatisfeito, tranquei a matrícula, retornei para Raul Soares, quando um amigo meu do tempo de Manhuaçu, Valadares, colega de sala, soube que eu estava desempregado e mandou me chamar para trabalhar no escritório da Usina Jatiboca. Foram bons 4 anos de serviço. Havia ótimas casas para funcionários, conheci amigos de fé, como Zé Miguel, irmão do Paulo do INPS, e o Antônio Cláudio, irmão do Valadares, Nelson Nunes, Laurinho (filho do Lauro, centroavante de renome no Atlético Mineiro) e outros tantos que fica difícil relacionar um por um. Fui presidente do Jatiboca FC, e consegui, na época, levar o Reinaldo, no auge de sua fama e no seu tempo de seleção brasileira para visitar a Usina.
Não satisfeito na Usina, houve uma mexida e me senti desprestigiado e retomei a Veterinária, indo até o 5º período. Neste meio tempo, o Chafizinho, amigo de carteirinha, me arrumou um emprego no BEMGE, onde fiquei 3 meses, pois havia sido aprovado no concurso do Banco do Brasil (que mereceria mais um capítulo à parte).
Tomando posse no banco lá em Santa Maria do Suaçuí, um dia comentei: o BB é um cemitério de ilusões. E não estava errado: tempos depois chegou uma "leva" de novos funcionários, entre eles médico, advogado, pedagoga, uns 20 funcionários, quase todos com curso superior.
No banco fiquei até me aposentar, mas nunca me senti feliz sendo bancário, aquele negócio de não querer ser empregado, não querer ser chefe, não querer demitir ou punir colegas, tudo aquilo que não combinava comigo.
Às vezes me pergunto: "Me sinto realizado? Faria tudo de novo?" Difícil responder, acho que no fundo ninguém é feliz no que faz, quer sempre mais, e é aí a razão de tudo, nunca estar satisfeito porque somos submetidos toda hora a um desafio novo.
Neste mundo tudo é movido a dinheiro, ninguém quer perder a oportunidade de poder ganhar bem e melhor mesmo que contrarie alguns princípios e alguns ideais. É aquela de que uma porta não se abre duas vezes.
É a explicação que tenho para explicar porque não trabalhar feliz, porque ser profissional autêntico onde a gente se realiza de verdade não é fácil.
Isto tudo aqui foi inspirado em um debate no programa "Encontro com Fátima Bernardes"que assisti dia desses e que me chamou a atenção para o tema.
Comigo foi assim! Eu era feliz e não sabia?!!! Ou sabia e não era feliz!

HISTÓRIA DE BACABAL - DANÇANDO NO VELÓRIO


Seu Lídio Cutrim, já velho e doente, morreu. O corpo foi levado para ser velado no Clube Canecão, que era de sua propriedade. Kalil Trabulsi chegou com alguns músicos, compraram algumas garrafas de cachaça e de conhaque São João da Barra e começaram a beber. Quando o alcool fez efeito e os ânimos se alteraram, Carlinhos fez uma homenagem para Seu Lídio tocando no saxofone a música “Siboney”. Pipira de repente pegou a zabumba, Kalil pegou o pandeiro e Massa Bruta pegou o triangulo começando o maior forrobodó. Nisso já tinham vários casais dançando quando Raimundão, Sobrinho do morto, falou:
 - Gente, isso é um velório, não pode dançar!
Um velho que estava bêbado, rebateu:
- Ora, veja só!!!Seu Lídio não ta reclamando, tu é que vem reclamar!!!
E Raimundão finalizou:
- Já que é assim, então eu vou cobrar na porta.
 -



- Já

FOTOS DO DOMINGO

 
Osvaldino batizando Frank, filho do casal Raimunda e Ribão do Açúcar (em memória)
 
Ribão, Osvaldino, Frank e Raimunda
Osvaldino, Frank e raimunda



FRASE DO DOMINGO



“Droga é como a traição, não é uma condição, é uma escolha”
 
Coronel Marcos Pimentel

sábado, 30 de agosto de 2014

MARINA TIRA DUAS VEZES MAIS DE AÉCIO DO QUE DE DILMA



Marina Silva (PSB) parou de tirar eleitores de Dilma Rousseff (PT), mas continua a sangrar a candidatura de Aécio Neves (PSDB). Nos três últimos levantamentos - MDA, Ibope e Datafolha - a presidente manteve-se estável, com 34% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Marina foi de 28% a 34%.

Ela cresceu às custas, principalmente, do tucano. Antes da morte de Eduardo Campos, Aécio tinha 23%. Agora tem 15%. Perdeu oito pontos diretamente para a candidata do PSB. Além deles, Marina capturou quatro pontos de Dilma, que tinha 38% antes de o jatinho Cessna Citation cair em Santos. O outro ponto veio do Pastor Everaldo (PSC), totalizando 14 pontos a mais para Marina em um intervalo de menos de duas semanas.

Em resumo, Marina fez um buraco duas vezes maior na candidatura de Aécio do que na de Dilma, por enquanto. Mas o estrago é maior do que os pontos perdidos pelo tucano. Ela ameaça inviabilizar a candidatura do PSDB ao mostrar-se uma rival muito mais forte para enfrentar a petista no segundo turno. Aécio está em processo de cristianização.

Nada a ver com referências religiosas, apenas uma reedição do que aconteceu com a candidatura de Cristiano Machado em 1950. O então candidato a presidente do PSD foi abandonado por seu partido no meio da disputa, que passou a apoiar Getúlio Vargas (PTB). Acrescente-se um "B" e a história não é muito diferente. Aécio não perdeu o apoio formal de seu partido, mas está vendo mais de um terço de seu eleitorado virar casaca.

Dilma parece ter batido no seu piso eleitoral: o terço de eleitores formado por uma mistura de petistas históricos e beneficiários de programas federais, principalmente o Bolsa Família. É um núcleo mais duro e difícil de Marina corroer. O problema da presidente é que seu teto está cada vez mais baixo também. Ela pode não perder, mas tem dificuldades para ganhar.

A próxima pesquisa Ibope, que entra em campo neste fim-de-semana, será o tira-teima. Confirmará se Dilma parou de cair e se Marina parou de subir ou se continuará a sangrar Aécio. Se os movimentos de transferência de votos continuarem, a campanha entrará em um novo estágio, com novos cálculos e especulações. A possibilidade de eleição de um turno só voltará à baila, por mais irreal que isso possa parecer.

MARCELO REZENDE AMEAÇA PROCESSAR SILVIO SANTOS POR PLÁGIO



Marcelo Rezende mandou um recado para Silvio Santos durante a edição 'Cidade Alerta' exibida na última sexta-feira (29). O jornalista acusou o apresentador César Filho de estar lhe copiando em um telejornal do SBT.

'O cara está lá no SBT me imitando e o Silvio Santos vai morrer nessa grana', avisou.

Rezende disse que foi alertado por Douglas Tavolaro, vice-presidente do Jornalismo da Barra Funda, sobre a semelhança do apresentador do 'Notícias da Manhã' e ele.

'Estou entrando sossegado na Record, como sempre. Eis que eu cruzo com o nosso Douglas Tavolaro, meu chefe. Ele disse assim: 'Está gravando para outro lugar?' Eu disse: 'Como outro lugar?' Ele: 'Está gravando para outra televisão?' Eu digo: 'Quê?'. E aí ele disse: 'Depois eu te falo'.'

Rezende parou para assistir o telejornal do Anhanguera e viu Filho copiando não só seu estilo de comandar o policialesco, mas também seus bordões.

'Estou em dois lugares ao mesmo tempo. Então, quer dizer, Silvio Santos, pode me pagar. Vou mandar nota fiscal, porque ficam me cobrando aqui, dizem que estou trabalhando lá.'

Ao 'Notícias da TV', César Filho disse que tudo não passou de uma brincadeira do jornalista e que Rezende lhe avisou, por mensagem de texto, que iria lhe devolver as provocações que ele fez no 'Notícias da Manhã'.

'Marcelo é meu amigo, vou sempre à casa dele. Eu o imitei mesmo. Hoje de manhã, falei no ar 'Corta pra mim', 'Bota exclusivo que dá trabalho para fazer', chamei a Patrícia Rocha de 'Comandante Patrícia'. Ele me mandou uma mensagem prometendo devolver. Ele parece bronco, mas é um amor de pessoa', explicou.

 

 

LUXEMBURGO CITA PELÉ, TYSON E VÊ RACISMO CONTRA ARANHA COMO 'IRA MOMENTÂNEA' DE TORCEDORA

 
Luxemburgo cita Pelé, Tyson e vê racismo contra Aranha como 'ira momentânea' de torcedora


Nesta sexta-feira, ontem, após o treino do Flamengo, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi questionado sobre o racismo cometido contra o goleiro Aranha, do Santos, por alguns torcedores do Grêmio, na última quinta, em Porto Alegre. Para o treinador, o caso se trata de "ira momentânea que ultrapassou o limite da educação" e citou Mike Tyson e Pelé para questionar o que seria considerado preconceito ou não.

"Pelé sofreu a vida toda com isso. Eu mesmo o chamei de negão no jogo. Brincando com o Robinho fui processado. Aqui, eu chamo jogador de negão, grito 'marca aqui, negão'. Minha filha é casada com um negro de olhos verdes e nasceu uma menina bonita para caramba. Estão aproveitando a visibilidade do futebol. Tem gay no futebol, falam e aí?", afirmou.

"Eu tenho certeza que aquela menina (chamou Aranha de 'macaco' em imagem flagrada pela ESPN) deve ter alguns amigos negros, que participam e convivem com ela. Era uma ira momentânea que ultrapassou o limite da educação", analisou Luxa.

O técnico citou até o caso de racismo sofrido por Daniel Alves no começo deste ano - um torcedor do Villarreal atirou uma banana no gramado, o lateral brasileiro a pegou e comeu - e a campanha "Somos Todos Macacos".

"Eu não sou macaco. Sou um cidadão, que deve respeitar o outro cidadão. Estão tratando racismo no futebol como se fosse na sua essência", disparou.

"Mike Tyson, que era negro, desestabilizava seu adversário chamando de crioulo, de gay. Aquilo é uma competição e não vejo como racismo. Para mim, é quando você é proibido de entrar em um consultório ou restaurante por ser negro", falou o treinador, que teve um início avassalador pelo Fla no Campeonato Brasileiro.

CYBERBULLYING: DESCUBRA COMO LIDAR COM ESSE TIPO DE AGRESSÃO


Você já deve ter ouvido falar do cyberbullying - violência que ocorre na internet e no celular - ou até mesmo conhecido alguém que tenha sofrido traumas psicológicos com a atitude de agressores virtuais. O que é extremamente grave! Tanto é que pelo Código Penal brasileiro, a vítima pode conseguir respaldo legal no Capítulo V, Dos crimes contra a honra nos artigos de 138 a 145. Isso porque o agressor - muitas vezes, inclusive, sob o anonimato - gera um constrangimento direcionado a determinada pessoa com o objetivo de denegrir a imagem da vítima em questão.

Além disso, recentemente, a Lei 12.737/2012, apelidada de "Lei Carolina Dieckmann", entrou em vigor para tipificar como infrações diversos tipos de agressões que ocorrem no ambiente virtual. Neste caso, estão inclusas ainda punições específicas aos agressores e aos que invadem computadores de terceiros com o objetivo de obter informações privadas - e divulgá-las - sem a autorização da vítima.

Cyberbullying no Brasil e exterior

Segundo pesquisa realizada em 2010 pela ONG SaferNet, para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede, a prática do cyberbullying representa um dos maiores riscos da internet . O levantamento envolveu 2.160 internautas do país com idades entre 10 e 17 anos. O estudo mostra também que 38% dos adolescentes afirmaram ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying.

No Canadá, um caso que gerou polêmica em torno do assunto, em 2013, foi o da jovem Rehtaeh Parsons. Na ocasião, Rehtaeh havia sido abusada sexualmente por quatro adolescentes que fotografaram o episódio e postaram imagens nas redes socais. A garota canadense, então, passou a sofrer um constante assédio cibernético de colegas da escola e anônimos, obrigando-a, inclusive, a mudar de colégio.

Apesar disso, nada evitou a depressão da menina. Com apenas 17 anos, Rehtaeh tentou cometer suicídio e faleceu no hospital. O caso gerou tanta comoção no Canadá que a província de Nova Scotia aprovou uma lei para punir este tipo de crime. O Estado, aliás, é o único do Canadá a criar uma polícia específica que cuida dos casos de cyberbullying.

Diferença entre cyberbullying e bullying

A diferença principal entre o cyberbullying e o bullying é o espaço em que as agressões são realizadas. No bullying tradicional, a hostilidade, normalmente, fica restrita ao ambiente escolar. Já no cyberbullying acontece em plataformas como celulares, computadores e tablets, tudo via internet. "O bullying tradicional pode acabar em pouco tempo. Por usa vez, o cyberbullying corre o risco de se espalhar para um grupo muito maior de pessoas, bem como atingir um espaço incalculável. Além disso, pela rede, nem sempre é possível identificar o agressor", explica a terapeuta familiar Roberta Palermo.

"Na internet, muitos apenas reproduzem ou encaminham o que receberam e acham que esse tipo de comportamento não é uma agressão. Mas podemos dizer que, indiretamente, essas pessoas também estão participando da hostilidade em questão. Não é apenas uma implicância entre jovens, e sim uma agressão", reforça Roberta, autora dos livros "100% madrasta – Quebrando as barreiras do preconceito" e "Babá – Manual de instruções".

Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto, o cyberbullying é mais rápido e mais devastador porque sai dos muros da escola e amplia essa zona de agressão, atingindo a vítima de forma muito mais rápida e chegando a muito mais pessoas. "Além disso, o próprio agressor se esconde no espaço virtual", explica Quézia.

Na avaliação da psicóloga clínica Maria Tereza Maldonado, autora do livro "Bullying e cyberbullying – o que fazemos com o que fazem conosco?" (Ed. Moderna), nesse caso há também uma perseguição implacável, podendo chegar a 24 horas por dia, nos sete dias da semana. "A vítima é atacada por mensagens de celular, filmada ou fotografada em situações constrangedoras que podem ser colocadas na rede a qualquer momento. O agressor pode criar ainda um perfil falso da vítima em sites de relacionamento para difamá-la ou adulterar fotos em que ela aparece como garota de programa, por exemplo", explica a psicóloga.

Como identificar uma vítima de cyberbullying?

Um sinal que pode indicar se uma criança ou adolescente está sendo vítima de cyberbullying é a recusa de ir à escola, de frequentar passeios ou mesmo de sair com os amigos. "Ou seja, ocorre um afastamento social de querer ficar somente dentro de casa. O jovem pode passar a não se sentir mais seguro em lugar algum", avalia Roberta.

LISBOA DIZ QUE NÃO DESISTIU DA CANDIDATURA E O POVO PODE VOTAR NELE



 
Por Louremar Fernandes

O ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, distribuiu nota hoje afirmando que continua como candidato a deputado federal. Na nota Lisboa diz que “não iria ficar enganando meus eleitores todo esse tempo e depois desistir da minha candidatura”.
A nota vai de encontro ao que foi divulgado que ele cederia o seu lugar na disputa para a companheira de convivência, Jamile Suzart. Na nota enviada ao Blog, o ex-prefeito diz que “não há razão para abandonar a causa do povo, somente se eu fosse ficha suja e eu sou ficha limpa”.