quarta-feira, 24 de setembro de 2025

POESIA - SENTIMENTOS RETALHADOS - POR ELISA LAGO

 

SENTIMENTOS RETALHADOS 


Rabisco sentimentos

retalhados:

às vezes por força de dores tatuadas na alma; 

às vezes regados por momentos felizes de bem viver, com gotas de afeto e benquerer.


Oração, música, poesia,

aconchego em família:

propósitos que preenchem o vazio dentro do peito,

em tom de paz. 


Movida pela fé, 

com o terço em mão

sigo a caminhar 

sem me sentir só.

À minha frente avisto belo

jardim...


Elisa Lago 

APB - APL - ATHEART - AILB



terça-feira, 23 de setembro de 2025

POR FALSO TESTEMUNHO DUARTE JUNIOR PEDE PRISAO DE RUBENS COSTA

O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), pediu, na sessão de ontem, segunda-feira (22), a prisão do depoente Rubens Oliveira Costa, acusado de prestar falso testemunho.

Segundo Duarte Jr, as contradições e inverdades apresentadas pelo depoente diante dos parlamentares configuram crime de falso testemunho, previsto no Código Penal.

A CPMI não é palco para mentiras.Mentir diante desta Comissão é um ataque direto ao trabalho sério que estamos realizando em defesa da população e, aqui, mostramos que o depoente mentiu diversas vezes, desrespeitando o art 342 do Código Penal”, afirmou o parlamentar.

O pedido será avaliado pelo colegiado e poderá resultar na primeira prisão de depoente desta CPMI.



CONTRA A PEC DA BLINDAGEM E ANISTIA

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, utilizou as redes sociais para manifestar seu posicionamento sobre a PEC da Blindagem e Anistia.

Brandão deixou claro que é contrário as duas iniciativas e que o melhor caminho seria “ouvir as demandas da população”. O governador citou as manifestações ocorridas no Brasil no último domingo (21).

Ao longo de toda a minha trajetória política, tenho testemunhado que o melhor caminho sempre será ouvir as demandas da população. As manifestações deste domingo deixam um recado claro: a sociedade tem opinião e quer ser respeitada. E, por isso, preocupa a proposta da chamada PEC da Blindagem e também a anistia para atos antidemocráticos. A boa política passa pela escuta e pelo diálogo, nunca pelo enfraquecimento da democracia, da justiça e da confiança do povo!”.



SANÇÕES CONTRA ESPOSA DE ALEXANDRE DE MORAES


Os Estados Unidos, através do Departamento do Tesouro, anunciou, na tarde de ontem,  segunda-feira (22), que sancionou a esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Viviane Barci, com a Lei Magnitsky.

A sanção é parecida com a que o próprio Moraes foi alvo no mês passado. A medida inclui o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. A Lei Magnitsky é aplicada, em geral, a acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos.

A decisão dos EUA também afetaria a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, em que Viviane Barci é sócia. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano e teria sido tomada porque Viviane fornece uma “rede de apoio financeiro” ao marido.

Além disso, também nesta segunda-feira, o Governo Trump revogou os vistos americanos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades do Judiciário brasileiro – José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE; Airton Vieira, juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF); Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral; e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes

OPINIAO - ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA, SOLUÇÃO OU UM OUTRO PROBLEMA - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Em teoria, diante da crise política e institucional que corrói nosso país, a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva poderia ser o caminho correto para refundar o pacto político nacional, restabelecer a harmonia entre os Poderes e criar bases mais sólidas para o desenvolvimento do país, mas sou obrigado a concordar com quem acredita que a realidade, infelizmente, aponta em outra direção.

Se olharmos friamente para o cenário atual, veremos que uma Constituinte, em vez de solução, pode se transformar em um problema ainda mais grave.

Para a escolha de seus representantes pressupõe-se que as pessoas deveriam agir com bons critérios, serem bem informados e educados para o exercício pleno da cidadania. Ocorre que o Brasil amarga décadas de negligência educacional e tem um sistema político que nunca estimulou a realmente uma participação cívica real por parte da população.

Grande parte do eleitorado continua votando movido por paixões momentâneas, por assistencialismos ou por promessas vãs e narrativas mentirosas. Nessa realidade, esperar que o povo escolha representantes verdadeiramente comprometidos com a construção de um novo pacto social é um ato de fé, não de razão.

Mesmo que o eleitor fosse mais consciente, ainda enfrentaria um sistema eleitoral viciado e desigual. O modelo atual é caro, clientelista e altamente dependente de recursos públicos e privados. A falta de transparência nos mecanismos de financiamento de campanhas e a manutenção de regras que favorecem partidos já estabelecidos reforçam o ciclo de poder. O sistema proporcional de votação é uma aberração logica. O eleitor vota em um candidato e acaba elegendo outros.

Em outras palavras: não basta convocar uma Constituinte. Seria preciso antes reformar as regras eleitorais, as regras do jogo, algo que os próprios jogadores, paradoxalmente, se recusam a fazer.

O Brasil, assim como de resto, o mundo, vive hoje uma das fases mais polarizadas de sua história da humanidade. A sociedade encontra-se rachada em dois blocos, duas facções ideológicos irreconciliáveis, e cada ato político é imediatamente interpretado como vitória de uma ou derrota da outra.

Nesse contexto, uma Constituinte corre o risco de ser um campo de batalha ainda mais caótico, incapaz de produzir consensos. A Constituição de 1988 nasceu de um espírito de reconciliação pós-ditadura. Já hoje, o cenário é o oposto: de confronto aberto, desconfiança mútua e instituições em constante e acelerado desgaste.

A Constituinte de 88 contou com figuras de peso histórico como Ulysses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Jarbas Passarinho, Sandra Cavalcanti, Michel Temer, Irma Passoni, Afonso Arinos, Roberto Campos, Nelson Jobim, Bernardo Cabral, José Serra, Edison Lobão, Eduardo Suplicy, Artur da Távola, Roberto Freire, entre outros. Hoje, não temos mais personalidades com a mesma estatura moral, intelectual e política capazes de guiar trabalho tão importante. O vácuo de lideranças é ocupado por populistas de ocasião, carreiristas profissionais e lobistas travestidos de parlamentares. Uma Constituinte sem líderes à altura seria como um barco sem leme e sem capitão em um mar revolto.

Por fim, há um perigo ainda mais concreto: o de que uma Constituinte Exclusiva seja capturada por interesses corporativos e setoriais. Grupos econômicos, corporações públicas e privadas, centrais sindicais, organizações internacionais e até o crime organizado, poderiam exercer forte pressão sobre os constituintes.

Em vez contribuir para refundar o país, o texto resultante poderia cristalizar privilégios, ampliar distorções e tornar ainda mais difícil qualquer reforma futura.
A história recente do próprio Congresso mostra isso: basta lembrar das emendas parlamentares, que começaram como instrumento de equilíbrio e se transformaram em um sistema de corrupção institucionalizada.

A ideia de uma nova Constituinte soa tentadora para idealistas que sonham com uma ruptura regeneradora. Mas, diante de nosso déficit educacional, da falência do atual sistema eleitoral, da exacerbada polarização, da ausência de grandes lideranças e do risco de captura corporativa, a proposta se mostra perigosa.

O desafio maior talvez não seja escrever uma nova Constituição, mas fazer com que a atual seja respeitada e cumprida. Nossa Constituição, com todos os seus defeitos e contradições, apesar de todas as mudanças e agressões sofridas nesses 37 anos, principalmente pelo STF, ainda oferece instrumentos poderosos para defender a democracia, ampliar direitos e corrigir desigualdades.

Convocar uma Constituinte sem antes resolver minimamente, pelo menos alguns problemas estruturais da sociedade brasileira, seria o mesmo que entregar fósforos e gasolina a um incendiário.



POESIA - SEM DESTINO - POR ABEL CARVALHO

 


SEM DESTINO


Eis que busco na memória um rumo

Submirgo em caminhos desconhecidos

Mas que já vivi

Em busca do resgate das origens

Que há muito se perderam


Sem destino vago ermo em desalento

Mergulho em ruas de utopias

Visito a minha antiga moradia

Subverto ao canto das lembranças 

O tempo que não volta 

A vida que se foi


Não encontro nenhum dos antepassados que perdir

Todos são apenas sombras

Sou herança genética finda

Não tenho como segurar o que se foi

Pegar 

Apalpar

Sentir de novo

Abraçar e pedir colo

Contar tudo que passei


Vivi metade dos meus dias

Sem testemunhas afetivas

Em dias povoados de angústias 

Um mar de eterna solidão 


Hoje

Velho e quebrantado

Tenho que seguir

A vida me chama

Pouco importa os dissabores 

Que virão 

Quero viver mais 

Pelo menos

Trinta anos

Não importa a inquietude 

Que há de vir


Abel Carvalho

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

SENADORES MARANHENSES DIZEM NAO A PEC DA BLINDAGEM

O senador Weverton Rocha (PDT) anunciou que o voto do PDT será todo contrário a PEC da Blindagem no Senado.

Com isso, todos os senadores do Maranhão irão votar contra a PEC.

“O PDT encaminha o voto contrário à Proposta de Emenda à Constituição 3/2021 (PEC da Blindagem), que tramita no Senado Federal, e ao Projeto de Lei 2162/23 (PL da Anistia), pautado em regime de urgência na Câmara dos Deputados”, afirmou.

O Weverton era o único senador do Maranhão que não havia se posicionado sobre o assunto, uma vez que as duas senadoras maranhenses – Eliziane Gama (PSD) e Ana Paula Lobato (PSB) – já haviam se posicionados contrárias a PEC da Blindagem.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), pautará para a quarta-feira (24) a análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem no colegiado.

A tendência é que a proposta não logre êxito nem na CCJ e muito menos no Plenário do Senado.

MARANHAO APARECE MAL NO RANKING BRASILEIRO DE SEGURANCA VIARIA

 

Nesta semana, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) divulgou estudo que classifica os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) em um indicador de segurança viária.

No ranking, o Distrito Federal surge como o local mais seguro para dirigir no país. Do outro lado da ponta, o Amazonas (AM) é o estado com menor segurança para os motoristas.

Os Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança aponta o Rio Grande do Sul na segunda colocação, seguido por Goiás, Paraná e Rio de Janeiro, empatados em terceiro lugar. No outro extremo, além do Amazonas, estão Pará, Amapá, Maranhão e Roraima entre os piores desempenhos.

Gestão da Segurança no Trânsito; Vias Seguras; Segurança Veicular; Educação para o Trânsito; Vigilância, Promoção da Saúde e Atendimento às Vítimas; Normatização e Fiscalização; Indicadores de Mortalidade.

O estudo classificou o ranking com base em sete pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito: Gestão da Segurança no Trânsito; Vias Seguras; Segurança Veicular; Educação para o Trânsito; Vigilância, Promoção da Saúde e Atendimento às Vítimas; Normatização e Fiscalização; Indicadores de Mortalidade.

O Maranhão esteve entre os melhores no item Segurança Veicular, que considera itens como airbags, freios ABS e ISOFIX, além da renovação da frota.

Em contrapartida, o Maranhão esteve entre os piores em dois itens: Normatização e Fiscalização, que avalia cobertura tecnológica, eficiência na aplicação da lei e registro de infrações; e Indicadores de Mortalidade, que mede taxas de óbitos por veículos, habitantes e quilômetros rodados.

MEDICINA GRATIITA E DE QUALIDADE PARA OS FILHOS DO MARANHÃO C

 

Por Carlos Brandão 

Na última segunda-feira, 15, vivemos um dos dias mais felizes de nossa gestão: entregamos o moderno prédio do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Maranhão, no Campus Paulo VI, em São Luís. Não foi só a entrega de uma obra. Foi a abertura de uma nova porta para a vida de muitos jovens, especialmente para aqueles de famílias que nunca tiveram acesso fácil a oportunidades tão decisivas.

Imaginem a cena: uma sala de aula cheia, com jovens de camadas sociais diferentes, mas com o mesmo sonho – vestir o jaleco, ouvir um coração no estetoscópio e poder, um dia, cuidar da sua gente. Muitos deles com o sonho de voltar e de trabalhar onde nasceram e cresceram. É disso que estamos falando. O investimento de mais de R$ 26 milhões levantou um complexo de 3.960,37 m², com prédio educacional, clínica-escola e laboratório de anatomia. São oito salas de aula, doze salas de tutoria, laboratórios de simulação, consultórios e uma clínica-escola com quinze consultórios. Estrutura para formar com qualidade, aqui, em sua maioria, maranhenses que estudaram em escolas públicas do estado.

Por ano, oitenta alunos serão admitidos ao curso de Medicina – e metade dessas vagas é reservada para estudantes dessas escolas públicas estaduais. Isso não é detalhe: é justiça social. É a convicção de que talento não pertence à conta bancária dos pais. É permitir que a filha ou o filho de uma família simples, que estuda em escola pública e tem compromisso com o futuro, possa cursar Medicina de graça – com excelência – e voltar para atender a sua comunidade.

É transformar um sonho que, em outra geração, seria impossível – em uma profissão real. O prédio também abrigará outros cursos, como o de Psicologia, já a partir de 2026.

E, durante a inauguração, vimos nos estudantes presentes – como Amiel e Asafe – o mesmo alívio e a mesma esperança que ouvimos na fala de professores e dirigentes da Universidade. Amiel contou que o contato prático que a clínica-escola passa a oferecer vai fazer toda a diferença; Asafe citou a biblioteca e os laboratórios como ferramentas que elevarão a formação. Essas vozes traduzem o efeito imediato: melhor aprendizado, mais prontidão e, no horizonte, médicos preparados para o serviço público.

Além da formação, pensamos no cuidado ao cidadão. Será construída uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no entorno do campus, ampliando o atendimento à população local e garantindo espaço de ação para os alunos. Além disso, firmamos parceria com o Hospital dos Servidores (HSE) para oferecer residência médica aos formandos – caminho essencial para fixar profissionais no serviço público estadual.

Nosso governo é, antes de tudo, um governo de entregas. Não fazemos obras para a placa. Fazemos para as vidas que mudam com cada sala de aula aberta, cada laboratório instalado, cada vaga pública garantida. Sabemos que o melhor investimento é aquele que volta em forma de cuidado. A cada novo espaço de ensino inaugurado, a cada aluno formado, o Maranhão se fortalece.

Seguiremos abrindo portas e realizando entregas – com sensibilidade, planejamento e coragem – para que cada maranhense continue alcançando o que merece: educação de qualidade, serviço público eficiente e um futuro digno.



POESIA - ESTRELA - POR MANUEL BAIÃO DE DOIS

 

ESTRELA


Movi a terra e os céus para te conhecer 

Fiz um pacto com o universo 

Te dediquei mais de mil versos 

Mas mesmo assim 

Cada vez ficava mais difícil 

Chegar perto de ti. 


Apesar de tudo que eu fiz tentando te alcançar

O que para mim, era como a uma estrela 

Porque o meu coração e os meus olhos 

Nunca se contentavam em apenas vê-la 


Acho que o meu amor não te mereceu

Pois tudo que eu conseguia

Por mais e mais que eu a via

Era apenas ao longe

Um doce sorriso teu.


Preciso te contar um segredo 

Hoje já não tenho medo

De abrir meu coração 

Falar tintim por tintim

O que se passa em mim

Quando meus olhos têm 

O milagre da tua visão.


Por: Manuel Baião de Dois