segunda-feira, 29 de setembro de 2025

COLUNA DO CARLOS BRANDAO- O MARANHÃO MUNICIPALISTA QUE ESTAMOS CONSTRUINDO

 


Por Carlos Brandão

Sempre acreditamos que a grande força do Brasil está nas cidades. Foi com essa visão que, desde que assumimos o governo do Maranhão, em abril de 2022, fizemos a escolha de governar ao lado dos municípios. Não somente para, mas com os gestores municipais.

Para a nossa gestão, municipalismo não é apenas uma teoria política. É uma prática que coloca as pessoas no centro das decisões. É a certeza de que prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, que conhecem de perto as dores e as esperanças do seu povo, são decisivos para o que pensamos sobre governar. É por isso que cada agenda que realizamos no interior do estado, cada obra inaugurada, cada ação anunciada, carrega em si um compromisso: fortalecer os municípios para fortalecer o Maranhão.

Nesta semana, estivemos em várias cidades com essa missão. Em Caxias, entregamos o prédio de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Maranhão – um marco para a formação de médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, que irão transformar a realidade da saúde na região dos Cocais. Também entregamos tablets para milhares de estudantes, garantindo inclusão digital e melhores condições de aprendizado, por meio do programa Tô Conectado.

Em Timon, participamos do II Encontro Estadual do Municipalismo, dialogando com vereadores de todo o estado. Ouvir quem está mais perto da comunidade é essencial para desenhar políticas públicas que realmente atendam às necessidades do maranhense. Como bem disse a vereadora Concita Pinto, esse movimento de união entre municípios, estado e governo federal é o caminho para avançarmos juntos.

Já em Parnarama, inauguramos uma Estação Tech, um Viva/Procon e entregamos cartões do programa Maranhão Livre da Fome, que garantem segurança alimentar para centenas de famílias. Em Bom Lugar e Matões, além dos cartões, entregamos obras que vão da segurança pública à inclusão produtiva. A cada cidade que visitamos, reforçamos que nosso governo não se limita aos gabinetes da capital – ele chega onde o povo está.

E, nessas andanças, muita coisa nos marca. Um exemplo foi o brilho nos olhos de Sandra Santos, beneficiária do Maranhão Livre da Fome, em Parnarama, ao dizer: “É muito difícil manter a alimentação da família, mas esse apoio vai nos ajudar muito”. Histórias como a dela nos mostram, diariamente, que estamos no caminho certo.

Defendemos o municipalismo porque acreditamos que um governo que escuta e age em parceria gera resultados mais rápidos e duradouros. E é por isso que seguimos fazendo um governo de entregas, levando obras, programas sociais, investimentos em educação, saúde, segurança alimentar e cidadania para cada canto do Maranhão.

Para nós, o municipalismo é mais do que uma bandeira de gestão: é um pacto de respeito com o povo maranhense. Um pacto que nos faz avançar, com dignidade e esperança; construindo, juntos, o Maranhão que queremos

POESIA - CICATRIZ - POR LERENO NUNES

 


CICATRIZ

   

A voz dura pouco,

Mas perdura em nós, a criatura...

Desatam-se os nòs, em contratura,

Quando nos deixam a sós,

Por aventuras,

Singulares por tantas  diabruras...

Jamais o esqueceremos,  

Por vezes, este ser que foi,

Nesta forma de anos, meses,

Rebelada tantas vezes,

Desprovida e feliz,

Sem achar que um dia vamos

Sarar, quando nos  tornamos

Uma imagem em cicatriz!


Lereno Nunes 

domingo, 28 de setembro de 2025

COLUNA DO DR. OTÁVIO PINHO FILHO - SETEMBRO VERMELHO

A importância do Setembro Vermelho

Setembro Vermelho foi escolhido como o Mês do Coração, pois no dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração. A iniciativa foi criada em 2000 pela Federação Mundial do Coração, com o apoio da Nações Unidas, por causa da importância do coração na saúde integrada e para chamar a atenção da população sobre os cuidados e prevenção das doenças cardiovasculares (DCV’s), que hoje, são a principal causa de morte no Brasil.

As DCV’s matam mais do dobro das mortes de todos os tipos de câncer juntos e também das mortes por acidentes e violência, 3 vezes mais que as doenças respiratórias, 6 vezes mais que todas as infecções, inclusive AIDS. Por dia, são cerca de 1100 pessoas que perdem suas vidas para devido à problemas relacionados ao coração e umas das principais mensagens dessa campanha é que cerca de 80% dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com mudança de estilo de vida, rotina de exames para identificação e controle precoce da doença e adesão ao tratamento para garantir melhor qualidade de vida.

Listamos abaixo as doenças cardiovasculares mais comuns:

Doença Isquêmica Cardíaca (Infarto, Angina estável, Miocardiopatia isquêmica que causa Insuficiência Cardíaca);

Infarto Agudo do Miocárdio é uma situação de urgência, pois pode evoluir com complicações graves, inclusive o óbito. Geralmente relacionado a um “entupimento” de uma coronária – artéria que nutre o coração, levando a morte de uma porção do músculo cardíaco, prejudicando a função de bomba do coração. É um quadro de isquemia* súbita, aguda. Cursa com dor forte no peito, habitualmente. Pode ocorrer sem obstrução, por “mal funcionamento” dos vasos coronários;


*Isquemia é a falta de irrigação sanguínea do órgão

Angina estável é uma situação de isquemia crônica, onde não há uma obstrução completa, manifesta-se com dor em determinadas situações (esforço físico, stress emocional). Pode acutizar e se manifestar como infarto;

Miocardiopatia isquêmica: situação em que o coração sofreu tantos episódios de isquemia, que o músculo fica enfraquecido, sem dar conta de bombear o sangue adequadamente, tornando-se insuficiente para sua função, manifesta-se com falta de ar, cansaço fácil, arritmias, inchaço;

Acidente Vascular Cerebral (AVC): ocorre isquemia no território vascular do cérebro, mais comumente por “entupimento” de uma artéria cerebral, ficando uma área sem irrigação, com morte das células. Dependendo da extensão da lesão deixa sequelas, como paralisia de metade do corpo, comprometimento da fala. Pode ocorrer por sangramento, por ruptura de um vaso. Geralmente bem mais grave

Hipertensão Arterial: é o aumento da pressão que o sangue exerce sobre os vasos sanguíneos. Muito frequente na população, se não tratada leva a complicações como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal

A melhor maneira de tratar uma doença é a sua PREVENÇÃO. O check up cardiológico é um importante fator de prevenção de DCVs. Segundo a Dr. Marildes de Castro, cardiologista membro do Comitê de Qualidade Assistencial da SBC e liderança na área de prevenção, é através dos exames de rotina que o paciente conhece a importância de manter seus números (pressão arterial, glicose, colesterol) e demais fatores de risco dentro da normalidade, conhecendo e reduzindo o risco cardiovascular. Esses exames devem ser realizado à partir dos 20 anos, a cada 5 anos, para aqueles portadores de fatores de risco, como uma história familiar de DCV prematura, e anualmente após os 40 anos.

É preciso cuidar desse órgão vital em todos os sentidos, prestar atenção em seu coração e manter a batida em seu ritmo ideal. Sem riscos, apesar da grande aventura que é a vida!




COM A PALAVRA -RETRATO DO PODER - POR GILMAR PEREIRA


RETRATO DO PODER

quando a parede vira palanque

 

Uma tradição antiga e ultrapassada ressurge nas administrações do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e do prefeito de São Luís, Carlos Braide. A tradição de pendurar retratos emoldurados em hospitais, secretarias e prédios públicos — como se fosse selo de qualidade — virou alvo de ação popular. Essa ação foi ajuizada pelos advogados Gilmar Pereira Santos e Josemar Pinheiro em 27 de junho de 2025, perante a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Os retratos emoldurados do governador e do prefeito estão espalhados por hospitais, secretarias e repartições públicas. O caso torna-se ainda mais grave ao se considerar que os hospitais são frequentados por grande número de cidadãos em situação de vulnerabilidade que buscam atendimento médico, o que potencializa o alcance da exposição indevida e o favorecimento político do gestor público.

Entretanto, os retratos dos gestores — pendurados em locais de grande fluxo popular, como o Hospital Tarquínio Lopes, o Centro de Saúde da Vila Embratel e o Hospital do Itaqui-Bacanga — são uma estratégia de marketing político, um culto à personalidade, afirmam os autores.

A escolha de locais reformados ou inaugurados — evitando deliberadamente hospitais precários ou lotados — evidencia que a conduta dos gestores públicos foi estrategicamente planejada para maximizar sua visibilidade política, desvinculando-se da finalidade institucional dos bens públicos.

O governador e o prefeito, em suas defesas, alegaram que os retratos são apenas “símbolos protocolares” e “identificação funcional”, uma espécie de crachá ampliado. Mas os autores da ação popular rebatem: se fosse só isso, bastaria um crachá no peito, como fazem os servidores públicos.

A tradição não pode justificar o abuso, pois, como ensina o adágio popular, “é o uso do cachimbo que faz a boca torta”.

Com base em jurisprudência do STF, do STJ e em ações exitosas em estados como Goiás e Ceará, os autores pedem a retirada imediata das imagens e a proibição de novas afixações; pleiteiam ainda tutela de urgência, pois a cada dia com os retratos nas paredes é um dia a mais de afronta à Constituição. E que o verdadeiro símbolo do Maranhão não seja o rosto de um gestor, mas o brasão, a bandeira, o hino e a dignidade do seu povo.

A ação mergulha na história, compara o culto à personalidade com regimes autoritários — que vão de Getúlio Vargas a Stalin — para mostrar que a prática de afixar retratos não é apenas ultrapassada: é inconstitucional. E mais: é imoral, pois usa dinheiro público para promover figuras que já são amplamente conhecidas.

O que se vê é uma estratégia de visibilidade política, uma campanha silenciosa que se alastra pelas paredes dos hospitais e dos prédios públicos.

O governador e o prefeito deveriam limitar-se a afixar suas fotografias emolduradas exclusivamente no interior das sedes palacianas. Em vez disso, optam por expor suas imagens em repartições públicas e hospitais.

A ação popular denuncia a violação dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. E mais: configura desvio de finalidade, pois transforma espaços públicos em vitrines eleitorais.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas uma fotografia, mas o respeito à Constituição, à ética pública e à inteligência do povo maranhense. Porque, como bem argumentam os autores, o Estado é de todos — e não de quem está temporariamente no poder.

É o direito de dizer que o poder é do povo — e não de quem temporariamente o representa. Porque, como bem citam os autores: “Fora da lei, não há salvação.”     

      Gilmar Pereira                      



sábado, 27 de setembro de 2025

COM A PALAVRA - SER FORTE - POR SID TEMPEST


Ser forte não é sorrir diante da dor, mas suportá-la sem perder a clareza.

Cada cicatriz se torna fonte de poder; aprendiemos a cair e levantar em silêncio.

Não se orgulhe  da dor, mas do que ela pode ensinar: ela pode lhe esculpir ,endurecer.

Sofremos tanto que as vezes pensamos que já não temos porque sofrer e sem que consigamos respirar as vezes bem mais pra sofrer.  Mas nada pode abater a quem tem força pra sempre superar.

Quando a dor retorna, encontra apenas um campo queimado, onde nada mais pode incendiar.

Um homem sábio não foge do sofrimento: atravessa o fogo e permanece de pé.

Se você passar depois de alguns dias em um terreno queimado verá que a vida se renova e sempre haverá uma plantinha, uma grama que resistiu ao fogo e insiste em não morrer.  


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Deus abençoe nosso dia. 

——-Sid Tempest ———



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POESIA - MAIOR SAUDADE - POR PAULO CAMPOS

 


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

BRAIDE NA BERLIND

 

Depois que o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), ter dito algumas vezes que não disputará a eleição para o Senado em 2026, permanecendo no cargo até o fim do mandato, a principal incógnita passou a ser a decisão que vai tomar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no ano que vem.

Braide aparece liderando a maioria das pesquisas já divulgadas para o Governo do Maranhão, mas mesmo assim jamais comentou sobre a eleição de 2026, pelo menos publicamente.

A indefinição de Braide tem deixado o cenário muito em aberto e levado alguns a fazer ilações a cada gesto diferente que o prefeito venha a tomar.

Bastou Braide entrar na Trend de ensaio de fotos por IA (Inteligência Artificial) para alguns imaginarem que já seria uma preparação para a campanha eleitoral do ano que vem.

Outros, após uma declaração do prefeito, entenderam que Braide sinalizou que cumprirá seu mandato até dezembro de 2028.

Eu não sei se alguém lembra a frase que eu assumi o compromisso na minha reeleição: se Deus e vocês me dessem a oportunidade de me reeleger, que São Luís viveria, nos próximos quatro anos, os melhores anos da sua história. E é isso que nós estamos fazendo, e é isso que nós vamos fazer”, afirmou Braide durante evento público da Prefeitura de São Luís

O certo é que a indefinição segue e Braide, ao contrário de alguns, tem o tempo a seu favor, afinal terá até abril para decidir se vai disputar o Governo do Maranhão ou seguir sendo, por mais dois anos e meio, o melhor prefeito que a capital maranhense já teve.

ROSEANA SARNEY E CARLOS BRANDAO LIDERAM PESQUISAS PARA O SENADO

Além do levantamento para o Governo do Maranhão, o Instituto INOP, contratado pelo Portal Imirante, divulgou números da corrida para o Senado, que apontam liderança do governador Carlos Brandão (sem partido) e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

No primeiro cenário, incluindo o nome do governador, Brandão surge com 35,68% seguido pelo senador do PDT, Weverton Rocha, que tem 11%. O ministro de Esporte, André Fufuca (PP), vem logo depois e aparece com 8,98%, Eliziane Gama, senadora do PSD, tem 8,59% e Roberto Rocha (sem partido), 6,76%. O deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB) tem 4,74%, o deputado federal Pedro Lucas (União), 4,43%, e o ex-deputado César Pires (PSD), 0,38%. Temos ainda 5,65% para nenhum e 13,79% não sabe ou não opinou.

Num segundo cenário, sem Brandão e incluindo a ex-governadora, é justamente Roseana que aparece em primeiro com 26,85%. Ela é seguida por Weverton Rocha que tem 9,78% e Roberto Rocha aparece com 9,7%. Depois vem Eliziane Gama com 7,68%, André Fufuca com 7,41%, Yglesio Moyses, 5,77%, Pedro Lucas com 4,13% e César Pires, 1,72%. São 7,75% para nenhum e 19,21% não sabe ou não opinou.

O curioso é que Brandão já disse, por algumas vezes, que pretende concluir seu mandato de governador, não disputando a eleição de 2026. Já Roseana, que vai lutando contra um câncer de mama, jamais comentou sobre a intenção de voltar ao Senado.

O INOP ouviu 2.618 eleitores entre os dias 15 a 23 deste mês de setembro em 54 cidades. A margem de erro admitida é de 2,2% e o intervalo de confiança é de 95%.

COM A PALAVRA -UM PEDIDO BEIM BAXADÊRO POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 

UM PEDIDO BEIM BAXADÊRO 

      (... seim pé, neim cabeça)

     Recebi um pedido inusitado, de um baixadeiro e querido amigo. Um disfarçado desafio. Trazer, à baila, expressões, que já não se ouvem mais.

    Sei que é uma tarefa muito, muito difícil, mas vou puxando da memória e vou construindo um retalho auditivo de nossa infância. E, pra quem quiser, até, visual. Basta imaginar. E o que mais quero é chegar, ao menos, perto da espectativa de nosso irmão de terra natal. E que os irmãos "istrangeiro" possam, também, "intendê tudinho direitinho. "Si quisê, pôdi pidi ajuda".

    E, "pra iniço di cunversa, era terrívi a sensação de ter uma cara branca ou uma vertígi, qui pódia dá i martratá, quano si tava azuzinho di fômi?! E digo logo qui num é uma côsa boa, Naum! Ou, intõu, bardiá, au sinti u pitiu du pêxe ô tê batido um tutano curredô cum farinha sêca".

    E, viver situação piorada, só mesmo "si incontrano cum u bucho disarranjado, apóis cumê um ovo istipurado, e mais tarde ficá impanzinado".

  E, pior mesmo, era "sofrê cum

uma nacida ô uma ziquizira", que "cambava pra uma curuba, a mordê us suvaco, nu calô du calô dais trêis da tarde". Mas, não ficava só nisso. Havia "imundiça de todo jeito e feitio. Um lombinho, um mondrongo, a papeira, o alastrim e a tosse braba". E o cúmulo do medo, de todo piqueno, era ter "o cascão da pereba", arrancado pelo bico de uma galinha. Haja sangue "a ispirrá lôngi"!

   Aí, para acabar com essa sessão de terror, só quem "dismintiu" um dedo e foi vítima de "uma boneca de sal" sabe o que é "ir à lua". E não é"mintira!"

   E, para fechar esta narrativa, "seim pé neim cabeça", só foi feliz quem usou "um calção no rendengue" e, como "bõu baxadêro", que se preze, "têvi um quartinho intupetado di bregueço!" O que sempre "dava pano pra manga". Era motivo de "uma disavençazinha, um licute e, até, um báti boca, com a branca".

    Espero ter chegado, "pelo ao menos", pertinho do delicioso pedido!


         Zé Carlos Gonçalves



POESIA - SONETO DO AMOR PROIBIDO - POR ZÉ LOPES