sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

EMPREITEIRAS DA LAVA JATO RECORREM A LULA E COBRAM INTERFERÊNCIA POLÍTICA



<p>A cúpula das empreiteiras também tem feito reuniões entre si para avaliar os efeitos da Lava Jato.</p>
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu sócio Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, têm recebido pessoalmente desde o fim do ano passado emissários de empreiteiros que são alvo da Operação Lava Jato.
Preocupados com as prisões preventivas em curso e com as consequências financeiras das investigações, executivos pedem uma intervenção política de Lula para evitar o colapso econômico das empresas.

Okamotto admitiu ter recebido “várias pessoas” de empresas investigadas na Lava Jato. O Estado ouviu relatos de interlocutores segundo os quais, em alguns momentos, empresários chegaram a dar um tom de ameaça às conversas.

No fim do ano passado, João Santana, diretor da Constran, empresa do grupo UTC, agendou um encontro com Lula – o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, foi preso pela Lava Jato e é apontado como coordenador do cartel de empreiteiras que atuava na Petrobrás.

Santana foi recebido por Okamotto. A conversa foi tensa. A empreiteira buscava orientação do ex-presidente. Em 2014, a UTC doou R$ 21,7 milhões para campanhas do PT – R$ 7,5 milhões em apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Indagado sobre o encontro com o diretor, Okamotto admitiu o pedido de socorro de Santana. “Ele queria conversar, explicar as dificuldades que as empresas estavam enfrentando. Disse: ‘Você tem que procurar alguém do governo’”, contou o presidente do Instituto Lula.

“Ele estava sentindo que as portas estavam fechadas, que tudo estava parado no governo, nos bancos. Eu disse a ele que acho que ninguém tem interesse em prejudicar as empresas. Ele está com uma preocupação de que não tinha caixa, que tinha problema de parar as obras, que iria perder, que estava sendo pressionado pelos sócios, coisa desse tipo”, disse Okamotto.

A assessoria de imprensa da Constran nega o encontro.
A força-tarefa da operação prendeu uma série de executivos de empreiteiras em 14 de novembro, na sétima fase da Lava Jato. Um deles era o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Antes de ser preso, ele se encontrou com Lula para pedir ajuda em função das primeiras notícias sobre o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa que implicavam sua empresa.
Lula e Pinheiro são amigos desde a época de sindicalista do ex-presidente petista, que negou ter mantido conversas sobre a Operação Lava Jato com interlocutores das empresas.

Estratégias comuns

A cúpula das empreiteiras também tem feito reuniões entre si para avaliar os efeitos da Lava Jato. Após a prisão dos executivos, o fundador da OAS, César Mata Pires, procurou Marcelo Odebrecht, dono da empresa que leva seu sobrenome, para saber como eles haviam se livrado da prisão até agora. Embora alvo de mandados de busca e de um inquérito da Polícia Federal, a Odebrecht não teve nenhum executivo detido na Lava Jato.

Conforme relatos de quatro pessoas, Pires disse que as duas empresas têm negócios em comum e que a OAS não assumiria sozinha as consequências da investigação. Ele afirmou ao dono da Odebrecht não estar preocupado em salvar a própria pele, porque já havia vivido bastante. Mas não iria deixar que seus herdeiros ficassem com uma empresa destruída por erros cometidos em equipe.

A assessoria de imprensa da Odebrecht disse que houve vários encontros entre as duas empresas, mas que nenhum “teve como pauta as investigações sobre a Petrobrás em si”. O departamento de comunicação da OAS nega a reunião com a Odebrecht.

Em consequência da Operação Lava Jato, as empreiteiras acusadas de fazer parte do “clube” que fraudava licitações e corrompia agentes públicos no esquema de corrupção e desvios na Petrobrás estão impedidas de participar de novos contratos com a estatal.

Com isso, algumas enfrentam problemas financeiros, o que tem tirado o sono dos donos dessas empresas. No dia 27 de janeiro, Dilma fez um pronunciamento no qual disse que “é preciso punir as pessoas”, e não “destruir empresas”.

Críticas

A tentativa de empreiteiras envolvidas na Lava Jato de pedir ajuda a agentes políticos já foi condenada pelo juiz Sérgio Moro – responsável pela operação – ao se referir aos encontros de advogados das empresas com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

“Trata-se de uma indevida, embora malsucedida tentativa dos acusados e das empreiteiras de obter interferência política em seu favor no processo judicial (...) certamente com o recorrente discurso de que as empreiteiras e os acusados são muito importantes e bem relacionados para serem processados”, criticou o juiz.

SAMPAIO ENFRENTA HOJE O CORURIPE NO CASTELÃO PELA COPA DO NORDESTE




Apostando na excelente fase do goleador Robert que marcou sete gols nos últimos três jogos, o Sampaio enfrenta o Coruripe, hoje, às 20h30, no Estádio Castelão pela Copa do Nordeste. Todos os detalhes você acompanha ao vivo pela Rádio Mirante AM.

Para o jogo de hoje, o Sampaio disponibilizou ingressos para o setor 1, no valor de R$ 20 e setor de cadeiras cobertas ao preço de R$ 40.
Com 4 pontos ganhos, o Sampaio divide a liderança do Grupo B com o Sport que venceu o Socorrense, de virada, na Ilha do Retiro por 3 a 1, nesta quinta-feira, mas tem uma partida a menos.

O técnico Oliveira Canindé vai repetir a mesma equipe que empatou com o Socorrense por 2 a 2, em Itabaiana. O Sampaio terá: Dida, Daniel Damião, Mimica, Luís Otávio e Willian Simões. Edivânio, Cleitinho, Gil Mineiro e Raí. Válber e Robert.

O atacante Edgar que foi pivô de um episódio lamentável fora de campo durante o carnaval conversou com a diretoria do Sampaio que decidiu dar apoio ao atleta e determinou que ele fosse incluído no elenco que enfrenta o Coruripe e será uma das opções no banco de reservas.
No Coruripe o principal destaque é o atacante maranhense Casagrande, ex-Sampaio e MAC.

Ontem, pelo Grupo C, mesmo grupo do Moto Club, o Náutico bateu o Piauí por 2 a 0, no Albertão, em Teresina.


VELOZ E LÍDER: CIRINO MARCA EM ARRANCADA, FLA VENCE BOAVISTA E ASSUME PONTA DO CARIOCA
 
Veloz, letal e líder. Com este perfil o Flamengo venceu o Boavista por 2 a 0 nesta quinta-feira, no Maracanã, gols com piques de Marcelo Cirino e Everton, e assumiu a liderança do Campeonato Carioca. Liderança no desempate por gols marcados, ao deixar o Botafogo, com os mesmos 13 pontos, para trás no quesito gols pró: 14 a 13.

O Boavista, inofensivo no jogo, continuou com sua campanha sofrível no Campeonato Carioca, no qual somou apenas um ponto e está na lanterna. Na próxima rodada, domingo, o Flamengo encara o Madureira no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O Boavista, por sua vez, joga com o Macaé, fora de casa.

O jogo

De início, o Flamengo não parecia tão disposto a vencer a partida. Entrou em campo com um sono e uma desorganização no meio atípicas no início deste ano. O time tentava jogadas pelas laterais, mas embolava o jogo no meio da área, com Márcio Araújo e Canteros fazendo a aproximação.

O Boavista, recuado, apenas aceitava o ataque rubro-negro. E a bola, então, girava de ponta a ponta da área do time de Bacaxá. Pará, pela direita, e Everton, pela esquerda, eram as armas mais acionadas. Aos 25 minutos, Thallyson foi à linha de fundo e cruzou para a área. Everton desviou de cabeça, mas a bola nem chegou ao gol de Marcelo Carné.

Mas carecia inspiração aos rubro-negros no primeiro tempo. Vanderlei Luxemburgo, na área técnica, já demonstrava impaciência. Queria um time mais atento. Uma vitória por dois gols daria a liderança do Campeonato Carioca pela primeira vez. Aos 33 minutos, Pará ouviu o recado do professor.

Foi à linha de fundo e cruzou a bola com tanto carinho para Nixon como quem diz: 'faz, meu filho'. Nixon não fez. Errou o tempo da cabeçada e perdeu gol feito, na risca da pequena área. No fim do primeiro tempo, um chute de Everton cruzado quase foi aceito por Marcelo Carné. Mas o intervalo chegou.

No segundo tempo o Flamengo voltou com outra postura. E intimidou o Boavista desde o início. Mostrou que queria, enfim, jogo. Virou um ataque contra defesa típico dos atuais campeonatos estaduais. Ultrapassagens dos laterais, movimentação pelo meio. E aí o gol não tardaria a vir. E para o agrado de Luxemburgo, com uma arrancada impressionante de Marcelo Cirino.

Aos 11 minutos, Nixon passou um pouco do meio de campo pela direita e lançaou Cirino. O atacante saiu das costas do marcador, engatou a quinta marcha como um verdadeiro Usain Bolt e só parou quando tocou na saída de Marcelo Carné, já na grande área. Belo gol. 1 a 0 no Maracanã.

Imediatamente, Luxemburgo fez duas trocas. Saíram Arthur Maia e Nixon para as entradas de Eduardo da Silva e Gabriel. O Flamengo continuou mais intenso, pressionando o adversário. Aos 21 minutos, dois lances. Priemiro Pará chutou, de perna esquerda, da entrada da área para defesa de Carné. Depois, Everton cruzou da esquerda e Cirino, na grande área, carimbou na defesa.

De repente, fez-se um burburinho na arquibancada. Luxemburgo chamara Léo Moura, envolto em notícias de sua saída do clube após dez anos para o futebol norte-americano. Thallyson deixou o campo, Léo assumiu a lateral direita, ganhou a faixa de capitão de Wallace e Pará foi para o lado esquerdo. De quebra, Léo Moura chegou aos jogo de número 516 pelo Flamengo, tornando o sétimo jogador a mais vestir a camisa do clube na história, ao lado do ex-volante e ex-técnico Carlinhos.

O Flamengo continuava veloz e perigoso. Com três dos quatro jogadores da defesa já advertidos com cartões amarelos, ficou difícil para o Boavista segurar. Aos 28 minutos, Cirino disparou pelo lado esquerdo e tocou bola entre os zagueiros para Everton, que também engatou a quinta marcha e bateu de primeira, no alto, sem chance para Marcelo Carné. Flamengo, líder do Campeonato Carioca. 2 a 0.

A partir daí coube ao time rubro-negro administrar a partida e acelerar o ritmo quando fosse conveniente. Por duas vezes, uma com Cirino finalizando em cima de Carné e outra com Everton, o Flamengo quase ampliou. Mas a noite foi completa. Vitória e liderança.
 

INVESTIGAÇÃO DO CNJ



cnj


Após pedido de auditoria financeira e administrativa solicitado pelo Sindicato dos Servidores do Judiciário do Maranhão (Sindjus-MA) junto ao Conselho Nacional de Justiça, inicia-se na próxima semana investigações contra denúncias de irregularidades cometidas no Tribunal de Justiça do Maranhão. A Corregedoria do CNJ, anunciou para o próximo dia 23 de fevereiro até o dia 27 de fevereiro, o trabalho de correição no judiciário maranhense. A decisão foi publicada no último dia 12 de fevereiro pela ministra Nancy Andrighi, através da Portaria nº 01/2015. Um mês atrás à data da expedição da correição, o CNJ já tinha suspendido de forma cautelar uma licitação no valor de R$20 milhões a ser realizada pelo TJ-MA.

As denúncias feitas contra a alta corte do judiciário pelo Sindjus-MA, foram feitas desde o ano passado. Na época ainda foi solicitado o afastamento da presidente, Cleonice Freire, pelo não cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou o pagamento de 21,7% aos servidores referente aos retroativos judiciais.

De acordo com a entidade sindical os seguintes problemas foram apresentados: Destinação de recursos requeridos junto ao Governo do Estado para finalidades diversas do objeto informado; Déficit orçamentário de mais de 200 milhões de reais no Tribunal de Justiça, atestados pela Secretaria de Planejamento e Orçamento do Estado (Seplan), em 2014, agravados pelo corte de 590 milhões de reais na previsão orçamentária de 2015, feito pela Assembleia Legislativa do  Maranhão; Não convocação de excedentes aprovados em concurso público para cargos vagos no Tribunal de Justiça; Descumprimento de decisões judiciais, obtidas pelos servidores e fraude executada pela ex-coordenadora Cláudia Maria Rocha Rosa na folha de pagamento.

Apesar de todas essas denúncias, o CNJ não confirma que a correição a ser realizada será para verificar esses apontamentos. Por correr em segredo de justiça, todo trâmite vai permanecer sem publicidade. O processo está registrado sob o número 0000521-47.2015.2.00.0000.

A assessoria de comunicação da presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Cleonice Freire, foi procurada, porém informou desconhecer tal fato. Nossa reportagem então entrou em contato com o diretor-geral do órgão, Heberth Leite, o qual informou que a visita do CNJ ao Maranhão faz parte de um procedimento de rotina. Ele ainda disse que já houve ocasiões em que o próprio TJ solicitou a realização de uma correição. Porém este não é caso desta oportunidade, a motivação partiu do próprio conselho nacional, segundo revelam fontes do judiciário.

Em contato com o desembargador maranhense Cleones Cunha, que atualmente atua no CNJ e diretamente com a ministra Nancy Andrighi, ele informou que por ser membro do TJMA, não participa desse processo, mas acredita que a correição que vai ocorrer no estado não deve ter sido motivada por irregularidades.

No entanto, o artigo 54 do regimento interno do CNJ, explica que: “A Corregedoria Nacional de Justiça poderá realizar correições para apuração de fatos determinados relacionados com deficiências graves dos serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de serviços notariais e de registro”.

Além dos membros do CNJ, foram convidados a participar o Procurador-geral do Estado; o Procurador-geral do Municipio de São Luís; Defensor-geral Público do Maranhão; Procurador-geral de Justiça do Estado; o presidente da OAB/MA; o presidente da AMMA e o presidente do Sindjus/MA.

O presidente da OAB-MA, Mário Macieira, explicou que a principal reclamação da entidade em relação ao TJMA diz respeito a quantidade de juízes, que acaba sendo insuficiente e inclusive solicita realização de concursos. “A principio correição não tem apenas o objetivo de encontrar irregularidades, mas sim corrigir procedimentos, otimizar condutas, mas a OAB estará presente, acompanhando os trabalhos”, informou.

Ainda de acordo com Mário Macieira, a correição do CNJ no TJMA a ser realizada na próxima semana foi provocada por representações. Ele ainda explicou que a conduta de colocar o objeto em segredo de justiça, tem como objetivo preservar futuras investigações e responsabilização de autoridades, a regra geral da publicidade é quebrada para que possa ser garantido o sigilo.

Em seu regimento o CNJ explica que a correição visa regulamentar práticas administrativas, uniformizando procedimentos com vista à melhoria da organização, do funcionamento e do controle dos serviços de administração da Justiça.