sábado, 13 de setembro de 2025

POESIA - SEREIA - POR RENATO DIONÍSIO


 SEREIA


Gerou ela poemas quentes nas areias,

Das praias infinitas do desejo,

Para ser a mais pura das sereias,

Desencantada com o calor de um beijo.

Eu devo lembrar que sou mortal,

Que este amor vive entre o sonho e o real,

Pra não quebrar em nós este encanto,

E te reencontrar nas noites de bacanal.


*Renato Dionísio

OPINIAO - O HEXA VIROU LENDA URBANA - POR PAUL GETTY

 

O HEXA VIROU LENDA URBANA

Torcer para a seleção brasileira é como viver um relacionamento complicado: você sabe que vai sofrer, mas insiste. No fundo, acredita que aquele amor de infância vai voltar, com dribles e taças levantadas. Mas, ultimamente, só joga bonito nos comerciais e nos amistosos contra seleções exóticas, onde até goleiro pede selfie com o jogador da seleção.

Quando a bola rola, o ataque é tão previsível que até o VAR se adianta. O meio-campo é novela reprisada: você já sabe o que vem, mas assiste na esperança de algo novo. E na Copa, lá está o torcedor repetindo: “agora vai”. Só que não vai. O hexa virou lenda urbana.

No banco, o técnico mantém a tradição: inventa moda. Craque no clube, na seleção vira poste. A filosofia é clara: se não dá para jogar bonito, o jeito é jogar feio — e perder bonito.

Ainda assim, seguimos lá, firmes, sofrendo e rindo. Porque ser brasileiro é acreditar que o próximo amistoso contra Japão e Coreia marcará o início da nova era. Até o próximo fiasco mostrar que é só mais um amor do qual a gente reclama, mas nunca larga.


@poetapaulgetty (youtube)

#humorgetty (instagram)

MISSA DE SETIMO DIA DE DONA GERSINA NUNES

 

Nossa estrelinha voa no céu com os anjos e cá,na terra, saudosos vamos, consigo voar no universo, como parte que somos de seu maior sucesso: expandir e eternizar o seu Esplendor, a quem participou do seu imensurável AMOR.

GERCINA, mãe divina, para todo o SEMPRE!



sexta-feira, 12 de setembro de 2025

ZEZICO COSTA COMPLETARIA HOJE 100 ANOS

 

A Saudade de um Pai ■

A Saudade de um Pai

A saudade de um pai não se mede, é mistério, É luz que se espelha no amor verdadeiro, No Filho unigênito em gesto sincério, Revela o Pai santo, bondoso e inteiro.

Celebra-se a vida, centenário em memória,José Ribamar, exemplo de fé,Um pai, um amigo, marcado na história,Que viveu intensamente o pouco que é.

Sem férias, descanso, apenas jornada,vMas regou amizade, carinho e calor,Com alma bondosa, tão sempre inclinada A estender sua mão ao que sofre a dor.

Paciente, provedor, solidário, Com perdão no peito e ausência de mágoa,Era conselheiro, fiel, visionário,Coração que renúncia sempre apazigua.

Com sorriso largo, vaidade discreta, Era gentleman, lord, de traços nobres, Cordial e amigo, presença completa,Um cidadão justo, no meio dos pobres.

Assim se eterniza na vida o seu trilho, De lições, ternura e compaixão sem fim,Pois ser pai é mais do que herança ou filho, É deixar no mundo o melhor de si em mim.

Por Fernando Costa

A FALA DE TRMP

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu a condenação do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Trump, ao ser questionado sobre o assunto, classificou como terrível o episódio e lembrou que tentaram fazer o mesmo com ele nos EUA.

Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem. Estou muito insatisfeito com isso. Eu conheço o presidente Bolsonaro, não tão bem, mas o conheço como líder de um país. E sempre o considerei muito correto. Acho que é uma coisa terrível. Muito terrível. Acho que é muito ruim para o Brasil”, afirmou.

Reação – Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o seu país vai “responder adequadamente” ao que ele definiu como “caça às bruxas” e acusou o ministro Alexandre de Moraes de ser um “violador de direitos humanos”.

As perseguições políticas por parte do violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, uma vez que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão adequadamente a esta caça às bruxas”, escreveu. A publicação foi republicada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

CARECA DO INSS PRESO PELA POLICIA FEDERAL

Depois de muita cobrança e do início dos trabalhos da CPMI do INSS, enfim, as primeiras prisões começam a ocorrer após a descoberta do escândalo bilionário do órgão, onde aposentados e pensionistas sofreram descontos indevidos dos seus vencimentos.

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (12), o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, acusados de participação na fraude bilionária do INSS. A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto.

A ação ocorre um dia após a CPI do INSS aprovar a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Antunes, que está convocado a prestar depoimento na próxima segunda-feira. Camisoti e outras cinco pessoas também tiveram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados a pedido do deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), vie-presidente da CPMI.

De acordo com as investigações, empresas ligadas ao “Careca do INSS” funcionavam como intermediárias financeiras das associações suspeitas. Essas companhias recebiam os recursos desviados e, em seguida, repassavam os valores a pessoas vinculadas às entidades ou ao INSS.

A PF afirma que Antunes recebeu R$ 53 milhões de associações de aposentados e pensionistas. Desse montante, mais de R$ 9 milhões foram transferidos diretamente para pessoas ligadas ao instituto.

Com a prisão, a expectativa é de que o depoimento de Antunes à CPI do INSS ganhe ainda mais relevância para o avanço das investigações sobre o esquema, considerado um dos maiores já identificados contra o sistema previdenciário

TODOS NA CADEIA

 

Depois de decidirem pela condenação do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e mais sete réus no processo de suposta trama golpista, pelo placar de 4×1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a pena de cada um dos condenados.

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão (é aplicada para crimes mais graves e permite o cumprimento da pena em regime fechado) e 2 anos e 9 meses de detenção (é reservada para crimes menos graves, com execução inicialmente em regime semiaberto ou aberto).

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado em 2 anos de prisão, em regime aberto; Braga Netto é ex-ministro da Defesa e da Casa Civil condenado a 26 anos e 6 meses; O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, a 24 anos de prisão. Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, condenado a 24 anos; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, pena fixada em 21 anos de prisão; O coronel Paulo Sérgio Nogueira, xx-ministro da Defesa, teve pena de 19 anos; e Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da ABIN, a pena ficou em 16 anos.

No entanto, as penas não serão aplicadas automaticamente. Isso porque, os réus ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações pelos crimes dos quais foram acusados: Golpe de Estado; Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Organização criminosa; Dano qualificado contra patrimônio da União e Deterioração de patrimônio tombado.

OPINIÃO - O COMEÇO DO FIM - POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel 

A verdadeira ruptura institucional e democrática ocorreu em março de 2016, quando o Supremo Tribunal Federal impediu a presidente Dilma Rousseff de nomear Lula para a Casa Civil. Pela primeira vez na história, um ato privativo do Presidente da República, previsto no artigo 84 da Constituição como competência discricionária, foi invalidado preventivamente pelo Judiciário.

O fundamento alegado foi desvio de finalidade, apoiado em interceptações telefônicas da Operação Lava Jato que sugeriam intenção de assegurar foro privilegiado ao indicado.

Ainda que houvesse elementos para questionar a conduta de Dilma, inclusive sob a ótica de crime de responsabilidade, a suspensão imediata da posse não tinha amparo constitucional. O controle de legalidade poderia anular o ato a posteriori, mas não cabia ao STF antecipar conclusões sem a devida apuração.

Esse precedente inaugurou uma deformação na prática constitucional. Atos políticos do chefe do Executivo passaram a ser revisados e até bloqueados pelo Judiciário em caráter preventivo.

Quatro anos depois, em abril de 2020, o ministro Alexandre de Moraes aplicou o mesmo raciocínio ao suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal, feita por Jair Bolsonaro. Diferentemente do caso de 2016, não havia provas concretas de desvio de finalidade, havia apenas declarações e suspeitas oriundas do embate político, mais uma vez envolvendo  Sérgio Moro, agora em peleja com Bolsonaro.

Somados, esses episódios consolidaram um divisor de águas: o STF deixou de se limitar ao controle da legalidade e passou a intervir em decisões políticas do Executivo, não só expandindo o conceito de “desvio de finalidade” para abranger conjecturas. Assim, deslocou-se o equilíbrio entre os Poderes, fragilizando a autonomia do Executivo, fazendo com que o STF assumisse um protagonismo que a Constituição de 1988 não conferiu à Corte.

Esse novo paradigma gerou duas consequências graves. Primeiro, a percepção de que o Supremo pode se sobrepor à vontade do Presidente em matérias que sempre foram de sua competência exclusiva. Segundo, a normalização de decisões judiciais baseadas mais em narrativas do que em provas consubstanciais e robustas, abrindo espaço para arbitrariedades incompatíveis com o devido processo legal e o consequente estado democrático de direito.

A lógica se expandiu em 2019, quando o então presidente do STF, Dias Toffoli, instaurou de ofício o Inquérito 4781, aquele das fake news, sem provocação do Ministério Público. Sob a relatoria de Alexandre de Moraes, o responsável pelo inquérito acumulou, no mesmo processo, as funções de vítima, investigador, acusador e julgador, até então um arranjo inédito, que foi contestado, mas validado pelo plenário da Corte como medida excepcional.

Essa elasticidade interpretativa atingiu seu ápice nos processos relativos aos atos de 8 de janeiro de 2023. Diante da depredação das sedes dos Três Poderes, o STF assumiu protagonismo absoluto: determinou prisões em massa, bloqueio de bens e julgamentos céleres, muitas vezes sem plena observância da individualização de condutas, da ampla defesa e da proporcionalidade das penas.

A trajetória é clara: de 2016 a 2023, o Supremo Tribunal Federal expandiu gradualmente seus poderes, sob o argumento de proteger a democracia, mas concentrando em si atribuições que fragilizam pilares da ordem constitucional, como a separação dos Poderes, o devido processo legal e o equilíbrio republicano.

Não por acaso, o atual presidente da Corte, Luiz Roberto Barroso, afirmou publicamente que “a partir de agora o STF passa a ter um papel ativo na política brasileira”.

Passados mais de 10 anos, os acontecimentos atuais são consequências diretas e inquestionáveis do desvio que tomou nossa Suprema Corte. Um desvio sem nenhuma sinalização que pode muito bem nos levar a um inexorável abismo.

E parece que esse não é o fim. Talvez nem o fim do começo



POESIA - POR DiREITO - ZÉ LOPES

 


POR DIREITO 


Não quero o direito de culpar ninguém

Nem o dever de explicar o meu fracasso

Me atenua a dor o laço um tanto lasso

Que a vida concebeu e me tornou refém. 


Preso em correntes que arrastam para além 

Daquilo que imagino e inválido não faço 

Sozinho a ruminar a insipidez do vil bagaço 

Escarro na parede o amargor que me convém. 


 Não é que a fome  intensa dessa dor

Matou tudo que eu tinha de amor

E decompos a alma dividida


Me arrasto, me desgasto ao dissabor

Em meio aos meus pedaços  me dispor

A conviver com o que me resta desta vida.


Zé Lopes 

SEXTOU COM MUÇÃO