quinta-feira, 14 de maio de 2026

LULA VOLTA A LIDERAR PESQUISA

Mais um levantamento da Quaest foi divulgado na tarde de ontem , quarta-feira (13). A nova pesquisa mantém empate técnico entre o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), num eventual 2º Turno.

No entanto, Lula aparece um ponto na frente de Flávio. O petista voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto, contra 41%. Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente 42% a 40%.

Ao comparar embates entre o petista e outros candidatos, porém, o desempenho de Lula sobe: 44% contra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra Renan Santos (Missão).

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 08 e 11 de maio. A margem de erro é de 2% para mais ou menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03598/2026.

OPINIÃO - A VIDA É UMA FESTA RESISTE - POR BETO EHONG



Há 24 anos, por conta de um bendito descuido do universo, nascia o movimento da Vida é uma Festa. Um manifesto cultural que toca até hoje, toda quinta no centro histórico de São Luís. E ele surgiu na contramão de tudo: na contra mão de uma estética visual e musical que glorifica a mesmice e pune a criatividade, nasceu discordando do estado das coisas que insiste em ditar como a gente deve sentir a cidade. Foi uma eclosão rara disfarçada de improviso, dando à luz um som que ninguém esperava, mas precisava.

A Vida é uma Festa abraçou a leveza da performance sem promessas. E foi justamente por não prometer nada que ela não sentiu o peso da tal viabilidade. Transformou cotidiano, amor, criatividade e até uma certa dose de loucura em uma técnica de sobrevivência artística.

Naquela época, o cenário da cultura oficial já era um monumento à inoperância. E vamos registrar: a gente não sabia, mas o que estava ruim ainda ia piorar, e muito. Para o artista local, o cardápio oficial só oferecia três pratos: o ostracismo, a crença cega numa esperança que nunca chega ou a desordem.

A Vida é uma Festa escolheu a terceira via. Desordem.

Não uma desordem qualquer, a desordem barulhenta para que não sobrasse pra cidade apenas o absurdo. A desordem de contrapor, com propósito, do trabalho infinito e sem retribuição financeira. Quase um Sísifo maranhense, assumindo sua pedra e sua montanha como um destino feliz.

E por falar em felicidade... quanta gente tentou interrompê-la, não é? O movimento enfrentou de tudo: mãos pesadas da polícia, desocupação iminente e ruas obstruídas por cercas e tapumes, o design favorito de quem quer empurrar a cultura para um beco sem saída.

Só esqueceram de um detalhe: é fácil guerrear por terra ou domínio, mas calar a voz do tambor por decreto? É ruim, hein!

A gente não espera que um Estado que abandona os próprios arquivos no lixo entenda isso. Um Estado que deixa prédios históricos virarem cascas vazias e permite que a nossa diversidade raiz vire mato, sobrevivendo por teimosia entre as frestas do asfalto burocrático. Um estado que só serve para organizar megaeventos sem identidade alguma que enriquecem, ainda mais os artistas do agronegócio com contratos que a sociedade deveria olhar com lupa.

A Vida é uma Festa merece parabéns pelos seus 24 anos. Não só porque resistiu na contramão oficial, resistiu inclusive a perseguição da polícia. Não só porque ignorou os críticos técnicos, assustados com a audácia de quem cria mesmo quando o cenário se esconde atrás de tapumes cinzas e ruas vazias.0p

O parabéns a esse manifesto de todas as quintas é pela maior das ousadias: a de continuar sendo feliz, apesar de tudo.p

E a festa continua sendo a vida.


Beto Ehong é músico, DJ e produtor musical 

POESIA - O MORCEGO - AUGUSTO DOS SANTOS

 

O MORCEGO


Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.

Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:

Na bruta ardência orgânica da sede,

Morde-me a goela igneo e escaldante molho.


"Vou mandar levantar outra parede..."

— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho

E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,

Circularmente sobre a minha rede!


Pego de um pau. Esforços faço. Chego

A tocá-lo. Minh'alma se concentra.

Que ventre produziu tão feio parto?!


A Consciência Humana é este morcego!

Por mais que a gente faça, à noite, ele entra

Imperceptivelmente em nosso quarto!


Augusto dos Anjos 

HOJE TEM PAGODE DO PEDRO




SO MESMO ROBERTO COSTA


quarta-feira, 13 de maio de 2026

FELIPE CAMARÃO TEM APOIO DE LULA


Como era esperado, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gravou vídeo onde anunciou apoio a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT) para o Governo do Maranhão.

No vídeo, Lula pede que Camarão evite arrumar inimigos e consiga viabilizar mais amigos durante a disputa eleitoral.

Durante algum tempo, Lula defendeu uma unidade entre dinistas e brandonistas, já que ambos os grupos lhe apoiam no Maranhão, mas diante da impossibilidade de reeditar a aliança feita nas eleições de 2022, o presidente decidiu apoiar a pré-candidatura do seu partido, o PT.

No entanto, apesar da declaração de Lula, ainda existem alguns petistas trabalhando para que o partido possa ter um palanque duplo no Maranhão, para assegurar que Lula mantenha o bom desempenho nas eleições de 2026, que sempre teve em eleições anteriores.

PRA CANTAR DE GRAÇA NÃO BASTA SER SRTISTA, TEM WUE SER MARANHENSE


A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, lançou um edital de credenciamento de músicos, bandas ou grupos para a realização de apresentação cultural no Mirante da Cidade sem oferecer um cachê.

Além de não receber dinheiro pelas apresentações, os artistas ainda devem atender a uma lista extensa de compromissos e responsabilidades, conforme o edital.

Dentre elas: responsabilizar-se por todas as despesas dos equipamentos musicais e de transporte dos mesmos até o local de apresentação; e responsabilizar-se pelas despesas decorrentes da confecção de qualquer impresso ou material de decoração da sua exposição que não seja de responsabilidade da Secretaria Municipal de Turismo.

A gestão municipal alega que “ao oferecer esta apresentação de forma voluntária, os músicos visam não apenas apresentar seu repertório, mas também ampliar sua visibilidade, gerar futuras oportunidades profissionais e fomentar uma cena cultural mais ativa e participativa no local”.

O resultado do certame deve ser divulgado no próximo dia 22, e as apresentações devem iniciar no dia 11 de junho e seguem até o mês de dezembro. O projeto deve acontecer às quintas-feiras, das 17h30 às 18h30 no Mirante da Cidade, localizado no prédio da Secretaria Municipal da Fazenda, na rua do Egito

POPULAÇÃO DE ESTREITO RECEBE ORLEANS BRANDÃO COM FESTA

 

Em continuidade à agenda de diálogos com a população maranhense, o pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, esteve no município de Estreito, no dia de ontem, terça-feira (12), durante os atos comemorativos pelo aniversário de 44 anos da cidade. Acompanhado pelo prefeito Léo Cunha, ele cumpriu uma série de compromissos voltados à escuta das demandas locais, visita a obras e ao fortalecimento de apoios ao seu projeto político por parte das lideranças da região.

A agenda incluiu visitas a importantes investimentos em infraestrutura esportiva e urbana promovidos pelo Governo do Estado na cidade, como a Areninha Esportiva e as obras de revitalização da Orla de Estreito. Visitou também a área onde será construído o novo hospital municipal, que contará com 10 leitos de UTI.

Na ocasião, ele parabenizou os estreitenses, agradeceu a acolhida calorosa e reforçou o compromisso com a melhoria das condições de vida da população, destacando a importância do município para o crescimento do Maranhão, especialmente por sua localização privilegiada para logística, presença de indústrias e pelo comércio pujante.

“Mas a maior riqueza desta terra são as pessoas, gente trabalhadora que muito contribui para o desenvolvimento do município e do nosso estado. Por isso afirmo que quero seguir trabalhando por essa gente e por essa cidade tão querida, a qual parabenizo por seus 44 anos”, frisou.

Ao destacar os investimentos realizados pelo governo estadual em Estreito, principalmente quando esteve à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão reforçou a importância de iniciativas que unem qualidade de vida e desenvolvimento econômico e social. A Orla de Estreito, localizada na Avenida Beira Rio, é uma dessas iniciativas. Ao visitar as obras de revitalização do espaço, ele destacou o impacto positivo das intervenções que transformam o local em uma área moderna voltada para o lazer, o turismo e a convivência social.

A Areninha Esportiva de Estreito também foi outro ponto visitado por Orleans. O espaço, que será inaugurado no próximo sábado (16), foi projetado para incentivar a prática esportiva e promover o lazer e a convivência comunitária, contando com campo de futebol, pista de caminhada, áreas acessíveis, praça de convivência e sistema de iluminação eficiente para uso noturno.

Além disso, Orleans lembrou que o município acaba de receber o anúncio de construção de um Centro de Hemodiálise, que será inaugurado ainda este ano.

Investimentos – O prefeito de Estreito, Léo Cunha, destacou a parceria e o compromisso de Orleans Brandão com o município, agradecendo pelo empenho na viabilização de importantes investimentos para a cidade.

“Quero começar agradecendo a você, Orleans, uma pessoa por quem tenho respeito e carinho, porque acompanhamos de perto o quanto você lutou por Estreito para trazer benefícios ao nosso município. As obras estão aí para mostrar esse compromisso, e nós somos muito gratos pelo seu empenho. O que estamos vivendo agora na saúde é motivo de grande comemoração: vamos receber um hospital novo, completo, com UTIs, algo que a nossa população sonha há muitos anos e que, em breve, será uma realidade”, disse Léo Cunha.

Participaram ainda da visita o deputado Antônio Pereira, o ex-secretário de Saúde Tiago Fernandes, vereadores municipais e outras lideranças da região.

COTA DE GENERO ,- AINDA NÃO VAI SER DESSA VEZ

Se já não bastasse o fato da ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, não ter priorizado a votação das ações sobre Cota de Gênero na sua gestão, mais uma mulher parece não querer dar celeridade para a conclusão desses julgamentos no TSE.

O recurso do PSD contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, que considerou que o Podemos não usou candidatura laranja nas eleições de 2022 para deputado estadual, estava na pauta virtual do TSE para julgamento entre os dias 08 e 14 de maio, mas faltando dois dias para concluir o julgamento, a advogada Estela Aranha, atualmente ministra do TSE, pediu vista e terá um prazo de até 90 dias para se posicionar.

Vale ressaltar que o relator desse processo, o ministro André Mendonça, já havia votado e entendeu que o Podemos não respeitou a cota de gênero, determinando a anulação dos votos da chapa.

O curioso é que essa é a segunda vez que ministra Estela Aranha pede vistas em processos sobre Cota de Gênero no TSE, envolvendo o Maranhão. A advogada já havia pedido vista no recurso do PSC, que foi condenado no TRE por uso de candidatura laranja na mesma disputa eleitoral. Estela Aranha ainda não devolveu o processo.

A coincidência é que Estela Aranha é próxima do maranhense e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A advogada trabalhou na gestão de Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Outra grande coincidência é que um dos deputados do Podemos que perderia o mandato seria Leandro Bello, sobrinho do maranhense Ney Bello, desembargador federal e muito amigo de Flávio Dino.

Uma pena que algumas mulheres, quando podem, como no caso de Cármen Lúcia e Estela Aranha, parecem não ter preocupação em dar celeridade e concluírem os processos sobre Cota de Gênero, afinal é uma vergonha para Justiça Eleitoral que um processo questionando eventuais fraude nas eleições de 2022, ainda não tenha sido concluído em 2026.

É aguardar e conferir, mas é muito provável que os processos só sejam concluídos em 2027, fazendo com que, nesses casos, os eventuais crimes eleitorais compensem.




CRÔNICA - O 23 DE MAIO NAO FOI CARIDADE + POR ZEZINHO CASANOVA


O 13 de Maio não foi Caridade

Em Bacabal, maio sempre chega vestido de duas cores: o verde das margens do Mearim e o preto invisível da memória que o Brasil insiste em esconder debaixo do tapete da História.

Na Praça Santa Terezinha, enquanto os carros passavam cuspindo pressa e fumaça, seu Antônio Preto, “dono” de um boi sotaque de Zambumba, ajeitava lentamente o chapéu de palha. Sentado num banco gasto pelo tempo, parecia conversar com os fantasmas da cidade. Não os fantasmas de lençol branco das histórias de assombração. Eram outros. Fantasmas que carregavam correntes nos tornozelos e cicatrizes nas costas.

Um menino parou diante dele .Ayo com seus 12 anos não era formador de opinião, mas sua curiosidade em saber o porquê das coisas lhe dava ares de ter mais idade.

— Vô, é verdade que a Princesa Isabel libertou os escravos porque era boazinha?

Seu Preto soltou uma risada seca. Dessas que não nascem da alegria, mas do cansaço. O coração bateu forte feito a Zabumba do seu bumba-meu-boi.

— Menino… se bondade acabasse com escravidão, o mundo nunca tinha precisado de revolta.

O vento atravessou a praça como quem queria ouvir melhor. Seu Preto olhou para o rio Mearim com olhos fixos no passado.

— A abolição não foi presente. Foi derrota da elite escravista. – Afirmou  seu Preto com um tom de vitória.

O menino franziu a testa. Ayo queria apenas entender o que dissera a professora de história na escola.

— Derrota? – Questionou Ayo.

— Sim. Os fazendeiros lutaram até o último segundo pra manter nossos parentes  acorrentados. Compravam políticos, financiavam deputados, inventavam leis que pareciam liberdade, mas eram armadilhas com perfume de progresso.

Seu Preto apontou para o céu, como se lesse palavras invisíveis. A história de seus ancestrais estrava escrita e gravada na sua mente, quem contou foi sua vó Venancia do Seco das Mulatas.

— A Lei do Ventre Livre dizia que os filhos dos escravizados nasceriam livres… mas tinham que trabalhar até os vinte e um anos. Liberdade com coleira.

—E a Lei dos Sexagenários?

— Libertava os velhos quando o corpo já estava quebrado pelo trabalho. Era como devolver ao mar um peixe depois que ele já morreu.

O menino ficou em silêncio. Cada palavra que ele dizia surgiam em sua mente como imagens acústicas,

Ao redor, Bacabal seguia viva: mototáxis zunindo como insetos nervosos, vendedores gritando promoções, ônibus sacudindo poeira. A cidade parecia correr sem perceber que pisava sobre séculos mal enterrados. Eram fantasmas, almas penadas sociais que se viam na obrigação de assombrar o futuro.

— Então a princesa não acabou com a escravidão? – Quis entender Ayo curioso,

— Quem acabou foi o medo da elite de perder tudo. A Inglaterra pressionava. Os escravizados fugiam em massa. Quilombos como o São Sebastião dos pretos cresciam por toda parte. O Exército já se recusava a caçar fugitivos. A escravidão não foi desmontada com delicadeza. Ela apodreceu em praça pública.

Seu Raimundo levantou devagar. Seus passos eram devagar devido ao peso da história que carregava nos ombros.

Os olhos dele tinham uma tristeza antiga, dessas que passam de geração em geração como herança invisível. Essa herança agora se materializava em novas arapucas da modernidade.

— Quando veio o 13 de maio de 1888, a princesa assinou a tal da lei áurea, a elite perdeu os escravizados… mas não perdeu as terras, nem o dinheiro, nem o poder político. E sabe o que fizeram com os libertos? Nada. Porque o Brasil não deu escola, não deu terra, não deu trabalho digno. Jogaram o povo negro numa liberdade vazia, como quem solta alguém no meio da tempestade sem abrigo. Libertaram o povo negro da senzala, mas penduraram nossos descendentes nos morros, nas periferias e nas margens invisíveis do país

O menino olhou para as próprias mãos. As palavras do avô ecoavam na cabeça do menino como tambores atravessando o tempo...

— Então o racismo de hoje começou ali?

Seu Raimundo respondeu quase num sussurro:

— O racismo de hoje é a continuação daquela assinatura. Só trocaram as correntes de ferro por outras mais modernas.

A tarde começou a cair sobre o Rio Mearim. O céu parecia uma brasa acesa. Bonito de se ver de onde estava com o neto.

Do outro lado da praça,  professora   Raquel encerrava a aula dizendo aos alunos:

— A abolição foi um ato de humanidade.

Seu preto lhou para o neto sacudindo a cabeça em sinal de desaprovação ap que ouviu.  Respirou fundo. Depois falou baixinho, como quem conversa com o próprio país:

— Humanidade teria sido repartir terra. Construir escolas. Garantir dignidade. O 13 de maio não foi bondade. Foi uma derrota incompleta da escravidão.

O menino perguntou:

— E o Brasil ainda vive essa derrota? – Indagou Ayo.

Seu Preto olhou para os bairros pobres espalhados pela cidade, Setubal tinha todas as caraterísticas de um quilombo urbano, embora não fosse reconhecido, a Trizidela estava á sua frente. Visualizou em sua tela mental  os rostos negros a carregar  caixas, empurrando bicicletas, limpando vidros de carros nos sinais.

Então respondeu:

— Vive meu neto. Porque a senzala acabou no papel. Mas muita gente poderosa passou séculos construindo maneiras novas de deixar o mesmo povo do lado de fora da casa-grande.

O sino da igreja Santa Terezinha bateu seis horas. Era Padre Lauro com sua cara de Santo Barroco que fez dieta chamando para a Missa das sete.

E naquela hora, Bacabal inteira pareceu ficar alguns segundos em silêncio. Como se até a cidade tivesse entendido que liberdade sem justiça é só uma porta aberta para o abandono.


Por José Casanova

Professsor, Jornalista, escritor e cronista

membro da Academia Bacabalense de Letras

Academia Mundial de Letras da Humanidade