domingo, 2 de junho de 2013



E LÁ SE FOI NEYMAR


          Sou suspeito para falar sobre Neymar, considero o jovem e boleiro jogador, o melhor que vi jogar nos últimos tempos, superando Robinho, Kaká, Adriano, Ronaldo Fenômeno, Romário e mais alguns outros que poderiam jogar tranquilamente no meu time.
Nos últimos dias o assunto se tornou "pontual", "intenso", pois consideram o ex-craque santista de muita "qualidade".
A Globo se esmerou no assunto, fazia chamadas e mais chamadas, seus locutores eram orientados a chamar a atenção segundo a cada segundo, ficando até cansativo. Não via a hora de, a qualquer momento, o Jornal Nacional designar, escalar um de seus "âncoras" de bancada, William Bonner ou Patrícia Poeta, para fazer plantão em frente ao hotel ou concentração, local onde o novo milionário europeu poderia estar aprontando, quer dizer, negociando ou dando entrevistas sobre sua saída para o Barcelona.
Não via hora, também, da Globo designar, isto é, escalar alguém do seu núcleo de novela para arrumar o cenário e as sequências do próximo capítulo da novela "Neymar: Barça ou Real?".
E essa escolha fez "pipocar" (no bom sentido) debates no rádio e nas rodinhas de bar o que seria melhor para ele: jogar ao lado de Messi ou ao lado de Cristiano Ronaldo? Os mais afoitos dizem que no Barcelona ele se tornará mais um "assessor", mais um ajudante, um garçom, em alto estilo, para Messi. No Real, mesma coisa em relação ao Cristiano (como diz o Felipão). 
Acham que a figura dos dois poderá ser um obstáculo para o crescimento do jogador brasileiro. Na minha opinião, se ele jogar o que sabe, não se intimidar nem aceitar ser mais um na multidão, poderá conquistar o espaço que é seu e, em curto espaço de tempo, ser aquilo que esperamos dele, o melhor, o mais completo jogador do momento!.
O leilão me lembrou a chegada do Ronaldinho Gaúcho no Mengão. Antes, houve uma batalha campal entre o clube rubro-negro, Palmeiras e Grêmio para ver quem dava mais. E, naquela esperteza de sempre, o irmão-empresário do dentuço optou pelo Flamengo, uma jogada de marketing daquelas. Ocorre que o Flamengo assumiu um compromisso que não podia cumprir, pagando ao boleiro-baladeiro soma astronômica, fora da realidade do clube e ainda teve uma empresa que não assumiu sua parte no latifúndio e jogou o Mengão às feras, à inadimplência e o manjado jogador foi ganhar menos de um terço no Galo das Alterosas.
Neymar já deu o que tinha que dar no Santos, outrora time de respeito e com elenco dos melhores. O Santos de hoje não é nem a sombra da caricatura do Santos de antigamente. E era agora ou nunca.
Daqui um ano, depois da Copa do Mundo 2014, Neymar teria passe livre e deixaria o Santos a ver navios e avião. Tinha que tirar algum e não fazer como o São Paulo que deixou Kaká sair quase de graça. Por isso, não tinha como segurar mais o jogador moicano na Vila Belmiro e o Santos vai poder fazer um pequeno caixa e reforçar pouco o elenco, embora a saída de Neymar nem com reposição de uns 4 ótimos jogadores chegará ao nível de quando Neymar estava em campo.
No encerramento do "Fantástico", a Globo fez um réquiem de despedida dedicando um "corolário" de imagens homenageando o craque: "O domingo sem Neymar", lógico, a partir de agora. Relembrou lances que marcaram, gols antológicos, firulas, voleios, malabarismos, aquilo que o "menino da Vila" fazia com maestria.
Seus admiradores, suas viúvas, seus fãs de carteirinha, vão ter que assistir pela televisão suas futuras performances. Ficamos órfãos? Talvez não!
Fica a imagem da emoção de sua despedida com lágrimas escorrendo pelo seu rosto de menino, demonstrando que está indo por força das circunstâncias (oportunidade de fixar sua imagem e ganhar um bom dinheiro).
Ficou, também, o festival de gols perdidos pelo Mengão em sua despedida na Arena do Jacaré (Brasília), num zero a zero de mandar pra casa!
O que seria melhor pra ele: ser o melhor do Brasil ou mais um na Europa?
O nível do futebol brasileiro caiu um pouco, bom seria se não fosse, mas fazer o quê?
Só podemos desejar que ele se torne em pouco tempo o melhor do mundo, porque futebol pra isso ele tem.
E ficar torcendo para que surja mais um "fenômeno" para nossos locutores e cronistas esportivos insistirem veementemente que o lugar de "gênio" e "pegar" experiência é nas "Europas"!
E vamos que vamos!

Jamir Lima


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