quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

MORRE DR. HIDALGO LEDA




Morreu no final da manhã desta quarta-feira (11) o médico Hidalgo da Silveira Leda. O médico bacabalense era cardiologista e morreu em consequencia de um infarto do miocardio. Ele chegou a ser atendido no pronto-socorro municipal de Bacabal, cidade onde residia. 

Hidalgo Leda foi vereador em Bacabal e por duas vezes secretário de Saúde na cidade. 



Seu corpo será velado na Pax União, bairro Vinhais, em São Luis, e o sepultado acontece lá mesmo em nossa capital.
 

GOVERNO DILMA APERTA O CINTO DO CONTRIBUINTE SEM APERTAR O PRÓPRIO



Presidente Dilma Rousseff durante reunião ministerial.

Desde o fim do ano passado, a nova equipe econômica do Governo Dilma vem anunciando uma série de medidas pouco populares para tentar diminuir o rombo nas contas públicas, incluindo a elevação de tributos e o ajuste nas regras para o acesso ao seguro-desemprego, pensões e auxílio doença. As práticas, que destoam das promessas da presidenta durante a campanha eleitoral, pesam no bolso do contribuinte, enquanto o Governo não dá sinais claros de que passará a tesoura nos próprios gastos para alcançar a meta de poupar 66,3 bilhões de reais. Esse valor corresponde a 1,2% do PIB, que é o superávit primário prometido para 2015.

"O que eles fizeram foi apertar o cinto da classe média ao invés de apertar o próprio cinto. Chega a ser incoerente o ajuste na receita com aumento de impostos diante da gastança do Governo nos últimos anos", afirma o professor de economia do Ibmec Alexandre Espírito Santo. De acordo com o especialista, na última década, houve um aumento de despesa na ordem de 10% ao ano. Em 2014, as contas do Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registraram o primeiro déficit primário em 18 anos, de 17,24 bilhões de reais.

Presidente Dilma Rousseff durante reunião ministerial.Para ajudar a aumentar a arrecadação do país em cerca de 20,63 bilhões neste ano - valor necessário para fechar as contas projetadas - o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou quatro medidas que envolvem a cobrança de tributos em um momento que os brasileiro já paga impostos elevados. Uma das principais medidas foi a elevação das alíquotas de PIS/Confins e Cide sobre os combustíveis. O aumento conjugado dos dois tributos responde por uma alta de 22 centavos para a gasolina e de 15 centavos para o diesel. O Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), incidente sobre pessoa física, dobrou: passou de 1,5% ao ano para 3%.

As outras medidas foram: ajuste da alíquota do PIS/Cofins sobre a importação, de 9,25% para 11,75%, e a equiparação do atacadista ao industrial no setor de cosméticos para aplicar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outra decisão que não favoreceu o trabalhador foi o veto ao reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda. Se o aumento tivesse sido aprovado, as pessoas que ganham até 1.903,98 reais não precisariam prestar contas à Receita Federal.

Para o economista Paulo Rabello de Castro, as medidas anunciadas só irão trazer mais recessão e não contribuirão para a queda da inflação, que ainda se mantém no teto da meta. "Se o Governo não tem uma política econômica capaz de cortar um pouco das despesas do grande gastador, que é o setor público, e ainda produz recessão justamente no setor produtivo, ele não pode esperar que o Brasil cresça", explica. Uma pesquisa feita entre instituições financeiras pelo Banco Central mostra que a projeção do mercado é de que o país tenha um crescimento nulo em 2015.

Enquanto a lei orçamentária não é aprovada pelo Congresso (a votação deve acontecer ainda neste mês), os gastos da máquina pública são limitados a 1/12 do valor que está projetado na lei. O Governo também decretou, no último dia 8, um corte provisório de 33% sobre as despesas não obrigatórias, como viagens, diárias e gastos administrativos. De acordo com a assessoria do Ministério do Planejamento, essa limitação provisória significará um bloqueio mensal de 1,9 bilhão de reais e preserva os recursos de investimento e as ações prioritárias nas áreas de Saúde e Educação. Mas, a avaliação geral é que essas medidas são insuficientes.

"Até agora só foram feitos cortes avulsos, de vento. Quando se falará de uma regra para o Governo se ajustar? É necessário uma reforma geral. Nunca houve um plano real de contenção que determine que os gastos públicos precisam crescer como uma fração proporcional ao PIB. Há 20 anos, colocam o cidadão para pagar esse ajuste. É uma surra no contribuinte, nem na Grécia se aplicou algo desta maneira", afirma Castro.

Votação do Orçamento Impositivo

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentará colocar em votação a PEC do Orçamento Impositivo. De acordo com o texto, as emendas parlamentares individuais devem ser executadas até o limite percentual de 1,2% da Receita Corrente Líquida da União do ano anterior. Metade desse valor deve, obrigatoriamente, ser destinada  a programas na área de saúde. Na soma total, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 prevê 9,6 milhões de reais, cerca de 16 milhões de reais por parlamentar, que não poderão ser atingidos por cortes. 

De acordo com Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, a execução das sugestões de gastos feitos pelos parlamentares pode interferir na lei do Orçamento que ainda será votada. "Como as emendas possuem um teto e metade do valor irá para a saúde, talvez o Governo reduza um pouco das propostas para o Ministério da Saúde. Porém, é importante destacar que o Orçamento da União é autorizativo e não impositivo. Dessa forma, ele pode sofrer alterações", explica Almeida.

Ainda segundo o especialista, mesmo que o Governo tenha evitado o tema, a redução nos investimentos parece inevitável. "É a única despesa que conseguiria cortar de forma rápida os gastos públicos. O próprio Joaquim Levy, como secretário do Tesouro em 2003 no governo Lula, adotou essa medida fiscal e cortou 50% dos investimentos", afirma. 

Enxugamento da máquina pública

A presidente Dilma Rousseff já deixou claro que não pretende fechar ministérios para controlar os gastos, pois em sua opinião o problema das despesas não é a quantidade de pastas do Governo, que hoje já somam 39. "Por mais que fosse o caso de optar por enxugar a máquina administrativa ou cortar secretarias, o Governo atual e seu apoio político não permitem este tipo de reforma", afirma João Sayad, doutor em economia.

O professor Alexandre Espírito Santo calcula que um corte de metade dos ministérios geraria uma economia de 0,6% do PIB e a demissão de 20% dos funcionários ajudaria a poupar 0,4% do PIB. "É claro que não é necessário fazer esse tamanho de corte, mas poderia se pensar em acabar com pelo menos uns cinco ministérios, temos funcionalismo em excesso", explica Santo.

Ainda de acordo com o especialista, no atual momento, Levy está preocupado em entender os "reais esqueletos escondidos no armário" do Governo. "Este será um ano muito difícil, de transição, vão precisar de um tempo considerável para ajeitar as contas. A questão da queda de preço das commodities, sem perspectiva de alta neste ano, torna ainda mais difícil esse panorama", completa.

GOVERNO CONFIRMA MIRIAM BELCHIOR NA PRESIDÊNCIA DA CAIXA



O Palácio do Planalto confirmou a indicação da ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, para a presidência da Caixa Econômica Federal (CEF), conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, em 9 de janeiro. Miriam substituirá Jorge Hereda, que ficou no cargo durante quatro anos. A posse de Miriam Belchior está marcada para o dia 23 de fevereiro. 

À frente da Caixa, Miriam Belchior ajudará o governo a tocar a terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida, que prevê a construção de três milhões de unidades habitacionais. Outra missão da nova presidente da Caixa será preparar o banco para uma abertura de capital, ideia levantada por Dilma no fim do ano passado, mas que ela própria disse que será um "processo demorado".

Dilma, Miriam e Hereda estiveram reunidos na manhã desta terça-feira, no Planalto. Na nota, a presidente Dilma agradeceu a "dedicação, a competência e a lealdade de Hereda". O ex-presidente da CEF permanecerá no cargo até a conclusão de uma transição e a formação da nova equipe.

Com a ida emergencial do ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para o comando da Petrobrás, a presidente Dilma decidiu manter Luciano Coutinho na presidência do BNDES, ao menos por enquanto, conforme apurou o Broadcast.  

FOLIÕES NO CARNAVAL







CRIANÇADA NA FOLIA

O Bloco os Foliões fez a festa da criançada na escola Justo Jansen, no centro da cidade, no sábado passado pela manhã. As ações lúdicas do pontinho de cultura Foliões Mirins participaram novamente das festividades carnavalescas dos alunos, que dançaram ao ritmo dos sambas tradicionais, batucadas, marchinhas e outros ritmos afros, europeus e indígenas que caracterizam tão bem nosso animado carnaval.

Os Foliões é parceiro de várias escolas públicas e particulares, em especial o Justo Jansen, colégio fundado na rua onde o bloco tem sede – um fica quase que em frente ao outro. O pontinho de cultura Foliões Mirins é um dos vitoriosos projetos da entidade, tendo sido premiado pelo Ministério da Cultura e pela Funarte.

FOLIÕES NA CIDADE OPERÁRIA

Em mais uma edição do projeto Andanças e Folias, o Bloco Os Foliões fez a festa de familiares e amigos no sábado a noite, na Cidade Operária. Cantando sucessos de seu repertório, o bloco animou principalmente as crianças na Unidade I, fazendo um grande arrastão de alegria pro onde passou.

O projeto é realizado há três anos e acontece de uma a duas vezes por mês durante o ano inteiro. São realizadas apresentações, cortejos e oficinas em vários bairros de São Luís, fortalecendo as ações do ponto de cultura Bordados e Encantarias do Maranhão.


FOLIÕES NA MADRE DEUS

O Bloco Os Foliões foi uma das atrações artísticas na Praça da Saudade, Madre Deus, domingo a noite. Com suas belas fantasias, o bloco agitou a multidão presente ao som de seus sambas campeões e muita música brasileira de primeira qualidade.

Até sexta-feira, o bloco fará várias apresentações pela cidade, sendo que desfila na passarela no sábado gordo e volta aos shows no domingo, estendendo a programação até terça.


FOLIÕES NA OFFICINA AFFRO

O Grupo Foliões participou do belo cortejo que o bloco Officina Affro promoveu doingo passado, saindo da Praça Deodoro, descendo a Rua do Passeio em direção à Madre Deus.

A ação integra o intercâmbio cultural entre os pontos de cultura do Maranhão, que garante atividades artísticas e oficinas juntos.  As duas entidades ainda se encontrarão mais duas vezes, inclusive na passarela do samba.

FOLIÕES É ÁFRICA
 
O espetáculo que o Bloco Os Foliões promoveu na sexta-feira a tarde, descendo a Rua Grande em grande cortejo, é apenas uma prévia do que será o trabalho do bloco mais premiado do Maranhão nos três dias de folia. Quase tudo pronto para o grande espetáculo Africanidade: Guerreiros Africanso em Busca da Liberdade, que o bloco apresentará esse ano.

Serão 120 foliões devidamente fantasiados, homenageando a cultura afro-maranhense e grandes personalidades negras que lutaram pela igualdade racial em todo o mundo.

O samba de Zé Lopes, Gilvan Mocidade e Walasse Godinho  tem sido um dos grandes destaques nos programas que cobrem o carnaval 2015.

Godinho, Gilvan e Zé Lopes, os três autores do samba dos "Foliões" 2015