domingo, 15 de fevereiro de 2015

HOMENAGEM AOS ANTIGOS CARNAVAIS



Maesro Almir Garcez Assaí
Desde pequeno, fui apaixonado por carnaval. Lembro-me das “congas”, extinto tipo de calçado, que a minha mãe comprava para a época. Cresci vendo os blocos Boêmios, Asas, Estrela e Salgueiro, que depois viraram escolas. Acompanhei essa evolução e fiz parte dela e comecei compondo para o Salgueiro do Samba do bairro Trizidela uma ode ao Rio Mearim. Daí pra frente não parei mais. Fui campeão pelo Asas do Samba com “ O mundo encantado da criança” uma parceria com o poeta Paulo Campos, fui campeão com Unidos do Juçaral com “Orixás” e tri campeão com a Unidos do bairro D”areia, sambas em parceria com Abel Carvalho e Paulo Campos.

Participei ativamente de carnavais como repórter do Sistema Mirante, comandado pelo empresário Hidalgo Neto, fiz show como cantor, participei de blocos organizados, blocos de sujo. de festivais de marchinhas. de concursos de sambas de enredo e rodei muito os salões dos clubes sociais, principalmente o salão da União, único clube da minha infância que aceitava negros. Lembro com saudades daqueles carnavais, das cachaçadas, dos lanças, dos lolós, do pó, da maisena, da água gelada. Ai que saudades das marchinhas acompanhadas por uma orquestra de sopros.

Lembro quando íamos eu, Abel, Paulo Campos, Otavio Filho, Osvaldino, Galego, João Sobrinho, Antônio Sobrinho, Péricles, Henrique, Ezrael, Marcelo, Fernando, Leonardo, Lilio, Meng, Lorão, Jânio Chaves, João Teixeira, Tchacka, Miltão do Incra, Corró, Vera, Dethe, Léa, Providência, Janete  e tantos outros, sentar na praça pra tocar violão e beber cachaça com tira-gosto de limãozinho.

Lembro de tantos e tantos carnavais que daria aqui pra escrever laudas e laudas, mas vou me ater a abrir o meu baú de recordações e mostrar algumas fotos.

Essa é a homenagem do Blog do Zé Lopes aos antigos carnavais.


Carnaval da década de 60
Carnaval da década de 60
Carnaval da década de 60
Carnaval da década de 60
Carnaval da década de 60
Carnaval no Bar do Bulão
Carnaval da do salgueiro da Trizidela
Festival de Marchinha - Adm. Raimunda Loiola
Chiquinho, Hidalgo, Papeye, Joana darc, Marcelo, Zé Lopes e Morgana - Unidos do bairro D'Areia
Ângela, Robson, Jomar, Papete, cesar Roberto, Guido - Carnaval da Rádio Mirante
Dalva Lemos - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Dalva Lemos - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Dalva Lemos - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Marlélia Santos - Destaque Asas do samba
Steffany - Destaque Asas do Samba
Léa Waldilena - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Léa Waldilena - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Léa Waldilena - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Léa Waldilena - Destaque Unidos do Bairro D'Areia
aria Teresa santos- Destaque Unidos do Bairro D'Areia
Péricles, sergio e Luzimar
Péricles Asas do samba
Evandro, Josias Sobrinho e Zé Lopes no carnaval da AABB
Zé Lopes fazendo show no carnaval - ADM - Raimunda Loiola
Carnavalda União
Luzimar, Sérgio e Ana P_aula
Delcilene e Zé lopes no Carnaval do ICARAÍ
Paulo Trabulsi, Zé Lopes, Zeca e Evandro no carnaval do VANGUARD
Carnaval do VANGUARD
Zé Lopes Asas do Samba
Tchaka no Asas do Samba
Evelucia, Massoé, Zé Lopes e Abel no Unidos do Bairro D'Areua
Millon, Fábio Leça, Lourinho Vieira, Zé Lopes e Kallil no carnaval da Beira Rio
Zé Lopes e Rosário no Carnaval do vanguard
Zé Lopes e maurilia no carnaval do VANGUARD
Vanguard
Zé de Brito e Brito Neto
Cleide, Zé Lopes e Ivana  Unidos do bairro D'Areia
Lea, Magda
Jesa, Corró, Tesesa e Carlinhos Casqueta
Concurso de fantasia VANGUARD
Galera da praça
Lea Ladeada por Walkiria e Wedia
Zé Jardim, o mestre

sábado, 14 de fevereiro de 2015

DESFILE DOS BLOCOS TRADICIONAIS DO GRUPO B NÃO EMPOLGA




A noite de ontem na passarela  do samba em São Luis, foi destinada ao desfile dos blocos tradicionais da série B, trazendo para o popular, segunda divisão. A falta de critério, a falta de bom gosto, a ausência total de criatividade por parte das agremiações, é o reflexo da quase nenhuma notoriedade e no frigir dos ovos, pouquíssimas pessoas saíram de suas casas para ver aquele festival de feiúra, um numero inexpressivo de espectadores estiveram nas arquibancadas, pouco mais de cem pessoas.

Diante desse quadro, a Comissão do Carnaval junto com a Associação ou Liga dos Blocos Tradicionais, deveriam reunir e definir um critério para ser “Bloco Tradicional” e conseqüentemente formar mais uma ou duas séries, ou seja, uma terceira e quarta divisão.

A parte que coube a Prefeitura e a Func – Fundação Municipal de Cultura, foi cumprida na risca, conforto para os jurados, transporte, alimentação, assistência, para os blocos não foi diferente, toda a assistência e aparato para um bom desfile, som, passagem, avenida limpa e tudo mais. A organização é digna de uma nota 10.

O que tem que ser discutido, e urgente, repito, é a formação de pelo menos, um grupo “C” logo, com a ajuda financeira da Associação, da Prefeitura/Func, das leis de incentivo e de outras fontes patrocinadoras, fica confortável comprar uma peça de pano, vestir meia dúzia de pessoas e passar na avenida batendo tambor com a certeza de ano que vem tudo irá se repetir. É preciso que haja mais rigor e exigências para que a dignidade e o nome “Tradicional” seja respeitado no carnaval de São Luis. Quem viu o “bloco” Os Vingadores desfilar vestido de fofão, sabe que aquilo de tradicional nada tinha, era um autêntico bloco de sujo, literalmente sujo. 

Dos dezoito blocos que estavam selecionados para desfilar, seis não compareceram e que punição eles terão para o ano que vem? É preciso definir qual o número mínimo de brincantes para que possa concorrer, é preciso um julgamento rígido no quesito fantasia e é preciso também que se abra mais um item para julgamento, interpretação.

O dsigner Wilson Bozzó
Os sambas cantados ontem, muitos são dos mais renomados compositores da ilha como é o exemplo de Roberto Ricci, Walasse Godinho, Renato Dionizio, Coqueiro, Coronel Franklin, Vovô, Preto Jorge, Vicente Melo, Jailson Pereira, Jeová França, Marcilio Dias, Magno, Luzian Filho, Josias Filho, todos com destaq1ue na música popular produzida no Maranhão. Deixando de lado os compositores, seus intérpretes foram um fiasco, apenas três ou quatro seguraram a peteca, com destaque para Vovô que puxou os Trapalhões e entre os antagonismos que a noite reservou, o bloco Os Guerreiros apresentou o melhor samba e o melhor intérprete, mas pasmem, um samba imenso para um bloco mínimo. Outro destaque, para baixo, foi para o bloco Vinagreira Show que veio arrumadinho, com um bom samba do Roberto Ricci mas com um intérprete que não conseguiu afinar uma nota sequer durante o desfile.

Sobre fantasias, que se parecem demais, mudando só as cores, o premiado designer Wilson Bozzó, explicou que muitos carnavalescos de blocos, ainda estão naquela de que tradicional é a mesmice e por isso tem medo de ousar. “Esses donos de blocos se prendem ao termo e à dinâmica tradicional, preservam a estética do antigo, isso também acontece com alguns blocos do grupo “A”, diz Bozzó que já foi campeão por vários blocos usando materiais alternativos e fantasias diferentes.

Quatro Blocos subirão para a elite e desfilarão no ano que vem entre os grandes. A escolha vai ser muito difícil. Pobres jurados.