O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal realizasse busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim.
De acordo com as primeiras informações, a decisão de Flávio Dino é relativa a um inquérito sobre obstrução de justiça. A ação tem origem em supostas gravações feitas pelo empresário César Cutrim, dono do jornal Itaqui-Bacanga, na residência do ex-titular da SSP-MA. César é pai de Gilbson Cutrim, autor do assassinato do Tech Office.
O processo do “Caso Tech Office” tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi avocado por Flavio Dino, que assumiu sua relatoria ainda no ano passado.
A ordem autorizou a apreensão de documentos, computadores, celulares, tablets, HDs, pen drives e outros elementos relacionados às condutas citadas na decisão que fundamentou a medida.
A nova decisão do ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, acaba por entrar no rol das “decisões questionáveis” do ministro maranhense, afinal muitos entendem, inclusive no meio jurídico, de que Dino deveria “se dar por impedido”, afinal decisões tomadas referentes ao Maranhão, principalmente quando alcançam políticos, acabam por atingir aliados e/ou adversários do seu período na política partidária
PRISÃO DOMICILIAR
Além do mandado de busca e apreensão, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, em outra decisão, também determinou a prisão domiciliar do ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim.
Diante da situação, Raimundo Cutrim se apresentou na sede da Polícia Federal em São Luís para cumprir a determinação de Dino. O ex-secretário também utilizará tornozeleira eletrônica.
Cutrim está sendo acusado de “obstrução de justiça” no caso do assassinato no “Tech Office” . O episódio tem origem em supostas gravações feitas pelo empresário César Cutrim, dono do jornal Itaqui-Bacanga, César é pai de Gilbson Cutrim, autor do assassinato do Tech Office.
O processo do “Caso Tech Office” tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi avocado por Dino, que assumiu sua relatoria ainda no ano passado.
Nos bastidores, a informação é que Raimundo Cutrim seria apenas o primeiro alvo, já que outros membros do Governo Carlos Brandão e familiares do governador seriam alcançados por decisões de Flávio Dino. O curioso é que todos seriam adversários políticos dos “dinistas” e é exatamente por esse motivo que muitos defendem a tese que o ex-governador maranhense deveria se dar por impedido nessas questões envolvendo adversários e/ou aliados políticos


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