SONETO DO BENDIZER
Antes de conhecer nem via,
Não era bela e nem guia, nem cria na cor da pele
Que vi na penumbra uma noite
Cálida em agonia que sibilou heresia.
Essa foi à noite que marcou um dia,
A noite que não sabia, noite que não queria,
Que inspira sonetos e versos,
A noite que nunca viria.
E veio e nunca mais foi,
Doída, suada, indolente, desarmada
Em brasas de langor e fulgor.
Lembrança perene no tempo
Saudade, doce sentimento
Bendizer que nunca vingou.
Abel Carvalho


Nenhum comentário:
Postar um comentário