sábado, 25 de julho de 2026

POESIA _ TAIRON GONÇALVES FILHO

Não sou escolhido sou atrazado. Sou menor e deixado. Sou lua esplêndida em noite amarga. Que lua em sua beleza traria luz para um ser nas sombras? 

     A luz entre nuvens responde um feixo de um lado amarelo de um sorriso sem graça.. Não, sem flexas com setas pra um coração amargo, sorrisos no escuro sem brilho. Longe de tudo e de voz tal semblantes indicando olhos negros como a noite em um costume amanhecer..

    Que noite com ventos frios nas costas ao momento das grades sem importância no sangue agradecer e somente agora declamar.. saudades do que não tendem voltar, tudo pretérito, tudo fraco.. teu olhar. 

      Nessa noite que a luz escondida por ventos do Norte me deixe debaixo das sombras por um instante, somente esse instante em pulso baixo, somente um movimento entender...

    Quem sou eu que se esconde tentando buscar olhos... sou nada e por acaso sou fruto dos mesmos olhares só pro céu que céu espetacular... pra uma luz pessoal.. 

     Que luz ordinária brilha nesse momento, só palavras segredos e distúrbios reais... apaixonantes vircerais de um passado que não... não por fragmentos olhares. Não! Real.. nunca por fragmentos olhares. Que olhar é esse...?

Tairon Filho 

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