quarta-feira, 17 de abril de 2013



CRÔNICA PÓS-MODERNA INFINITIVAMENTE IMPESSOAL PARA UMA CIDADE QUASE CENTENÁRIA
          Bacabal completa hoje 93 anos e eu que já vi e já vivi, de tanto ouvir sem ver, vivi e por isso posso contar tantas histórias de um Bacabal que tem por razão, a emoção de negar seus filhos. Se formos falar em glórias, nada melhor do que ter duas padroeiras, Santa Terezinha e Nossa Senhora da Conceição, sem falar que temos uma Santa filha da terra, a milagreira Edite.  
Se hoje virei um incômodo ´para tantos, me acomodo em minha realidade e dou gargalhadas das insanidades proferidas em nome do “se dar bem”. Atitudes que viraram empregos. Infelizmente Bacabal se tornou uma cidade frustrante, com muitas pessoas frustradas por não alcançarem um objetivo e, injustamente, quem não tem nada a ver com isso, é quem paga o pato e esse pagamento não é reembolsável. 
É triste ver nos noticiários as lambanças, como o apagamento de um incêndio com resíduos fecais, um caminhão limpa fossa. É triste ver a pistolagem agindo de novo, assassinando e assustando a cidade, as drogas acabando com a juventude, com as famílias e pessoas morrendo por falta de atendimento médico. É vergonhoso olhar animais soltos nas ruas, causando acidentes de gravíssimas proporções. É mais doído ainda, ver os próprios filhos da terra, denegrirem a imagem dos seus irmãos, enquanto que os forasteiros são exaltados, bajulados, assediados, endeusados e quando alcançam seus objetivos, deixam a cidade e nela o famoso rombo.. É de dar dó, o declínio de quem acreditou no errado e por for força bruta, quer que o seu novo dê certo em tão pouco tempo, o quanto todos os anos em que jogou fora sua esperança. É mesmo pra refletir.
Lembrem-se que já exportamos arroz, milho, algodão. Tínhamos dezenas de usinas, peixes com fartura, nosso comércio era forte, existiam dezenas de escolas, principalmente de segundo grau. Lembrem-se dos antigos carnavais, das feiras culturais, dos festivais de música, das domingueiras na Boate Beira Rio, no Cassino da Urca, no Balneário Verão. Hoje, Bacabal corre contra a cultura e vende os seus clubes sociais que guardam escritos em seus títulos amarelados, mofados e carcomidos, a história de uma sociedade anacrônica que também correu contra o seu tempo e se dividiu em três: Vanguard, Icaraí e União. Bacabal já dançou ao som de Carlos Miranda Show, Brito som Seis, Banda América, Banda Shock e The Pop Som. Bacabal já gingou com o Grupo de Capoeira Zambi, ja protestou com o Grupo Palmares, ja balançou com o Boi Bacaba, já sacudiu com as festas juninas nas ruas e já vibrou quando foi campeão intermunicipal e estadual de futebol.    

        Esse Bacabal de tantos Zés e Marias, milhares de heróis, desde muito tempo travou uma luta consigo mesmo. Se adentrarmos o túnel do tempo e retrocedermos, chegaremos a Lourenço da Silva, Manoel Alves de Abreu, Jorge José de Mendonça, seu Trinta e por ai vai até chegar naqueles que usaram os poderes mais atraentes e convincentes, o poder da grana, da força, do fogo e da persuasão e os verdadeiros donos da terra não herdaram mais que sete palmos. 
Esse Bacabal que agoniza a olhos nus, já foi de Zé Correa, de Tia Onça, de Chica Doida, de Marechal, de seu Beja, de seu Luis do Banjo, de seu Zé Longar, de seu Assaí, de seu Mathias, de Seu Maneco, de pedro Seguins, de Tunico Braga, de Luis Mário, de seu Miscena, de dona Leonor, de seu Neco Cutrim, de Véi Toin, de dona Azinha, de seu João Enfermeiro, de seu Zé dos Santos, de Tamió, de dona Zezé, de dona Bebé, de Padeirinho, de Chico Foba, de seu Nato, de seu Ivar, de seu Alberto Trabulsi, de seu Alberto Cardoso, de seu Raimundo Nunes, de seu Nato, de seu Tonico Eno, de seu Washinton Bringel, de dona  Raimunda Loiola, de Pedro Santos, de seu Renato Nunes, de seu Granjeiro, de Seu Silas, de dona Lourdes, de Zeca Tempero, de Otomil, de seu Fabricio de Moraes, de seu Ruy, de seu Rubens, de Telê, de Mocim, de Chambrin, de Zé Reis, de Filó,  de Cascoré, de seu Waldemi Lago, de seu Edilson, de Geraldo Cortez, de seu Julião, de Nonatão, de seu Lídio, de Coelhão, de Juarez professor, de Rennan, de Kebeca, de Totó, de Ferramenta, de Maião, de Ananias, de seu Beti, de dona Santa, de dona Flora, de dona Anazilde, de vovô Cardoso, de seu Pedro Brito, de vovó Vinoca.
Esse Bacabal ja foi dos doutores Coelho Dias, Juarez Almeida, Antônio, Luis Fernando, Otávio Pinho, Júnior de Paula, Chico Dias, Antônio Augusto, Ribamar, Deusimar, Bete Lago. Esse mesmo Bacabal já foi de Jânio Chaves, Joãozinho Fotógrafo, João Neto, Evelúcia, Maurília, Júnior Saliquita, George, Oton, Silvio, Zé Antônio, Carlos Barão, Zé Arnaldo, Terezinha, Teodorinho, Paixão, Eduardo Leão, Laurindo, Wellington, Atanázio, Nandinho, Luciene, Zezim Trabulsi, Carlinhos Santos.
Esse Bacabal é dessa safra de doutores Itaguacy, Paulinho Lemos, Roberto Bringel, Aurea Bringel, Lurdigar Junior, Alex Teixeira, Cicero Dias, Abel Carvalho, Marcelo Carvalho, fernando Carvalho, Leonardo Carvalho, Guerreiro Júnior, Riba Chaves, Nonato Chaves,  Meló, Osvaldino, Dino, Otavio Filho, Gilvan, Gilson, Edmilson Sena, Reginaldo Sales,  Antônio Carlos Lago, Ramar, EuGênio Solino, Zé Carlos Reis, Eufrazio, Tuneco, Roberto, Eugênio, Ramar, Jeferson, Cláudio Cavalcante, Meiriane, Manoel Cesário, Gilberto Junior, Geysa Santos, Jackito, Raimundinho, Paulinho Lago, Macos Vinicius, Renato, Lereno, Rinaldo Nunes, Fernando, Rogério, Péricles, Henrique Nunes, Fran cruz, Ademas, Ademar Galvão, Kennedy, Kalil Trabulsi, João Sobrinho, Evandro, Evandrinho, Evalto, Soares, Pedro Magalhãe, Hidalgo Leda, Auto Cutrim, Toinho Florêncio, Zé Maria, Augusto Araújo, Bento Vieira, Erivelton Lago,  Clemilton Ribeiro, Charles Dias, Fernando Souza, Francisco Carlos, Nélia, Fernando Costa, Zeziquinho, Léia Costa, Zilda, Eveline.
Esse Bacabal que hoje completa 93 anos é de Waltinho Carioca, Arquimedes, Leonardo Lacerda, Castrinho, Neuzinha, Péricles, Ezrael Nunes, Kim, Pedro Neto,  Donatinho, Pascoal, Hermano, Roberto, Carime, Jackson, Maré, Roberval, Cesar Leite, Rogério. Dionésio, Edmarley, Amauri, Almiro Filho, Chico Carlos, Jorge Coimbra, Davi Faray, Hidalguinho, renato Braga, Osmar Noleto, Souza Filho, Zé do Forró, Sergio Mathias, Louremar, Oswaldo Maia, André, Assis Viola, Rosemary, Zé Lago, Lílio, Boa Fé, Hiudson Cássio, Manga Rosa, Firmo Filho, Ana Luiza, Janete, Domingos, Mazé Bringel, Flávio Passarinho, Dalva Lopes, Dalva Lemos, Márcio, Carlinhos. Henrique Aguiar, Lambal, Helena, Silinha, Fredson, Seu Nona, Walcilena, Mary Guerreiro, Masa, Zé Jardim, Pedro Gusmão, Guilherme, Gustavo, Bala, Cinda, Manu Lopes, Carmem Lopes, Vitor Paraíba, Marcus Maranhão, Marcos Boa Fé, Iraide, Perboire Ribeiro, Paul di Ancka, Emanuel de Jesus, Manuel Baião de Dois, Josa, Chico das Molas, Chico Lacerda, Dió, Grasiela, Cláudia Castro, Yago, Josidarc, Oliveira Sobrinho, Wanda, Frahm Almeida, Tchacathá,  Tânia Tomaz, Iremar, Paulo Campos, Zezinho Casanova, Kledi Maciel,  Kicil, Chicô, Betico, Anderson, Rachid, Alim. Amim. Klinger, Kissinger, Lindoraci, Antônio Carlos Lamas, Cleuton, Léa Waldilena, Lúcide, Sinhá Moça, Mônica, Telma, Lena, Janice, Irismar, Flor, Assis Melodia.

Quero parabenizar esse Bacabal de João Mohana, Papete, Carlinhos Florêncio, Jurandir Lago, Taugi Lago, Jura Filho, João Alberto, Alberto Filho, Simplício Araújo, Zé Vieira, Zé Alberto e José Clécio, esse Bacabal que também é meu e eu, que tantos Zés fui, dei todos esses Zés de graça, tudo em nome de uma cidade, que mais uma vez me desconheceu e fez questão de me expulsar. Mesmo assim, parabéns.





BÊABÁ

Boa bruxa balzaquiana beirando bravura
Berrando boatos, besta broca, burlada bestial
Bendito beabá, bela  boneca batalhaste
Bebendo babugem, burguesa banal,

Bati bola, bila, bilhar, bilharina
Brinquei bumba-boi, baladeira, baralho, balão
Borracha, bruaca, bagagem, bonança
Barganha, biriba, biroba, bicão,

Bandido bradei, badernei, baguncei
Bailei brega, batuque, bolero, baião
Busquei bares, boates, biroscas, bordeis
Botecos, bodegas, bases, balcões.


Beira, balneário, Blitz, Binha
Bala-Brasil, Badalo,, Bulão, Biju, Bobó
Beco, Berenice, Baixinho, Belinha
Buchudo, Bastiana, Banana, Baló.

Bagagem, binômio, bate-boca, bate-bate
Banda, batucada, bateria, barafunda
Brilho, bugiganga,  bijuteria, badulaque
Botuca,  banho, buceta, bronha, bunda.

Boca, beiço, bochecha, bocejo
Berração, bagaceira, bitola, buquê
Brinco, bom-bocado, batom, beijo
Berros boçais, bichas, boiolas, Badauê.

Bosque, brejo, braseiro, baranga
Biscoito, bolo, bolacha, broa
Bode, buchada, bagulho, burundanga
Biscate, bala, bom bom, batata-baroa.

Bica, barranca, barreira, barcaça
Bico, balceiro,bocó, batelão
Barco, banzeiro, bruma, brisa, balsa
 Bule, batina,  botina, botão.

Banca botando bebida barata
Bebe Betico, Bastico, Bastião
Banco, bacia, bisteca, batata
Bandagem, bandalha, bum-bum, bofetão.

Barro, berro, birro, borro
Burro, besta bem bacana
Boêmia bizarra, barulho, beldade
Bicho baleia, bôto, barbatana.

Beata bondosa, baú, batizado
Birita brejeira, borboleta, berimbau
Banana, bacuri, babaçu, buriti
Bairro, bulevar, beleza banal;

Bingo, bingola, batuta, beiral
Brama, Bavária, bêbada boçal
Basta bradar bombasticamente
Babaquice, brincadeira, bacaba, bacabeira, Bacabal.

Zé Lopes.
Do livro “Bacabal Alves de Abreu Souza Silva de Mendonça e da Infância Perdida”

BACABAL DE SEMPRE
Fonte - O Observador


HISTÓRIAS DE BACABAL

O poeta, trovador, escritor e historiador Raimundo Sérgio de Oliveira
Desde seu primeiro prefeito constitucional, Sr. Jorge José de Mendonça, até o atual, Bacabal já teve os prefeitos abaixo relacionados em número de 43, sendo que os senhores Jorge José de Mendonça e José Vieira Lins foram os únicos reeleitos.

Alguns nomeados outros como vice-prefeitos ou presidentes da câmara por imperativo das circunstâncias, exerceram o ambicioso cargo.

Estamos divulgando o nome de todos eles para que a população bacabalense por si mesma faça-lhes justiça, julgando-lhes os atos.

1º Jorge José de Mendonça(eleito)
2º Manuel Guimarães(eleito)
3º Jorge José de Mendonça(reeleito)
4º Raimundo Teles de Menezes(eleito)
5° Odorico Miranda Leal(vice em exercício)
6° Pedro José de Sousa(eleito)
7° Joaquim Ribeiro(eleito para terminar o exercício)
8º Manoel Campos Sousa(eleito)
9° Ranulfo Fernandes(nomeado)
10° José Maria Sousa(eleito)
11° Ranulfo Fernandes(nomeado)
12° Vicente Medeiros(nomeado)
13° Raimundo Marques(nomeado interinamente)
14° Belarmino Freire(nomeado)
15° Lauro Oliveira(nomeado)
16° Raimundo Ascenço Costa Ferreira(eleito)
17° Raimundo Santos(nomeado interinamente)
18° Francisco das Chagas Araújo(nomeado)
19° Euzébio Martins Trinta(eleito)
20° Lino Feitosa(nomeado)
21° Joaquim Paulo Gonçalves(nomeado)
22° Aristarco Martins(nomeado)
23° Alceu Pedreiras Martins(nomeado)
24° Euzébio Martins Trinta(nomeado)
25° Mariano José Couto(nomeado)
26° José Everton de Abreu(eleito)
27° Raimundo Trindade Vale(vice em exercício)
28° Frederico Leda(eleito)
29° João Gomes Vidal(presidente da câmara em exercício)
30° Antônio Pereira da Silva Neto(eleito)
31° Benedito de Carvalho Lago(eleito)
32° Carlos Alberto Dias Sardinha(eleito)
33° Manoel Quadros de Oliveira(vice eleito, assumiu para terminar mandato)
34° Francisco Coelho Dias(eleito)
35° Juarez Alves de Almeida(eleito)
36° José de Sousa e Silva Filho(eleito)
37° Raimunda Ramos Loiola(eleito)
38° João Alberto Sousa(eleito)
39º Jurandir Ferro do Lago(vice em exercício para terminar o mandato)
40° Jocimar Alves de Sousa(eleito)
41° José Vieira Lins(eleito)
42° José Vieira Lins(reeleito)
43° Raimundo Nonato Lisboa(eleito)
44° José Alberto Veloso (Eleito)

SÍNTESE

Aos 376 anos depois da descoberta das terras brasileiras, o nosso querido país, o Brasil, é que começou o desbravamento da mata virgem onde é a nossa grande Bacabal.

Conforme dados estatísticos, informações dadas pelo saudoso e competente Fabrício Gonçalves de Morais, natural de São Luís Gonzaga, Maranhão, cidade mãe e município pai de Bacabal - ma, que foi por muitos anos o chefe do IBGE desta cidade, que com muito cuidado e interesse, cooperou de maneira brilhante e de boa vontade com muitos dados sobre a fundação da cidade de Bacabal, desde as primeiras pessoas que aqui vieram para desbravar a mata.

A informação que nada contradiz, é que no ano de 1876, chegou à região, em busca de terras apropriadas para a agricultura, o coronel Lourenço da Silva, e fundou fazenda com sede no local onde é atualmente a Praça Nossa Senhora da Conceição, cuja casa ainda existe, e fica entre o Sindicato dos Arrumadores de Bacabal, e o Salão paroquial, que ficam ao lado esquerdo da Igreja de Santa Teresinha, e que é conservada pela diretoria da Igreja, com a mesma fachada e modelo como foi feita pelo coronel Lourenço da Silva. Para conservá-la, os padres refizeram as paredes de tijolos, e mudaram também a madeira do teto, mas sempre procurando ser fiel ao formato original, de maneira que essa preciosa lembrança dos primeiros anos de Bacabal possa permanecer por muitos anos. Nesta casa, atualmente, a Igreja mantém suas atividades religiosas e sociais, sempre contando com grande apoio da população de Bacabal, que desta forma está sempre prestigiando a casa símbolo dessa boa parte da nossa pátria Brasil.

Também ainda existe o primeiro mercado de Bacabal, que é ligado a Igreja de Santa Teresinha, onde atualmente é utilizado para atividades da Igreja.

Informa-se também, que com a abolição da escravatura, o coronel Lourenço da Silva deixa de figurar como dono da fazenda. O que se informa daí em diante, é que a mencionada fazenda foi comprada por um senhor que também era coronel, de nome Raimundo Alves de Abreu. Com a aquisição da propriedade por Raimundo Alves de Abreu, passou a ser chamada de Sítio dos Abreus.

Pela fertilidade do terreno, o sítio prosperou rapidamente e foi grande a imigração, principalmente pelos nordestinos, que muito contribuíram para o desenvolvimento agrícola, motivo pelo qual foi providenciada a instalação do telégrafo, que instalou-se em abril de 1885, na casa da fazenda.

Em 1920, o lugarejo recebeu foros de distrito e autonomia municipal, seu topônimo, deveu-se a grande quantidade Bacaba(coco selvagem) existente na localidade quando de sua fundação.

Em 17 de abril de 1920, a Lei Estadual no° 932 criou o distrito e o município de Bacabal, com território desmembrado do município de São Luis Gonzaga. A instalação em 7 de setembro do mesmo ano de 1920.

MUNICÍPIOS DESMEMBRADOS DE BACABAL

Bacabal é desde a sua fundação, município – distrito sofreu desmembramento, só em 1961 foram criados os seguintes municípios:
Pela Lei de n° 2.157, de 29 de novembro foi criado o município de Lago Verde.
Pela Lei de n° 2.158, de 30 de novembro foi criado o município de Olho D’água das Cunhas.
Pela Lei n° 2.170 de 26 de dezembro foi criado o município de São Mateus do Maranhão.

Nos últimos anos, Bacabal perdeu mais um grande parte do seu município, com o desmembramento do município de Bom Lugar, tirado totalmente de Bacabal, e ainda alguns povoados de Bacabal, que passaram a pertencer ao município de Alto Alegre do Maranhão.

INICIO DO PROGRESSO DE BACABAL

Quando vim para Bacabal, era prefeito municipal o senhor Frederico Leda, o Seu Leda, como era bem conhecido, homem decente, paciente e prudente. Fizemos logo de início contato político. Por ele eu fui nomeado funcionário público municipal, e, também, a seu pedido, fui nomeado funcionário do Estado, quando era governador José de Matos Carvalho, e seu secretário de finanças Ivar Figueiredo Saldanha.

Por interesse do senhor Frederico Leda, fui convidado a pertencer a um partido político, o Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), e em 1958, fui convidado ainda pelo mesmo Leda, para ser candidato a vereador. Fui eleito por três(03) legislaturas consecutivas,tendo tomado pose do primeiro mandato em 9 de agosto de 1959.

Por eu haver gostado de Bacabal tomei interesse em saber suas origens, e a medida do possível, adquiri o que passo a informar aos caros leitores, algumas coisas eu ainda vi, outras tenho obtido conversando com o povo, e outras em alguns escritos, mas sempre com muito cuidado para não me afastar da realidade.

Como já disse, sou radicado com o Mearim, desde os primeiros anos de 1950, tendo mudado com a família para esta cidade em 1952, antes eu estava auxiliando o trabalho evangélico da Igreja Assembléia de Deus, mas com a família no povoado Marmorana, município de São Luis Gonzaga, que na época, por força da Lei, passou a ser Ipixuna, que só mais tarde voltou ao primitivo nome de São Luis Gonzaga.

Vejam caros leitores, conforme dados do IBGE a população de Bacabal no ano de 1950 era de 54.949 habitantes, dez anos depois, passou para 108.186 habitantes, um crescimento de 96,9%, sendo 55.920 homens e 52.266 mulheres, de acordo com o censo de 1.960, um aumento nunca visto, que teve início na administração do prefeito Frederico Leda, seguido de João Gomes Vidal, que como presidente da câmara municipal, assumiu o cargo de prefeito por um período razoável, e em seguida foi administração do prefeito Dr. Antônio Pereira da Silva Neto, daí em diante Bacabal se agigantou, foi o tempo do arroz, do algodão, que já vinha despontando como muita esperança de progresso, valia a pena, dava gosto de se ver o movimento das grandes usinas, a partir das usinas que existem ali por perto da Igreja de Santa Teresinha até o Ramal, o que me inspirou para escrever uma trovas que serviram de enredo para a escola de samba, Carcará de Ouro, dirigida na época, pelo nosso amigo Francisco das Chagas Miranda Mendes,, o Cabo Chaguinha, hoje um dos mais conceituados contabilistas, com sede nesta cidade.

Nas trovas falam do movimento que passou e também dos filhos desta terra que foram em frente com atividades diversas.

Direitos reservados para Raimundo Sérgio de Oliveira
Contatos pelo fone 3621-1933 ou na Rua Osvaldo Cruz, n° 388, CEP 65700-00, Bacabal

TU ÉS HOJE A CIDADE DO JA TEVE
AMANHÃ EU NÃO SEI O QUE SERÁ














Quando o povo sofrido dessa terra
Forma fila e sai em procissão
Celebrando as duas padroeiras
Milagreiras Terezinha e Conceição
Santo Antônio, Santana, São Francisco
São motivos de muitas caminhadas
A capela na beira da estrada
Santa Edite, valei-me, eu vou rezar
Tu és hoje a cidade do ja teve
Amanhã eu não sei o que será.

Pedro Brito, João Lobo, Waldemir
Benedito Leite, Zequinha Leite, Dona Bebé
Pedro Santos, Chico Dias, Dona Zezé
Estão no céu com certeza a sorrir
Com Evelúcia, Alberto Cardoso e Assaí
Dona Alice, Dona Elisa e Antonhão
Alberto Trabulsi, Raimundo Nunes e Seu Julião
Nossos vultos teremos que lembrar
Tu és hoje a cidade do ja teve
Amanhã eu não sei o que será.

Quando o Asas do Samba na avenida
Desfilava com Estrela e Ramal
Bairro D’areia, Satuba e Esperança
Salgueiro, Carcará, e Juçaral
Zé Jardim anuncia o carnaval
Com Aquiles, Laurindo e Iranor
Maninho, Chico de Lauzino e Coletor
Vale Neto, Paulinho e Tchacatchá
Tu és hoje a cidade do já teve
Amanhã eu não sei o que será.

As peladas no Campinho do Rato
Os meninos que desnudam o mundo
Os centavos pra Muda no Mufumbo
O primeiro prazer, fenomenal
Chica Doida, Fartura, Marechal
Fonseca, Berredo e Tia Onça
Esses loucos assustaram a minha infância
E agora acalentam meu pensar
Tu és hoje a cidade do já teve
Amanhã eu não sei o que será.

Correão tá caindo aos pedaços
Nossas ruas quebradas fazem dó
Nosso centro é um buraco só
Avenidas e praças se acabando
Os comércios e os bancos estão fechando
Os colégios faliram, é uma pena
Acabaram-se os clubes, os cinemas
As usinas pararam de pilar
Tu és hoje a cidade do já teve
Amanhã eu não sei o que será.

O hotel das estrelas se acabou
Dando vaga para o Caipirão
Balneario, Shopping e Beer House
Pé de Pano, Caroço e Canecão
Icaraí, Vanguarda e União
Hoje vivem das glorias do passado
Expoaba mostra a beleza do gado
Calçadão foi pra nunca mais voltar
Tu és hoje a cidade do já teve
Amanhã eu não sei o que será.

Quem se lembra dos Canários do Norte
O forro que balançou o Brasil
Zé de Brito, Raimundão e Otomil
Boi Bacaba, Os Lamas e Temob
Compromisso hoje canta seu pagode
Com Perboire, Assis e Boas Fé
Maranhão, Davy, Raimundo e Zé
Vão fazendo o que podem pra agradar
Tu és hoje a cidade do já teve
Amanhã eu não sei o que será.
Zé Lopes

Gravado por um admirador em uma roda de repente e enviado por email em outubro de 2003.,


FOTO DO DIA
Há tempos venho guardando essa foto e muitas pessoas já quiseram se apoderar dela, inclusive comprando ou mesmo levando escondida. Agora, com a evolução e com o fabuloso scaner, vou dividi-la com todos. Para quem não sabe, os três desta foto são: George, Assisinho e Silvio Travolta. Todos eles foram meus amigos, 

 BACABAL POR DENTRO













Fragmentos do poema de Brasilino Miranda
Fonte – O Observador

E Bacabal foi se instruindo
Recebendo acatação
Pouco a pouco subindo
No conceito da nação
Bacabal em toda parte
Dessa terra brasileira
Fez limpa a sua carreira
Como celeiro do Maranhão

Bacabal tem calçamento
Tem pontes, tem avenida
Progresso a todo momento
Tem belas ruas compridas
Transporte por toda a parte
O comércio, especial
As construções são de arte
Sabe lá quem Bacabal

Bacabal, já está rapaz
Veja o seu desenvolvimento
Os seus tutores atuais
Se ocupam cem por cento
Das belezas naturais
Não perdem um só momento

Eu adoro Bacabal
Com todo o meu coração
Nesta terra que afinal
Que é a minha adoração
Quero ter a felicidade
Que seja o meu último prazer
Deus me dá a caridade
A glória de nela morrer


HISTÓRIAS DE BACABAL

Calego, logo pela manhã, chama dona Rita, sua mãe, e dá a boa noticia:
- Mamãe, parei de beber.
Muito contente, Dona Rita mandou Galêgo ir até a farmácia de Seu Oliveira para que ele passasse um depurativo para limpeza de sangue e desintoxicação. Quando chegou a noite, Galego adentrou a casa de sua mãe, bêbado que só um gambá e desapontada ela perguntou:
- Mas Galego, tu não disse que ia parar de beber?
E ele com a voz totalmente embargada, finalizou:
- Eu disse, mãe, só que Seu Oliveira não queria que eu parasse de beber. Ele passou pra eu tomar Limonada Bezerra, Aguardente Alemã e Cerveja Preta. Com essa receita, eu preferi ir pro bar do Ribinha e tomar Pitú e 51 tirando gosto com limão.



PRA RECORDAR
CAPA DO CD NÓS - BACABAL

HOJE TEM BECÃO

          O time do Bacabal Esporte Clube entra em campo logo mais para enfrentar o Santa Quitéria. O time que joga que joga melhor fora de casa, espera trazefr juma vitória e dar de presente para a cidade no dia do seu aniversário.