quarta-feira, 5 de agosto de 2026

FLAVIO DINO SERÁ O RELATOR DO INQUÉRITO CONTRA LULINHA

Depois de um sorteio no Supremo Tribunal Federal (STF), caberá ao ministro maranhense Flávio Dino ser o relator do novo inquérito solicitado pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Esse já é o terceiro inquérito contra Lulinha e acabou saindo das mãos do ministro André Mendonça e foi distribuído para Flávio Dino porque a Polícia Federal apresentou os pedidos de investigação com um formato diferente dos outros documentos decorrentes da Operação Sem Desconto, abrindo brecha para que a Presidência do STF enviasse os processos para sorteio.

Os dois primeiros pedidos de inquérito acabaram sendo enviados novamente a André Mendonça por sorteio. O primeiro trata de suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto, enquanto o segundo mira suspeitas de negócios envolvendo a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.

A coincidência é quem vai acabar relatando o novo inquérito será um ministro indicado para o cargo justamente pelo presidente Lula. O maranhense Flávio Dino chegou ao STF por indicação de Lula em 2024, após ter sido ministro da Justiça e Segurança Pública do próprio Lula

OPINIÃO - JORGE PASSINHO

Bom diaaaaa 


Café com pão quente é Deus alimentando a gente.

Hoje vou escrever sobre um tema que tem virado moda nos tempos das redes sociais.

Quando a opinião grita mais alto que o fato.

Vivemos um tempo estranho. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, tanta dificuldade de concordar com a realidade.

O problema social que está nos atravessando é esse: *o confronto entre "opinião" e "a evidência dos fatos"*.

Antigamente a discussão era: "dado os fatos, qual a melhor opinião sobre eles?"  

Hoje virou: "dada a minha opinião, quais fatos eu vou aceitar?" Não coisa de maluco?

Como chegamos nesse estágio, vamos as minhas observações:

Primeiro: A gente só vê o que confirma o que já pensa. O feed vira um espelho, não uma janela.

Segundo: Opinar é instantâneo. Checar um dado, ler uma pesquisa, ouvir o outro lado... isso demora. E na internet quem grita primeiro ganha. Outro detalhe, tá todo mundo gritando ao mesmo tempo.

Terceira: Opinião virou time. Se eu mudo de ideia com base em um fato novo, parece que estou "traindo meu grupo". Então é mais fácil negar o fato do que rever a opinião. Isto é muito forte na política e está nos levando ao fundo do poço socialmente.

Quatro: Ciência, imprensa, universidade, dado oficial... tudo virou "versão". Se tudo é versão, então a minha vale mais, minha opinião, meu sentimento, minha vida é o meu laboratório e a minha verdade.

Sei que não tenho formação para escrever com muita propriedade sobre isso, mas eu tenho observado, analisado, estudado um pouco sobre essa loucura que estamos vivendo.

Comentei outro dia com o amigo e professor Fernando Glauco que isso se evidenciou na pandemia, aos ficarmos isolados, trancados, muitos de nós mudou completamente sua forma de pensar. E diante desse novo quadro, quando opinião e fato brigam, quem perde é o bem comum.

Debate sobre saúde vira briga. Debate sobre educação vira ataque. Debate sobre política vira guerra.  

A gente para de resolver problema e começa a disputar quem está certo. 

E o mais perigoso disso tudo: fatos não pedem permissão pra existir. Uma ponte cai independente da sua opinião sobre engenharia. Uma doença se espalha independente da sua opinião sobre vacina. O clima muda independente da sua opinião sobre clima.

Qual poderia ser a solução para tudo isso?

Não é calar ninguém. Opinião é liberdade e deve existir.  

A saída é: reflexão e hierarquia: *fato primeiro, opinião depois*.

Fato é o alicerce . Opinião é o que a gente constrói em cima desse alicerce.  

Sem alicerce, qualquer casa cai.

Isso exige 3 coisas de nós:

1) Humildade intelectual: Estar disposto a dizer "eu estava errado, me desculpa".

2) Curiosidade: Checar a fonte antes de repassar, não se torne um marionete, não saia respostando tudo que lhe mandam.

E por último "Respeito": Discordar da ideia sem desumanizar quem pensa diferente. Nada de ofensas, nada de tentar diminuir o outro, nem de se achar superior.

A democracia, a ciência e a convivência só funcionam se a gente combinar uma coisa básica: vamos brigar pelas nossas opiniões, mas vamos começar do mesmo conjunto de fatos.

Eu estou escrevendo mais do que devia, o texto vai virar um livro, vamos encerrar ehehehhe.

Porque no fim, opinião divide. Fato, quando aceito, é o único lugar onde a gente consegue se encontrar de novo.

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática"(Paulo Freire)

Saúde, sabedoria e equilíbrio para todos nós.

Força, grana, poesia e fé sempre.

Vamos ao trabalho


Jorge Passinho - Professor, matemático, fisico, cientista, poeta, compositor, cantor, escritor e DJ

POESIA -:SONETO PARA A QUE CHEGA - ZÉ CHAGAS


SONETO PARA A QUE CHEGA


Quem canta esta canção, canção que embala

dentro em meu peito, uma ilusão menina?

Quem foi que assim me arrebatou a fala

para um silêncio que não se imagina?


E esta mão que me vem tão cor de opala,

que me atormenta a uma carícia fina,

Por que se tento, lúbrico, tocá-la,

esta mão se dilui, se faz neblina?


Quem, por ventura, me supõe criança,

me inocenta do mundo e não se cansa

de trazer para mim cantiga e afago?


Quem chega às vezes tão fugaz, tão pura,

que só ouvil-a pela noite escura,

faço-me luz e como luz me apago?


José Chagas 

ROBERTO COSTA AVANÇA NA RECUPERAÇÃO DA MALHA VIARIA DE BACABAL

 

Roberto Costa avança na recuperação da malha viária de Bacabal


Dando continuidade ao programa de recuperação da pavimentação urbana de Bacabal, o prefeito Roberto Costa vistoriou, na manhã de ontem,  terça-feira (4), os serviços de recuperação da camada asfáltica da Rua 28 de Julho, no Centro da cidade. A via é uma das principais áreas de circulação e concentração comercial do município e está entre os trechos que recebem novas frentes de trabalho após o período chuvoso.

O novo ciclo de pavimentação já contempla importantes corredores viários, a exemplo das avenidas Magalhães de Almeida e Maranhão Sobrinho, além de intervenções em diferentes pontos da cidade. A programação também prevê a ampliação dos serviços para bairros que apresentam necessidade de recuperação da malha viária.

Durante a vistoria, Roberto Costa destacou que as ações fazem parte de um trabalho iniciado ainda no ano passado e que já alcançou uma extensão significativa de vias pavimentadas. “No ano passado, para começar, foram quase 70 km de asfalto que fizemos. E estamos reiniciando, depois das chuvas, um novo programa, em que estamos atendendo as grandes avenidas de Bacabal, como Maranhão Sobrinho, Magalhães de Almeida e aqui a 28 de Julho”, afirmou.

Segundo o prefeito, a proposta vai além da recuperação do asfalto. O planejamento prevê a execução de serviços complementares de infraestrutura urbana, incluindo meio-fio, sarjetas, iluminação pública em LED e sinalização horizontal e vertical. A intenção é melhorar as condições de tráfego, promover uma melhor organização urbana e ampliar a segurança viária da cidade.

Roberto Costa também adiantou que o município trabalha na implantação de um novo projeto de trânsito para Bacabal, que poderá promover alterações no sentido de circulação de algumas vias. “Avenidas que são mão dupla poderão passar, pelo novo projeto, para mão única”, explicou.

A recuperação da malha viária também deverá avançar para além da região central. De acordo com o prefeito, a previsão é ampliar as ações de recapeamento para bairros como Vila Pedro Brito, Coelho Dias e Parque Santa Clara.

“É bom que se diga: nós teremos também a recuperação através do recapeamento nos bairros da nossa cidade”, ressaltou Roberto Costa, que também destacou outras vias importantes que estão recebendo intervenções da Prefeitura. “Por exemplo, aquelas avenidas ao lado do supermercado Mateus e a outra da Escola Batista, que são vias importantes para desafogar o trânsito da Estrada da Bela Vista e dão acesso ao Novo Horizonte e à Vila Pedro Brito, onde faremos o asfaltamento dessas vias para melhorar o fluxo na cidade e facilitar a vida da população.”

A previsão é que a execução dessas intervenções contribua para melhorar o fluxo de veículos, ampliar as alternativas de circulação e facilitar o deslocamento da população. “Faremos o asfaltamento dessas vias para melhorar o fluxo na cidade e facilitar a vida da população”, afirmou o prefeito.



terça-feira, 4 de agosto de 2026

A VISÃO POLÍTICA DE FUFUCA

O ex-ministro e deputado federal André Fufuca participou, na tarde  de ontem, segunda-feira (03), da convenção partidária do PSD que homologou a candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão. Ele reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e expôs os motivos que o levaram a optar por caminhar ao lado de Braide. “Eu poderia ter escolhido o caminho mais fácil, ser o candidato da estrutura e da máquina. Mas preferi o caminho da coragem, preferi estar ao lado do povo do Maranhão”, declarou.

Para Fufuca, ter senadores aliados no Congresso Nacional garantirá a abertura de portas nos ministérios e no Governo Federal para assegurar a execução de grandes obras de infraestrutura e saúde regional.

Ao final de sua fala, o pré-candidato ao Senado reiterou que seu apoio a Eduardo Braide fundamenta-se na entrega de resultados práticos para a população, enfatizando a união de forças entre a capital e o interior do Maranhão.

Apoios – Eduardo Braide fez questão de exaltar o peso da presença de Fufuca em sua chapa majoritária, reconhecendo a coragem do ex-ministro. “Fufuca tinha condições de ser um candidato do Palácio dos Leões, mas ele resolveu, com muita coragem, estar ao nosso lado nesta caminhada. Tenho certeza de que o mesmo carinho que vocês têm por mim, terão pelo Fufuca e pelo Lahesio “, pontuou Braide.

Lahesio Bonfim também fez questão de selar a união com André Fufuca, hipotecando apoio total ao pré-candidato ao Senado: “Onde tiver um Lahésio, terá um Fufuca também

VEM AÍ PRIMEIRA PESQUISA NO MARANHÃO APÓS AS CONVENÇÕES

O INOP será o primeiro instituto a divulgar uma pesquisa eleitoral no Maranhão após a realização das convenções partidárias.

A pesquisa, contratada pelo Jornal Pequeno, foi registrada na segunda-feira (03) e deve ser divulgada no próximo domingo (09). O INOP está entrevistando 2.660 entre os dias 28 de julho e 05 de agosto.

Para o Governo do Maranhão, o INOP disponibilizou sete nomes para os eleitores: André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB), Reginaldo Lima (PCB), Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), Eduardo Braide (PSD) e Roberto Rocha (PRTB).

Já para o Senado, foram disponibilizados treze nomes nos questionários: Roseana Sarney (MDB) Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT), André Fufuca (PP), Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), Lahesio Bonfim (Novo), Raimundo Correa (PCB), Enilton Rodrigues (PSOL), Franklin Douglas (PSOL), César Pires (PSD), Simplício Araújo (SDD), Wilson Leite (PSTU) e Cidônio Gonçalves (PL).

BRAIDE OFICIALIZA CANDIDATURA

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), é o sexto nome confirmado para disputa pelo Governo do Maranhão, nas eleições 2026.

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, na tarde de onten, segunda-feira (3), a candidatura de Eduardo Braide. A convenção estadual foi realizada no Auditório Darcy Ribeiro, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís.

“Nosso primeiro compromisso é baixar o imposto do estado. Vamos reduzir o ICMS para gerar mais empregos, atrair novas empresas e evitar que tantos maranhenses precisem sair daqui em busca de trabalho. Também vamos dar um choque de gestão na saúde. A partir de janeiro do ano que vem, vamos tirar os políticos de dentro dos hospitais regionais do Maranhão. Quem tem que estar dentro de hospital é médico, enfermeiro e profissional de saúde. Hoje, infelizmente, para conseguir um leito ou uma cirurgia, muitas pessoas precisam falar com algum deputado ou político”, afirmou Braide.

Além de Braide, o PSD oficializou na chapa majoritária, a empresária Elaine Carneiro como candidata a vice-governadora. Para o Senado, foram confirmados André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) como candidatos.

“Não declinei da candidatura de governador pelo Eduardo Braide. Declinei pelo maranhense que tem o desejo de mudança. Sentia como nunca que o estado precisava de uma mudança. E essa mudança vai acontecer”, destacou Lahesio.

“Quando vejo alguns me criticarem: ‘Fufuca é isso, Fufuca é aquilo. Fufuca está desse lado, está daquele lado’. Meus amigos, eu sou político; eu sou maranhense; eu amo a minha terra e vou estar sempre do mesmo lado. O lado do povo do Maranhão. E quem não gostar que vá morder as costas, porque a gente vai ficar aqui”, enfatizou.

PESQUISA APONTA EMPATE TECNICO ENTRE LULA E GLAVIO BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO COM LIGEIRA VANTAGEM PARA LULA

O BTG-Nexus divulgou, na noite de ontem,  segunda-feira (03), a oitava rodada da pesquisa eleitoral sobre a disputa pela Presidência da República.

O novo levantamento apontou empate técnico entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), num eventual 2º Turno.

Se no 1º Turno a disputa segue polarizada entre os dois candidatos, mas com Lula tendo 41% contra 37% de Flávio a diferença num eventual 2º Turno é de apenas 1%.

Num 2º Turno, Lula teria 46% e Flávio 45%. A pesquisa fez levantamentos de outros candidatos contra Lula. Num confronto contra Ronaldo Caiado (PSD) o petista venceria por 46% contra 42%. Já numa disputa contra Romeu Zema (Novo) a vitória seria 46% x 40%.

A pesquisa foi realizada com 2.002 eleitores, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. O levantamento BR-02874/2026 possui margem de erro de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.



OPINIÃO - PASSARELA DO SAMBA EM SÃO LUÍS: O ESPAÇO SAGRADO QUE A CIDADE INSISTE EM NEGAR -POR EUCLIDES MOREIRA NETO

 *PASSARELA DO SAMBA EM SÃO LUÍS: O ESPAÇO SAGRADO QUE A CIDADE INSISTE EM NEGAR*  


São Luís está atrasada. E não é em relação a uma tendência estética ou a um modismo cultural. Estamos atrasados em relação ao básico: garantir dignidade para quem faz cultura nesta cidade.

É urgente. É inadiável. É uma necessidade gritar: São Luís precisa da sua Passarela do Samba. Não como capricho. Não como obra para foto. Mas como espaço sagrado, permanente, estruturado e multimodos para abrigar as manifestações que dão sentido à alma maranhense.

Falo de um lugar para as Escolas de Samba. Para os Blocos Tradicionais do Maranhão. Para as Tribos de Índios. Para as Turmas de Samba, as Charangas, os grupos de percussão, os brincantes. Para todo o ciclo carnavalesco que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia criativa da cidade por meses. 

Mas não é só isso. E é aqui que mora o equívoco de quem acha que "passarela" é coisa só de fevereiro. Essa Passarela do Samba precisa nascer já pensando grande, porque o Centro Histórico de São Luís e a cidade como um todo exigem um equipamento cultural de múltiplas utilidades. 

Esse mesmo espaço sagrado vai servir aos desfiles de 7 de Setembro. Vai receber os festivais de Natal. Vai abrigar grandes shows de artistas nacionais e internacionais que hoje não vêm para cá por falta de estrutura. Vai sediar eventos turísticos, lançamentos de projetos, feiras comunitárias, festejos religiosos, mostras de arte, eventos históricos. 

Será um equipamento público, vivo o ano inteiro. Não um tablado desmontável que se levanta 15 dias antes do carnaval e vira entulho depois.

O atraso tem nome: descaso institucional. Enquanto isso, o que temos? Incerteza. Pires na mão. Todo ano a mesma cena: fazedores de cultura mendigando apoio, correndo atrás de verba de última hora, montando arquibancada improvisada, pedindo licença, implorando segurança. A cultura popular do Maranhão, uma das mais ricas do Brasil, é tratada como problema, não como solução.

Vejam o contraste. Rio de Janeiro tem a Sapucaí. São Paulo tem o Sambódromo do Anhembi. Vitória tem o Sambão do Povo. Manaus tem o Sambódromo. Porto Alegre, Brasília, Belém, Macapá, Florianópolis, Salvador, Recife... todas já entenderam há décadas que um espaço próprio para o desfile não é gasto. É investimento.

Nessas cidades a cultura popular só cresce. Gera emprego, turismo, identidade, autoestima. Aqui em São Luís a gente debate se vale a pena ou não. E enquanto debate, a nossa cultura sangra.

Multimodos: porque cultura não é só carnaval. É preciso dizer com todas as letras: este espaço não é só para o samba. É para a cidade. É para o povo. 

No Natal, pode receber a cantata e o auto de natal. Em setembro, o desfile cívico com escolas e forças armadas. No meio do ano, um grande festival de arte e música. Nos fins de semana, feiras de economia solidária e de artesanato. No verão, palco para shows que hoje só acontecem em outras capitais porque aqui não temos onde fazer.

É um equipamento estratégico para o turismo, para a economia e para a cidadania. Um local onde o Centro Histórico respira e se conecta com as periferias que produzem cultura todos os dias.

O ano eleitoral cobra posicionamento. Estamos às vésperas de mais um pleito. E é fundamental que os candidatos ao governo do Maranhão se posicionem agora. Com compromisso público, com projeto, com cronograma, com orçamento.

Chega de promessa vazia. Chega de "vamos estudar". Chega de "é importante". O que queremos é pé no chão: onde vai ser, quanto vai custar, de onde vem o recurso, quando começa, quando termina. A cadeia produtiva da cultura não aguenta mais viver de promessas.

E é preciso enfrentar um ponto sensível. Existe um temor legítimo na classe cultural: candidatos que professam fé evangélica e que olham para o carnaval e para as manifestações populares como algo "pagão", ligado ao demônio. 

Respeito todas as crenças. Mas governar é governar para todos. O Estado é laico. A cultura do Maranhão é diversa, plural, sincrética. Negar o carnaval, negar a tribo de índio, negar o tambor de mina é negar o Maranhão. 

Quem quiser governar este estado precisa entender que cultura não se escolhe por religião. Cultura se respeita, se fomenta, se estrutura.

Acabar com a cultura do retrocesso. O que vivemos hoje é uma cultura de retrocesso. É achar que investir em cultura é supérfluo. É tratar o brincante como coitadinho. É esperar a tragédia para lembrar que a cultura gera renda.

Não dá mais. Precisamos avançar. Precisamos transformar para melhorar. Precisamos dar visibilidade imediata a essa pauta. Que as entidades, os blocos, as escolas, as tribos, as turmas, os mestres e mestras se manifestem. Que cobrem dos candidatos. Que transformem voto em compromisso.

A Passarela do Samba de São Luís não é luxo. É reparação histórica. É justiça com quem mantém viva a nossa identidade quando o poder público some. É o mínimo que uma capital com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade deve aos seus fazedores de cultura.

Se outras capitais já entenderam isso há 30, 40 anos, por que São Luís insiste em ficar para trás? O tempo de esperar acabou. O que a cidade precisa agora é de obra, de concreto, de luz, de som, de arquibancada, de respeito.

O que a cidade precisa é do seu espaço sagrado. E ele se chama: Passarela do Samba de São Luís. Multimodos. Para o povo. Para a cultura. Para o futuro.


_Por Euclides Moreira Neto - Ph.D em Comunicação, Linguagem e Cultura/UNAMA e Prof. do Curso de Jornalismo/UFMA_


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POESIA - NAO SEI - ABEL CARVALHO

 


Não sei


Quantas vezes terei que sonhar

Por quanto tempo ainda seguirei

Quantos anos a vida ainda me reserva

Não sei

Não sou tempo

Não sou centro

Sou apenas momento

Início 

Meio

Fim

Se ontem sorrir contigo

Hoje te fiz sorrir

Mas antes te fiz infeliz

Vejo teus braços que me abraçam 

Sinto teus beijos que me beijam

Sonho teu sonho que não quis

E vivo teu vício a cada noite

Com o açoite do sono que não vem

Brenham horas

Sonhos

Dias

Foge a paz que tu querias

Morre o tédio 

Sob a guia

Sossega a ira na fotografia 

Meio dia que eu queria

Mas que tu nunca quis

Não sei


Abel Carvalho