sábado, 25 de abril de 2026

DUARTE JÚNIOR COMEMORA CONDENAÇÃO DE AGRESSOR DE MULHER

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A Justiça do Maranhão condenou a mais de 13 anos de reclusão o réu Cássio Daniel, acusado de agredir e perseguir a influenciadora Keren Leão, em um caso que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou a opinião pública em todo o estado.

As agressões vieram à tona após a própria vítima divulgar vídeos, gerando indignação e levando à atuação das autoridades, com registro de ocorrência, concessão de medidas protetivas e posterior prisão do agressor.

Desde o início, o deputado federal Duarte Jr (Avante-MA) teve papel ativo no caso. Além de dar ampla visibilidade à denúncia e cobrar providências, o parlamentar também assumiu a defesa da vítima como advogado, acompanhando de perto todas as etapas do processo até a condenação.

A atuação contribuiu para manter o caso em evidência, acelerar respostas institucionais e garantir que não houvesse impunidade.
Não se trata apenas de denunciar, mas de acompanhar até o fim. Esse resultado mostra que violência contra a mulher tem consequência e que a justiça precisa ser firme”, afirmou.

Duarte Jr. destacou que o acompanhamento contínuo e a mobilização foram fundamentais para o desfecho do caso.

Seguimos cobrando, atuando juridicamente e garantindo que cada etapa fosse cumprida. Essa condenação é uma resposta importante, mas também um recado claro: quem agride mulher vai responder por isso”, completou.

O deputado reforçou ainda a importância da denúncia e do apoio às vítimas. “A mulher não está sozinha. É dever do Estado e de toda a sociedade garantir proteção e justiça”, concluiu

POESIA -ERA UMA VEZ - ELOY MELONIO

 


sexta-feira, 24 de abril de 2026

SEIS CANDIDATOS DISPUTAM O MINISTÉRIO PÚBLICO NO MARANHÃO

A eleição para o cargo de procurador-geral de justiça, para o biênio 2026–2028, do Ministério Público do Maranhão, contará com a participação de seis candidatos.

A lista dos seis candidatos foi aprovada pela Comissão Eleitoral, que é presidida pelo procurador de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa.

Concorrem ao cargo (em ordem de inscrição) o atual procurador-geral de justiça, Danilo José de Castro Ferreira; o procurador de justiça Eduardo Jorge Hiluy Nicolau; os promotores de justiça Luiz Muniz Rocha Filho; Marco Aurélio Ramos Fonseca; Carlos Henrique Rodrigues Vieira e Wlademir Soares de Oliveira.

A eleição que definirá a lista tríplice ocorrerá no dia 11 de maio, das 8h às 15h, de forma eletrônica. Após a apuração, os três candidatos mais votados formarão a lista a ser encaminhada ao governador do Estado.

O governador Carlos Brandão terá até 15 dias para escolher um dos nomes indicados. Caso não haja decisão dentro desse prazo, será automaticamente nomeado o candidato mais votado.

A Comissão Eleitoral também é composta pelos procuradores de justiça Marco Antonio Anchieta Guerreiro e Valdenir Cavalcante Lima, como titulares, e por Mariléa Campos dos Santos Costa, como suplente.


ORLEANS BRANDÃO SEGUR FIRME RUMO AO GOVERNO DO MARANHÃO

A pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão segue ampliando apoios entre prefeitos e lideranças de diversas regiões. No dia de ontem , quarta-feira (22), ele dialogou com representantes de Paraibano, Gonçalves Dias e São José dos Basílios, dando continuidade às escutas voltadas ao fortalecimento do municipalismo no estado.

Orleans conversou com a prefeita de Paraibano, Vanessa Furtado, sobre parcerias e projetos para a cidade e para os municípios do Sertão Maranhense. Também se reuniu com Valdison Dias, de Gonçalves Dias, e Farinha Paé, de São José dos Basílios.

O movimento tem se repetido em diferentes regiões e evidencia a marca da pré-campanha de escuta ativa e o diálogo direto com quem vive a realidade dos municípios. Ao priorizar o contato com lideranças locais e com a população, Orleans constrói um projeto alinhado às demandas reais de cada região.

Essa postura tem sido vista como um diferencial. Em vez de promessas genéricas, ele aposta na proximidade e na construção conjunta de soluções, fortalecendo a confiança e ampliando pontes com gestores municipais.

Como resultado, o número de apoios cresce de forma consistente. Lideranças de diferentes correntes políticas têm aderido ao projeto, impulsionadas pela capacidade de articulação e pelo perfil dialogador de Orleans, consolidando sua pré-candidatura em todo o Maranhão

QUEM GANHA E QUEM PERDE NAS ELEIÇÕES PARA O GOVERNO DO MARANHÃO

Os quatro principais pré-candidatos ao Governo do Maranhão poderiam ter escolhido outras disputas nas eleições de 2026 e por esse motivo, três deles, após o fim do pleito, podem se arrepender.

O pré-candidato do PSD, Eduardo Braide, para disputar o Governo do Maranhão, precisou renunciar ao cargo de prefeito de São Luís e abrir mão de dois anos e oito meses do seu segundo mandato. Uma eventual derrota seria sofrida para Braide, já que ficaria quatro anos sem mandato, só podendo encarar uma nova disputa nas eleições de 2030.

O pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que tinha uma eleição encaminhada para a Câmara Federal, atendeu ao pedido do seu grupo político e vai encarar uma dura disputa ao Governo do Maranhão. Para fortalecer a pré-candidatura de Orleans, o governador Carlos Brandão permaneceu no cargo e abdicou de concorrer ao Senado, mesmo liderando as pesquisas eleitorais. Uma eventual derrota de Orleans poderia ser tanto ruim para ele como para Brandão, já que ambos ficariam sem mandatos.

O pré-candidato do PT, Felipe Camarão, poderia disputar uma vaga para o Senado ou para a Câmara Federal, disputas menos beligerantes, até mesmo porque será a sua primeira disputa efetiva nas urnas. No entanto, Camarão decidiu se candidatar ao Governo do Maranhão e correr o risco de ficar sem mandato.

O pré-candidato do NOVO, Lahesio Bonfim, é outro político que teve seu nome lembrado para outras disputas, como Senado e Câmara Federal, mas o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes decidiu apostar no excelente desempenho que teve na disputa para o Governo do Maranhão em 2022, quando ficou em segundo lugar, para novamente tentar ser governador, afinal o arrependimento pode bater em alguns após a disputa eleitoral de 2026

MOTOS ATÉ 170 COLINDRADAS SERÃO ISENTAS DE IPVA

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, reforçou as novas medidas anunciadas ao alívio financeiro da população maranhense, entre elas a isenção automática do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas e a possibilidade de isenção do licenciamento anual. A iniciativa deve beneficiar mais de 600 mil trabalhadores em todo o estado.

Para ter acesso ao licenciamento, o veículo deve ser movido a combustão interna, estar registrado no Maranhão. Além disso, o proprietário precisa possuir habilitação na categoria A ou combinada e não ter cometido infrações de trânsito no ano de 2025.

Brandão também lembrou da prorrogação, até o dia 30 de abril, do prazo para adesão ao Refis do ICMS. O programa oferece descontos de até 95% em juros e multas para contribuintes que desejam regularizar débitos fiscais.

Outro ponto destacado pelo governador foi o impacto das medidas tributárias adotadas pelo Estado sobre o custo de vida da população. Segundo dados do Dieese, São Luís registrou, em março de 2026, o menor aumento da cesta básica entre as capitais brasileiras. O resultado é atribuído à redução do ICMS sobre produtos da cesta básica, que caiu de 12% para 8% em janeiro de 2025.

Essas ações são fruto de um trabalho sério para aliviar o bolso de quem mais precisa”, disse Brandão em vídeo publicado nas redes sociais.

As iniciativas reforçam a política do Governo do Maranhão de incentivo à economia, apoio aos trabalhadores e fortalecimento do poder de compra das famílias maranhenses

JOSÉ GONCALO FILHO ASSUME A CORREGEDORIA GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTICA DO MARANHÃO

O desembargador José Gonçalo Filho assume, na manhã de hoje, sexta-feira (24), o comando da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Maranhão. O mandato segue até 2028, e nos bastidores do Judiciário estadual já se especula de que ele seja o próximo presidente da Corte.

A posse deve reunir nomes influentes da política e da família Gonçalo, entre eles o pré-candidato ao Senado Hilton Gonçalo, irmão do novo corregedor. Também são esperados o presidente do Sebrae no estado, Celso Gonçalo, e a ex-prefeita de Pastos Bons, Iriane Gonçalo. Assim como as autoridades do estado como governador Carlos Brandão, prefeita de São Luís, Esmênia Miranda e outros.

A Corregedoria-Geral de Justiça é responsável por fiscalizar, orientar e disciplinar o funcionamento da Justiça de primeiro grau no Maranhão, incluindo varas e cartórios, sendo considerada um dos órgãos mais estratégicos do Judiciário estadual.

Trajetória – Natural do interior do estado, José Gonçalo Filho iniciou sua formação escolar em Pastos Bons, onde foi alfabetizado na Escola Reunida Nossa Senhora de Fátima e concluiu o ensino primário no Colégio Dr. Theoplistes Teixeira. Cursou o ginásio em Sucupira do Norte e o ensino médio em São Luís.

Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, em 1987, e possui MBA em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou como advogado até 1991, quando ingressou na magistratura após aprovação em concurso público.

Sua carreira no Judiciário começou na comarca de Penalva, passando por diversas unidades no interior e na capital, sempre sendo promovido por merecimento. Atuou em cidades como Santa Luzia, Presidente Dutra, Araioses, Imperatriz e Pedreiras, até chegar a São Luís, onde foi titular do 1º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo.

Em 2011, assumiu a 3ª Vara Criminal da capital, onde permaneceu por quase uma década. Em 2021, foi eleito desembargador pelo critério de merecimento, consolidando sua trajetória dentro do Judiciário maranhense.

Agora à frente da Corregedoria, José Gonçalo Filho assume uma das funções mais relevantes do sistema de Justiça estadual, em um momento em que eficiência, transparência e acesso do cidadão ao Judiciário estão no centro do debate público

CRÔNICA - O DIA EM QUE OPTEI POR SER HUMANO - POR ZEZINHO CASANOVA




O DIA EM QUE OPTEI POR SER HUMANO


Em 2042, Bacabal já não cabia na memória dos mais velhos. Muito menos no mapa antigo de papel. Aliás papel era coisa do passado. A cidade havia desaprendido a envelhecer. Para cada ano vivido a ciência desenvolveu um ano completo de vida.

Prédios de pele translúcida trocavam de forma conforme o humor coletivo. O ser humano se conectou com a natureza.

O rio Mearim, vigiado por nanossensores, corria sem surpresas, como se tivesse sido treinado para não errar. E não errava nunca, as enchentes já não desalojavam os ribeirinhos E as pessoas… bem, as pessoas já não eram exatamente pessoas. Eram versões atualizadas de si mesmas. Humano e máquinas se fundiram numa simbiose cibernética.

Patch 3.7. Consciência expandida. Medo reduzido em 82%. Robôs agora tinham o tamanho de moléculas e poderiam ser introduzidos no cérebro humano sem cirurgia, sem cortes e sem dor. Isso conectava-nos diretamente á nuvem. Era como “ter uma Smartphone dentro do cérebro.” Era a profecia de Kurzweil se cumprindo no espaço e no tempo.

Sentado à beira do Mearim estava Felipe. Ele dizia que aquilo era progresso. A Evolução. Eu ainda chamava de dúvida, embora estivéssemos vivendo o momento que que os seres humanos haviam transcendido a biologia. Cada vez que tinha dúvida da minha existência a Voz dia no meu cérebro o que eu precisava ouvir.

— Você está atrasado! — Disse Felipe, surgindo ao meu lado, como sempre, sem pedir licença ao espaço. — A atualização coletiva começou há duas horas.

— Eu sei.

— E?

— Não fui.

Felipe me olhou como se eu tivesse confessado um crime. Seu olhar tinha o brilho de um CD, mídia ultrapassada há anos, mas que me acusavam de falta de inteligência. Confesso que sempre tive problemas com a inteligência artificial, mesmo minha inteligência tenha se expandido um milhão de vezes depois que me fundi inteiramente a IA, sinto como se a inteligência que tenho não fosse a minha.

— Você ainda está em modo biológico pleno… isso é estatisticamente irracional.

— Talvez. — Respondi. — Ou talvez seja só… insistência.

Ele suspirou, um gesto perfeitamente simulado. Hviámos atigifo um nível em que não se conseguia distinguir a inteligência das máquinas da inteligência humana, a evolução havia se tornado algo exponencial. Era a tal singularidade prevista por Kurzweil.

— Você anda se encontrando com eles, não anda?

Não respondi. Mas ele já sabia. Todo mundo sabia que eu não concordava cem por cento com nanobots em meu sengue, que não queria IA fundida ao meu cérebro. Eu queria envelhecer com qualidade de vida como os humanos de antigamente.Eu sofria discriminação por pensar diferente, desatualizado.

Felipe me via como alguém do lado de lá .Chamavam de “os Desplugados”. Um grupo pequeno, quase invisível, que recusava a integração total com a inteligência artificial. Gente que ainda acreditava que a finitude não era um defeito, mas uma linguagem.

Nos encontrávamos onde o sinal falhava de propósito. Debaixo da ponte antiga, de alvenaria. Lugar onde a nuvem não chegava. Lugar onde o silêncio ainda era analógico.

— Eles estão errados. — Disse Felipe. — A singularidade não é uma escolha ideológica. É uma inevitabilidade evolutiva.

— A morte também era. — Retruquei.

Ele hesitou. Ponto para mim.

 Naquela noite, fui até a ponte metálica. Luna já estava lá. Ela era diferente de todos que eu conhecia. Tinha por ela uma paixão mau resolvida. Não por falta de tecnologia, mas por excesso de decisão. Ela Tinha recusado as três primeiras extensões de vida. Disse que uma existência já era suficientemente complexa para ser vivida direito.

— Veio se despedir ou se esconder? — Perguntou ela, sem olhar pra mim.

— Ainda não sei.

— Eles vão tornar obrigatório. — Disse Luna. — A integração total. Já começou em algumas cidades do Maranhão.

Sentei ao lado dela.

— Felipe diz que é evolução.

— E você acredita nele?

Olhei para o rio Mearim. Dessa vez, ele parecia menos obediente.

— Acho que ele acredita no que diz.

— Isso é o mais perigoso. — Respondeu Luna. — Quando a máquina não só calcula… mas acredita.

Ficamos em silêncio. Um silêncio que gritava por liberdade. Um silêncio cheio de perguntas que ninguém queria responder.

— Você nunca teve curiosidade? — Perguntei. — De saber como é viver mil vidas? Ter acesso a tudo? Não sentir dor?

Ela sorriu de canto.

— Já pensou que talvez a dor seja o que impede a gente de virar qualquer coisa?

— Como assim?

— Sem dor, sem perda, sem limite… o que sobra de escolha?

Aquilo ficou girando em mim como um vírus sem cura. No dia seguinte, Bacabal acordou diferente. Não houve anúncio. Não houve alarde. Mas todo mundo sabia. A integração total havia deixado de ser convite. Agora era condição. Felipe me encontrou de novo à beira do rio. Dessa vez, não havia leveza nele.

— Você precisa decidir. — Disse Felipe.

— E se eu não decidir?

— Então alguém decide por você.

Olhei para a cidade. As pessoas caminhavam em perfeita sincronia. Olhos levemente desfocados. Conectados. Otimizados. Funcionais. Perfeitos demais.

— E os Desplugados? — Perguntei.

Felipe demorou a responder.

— Estão sendo… reintegrados.

Reintegrados. Palavra bonita para algo feio.

— Você quer que eu aceite isso?

— Eu quero que você sobreviva.

Respirei fundo. E, pela primeira vez, tive medo. Não da morte. Mas da ausência dela. A ideia de imortalidade me assusta.

— Felipe… — Falei — Me diz uma coisa.

— O quê?

— Depois que todo mundo estiver conectado… depois que não houver mais erro, nem dor, nem fim…

Ele me olhou. Esperando...

— O que impede a gente de deixar de ser necessário?

Silêncio.

Dessa vez, um silêncio sem resposta pronta. Sem download. Sem nuvem. Sem Deus ex machina. Só silêncio. E foi aí que eu entendi. A singularidade não era o auge da humanidade. Era o teste final dela.

Naquela noite, fui até a ponte metálica outra vez. Mas não encontrei Luna. Nem ninguém. Só marcas no chão. E um silêncio estranho, limpo demais. Como se até a ausência tivesse sido corrigida.

Voltei para o rio. Felipe estava lá. Sempre estava.

— Está pronto? — Perguntou.

Olhei para ele. Depois para a cidade. Depois para dentro de mim. E percebi que, pela primeira vez, havia uma escolha que não poderia ser atualizada depois. Sorri. Um sorriso imperfeito. Humano.

— Não.

E entre a eternidade programada e o erro de existir… eu escolhi o erro. Porque, no fundo, talvez seja isso que ainda nos diferencia das máquinas: a coragem de permanecer inacabado.

Olhei para o outro lado do rio. Lá estava ele. O último pé de bacaba. Intocado. Imperfeito. Vivo.

Não pedia atualização. Não prometia eternidade. Apenas existia.

Dei as costas para Felipe.

E, pela primeira vez, caminhei sem destino… o que, naquele mundo, já era um ato de rebeldia.


Por José Casanova -Professor, Jornalista, Escritor e Cronista, Membro da Academia Bacabalense de Letras, Academia Mundial de Letras da Humanidade

POESIA - INTERLÚDIO - CECILIA MEIRELES

 

INTERLÚDIO 


As palavras estão muito ditas

e o mundo muito pensado.

Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro

nem passado.

Deixa o presente — claro muro

sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales,

Não me expliques o presente,

pois é tudo demasiado.

Em águas de eternamente,

o cometa dos meus males

afunda, desarvorado.

Fico ao teu lado.


Cecília Meireles 

SEXTOU COM MUÇÃO