terça-feira, 6 de outubro de 2026

A FORÇA POLITICA DE JOSIMAR DO MARANHÃOZINHO

Alguns podem discordar, outros concordar com a maneira como faz política o deputado federal Josimar Maranhãozinho, mas ninguém pode questionar a sua força política.

Em 2022, Josimar conseguiu se eleger e eleger a esposa, Detinha, para a Câmara Federal. Além disso, elegeu a sobrinha Fabiana Vilar para a Assembleia Legislativa.

No entanto, muitos poderiam ter pensado que a força política de Josimar diminuiria, principalmente após a condenação na primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe tornou inelegível.

Só que as eleições de 2026 mostraram exatamente o contrário.

Josimar elegeu dois sobrinhos para a Câmara Federal – Fabiana Vilar e Aldir Júnior – e também elegeu a esposa, Detinha, e o filho, Josimar Júnior, para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

O detalhe é que as eleições dos quatro foi sem nenhum risco, tudo muito bem calculado por Josimar.

Cálculo que parece ter faltado para alguns outros políticos, que acabaram ficando sem mandato em 2027.

CADA UM DE UM LADO


Fufuca é Lahésio, Lahésio é Fufuca, essa máxima usada no 1º Turno das eleições no Maranhão, ficará de lado a partir de agora, pelo menos enquanto durar a campanha eleitoral do 2º Turno na disputa pela Presidência da República.

Os dois senadores eleitos pelo Maranhão – André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) – concederam entrevista ao programa Ponto Final, na Rádio Mirante News FM e comentaram sobre o 2º Turno, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Fufuca afirmou que estará na campanha de 2º Turno e garantiu não ser segredo para ninguém que ele apoiará a reeleição do presidente Lula.

“O meu lado é público e notório, eu não escondi de ninguém e não vou mudar porque eu me elegi. Eu tenho que ser correto com minha consciência e minha palavra, fiz questão de dizer no palanque no 1º Turno de que lado eu estava”, diz o ex-ministro do Esporte de Lula e senador eleito.

Já Lahésio também deixou claro que irá marchar ao lado da Direita e acredita na vitória de Flávio Bolsonaro para mudar os rumos do Brasil.

“Vamos marchar junto com a Direita, junto com meu candidato Flávio Bolsonaro, nós vamos ganhar a eleição, governar o Brasil e mudar a rota do país”, assegurou Lahésio.

Pelo menos, enquanto durar o 2º Turno, Fufuca e Lahésio estarão traçando caminhos distintos


BRAUDE NAO VAI FICAR NEUTRO NO SEGUNDO TURNO


O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), em entrevista à TV Mirante, afirmou que irá se posicionar sobre o 2º Turno das eleições 2026 no Brasil.

“Eu tive votos de todas as correntes. Tive voto da direita, tive voto da esquerda, tive voto do centro então essa é uma decisão que eu preciso tomar com muito cuidado porque eu preciso respeitar a vontade do eleitor então não tenha dúvida nenhuma que no momento certo a gente vai se posicionar sob a corrida para presidente”, disse.

No entanto, Braide disse que a prioridade é a montagem da sua equipe de transição, já que pretende iniciar imediatamente o processo de transição entre a atual gestão e o governo que assumirá em janeiro de 2027.

“Já teremos uma reunião hoje à tarde, onde a gente já vai começar a conversar com as pessoas, fazer alguns convites, para que a gente possa montar essa primeira etapa da transição, que é montar o grupo que vai participar da transição”, assegurou.

JA COMEÇOU A CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO

Encerradas as eleições de 2026 no Maranhão e definida a nova composição da Assembleia Legislativa para a próxima legislatura, as atenções do meio político começam a se voltar para outra disputa: a eleição da Mesa Diretora da Casa.

Entre os nomes que podem entrar nas articulações para a presidência da Assembleia está o deputado estadual Ariston Ribeiro (MDB). O parlamentar disputou as eleições deste ano pelo MDB e já exerce mandato na Assembleia Legislativa.

Ariston é visto nos bastidores como um nome de perfil moderado, característica que poderia favorecer a construção de uma candidatura de consenso. A avaliação entre interlocutores é de que o parlamentar teria condições de dialogar tanto com integrantes da base do grupo Brandão quanto com deputados ligados ao grupo político de Eduardo Braide.

Essa capacidade de interlocução poderá ganhar peso diante da nova configuração política da Assembleia, que começará a ser desenhada a partir do resultado das urnas.

Por enquanto, não existe candidatura oficializada. O nome de Ariston aparece como uma das possibilidades nas primeiras movimentações de bastidores, e outros deputados também poderão entrar na disputa conforme as bancadas e grupos políticos definam suas posições.

As primeiras conversas mais efetivas sobre a sucessão na presidência da Assembleia devem começar ainda nesta semana. A tendência é que a disputa envolva não apenas a escolha de um nome, mas também a formação completa da Mesa Diretora e a distribuição dos principais espaços de poder dentro do Legislativo estadual.

Com as urnas fechadas, portanto, termina uma eleição e começa outra articulação política no Maranhão. Desta vez, os votos decisivos serão os dos próprios deputados estaduais

OPINIAO -O FOLOSOFO?, O FISCOPULO E O ORACULO ?- POR JOAQUIM HAICKEL

 

Por Joaquim Haickel

Contam que certa vez Aristóteles foi levado por um de seus mais curiosos e dedicados discípulos, Teofrasto, ao oráculo de Anfiarau, em Oropos, perto de Atenas, onde foram recebidos por um sacerdote de nome Melampo que usava uma bacia cheia de água para ver o futuro. A água na bacia funcionava como um portal que mostrava o que iria acontecer. Naquele dia, o portal os levou para um tempo distante, bem mais de 2.000 anos adiante.

Do outro lado do tempo, via-se um alto tribunal reunido para decidir se investigaria um dos seus membros. Aquela era uma república quente cujas leis estavam desgastadas e cansadas. Naquele tribunal havia um magistrado de fala brilhante que, algumas vezes, invocou o nome de Aristóteles, que, de longe, tudo assistia. Foi então que Teofrasto perguntou ao mestre:

— Mestre, aquele orador vos cita recorrentemente. Disse ele ao Arconte (juiz dirigente dos trabalhos) que, segundo vós, a ironia serve para descontrair o ambiente.

Ao que Aristóteles, intrigado, respondeu:

— Curioso! Nunca disse tal coisa. Isso é fala de sofista, de gente que eu já descrevi como mercadora de sabedoria que não possui. Quando anotei frases assim, foi para reprová-las. A ironia, para mim, sempre foi um vício do dissimulador; a virtude está na verdade sem adorno. Aquele homem me chama para abençoar justamente o que eu condenava. É vil. E, note bem, ele faz isso com tanta graça na língua que quase convence. É o que eu chamaria de um sofista quase perfeito.

Eles voltaram a assistir ao julgamento, e o discípulo comentou:

— Agora ele faz troça, mestre. Comenta o que teria dito um desses comediantes de feira, ironiza o Arconte, ri num julgamento que trata da suspeita de um supremo juiz haver vendido sentenças.

— Esse tipo eu já descrevi em meus textos: é o bufão, o que não resiste a uma pilhéria, não poupa ninguém e brinca na hora mais imprópria. Ei-lo de novo, agora ampliado nessas telas do futuro. Ri o bufão, e sangra a cidade.

Teofrasto prosseguiu, na tentativa de obter de Aristóteles a certeza sobre tais narrativas:

— Ele abriu o voto, mestre, falando de castigos que uma potência estrangeira estaria preparando contra ele e contra seus colegas.

— Então, antes mesmo de medir, ele entortou a régua. Veja o que ensinei sobre a arte de persuadir: conduzir o juiz pelo medo é falsear a medida na origem. É colocar, de maneira criminosa, o temor antes do mérito. O que se pode esperar de reto de uma vara que já é torta?

— E há mais, mestre. O juiz investigado votou sobre a forma como ele mesmo deveria ser julgado. E o citado orador votou ao lado dele. E mais ainda: ao perceber que perderia o julgamento, mesmo já tendo votado, pediu que a decisão fosse adiada.

— Isso, meu bom e jovem amigo, não tem nome de julgamento. Tem nome de interesse. Quem decide causa própria perde a verdade de vista, porque o interesse cega. Já não era juiz; era parte.

Teofrasto calou-se um instante e depois perguntou:

— Que dizeis então de tudo isso, mestre?

— Digo o que sempre disse: que o homem não é o que proclama, mas o que faz; que a virtude é hábito, e o caráter, a soma dos seus atos; e que o poder revela quem o carrega. Quanto mais alto o assento, mais severa a régua. E o que fez este, com tamanho peso e diante de todos? Fez pilhéria, citou-me torto, começou pelo medo, votou com o investigado e, ao ver que se formava a maioria contra si, deteve a cidade inteira pedindo mais tempo.

— Mestre, o que o senhor diria para um homem como esse?

— Que mesmo sem o conhecer, eu já o havia descrito, e a outros como ele: o bufão que ri fora de hora, o dissimulador de ironias, o sofista que vende palha por ouro, o vaidoso que simula uma grandeza que não tem. Diante do cargo que ocupa, não o tenho em grande conta. Pois a virtude, meu discípulo, nunca esteve em citar alguém ou buscar o aval de suas palavras. Está em agir conforme aquilo que a pessoa citada realmente ensinou. Quem invoca a régua e a entorta não é sábio: é sofista. E o sofista, bem sabeis, sempre fala bonito, mas suas palavras, por mais belas que sejam, soam ocas, vazias.

A água na bacia ficou turva. Aristóteles reverenciou o oráculo, despediu-se de Melampo e saiu acompanhado de Teofrasto. Dizem que, antes de partir, ele sorriu e murmurou, incrédulo:

— Aquele país não existe. É impossível que haja uma corte como aquela e juízes como aqueles.

P.S.: Qualquer semelhança entre este texto e os acontecimentos recentes de nosso país será mero fruto da liberdade literária e criativa deste modesto autor que, incapaz de relatar os fatos tal como ocorreram, os transporta para o paraíso das ideias e dos sonhos, na tentativa de compreender o que acontece.

COM A PALAVRA - INEXPLICÁVEL ,- POR JORGE PASSINHO


 Bom diaaaaaaaa 

Café com panqueca quente é Deus alimentando a gente.

Tem coisa que não se explica, só se sente, ponto. Caminhar descalço, pela manhã, na Litorânea é uma delas.

É tirar o tênis e deixar o pé atritar na areia molhada. No começo a areia gruda, depois ela massageia. Cada passinho parece descarregar um peso que a gente nem sabia que estava carregando.

O vento vem de frente, forte, salgado, bagunça o os pensamentos, mas limpa as ideias. Traz aquele cheiro de maresia que não tem Boticário que copie.

E o mar... o mar salgado da Litorânea tem um verde que muda. Verde-claro perto da areia, verde-escuro mais longe, quase azul quando o sol bate forte. E o barulho. O marulho que não para. Vai e vem, vai e vem, "é nesse vai e vem que a gente se dá bem" como se dissesse: calma, tem tempo.

O sol não queima, ele doura. Vai aquecendo devagar o ombro, as costas, a pele, o rosto. A gente sente que está vivo, vivo, muito vivo, graças a Deus.

Caminhar ali descalço não é exercício, é uma benção, é como dançar tambor, é conversar com os anjos e orixás. É voltar a ser simples. É pé na areia, vento na cara  e o mar sempre lembrando a gente do nosso tamanho - pequeno, mas parte de tudo isso, somos um só, um sol, minúsculo e precisamos ter essa consciência.

Saúde, sabedoria e equilíbrio para todos nós.


Jorge Passinho

POESIA - POEMA EM PRIMEIRA PESSOA - ABEL CARVALHO


 Poema em primeira pessoa


Estou vivo, ainda.

Tantos já se foram, eu não.

Quantos desafios ainda terei se não morrer?


Perdi pai, irmãos

Perdi mãe,

Reencontrei amigos,

Muitos também se foram.


Eu sigo, estou vivo.

Até quando?


Quantos não estão mais aqui...

Quantos dias terei que caminhar...

Estou vivo ainda...


Não sei por quantos dias,

Por quanto tempo caminharei sem destino

Quanto tempo a vida me vagueará...


Quando nós nos conhecemos?

Porque sofremos?

Quantos dias teremos?


A vida é assim...

Quantos dias foram reais...


Às vezes se mira o impossível

A vida é apenas um conjunto de sonhos e quimeras

Nunca

Nunca será a esperada era

O longo caminho que Deus vocifera

A quilha

O limo

A nódoa infante

A dor que nunca se espera

Não se pode ter sempre o que se quer


E se você não está aqui

Os dias são mais difíceis

Eu, coadjuvante na batalha,

Pereço como tantos que se foram,

Sem contar os dias vacilo em perene devaneio


Ano após ano

Me perco em um passado sem futuro,

Em dias,

Em noites,

Pensamentos obscuros...

Vagueio entre os medos

Que eu mesmo construí


Se escapar, então,

Sei que vou consegui distingui

O Céu do Inferno

Heróis de fantasmas

A vida do fim...


Abel Carvalho



segunda-feira, 5 de outubro de 2026

OS ELEITOS PARA O LEGISLATIVO MARANHENSE

A renovação na Câmara Federal entre os deputados maranhenses será de 50%, após a votação de ontem,  domingo (04).

O eleitor maranhense esteve nas urnas e elegeu e reelegeu 18 nomes para a Câmara Federal.

O deputado federal Pedro Lucas foi o mais votado, com mais de 188 mil votos. Já o deputado Duarte Júnior foi o sexto mais votado, com mais de 140 mil votos, mas não se reelegeu. Veja abaixo a relação dos eleitos no Maranhão.

PL – Fabiana Vilar, Aldir Júnior, Mariana Carvalho e Dr. Orlando;

MDB – Iracema Vale, Vinícius Ferro, Larissa DP, Hildo Rocha e Júnior Lourenço;

PDT – Erlânio Xavier;

Republicanos – Aluísio Mendes;

Federação PT/PCdoB/PV – Rubens Júnior e Márcio Jerry;

Federação União/PP – Pedro Lucas, Amanda Gentil e Josivaldo JP;

Federação PSDB/Cidadania – Juscelino Filho;

Federação Renovação Solidária – Marreca Filho;

Veja a relação dos 42 deputados eleitos e reeleitos para ALEMA

A Assembleia Legislativa do Maranhão terá uma renovação de cerca de 60% a partir do ano que vem.

O eleitor maranhense esteve nas urnas e elegeu e reelegeu 42 nomes para o parlamento estadual.

Entre todos os candidatos, novamente a mais votada foi uma mulher, desta vez a jornalista Maedja Campos, que teve mais de 102 mil votos. Maedja é esposa do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, e foi a única que ultrapassou mais de 100 mil votos. Veja abaixo os eleitos.

PSD – Douglas Pinto, Paula Prata, Dino do Aldenora Bello e Júnior Vieira;

PL – Detinha, Josimar Júnior, Aluísio Santos, Ulisses Gonçalves, Segundo, Solange Almeida e Claudio Cunha;

PDT – Maedja Campos, João Igor e Cid Costa;

PSB – Marcos Miranda Júnior e Leandro Bello;

MDB – Gleydson Rezende, Vanessa Marreca, Bruna Pessoa, Daniella, Tiago Fernandes, Abigail Cunha, Antônio Pereira, Davi Brandão, Ivo Rezende, Florêncio Neto, Rui Jorge, Túlio Rezende, Neto Evangelista, Nagib, Ariston, Claudia Coutinho e Júnior Viana;

Republicanos – André Campos, Eric Costa, Catulé Júnior e Júnior Cascaria;

Federação PT/PCdoB/PV – Cricielle e Luanna Rezende;

Federação União/PP – Paulo Casé e Natália do Júnior Garimpeiro;

PRESIDENTE, SÓ NO SEGUNDO TURNO

A vitória no 1º Turno foi de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ontem, domingo (04), mas não foi suficiente para encerrar a disputa eleitoral.

Flávio Bolsonaro teve um pouco mais de 47% contra um pouco mais de 45% de Lula. No Maranhão, Lula teve cerca de 64% contra 30% de Flávio.

A eleição presidencial agora será decidida em 2º Turno e a nova votação está marcada para 25 de outubro.

BRAIDE DOMINA A POLITICA MARANHENSE

A chapa de Eduardo Braide (PSD) foi a grande vencedora das eleições 2026 no Maranhão, no dia de ontem, domingo (04).

Além de Braide, que se elegeu governador do Maranhão no 1º Turno, os dois candidatos ao Senado na chapa – André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) – foram eleitos senadores. Ou seja, a chapa fez “barba, cabelo e bigode” nas eleições do Maranhão.

A vitória de Braide foi sacramentada oficialmente às 20h57, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado com a apuração de 94,77% das urnas. O ex-prefeito de São Luís teve mais de dois milhões de votos e será o próximo governador do Maranhão.

Fufuca foi o mais votado dentre os 11 candidatos ao Senado. Ele recebeu 21,56% dos votos e assegurou a primeira das duas vagas que estavam em disputa. Já Lahesio recebeu 20,97% dos votos, e ficou com a segunda vaga aberta para a representatividade do estado. Por coincidência, os dois senadores eleitos são médicos.