sexta-feira, 24 de julho de 2026

OPERAÇÃO ROLEZINHO - COMEÇA OS SCORDOS

O Ministério Público do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, deu início nesta semana, às propostas de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) aos investigados da Operação Rolezinho. Ao todo, cinco acordos já foram firmados, resultando na perda definitiva dos equipamentos de som, que serão destruídos ou reciclados.

A oferta dos acordos foi feita após a conclusão da fase investigativa, com a elaboração dos laudos periciais e a individualização das condutas. Somente no primeiro semestre deste ano, foram apreendidos oito veículos equipados com sistemas de som automotivo em situação irregular.

Segundo o promotor de justiça Cláudio Alberto Guimarães, coordenador da operação, a perda total das aparelhagens de som vem sendo aceita pelos investigados como forma de evitar o processo criminal. “A medida tem caráter preventivo, porque não busca somente responsabilizar os autores das infrações, mas também retirar definitivamente de circulação as aparelhagens utilizadas na prática de condutas que afetam a ordem pública e o bem-estar coletivo”, completou o representante do MPMA.

A operação destinada ao combate à poluição causada por equipamentos de som foi deflagrada em abril deste ano, em resposta às diversas denúncias encaminhadas pela população ao MPMA. As reclamações apontavam a utilização indiscriminada de veículos equipados com potentes sistemas de som automotivo, conhecidos popularmente como “paredões”, causando poluição sonora, perturbação do sossego público e comprometendo a qualidade de vida dos moradores.

As ações são realizadas com o apoio das forças de segurança e dos órgãos de fiscalização e concentram esforços no combate à perturbação do sossego em vias públicas, postos de combustíveis e demais locais de grande circulação.

Conforme explicou Cláudio Guimarães, a atuação do Ministério Público vai além da repressão às infrações. “Nosso objetivo é garantir o direito ao sossego e à qualidade de vida da população. A responsabilização dos infratores, aliada ao perdimento definitivo dos equipamentos utilizados nas práticas ilícitas, representa uma resposta efetiva às reclamações da sociedade e fortalece a prevenção de novas ocorrências”.

A Operação Rolezinho continuará sendo realizada ao longo do ano, com fiscalizações em áreas estratégicas da capital

CAXIAS É A CIDADE MAIS VIOLENTA DO ESTADO


De acordo com o Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na tarde de ontem,  quinta-feira (23), as dez cidades com mais mortes violentas do Brasil estão no Nordeste, mas nenhuma delas fica no Maranhão.

A liderança do ranking é de Maranguape (CE), município mais violento em 2025: são 100,3 mortes violentas intencionais cometidas a cada 100 mil habitantes. Dos dez municípios, cinco estão na Bahia, outros três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba. A primeira cidade do Maranhão com 100 mil habitantes com maior taxa de mortes violentas é Caxias com 49,5. (clique aqui e veja a lista completa).

São classificadas como mortes violentas intencionais: homicídios dolosos (com intenção de matar), feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais.

Estados – Entre os estados, o Amapá se mantém como o mais violento do país, mesmo com redução de 6% na taxa de 2024 para 2025: passou de 45,2 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes para 42,5. A segunda posição é da Bahia com 36,8 e o Ceará em terceiro com 34,7. O Maranhão ocupa a sexta posição com 29,7.

O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024. No entanto, crime de feminicídio bateu recorde em 2025, indo na contramão da redução das mortes violentas como um todo. Quatro mulheres foram mortas por dia, em média.

É POR ISSO QUE ROBERTO COSTA É O MELHOR


LULA E SUA FORÇA ELEITORAL NO MARANHÃO

 Não é segredo para ninguém que o Maranhão, ao lado do Piauí, são os estados que mais votos conseguem para os candidatos do PT para a Presidência da República.

Ao que parece não devemos ter nenhuma mudança para as eleições de 2026. Todos os levantamentos feitos no Maranhão vão apontando mais uma vez a força eleitoral do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As pesquisas apontam Lula na casa dos 60% e com um diferença que chega a 40% do segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL).

Diante desse cenário, alguns pré-candidatos ao Governo do Maranhão e ao Senado têm feito de tudo para colar suas imagens com Lula para o eleitor maranhense.

Na disputa pelo Palácio dos Leões, apesar do PT ter candidatura própria, o vice-governador Felipe Camarão, o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, também já garantiu que manterá a aliança do presidente do Brasil com o governador Carlos Brandão, apoiando a reeleição do petista.

Para o Senado, apesar de Lula ter sinalizado que os seus dois nomes seriam os atuais senadores: Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), pelo menos outros dois nomes são próximos do petista. A deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem ligação histórica com Lula, inclusive pela relação entre o petista e o ex-presidente brasileiro, José Sarney (MDB). Além de Roseana, o deputado federal André Fufuca (PP) é outro nome que vai defender a reeleição de Lula, uma vez que Fufuca foi ministro do Esporte na atual gestão do Governo Federal.

Com essa situação, fica sempre o questionamento se Lula virá ou não ao Maranhão no primeiro turno da campanha eleitoral e como seria essa passagem pelo estado maranhense, afinal pode correr o risco de desagradar alguns aliados e, numa disputa nacionalmente equilibrada, todo apoio é importante e bem-vindo

A CRRISE SE AGRAVA NA PRÉ CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO

A divulgação de documentos que mostram que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu R$ 500 mil de uma empresa ligada a uma consultoria abastecida com recursos do Banco Master reacendeu a preocupação na cúpula do PL. Embora o presidenciável sustente que a contratação foi legal e sem qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dirigentes da legenda avaliam reservadamente que o novo episódio prolonga uma crise que a campanha tentava deixar para trás desde maio e amplia a desconfiança em torno da relação entre os dois.

Nos bastidores, integrantes do entorno do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmam que o principal temor não é apenas o impacto desta revelação, mas a possibilidade de novos capítulos surgirem durante a campanha presidencial. A avaliação é que a sucessão de episódios envolvendo Vorcaro alimenta dúvidas no meio político e dificulta convencer aliados de que o assunto foi definitivamente encerrado.

Segundo aliados ouvidos pelo GLOBO, o problema é que Flávio tem enfrentado “uma crise atrás da outra”, sempre afirmando que não há fatos que ainda não se tornaram públicos. Segundo esses interlocutores, a sensação é de desconfiança diante de possíveis novos desdobramentos.

Neste contexto, o episódio provoca indignação justamente por reabrir um tema que o PL considerava superado. A leitura é que, independentemente das explicações apresentadas por Flávio, cada nova revelação mantém o nome do senador associado ao banqueiro e oferece munição para adversários explorarem o assunto ao longo da campanha.

A preocupação se soma a uma sequência de episódios envolvendo Vorcaro. Em maio, vieram à tona mensagens mostrando que Flávio negociava com o banqueiro o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Planilhas revelaram repasses de pelo menos R$ 61 milhões para a produtora responsável pela obra, que passaram a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.

Já na semana passada, uma foto de Flávio com Sicário, chefe de uma milícia privada organizada por Vorcaro, começou a circular. O senador alegou desconhecer a foto e também disse que se tratava de inteligência artificial.

Agora, documentos revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo GLOBO mostram que o escritório de advocacia de Flávio recebeu R$ 500 mil da Contábil Correa por serviços de assessoria jurídica. A empresa tem como único sócio Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da consultoria Copenhagen. Documentos da Receita Federal obtidos pela CPI do Crime Organizado mostram que o Banco Master repassou R$ 57,9 milhões à Copenhagen entre 2024 e 2025. O escritório do senador também emitiu duas notas fiscais, no valor total de R$ 1 milhão, para a consultoria, mas os documentos foram cancelados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio reconheceu que prestou serviços advocatícios à Contábil Correa, mas negou qualquer relação com os recursos do Banco Master. Segundo ele, a contratação pela Copenhagen nunca foi efetivada.

— Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Daniel Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Cancelei duas notas fiscais — afirmou.

Auxiliares do presidenciável sustentam que não há qualquer irregularidade no caso e avaliam que a repercussão da nova revelação foi menor do que a provocada pelas negociações para o financiamento do filme Dark Horse. Na avaliação desse grupo, o episódio é excessivamente técnico, envolve contratos privados e diferentes pessoas jurídicas, o que dificulta sua compreensão pelo eleitor comum e reduz seu potencial de desgaste político. Por isso, a orientação na campanha foi se restringir aos esclarecimentos já apresentados por Flávio.


LULA RECEBE EM BRASILIA FELIPE CAMARÃO E ELIZIANE GAMA


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na tarde de ontem, quinta-feira (23), se reuniu com o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), e a senadora Eliziane Gama (PT), que tentará a reeleição em 2026.  O encontro tratou da estratégia eleitoral no Maranhão.

Para Felipe Camarão, o encontro com o presidente Lula sela um compromisso com o futuro. “O time do presidente Lula no Maranhão tá pronto! É Lula, Camarão e Eliziane!”, destacou.

A senadora Eliziane Gama também ressaltou a reunião com o presidente Lula. “Estamos juntos pelo Maranhão e pelo Brasil”, afirmou.

Além de alinhar as diretrizes da campanha, Lula foi convidado a visitar o Maranhão durante o período eleitoral.

No entanto, Lula deve evitar visitas a estados onde possui mais de um palanque durante o primeiro turno da eleição. A diretriz foi acertada pelo petista com o comando da campanha à reeleição. Aliados, porém, fazem a ressalva de que a decisão pode ser revista diante da pressão dos candidatos locais e do cenário eleitoral, conforme o andamento das campanhas.

No Maranhão, além da candidatura de Camarão, Lula é aliado do governador Carlos Brandão (MDB) e tem apoio irrestrito do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, Orleans Brandão (MDB). Além disso, a entrada de Roseana Sarney nas eleições de 2026, concorrendo ao Senado, é outro fator que deve evitar a presença de Lula no primeiro turno no Maranhão.

OPINIÃO - PARA BETO EHONG NÃO JOGAR A TOALHA NA ESCURIDÃO: - POR EUCLIDES MOREIRA NETO

PARA BETO EHONG NÃO JOGAR A TOALHA NA ESCURIDÃO: Cultura do Maranhão vira moeda de troca política e abandona quem de fato faz arte


O Maranhão tem uma cultura que atravessa séculos, resiste à pobreza, à falta de incentivo e ao esquecimento. Mas não resiste ao pior inimigo: o descaso institucional. 

A pasta da cultura no estado deixou há muito tempo de ser um instrumento de política pública. Virou prêmio. Virou loteamento. Virou moeda de troca para pagar favores, acomodar aliados e atender aos caprichos de quem manda.

Não se trata de exagero. É o retrato que se repete a cada gestão: a Secretaria de Cultura é entregue não a quem entende de cultura, mas a quem entende de campanha. O critério não é competência técnica, compromisso democrático ou trajetória com os fazedores de cultura. O critério é fidelidade política.

O assalto às aspirações populares

Enquanto mestres do Bumba Meu Boi, brincantes de tambor de crioula, produtores independentes, artistas visuais e grupos de periferia amargam editais atrasados, espaços fechados e promessas não cumpridas, a pasta segue sendo usada para "política do pão com ovo". 

É o velho toma-lá-dá-cá travestido de gestão. Nomeia-se amigo. Destina-se verba para evento de apoiador. Fecha-se museu para abrir restaurante. Desmonta-se equipamento cultural para entregar a hotelaria. Tudo em nome de um "desenvolvimento" que não inclui o povo que produz cultura todos os dias.

O resultado é um verdadeiro assalto aos anseios legítimos da população. Sequestra-se o direito ao acesso, à memória e à identidade. E se entrega, em troca, um cenário onde quem faz cultura precisa mendigar o que deveria ser garantido por dever do Estado.

O desabafo que escancara a ferida

Essa falência moral e administrativa ganhou voz na última semana no desabafo público do produtor cultural Beto Ehong:

"A gente olha para as caras, as ações e o histórico de quem hoje domina a pasta oficial da cultura e sabe que não tem como esperar algo decente. São boçais, incompetentes, corruptos, insensíveis. E não adianta MP, imprensa, conselhos. Só uma ruptura total muda esse cenário. É o triste retrato da nossa realidade. Eu tô jogando a toalha."

A frase dói porque é verdadeira. Dói porque vem de quem está na trincheira há anos. Dói porque revela o cansaço de quem luta contra um sistema que trata a cultura como despesa e não como investimento civilizatório.

Beto, em nome de todos nós que ainda acreditamos: não jogue a toalha. 

Beto Ehong

A escuridão só vence quando a gente apaga a própria luz. E você, assim como tantos outros fazedores de cultura do Maranhão, é luz.

Democracia sem cultura é fachada

Uma sociedade democrática não se sustenta apenas com asfalto e ponte. Se sustenta com memória, com arte, com pensamento crítico, com espaço para a diferença. Quando o poder público transforma a cultura em balcão de negócios, ele ataca diretamente os valores éticos e profissionais que deveriam reger a gestão pública.

O que vemos é a negação do pacto democrático. É a transformação da Secretaria de Cultura em cabide de emprego e em caixa para beneficiar os vencedores das chapas eleitorais. E quem paga a conta? O povo. O artista. O estudante. O brincante.

O Maranhão não precisa de gestores que tratam cultura como favor. Precisa de gestores que a tratem como direito.

Precisamos de ruptura, sim. Mas ruptura para dentro: com conselhos atuantes, com orçamento protegido, com política de Estado e não de governo. Com escuta real aos que vivem a cultura no chão.

Beto, volta pra luta. A toalha não pode ser jogada agora. Porque se você e outros desistirem, quem ganha são exatamente os boçais e incompetentes que você denunciou.

E o Maranhão merece mais do que isso. Merece respeito.

*Euclides Moreira Neto é Ph.D em Comunicação, Linguagem e Cultura pela UNAMA e professor do Curso de Jornalismo da UFMA.

POESIA - LITERATO CANTÁBIL E - TORQUATO NETO


 literato cantabile


agora não se fala mais

toda palavra guarda uma cilada

e qualquer gesto pode ser o fim

do seu início

agora não se fala nada

e tudo é transparente em cada forma

qualquer palavra é um gesto

e em minha orla

os pássaros de sempre cantam assim,

do precipício:


a guerra acabou

quem perdeu agradeça

a quem ganhou.

não se fala.

não é permitido

mudar de ideia.

é proibido.

não se permite nunca mais olhares

tensões de cismas crises e outros tempos

está vetado qualquer movimento

do corpo ou onde quer que alhures.

toda palavra envolve o precipício

e os literatos foram todos para o hospício

e não sabe se nunca mais do mim. agora o nunca.

agora não se fala nada, sim. fim. a guerra

acabou

e quem perdeu agradeça a quem ganhou


Torquato Neto 

SEXTOU COM MUÇÃO