quinta-feira, 25 de junho de 2026

AGORA É MATA - MATA


Depois da bela vitória contra a Escócia por 3×0, que fez o Brasil terminar em primeiro no Grupo C, a Seleção Brasileira já sabe os dias e horários que irá jogar até uma eventual final em busca do sonho do hexacampeonato.

O primeiro jogo eliminatório será na segunda-feira, 29 de junho, às 14h. Caso avance, o Brasil jogará as oitavas de final no domingo, 5 de julho, às 17h. Nas quartas de final o jogo será no sábado, 11 de julho, às 18h. A eventual semifinal será na terça-feira, 15 de julho, às 16h e a grande final, que esperamos chegar, será no domingo, 19 de julho, às 16h.

Apesar de saber data e horário dos jogos das fases eliminatórias, o Brasil ainda precisará saber quais serão os próximos adversários na caminhada em busca do título que não vem a exatos 24 anos

POLICIA FEDERAL NA COLA DE JOSIMAR DE MARANHÃOZINHO

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quinta-feira (25), que apura um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Agentes da PF cumprem mandados de busca relacionados à investigação. O parlamentar maranhense está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.

A Operação Afluente tem o objetivo de aprofundar investigação que apura a suposta atuação de organização criminosa em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo as apurações, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e posteriormente direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.

Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Maranhão.

Josimar Maranhãozinho já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, em uma ação que também investigou irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Na denúncia apresentada naquela ação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que o deputado coordenava a destinação dos recursos das emendas e exercia controle sobre a liberação dos valores.

Segundo a PGR, Josimar Maranhãozinho também monitorava planilhas de pagamento e realizava cobranças de propina relacionadas à execução dos recursos

A LONGEVIDADE DO EX PRESIDENTE JOSÉ SARNEY

 

O ex-presidente do Brasil, José Sarney, que em abril deste ano completou 96 anos, segue impressionando, não apenas pela sua longevidade como também pela sua vontade de estar sempre antenado e atualizado.

Depois de ingressar no Instagram recentemente, onde revela o seu dia a dia, crônicas e histórias interessantes, atualmente com quase 200 mil seguidores, Sarney agora pediu para saber mais sobre a novidade do momento a IA (Inteligência Artificial).

Coube a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, revelar essa nova faceta do pai.

Meu pai tem 96 anos e, semana dessas, estava tendo aula de inteligência artificial. Isso não é maravilhoso. A vida é sempre um recomeço”, revelou Roseana.

Vale ressaltar que o ex-presidente recentemente passou por um momento de forte emoção e que nenhum pai gostaria, ver a filha enfrentar uma doença tão cruel quanto o câncer, mas Sarney, assim como Roseana, sempre demonstraram otimismo.

José Sarney foi o primeiro presidente da República após o fim do regime militar e comandou o país entre 1985 e 1990, período marcado pela transição democrática e pela promulgação da Constituição de 1988. Mesmo afastado diretamente da política, José Sarney segue sendo uma das figuras influentes da vida pública brasileira.

E assim segue o longevo José Sarney, mas cada vez mais atualizado

CRÔNICA - OS MISTÉRIOS DO CAZUMBÁ - ZEZINHO CASANOVA

Os Mistérios do Cazumbá

Zeca não tinha nome quando vestia a cara de madeira, a máscara de careta que projetava um sorriso torto, dentes caninos exagerados e olhos semicerrados em uma ironia infinita. Atrás daquele artefato esculpido, que cheirava a tinta velha e suor curtido, ele não era o zagueiro que a vizinhança conhecia por ser sério, nem o operário que lidava com máquinas pesadas a semana toda. Ao colocar a máscara, o ar ao seu redor mudava de densidade. O Cazumbá não é um homem, é uma entidade que habita a fronteira tênue onde o medo dos vivos encontra o escárnio dos mortos.

A estrutura do corpo era envolta em retalhos de pano colorido, retalhos que pareciam um mosaico de memórias esquecidas, e ao redor da cintura, centenas de chocalhos de latão que, ao caminhar, emitiam um ronco metálico, como se ele estivesse arrastando fantasmas presos por correntes de metal. Zeca começou a movimentar-se à margem da roda principal, mantendo-se sempre nas sombras, perto de onde o fogo das tochas já estava diminuindo. O segredo do Cazumba, ele confidenciou uma vez a um novato que tremia de medo de usar a máscara, é que você não deve dançar para o público; você deve dançar para fazer o público se sentir observado por algo que eles não conseguem compreender.

Ele avançou sobre um grupo de crianças que, por um instante, hesitaram entre a curiosidade e o susto. Zeca não correu; ele deslizou com um gingado trôpego, propositalmente desconcertante. Deu um giro, fazendo os chocalhos da cintura responderem com um estrondo sincopado, e inclinou a máscara para frente. Por trás das frestas, ele observava o mundo. O olho humano é uma janela, mas a máscara do Cazumbá é um espelho. As pessoas, ao verem aquela carranca grotesca, projetavam nela seus próprios demônios e fantasias. O riso ácido que saía de Zeca, um riso rouco, abafado pela madeira, não era uma piada, era uma provocação.

— O que tu faz lá dentro, Zeca? — Alguém perguntou certa vez, entre risos, em uma noite de trégua nos ensaios. — Tu enlouquece ou tu descansa?

— Eu me desconstruo.  — Ele respondeu, com a seriedade de quem conhece um mistério intransponível. — Quando eu visto essa cara que ri de tudo, eu percebo que o mundo todo é uma careta. O Cazumba é o único que tem a coragem de mostrar a verdade: que a gente vive num circo e que a morte está logo ali, dando risada junto com a gente.

O Cazumbá é o anarquista da brincadeira. Enquanto os caboclos de pena mantêm a elegância e os vaqueiros   campeadores ostentam o orgulho, o Cazumbá faz o papel do caos organizado. Ele invade a roda, atrapalha o passo dos outros, faz caretas para as damas de fita e, com seus chocalhos, pontua o compasso das matracas com uma desordem proposital. Zeca amava esse papel. A liberdade de não precisar ser bonito, nem correto, nem digno. Ele podia ser o feio, o assustador, o engraçado, tudo ao mesmo tempo. Era uma liberação absoluta das amarras que a sociedade impunha sobre o corpo dos homens.

Certa noite, em uma encruzilhada de terra batida perto de Rosário, Zeca sentiu o transe pela primeira vez. A máscara não parecia mais uma peça de madeira presa por amarras de pano; parecia sua própria estrutura óssea. Ele andava e o chão respondia. A risada metálica que escapava de sua garganta soava como se viesse debaixo da terra. O medo que emanava do público era um combustível puro. Ele percebeu, então, por que o Cazumbá era a figura que menos se explicava. Não havia explicação. Havia apenas presença.

Ele se aproximou de uma idosa que o observava com um misto de reza e temor. Zeca não a assustou. Ele parou, ajoelhou-se dramaticamente, fazendo os chocalhos tilintarem em um ritmo lento, quase um lamento, e inclinou a máscara para baixo, num gesto de reverência que a plateia achou ter sido uma brincadeira, mas que, para ela, foi uma bênção. Zeca, por trás do sorriso entalhado, sentiu uma lágrima correr pelo contorno da máscara, mas ninguém nunca saberia. O Cazumbá não chora, o Cazumbá é a própria careta da vida que insiste em rir mesmo quando o mundo desaba.

Ao final da noite, quando ele finalmente retirou o artefato, o rosto de Zeca estava marcado pelas sombras da madeira. Ele sentia o peso do mundo real voltando a se instalar sobre seus ombros. A máscara, pousada no chão, parecia sorrir para ele, como se dissesse que, na próxima noite, ele voltaria a ser ela. O mistério não era como ele aguentava o peso dos chocalhos ou o calor daquele tecido fechado. O mistério era como ele conseguia voltar a ser um homem comum depois de ter sido, por algumas horas, o riso sagrado e o medo proibido daquela tradição centenária. Zeca limpou o suor da máscara com o carinho de quem guarda o seu próprio segredo mais profundo, sabendo que, enquanto houvesse um boi e um tambor, ele sempre teria um lugar para rir de tudo o que os outros apenas temiam.

José Casanova

professor , jornalist ,escritor e cronista

membro da Academia Bcabalense de Letras

Academia Mundial de Letras da Humanidade

POESIA - O PODER DO AFETO - OTÁVIO PINHO FILHO

 O Poder do Afeto

(Soneto)


Há mãos que curam sem tocar a ferida,

Palavras que aliviam sem prescrever.

Há gestos que devolvem cor à vida

E fazem a esperança renascer.


Nem toda dor se vence com ciência,

Nem toda lágrima cede à razão;

Muitas encontram paz na convivência,

No abrigo amigo de um bom coração.


O afeto é força mansa e silenciosa,

Que ampara a alma quando tudo pesa;

Transforma a noite escura e tormentosa


Em manhã de luz, calma e beleza.

E quanto mais se dá, mais se multiplica:

É riqueza que jamais se sacrifica.


Dr. Otávio Pinho

quarta-feira, 24 de junho de 2026

JUSTIÇA DEMORADA


 É impressionante como algumas mudanças, de maneira inexplicável, demoram a ser efetivadas, mesmo sendo justas e com amplo apoio da população.

O caso mais recente é a votação para colocar fim na aposentadoria compulsória para juízes que tenham cometido graves infrações.

A aplicação da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar a magistrados que cometeram graves irregularidades tem sido alvo de críticas ao longo de muito tempo, afinal transmite à sociedade a sensação de impunidade. Apesar da independência do Poder Judiciário, isso não pode servir para justificar algo injusto e não responsabilizar adequadamente magistrados por condutas ilegais graves.

No entanto, apesar de todo esse clamor da sociedade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou o julgamento que discute o fim da aposentadoria compulsória para juízes punidos por faltas graves. A análise da proposta foi suspensa por unanimidade e só deverá ser retomada na próxima sessão do órgão, que está marcada para o dia 4 de agosto.

O CNJ quer se posicionar após entendimento recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que defende a perda do cargo e do salário como punição máxima aplicada a magistrados envolvidos em infrações graves. Como acontece com os demais servidores públicos, diga-se de passagem.

Vale ressaltar que o relator do processo, conselheiro Ulisses Rabaneda, já apresentou voto favorável à mudança, mas mesmo depois do posicionamento, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, acolheu pedido para suspender a discussão e transferi-la para a próxima sessão, que só será em agosto.

Os crimes graves que evitariam a aposentadoria compulsória remunerada seriam: Venda de sentenças; Assédio moral; Assédio sexual; e Concessão de benefícios indevidos a integrantes de organizações criminosas.

Só que uma decisão justa e tão aguardada pela sociedade, infelizmente, ainda não foi sacramentada.

Sendo assim, só resta aguardar, conferir e cobrar uma celeridade na votação.

JULHO DE FESTA NO CONVENTO DAS MERCÊS


Julho é mês de férias, mas também de muita cultura popular em São Luís. Para manter viva a programação junina e valorizar as tradições maranhenses, o Governo do Maranhão, por meio da Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB), realiza mais uma edição do “Vamos Festejar”. O evento acontecerá nos dias 9, 10, 11 e 12; 16, 17, 18 e 19; e 23, 24, 25 e 26 de julho, no Convento das Mercês, com entrada gratuita.

Ao longo dos 12 dias de programação, o público poderá acompanhar apresentações de grupos de Bumba Meu Boi de diferentes sotaques, além de manifestações tradicionais como tambor de crioula, cacuriá, dança do lelê, coco, quadrilhas juninas e danças portuguesas. Entre os destaques estão grupos tradicionais da cultura popular maranhense, como os bois de Maracanã, Maioba, Axixá, Nina Rodrigues, Morros, Pindaré, Ribamar e Barrica, além de atrações como o Cacuriá Balaio de Rosas e o Tambor de Crioula de Leonardo. A proposta é transformar o Convento das Mercês em um grande arraial dedicado à cultura popular maranhense.

“O Vamos Festejar já integra o calendário cultural do Maranhão e reafirma a força das nossas tradições. O evento é uma oportunidade de manter viva a programação junina durante o mês de julho, oferecendo lazer, cultura e inclusão para moradores e turistas que visitam a cidade no período de férias”, destaca o presidente da FMRB, Kécio Rabelo.

Além das apresentações culturais, o público poderá visitar a exposição “Bordados de Fé e Memória”, que reúne dez couros do Boi de Pindaré. A mostra evidencia a riqueza artística de um dos elementos mais emblemáticos do Bumba Meu Boi maranhense, com peças bordadas à mão com miçangas, canutilhos, paetês e pedrarias. A visitação será gratuita e estará disponível durante todo o período do evento.

Pensado para acolher públicos de todas as idades, o Vamos Festejar contará com espaços amplos, diversificados e acessíveis. Durante toda a programação haverá intérprete de Libras e áreas reservadas para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e acompanhantes com crianças de colo.

Entre os destaques da estrutura está o Espaço Girassol, ambiente gratuito voltado à regulação emocional de crianças neuroatípicas. O local oferecerá acolhimento especializado, distribuição de crachás de identificação e empréstimo de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.

O evento contará ainda com o Espaço Kids, com brinquedos infláveis gratuitos para o público infantil, além de área de alimentação com diversas opções da gastronomia maranhense e espaço destinado à comercialização de produtos típicos do período.

O Vamos Festejar também contribui para o fortalecimento da economia criativa, do turismo e da cadeia produtiva da cultura, reunindo artistas, brincantes, empreendedores e famílias em um ambiente de celebração e convivência.

O Vamos Festejar 2026 é realizado via Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão (Lei nº 9.437/2011), Governo do Maranhão, Reffinato Acabamento e Design, Granorte Soluções, Audiolar Casa e Construção, Superaço e Jacaré Home Center.

COLUNA DO ZÉ LOPES - DIA DE SÃO JOÃO

HOJE É DIA DE SÃO JOÃO 

As luzes bruxuleantes das fogueiras, o cheirinho de quentão e milho assado no ar, o som da sanfona, das matracas e a alegria contagiante das quadrilhas, do bimba-meu-boi… O Dia de São João é uma das datas mais aguardadas e celebradas em todo o Brasil. Mas você já parou para pensar na rica história e nas tradições que fazem dessa data tão especial?

Além das bandeirinhas e comidas típicas, o São João carrega séculos de tradição, misturando elementos religiosos, culturais e regionais que se espalharam pelo país de forma única. Cada canto do Brasil celebra à sua maneira, mas o sentimento é o mesmo: alegria, fé e pertencimento.

Nós, do Blog do Zé Lopes,, que valorizamos o desenvolvimento, a comunidade e a união, convidamos você a mergulhar nas origens dessa festa que aquece o coração e celebra a nossa cultura. Acompanhe!

Afinal, qual o Dia de São João e sua verdadeira origem?

O Dia de São João é celebrado anualmente em 24 de junho. Essa data marca o nascimento de São João Batista, uma figura de extrema importância no cristianismo. Segundo a Bíblia, João Batista foi o profeta que anunciou a vinda de Jesus Cristo, sendo responsável por batizá-lo nas águas do Rio Jordão.

A história conta que o nascimento de João foi um milagre, pois sua mãe, Isabel, já era idosa e estéril. Para anunciar o nascimento, sua prima Maria, mãe de Jesus, teria acendido uma fogueira no alto de uma montanha. Essa é a origem de uma das maiores tradições juninas: a fogueira.

No Hemisfério Norte, onde a tradição se originou, as festividades juninas também se conectavam com o solstício de verão, o dia mais longo do ano. Era um período de celebração da abundância da colheita e da chegada dos dias mais quentes. Com a vinda ao Brasil, essa celebração se adaptou ao nosso calendário, mas manteve a essência festiva e a conexão com a natureza e o ciclo de colheitas.

Das raízes europeias às tradições brasileiras: a evolução da festa de São João

As festas juninas, incluindo o Dia de São João, foram trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI. Eles trouxeram consigo não apenas as tradições religiosas em homenagem a santos como São João, Santo Antônio e São Pedro, mas também elementos de festas pagãs europeias. Essas celebrações antigas estavam ligadas à fertilidade da terra, à colheita e ao solstício de verão, com rituais que envolviam fogueiras e danças.

No Brasil, essas tradições europeias se mesclaram com a rica cultura local, incorporando elementos indígenas e africanos. A festa ganhou novas cores, ritmos e sabores, transformando-se na celebração vibrante e diversificada que conhecemos hoje. Cada região do país desenvolveu suas próprias peculiaridades, mas a essência de união e celebração permanece a mesma.

As tradições e símbolos do Dia de São João

A festa de São João é um caldeirão de tradições e símbolos que encantam e divertem pessoas de todas as idades. Conheça alguns dos mais importantes:

Fogueira 

É o símbolo mais marcante da festa junina. Como mencionamos, sua origem está ligada ao anúncio do nascimento de São João Batista. Simboliza purificação, proteção contra maus espíritos e renovação. É ao redor da fogueira que as pessoas se reúnem para conversar, cantar e celebrar.

Balões 

Antigamente, soltar balões era uma prática comum para sinalizar o início da festa e enviar preces aos céus. No entanto, devido aos riscos de incêndio, essa prática é proibida por lei e deve ser evitada. A segurança de todos sempre vem em primeiro lugar. Alguns lugares adaptaram essa tradição e, atualmente, colocam balões pendurados no teto.

Comidas típicas

 Ah, as comidas juninas! Elas são um capítulo à parte. A base é o milho, ingrediente abundante nessa época do ano, resultando em delícias como pamonha, curau, bolo de milho, canjica e pipoca. Além do milho, temos o amendoim (na paçoca e no pé de moleque) e o coco (na cocada), que completam o cardápio festivo. Esses pratos não só são saborosos, mas também celebram a fartura da colheita.

Danças e músicas 

A quadrilha é a dança mais emblemática das festas juninas, com seus passos marcados e o “casamento caipira”. As músicas caipiras e o forró embalam os arrasta-pés, criando um ambiente de alegria e confraternização. No Maranhão a cultura mais forte é o Bimba-meu-boi.

Trajes típicos

As roupas são conhecidas pelas suas cores vibrantes, estampas xadrez e florais, e pela atmosfera festiva que refletem as celebrações juninas no Brasil. As roupas xadrez, os chapéus de palha, e os acessórios dão um toque especial a essa festividade.

Simpatias

As festas juninas são repletas de simpatias populares, muitas delas ligadas a Santo Antônio, o “santo casamenteiro”, mas que se estendem por todo o período junino. São rituais divertidos e cheios de fé para atrair amor, prosperidade ou desvendar o futuro.

Curiosidades e impacto cultural: a importância do Dia de São João no Brasil

O Dia de São João vai muito além de uma simples celebração, é um pilar da cultura brasileira, com um impacto significativo em diversas esferas. Saiba mais sobre essa data:

Diversidade regional

A festa do Dia de São João se manifesta de formas distintas e grandiosas em cada canto do Brasil. No Nordeste, por exemplo, as celebrações assumem proporções gigantescas, com cidades como Campina Grande (PB), Caruaru (PE) e São Luís (MA) sediando os maiores festejos do mundo, atraindo milhões de turistas e movimentando a economia local.

Em outras regiões, as festas podem ser mais intimistas, celebradas em comunidades e famílias, mas com a mesma paixão e alegria.

O “diferente” em cada lugar

Cada localidade adiciona um toque especial às festividades juninas. No Sul, por exemplo, o pinhão ganha destaque nas mesas das festas juninas, enquanto no Norte, a dança do boi-bumbá se mescla às celebrações.

Existem lendas e costumes regionais fascinantes, como as crenças em torno da fogueira de São João para curar doenças ou trazer boa sorte. A riqueza da festa está justamente nessa capacidade de se reinventar e se adaptar, mantendo vivas as tradições e incorporando novas expressões.

Impacto econômico

As festas juninas, especialmente as de grande porte, são verdadeiros motores econômicos. Elas geram milhares de empregos diretos e indiretos, movimentam o turismo, o comércio de alimentos, bebidas, vestuário e artesanato. É um período de grande efervescência econômica que beneficia muitas famílias e comunidades.

Assim como o Blog do Zé Lopes, que acredita e impulsiona o desenvolvimento dos leitores e das comunidades, as festas juninas são um exemplo claro de como a união e a celebração podem gerar prosperidade para todos.

O Dia de São João é mais do que uma data no calendário, é a celebração da nossa cultura, da nossa história e da nossa capacidade de nos unir e festejar. É a representação da alegria, da fartura e do espírito comunitário que nos move.

Zé Lopes 




POESIA -; POIS AQUILO SE CHAMAVA DE NOITE DE SAO JOÃO - ZÉ LOPES


POIS AQUILO SE CHAMAVA DE NOITE DE SAO JOÃO


Agora veio a lembrança 

Um junho de anos atrás

Coisas que não voltam mais

Dos meus tempos de criança 

A linda menina de trança 

Fazendo revolução 

Com uma flor vermelha na mão 

A molecada  babava

Pois aquilo se chamava

De Noite de São João


Com seu vestido de chita

Quem a ver, vibra, delira

A rainha caipira

De todas a mais bonita

Seus dois lacinhos de fita

Enchem os olhos de paixão

Como um foguete, um rojão 

Que ao céu iluminava

Pois aquilo se chamava

De Noite de São Joao.


O que era uma quadrilha

Hoje se chama junina

Não empolga, não anima

Não alegra, não rebrilha

Não é mais a maravilha

Que balançava o sertão 

Fazendo tremer o chão 

Enquanto serpenteava

Pois aquilo se chamava

De noite de São João 


As chamas de uma fogueira

Iluminava o terreiro

No calor desse braseiro

Mandioca e macaxeira

A sanfona forrozeira

Toca xaxado e Baião 

No meio da animação 

A promessa se pagava

Pois aquilo se chamava

De Noite de São João. 


Dança boizinho de palha

Da cabeça de Mamão 

Vai subindo n'um balão 

A luz que no céu se espalha

A bombinha que não falha

A panela de Quentão 

A cachaça com limão 

O frio logo esquentava

Pois aquilo se chamava

De Noite de São João


Ruminando esta saudade

Inventaram outra estrutura

Não existe mais doçura 

Na nova realidade

Mas pra dor que me invade

Não existe medicação 

Me consome a sensação 

Que a festança me levava

Pois aquilo se chamava

De Noite de São João


Zé Lopes

terça-feira, 23 de junho de 2026

ACORDO ENTRE ESMENIA E BRANDÃO DETERMINA PONTO FACULTATIVO NO DIA DE SAO MARÇAL

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), e a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), anunciaram que na próxima terça-feira (30), Dia de São Marçal, será Ponto Facultativo para os servidores públicos estaduais e da capital maranhense.

Sendo assim, os servidores terão um mega fim de semana, já que na segunda-feira (29), Dia de São Pedro, é feriado em São Luís. Ou seja, os funcionários públicos depois da sexta-feira (26) só voltam a trabalhar na quarta-feira, 1º de julho.

Brandão foi o primeiro a anunciar o Ponto Facultativo e lembrou que foi um projeto de lei da sua autoria que transformou o dia 30 de junho no Dia Nacional do Bumba Meu Boi.

Como eu sei que vocês amam o nosso São João e em razão do feriado municipal de 29/06 (São Pedro), informo que será ponto facultativo em São Luís o Dia de São Marçal (30/06). Data especial, marcada pelo tradicional encontro de batalhões e pela celebração do Dia Nacional do Bumba Meu Boi, criado a partir de projeto de lei de minha autoria quando deputado federal, para valorizar ainda mais essa manifestação que é símbolo da nossa identidade”, destacou o governador.

Já a prefeita de São Luís, além do Ponto Facultativo anunciou o pagamento do mês de junho do servidor municipal.

Mais duas boas notícias pra este começo de semana! O salário do mês de junho será antecipado e vai #TáNaConta nesta sexta-feira (26/06). E como estamos no melhor mês do ano, teremos feriado municipal pelo Dia de São Pedro (29/06) e ponto facultativo no Dia de São Marçal (30/06). Um cheiro, São Luís!”, anunciou Esmênia.