quinta-feira, 5 de novembro de 2026

COM A PALAVRA - DO TEJO AO DOURO - POR OTÁVIO PINHO FILHO

 


DO TEJO AO DOURO

Uma viagem de descobertas, histórias, vinhos, encantos e saudades.

Há viagens que fazemos para conhecer lugares. Outras, porém, parecem ter sido cuidadosamente escritas pelo destino para nos proporcionar algo muito maior: a alegria de viver, o prazer de descobrir novos horizontes e o privilégio de transformar momentos passageiros em lembranças eternas.

Nossa viagem por Portugal foi exatamente assim.

Foram dias de descobertas, encantamentos, emoções, conversas intermináveis, gargalhadas espontâneas, brindes generosos e, sobretudo, da deliciosa convivência com amigos queridos.

Percorremos cidades que parecem ter feito um pacto com o tempo para preservar suas histórias, seus monumentos, suas tradições e aquela maneira tão peculiar de transformar a saudade em poesia.

De Lisboa ao Porto, do Tejo ao Douro, encontramos um país onde o passado permanece vivo, a gastronomia é uma celebração cotidiana e a música parece conhecer os sentimentos que nem sempre conseguimos traduzir em palavras.

E que bela viagem!

LISBOA — ONDE A HISTÓRIA ENCONTRA O TEJO

Lisboa, nossa porta de entrada, recebeu-nos com sua elegância secular, suas ruas de pedra, seus tradicionais elétricos, suas ladeiras e seus monumentos que parecem guardar os segredos de tantas gerações.

Às margens do Tejo, contemplamos uma cidade que respira história, onde antigos navegadores deixaram suas marcas e poetas encontraram inspiração para cantar o amor, a distância e a saudade.

Belém, com sua torre emblemática e o imponente Mosteiro dos Jerónimos, recorda os tempos em que Portugal se lançou ao desconhecido, transformando a coragem dos navegadores numa das páginas mais extraordinárias de sua história.

Caminhar pelas ruas de Alfama, admirar a Praça do Comércio, contemplar a cidade dos seus miradouros e ouvir, ao longe, os acordes de uma guitarra portuguesa é perceber que Lisboa possui uma alma própria.

Uma alma que mistura grandeza e simplicidade, alegria e melancolia, tradição e modernidade.

Lisboa nos ensinou que algumas cidades não precisam ser inteiramente compreendidas.

Basta senti-las.

SINTRA — ONDE O ROMANTISMO GANHOU MORADA

Sintra surgiu como um cenário de sonhos.

Seus palácios, castelos, jardins e montanhas parecem ter sido retirados das páginas de um romance medieval.

A beleza exuberante do Palácio da Pena, o mistério da Quinta da Regaleira e o encanto de suas paisagens fazem daquela cidade um lugar onde a imaginação ganha asas e o romantismo encontra morada.


Há algo de misterioso em Sintra.

Talvez seja a neblina que frequentemente envolve suas montanhas. Talvez sejam os caminhos escondidos entre árvores centenárias ou a impressão de que, a qualquer momento, algum personagem de um antigo romance poderá surgir diante de nós.

Ali, até os menos sentimentais do grupo devem ter experimentado algum impulso poético.

Se não sentiram, certamente estavam distraídos procurando o próximo restaurante!

ÓBIDOS — UMA CIDADE ESCRITA EM LIVROS

Óbidos foi uma daquelas surpresas que nos fazem acreditar que algumas cidades foram construídas não apenas com pedras, mas também com poesia.

Cercada por muralhas medievais, com suas ruas estreitas, casas brancas adornadas de flores e detalhes coloridos, Óbidos parece conservar o privilégio de viver num tempo diferente do nosso.

Caminhar por suas vielas é como folhear um antigo livro de histórias, no qual cada esquina revela uma nova página e cada janela parece guardar um romance que ainda não terminou.

Mas Óbidos nos reservava uma particularidade extraordinária: sua relação apaixonada com os livros.

Reconhecida internacionalmente como Vila Literária, a pequena cidade abriga uma surpreendente concentração de livrarias e espaços dedicados à leitura.

E que descoberta fascinante encontrar, no interior da antiga Igreja de São Tiago, uma livraria!

Onde outrora predominavam os rituais religiosos, hoje repousam milhares de livros, numa convivência singular entre arquitetura sagrada, literatura e conhecimento.

Uma igreja transformada em templo dos livros!

Que bela maneira de preservar o passado, oferecendo-lhe uma nova missão cultural.

Para quem ama a literatura, Óbidos não é apenas uma cidade a visitar. É um lugar onde sentimos vontade de permanecer, abrir um livro e deixar que o tempo passe sem pedir licença.

E, naturalmente, não poderíamos deixar aquela vila sem conhecer sua famosa ginjinha, servida em pequenos copinhos de chocolate.

Uma combinação tão agradável que alguns dos nossos companheiros demonstraram imediato interesse em aprofundar os estudos sobre a bebida!

NAZARÉ — A GRANDEZA DO ATLÂNTICO

Nazaré nos apresentou a força e a grandiosidade do Atlântico.

Suas ondas gigantes, a tradição dos pescadores, as mulheres de sete saias e a beleza de suas praias revelam um Portugal profundamente ligado ao mar.

Do alto do Sítio, diante daquela imensidão azul, sentimos a extraordinária mistura de admiração e respeito que a natureza desperta.

É impressionante imaginar que aquelas águas, aparentemente tranquilas em determinados momentos, possam produzir algumas das maiores ondas já surfadas no mundo.

Nazaré possui essa peculiaridade: enquanto suas ondas desafiam os mais corajosos, suas tradições acolhem os visitantes com a simplicidade e a autenticidade de seu povo.

Ali compreendemos que o mar, assim como a vida, pode ser generoso e imprevisível, sereno e assustador, mas nunca deixa de despertar nossa admiração.

BATALHA — A HISTÓRIA ESCULPIDA EM PEDRA

Batalha apresentou-nos um Portugal monumental, solene e profundamente orgulhoso de sua história.

Ali encontramos o magnífico Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conhecido como Mosteiro da Batalha, uma das mais extraordinárias expressões da arquitetura gótica portuguesa.

Erguido para celebrar a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota, aquele monumento impressiona pela imponência de suas estruturas, pela delicadeza dos detalhes esculpidos em pedra e pela capacidade de transformar um acontecimento histórico numa obra de arte que atravessa os séculos.

Suas capelas, seus claustros e as famosas Capelas Imperfeitas, que permanecem inacabadas, despertam uma reflexão curiosa:

Nem tudo o que é belo precisa estar concluído.

Há obras que, mesmo incompletas, alcançam a eternidade.

Diante daquela grandiosidade, pensei em quantas gerações passaram por ali, quantas mãos trabalharam naquelas pedras e quantos sonhos humanos sobreviveram graças à arte e à memória.

Batalha nos ensinou que a história não vive apenas nos livros.

Às vezes, ela se ergue diante de nós, silenciosa, majestosa e impossível de ignorar.

FÁTIMA — UMA PAUSA PARA A ALMA

Fátima nos proporcionou uma experiência diferente, marcada pelo silêncio, pela fé e pela espiritualidade.

Diante do Santuário, encontramos um momento para agradecer a Deus pelo dom da vida, pela saúde, pela família, pelos amigos e por tantas bênçãos que, muitas vezes, a correria cotidiana não nos permite reconhecer.

Naquele ambiente de devoção, observando peregrinos de tantas nacionalidades, compreendemos como a fé consegue aproximar pessoas que não compartilham o mesmo idioma, mas carregam esperanças semelhantes.

Cada oração parecia guardar uma história.

Cada olhar traduzia um pedido, uma gratidão ou uma saudade.

Foi uma pausa para a alma.

Um daqueles lugares onde as palavras se tornam pequenas diante da grandeza dos sentimentos.

E saímos dali com uma certeza: viajar também é encontrar oportunidades para olhar para dentro de nós mesmos.

COIMBRA — ONDE A MÚSICA SE TRANSFORMA EM SAUDADE

Coimbra, ah, Coimbra!

Cidade dos estudantes, dos doutores, das capas negras e das serenatas que atravessam gerações.

Sua universidade secular, com a majestosa Biblioteca Joanina, é um verdadeiro templo do conhecimento, enquanto suas ruas antigas parecem guardar histórias de juventude, sonhos e paixões.

Às margens do Mondego, recordamos o amor de Pedro e Inês de Castro, uma das histórias mais comoventes da tradição portuguesa.

Um amor que desafiou convenções, enfrentou interesses políticos e terminou tragicamente com a morte de Inês.

A tradição conta que Pedro, inconformado com a perda da mulher amada, jamais permitiu que sua memória fosse esquecida.

A história e a lenda acabaram se entrelaçando, eternizando um sentimento que continua inspirando poetas e apaixonados.

Talvez por isso Coimbra pareça guardar, entre suas pedras e suas canções, uma compreensão muito particular do amor e da saudade.

Mas Coimbra me reservava uma experiência especialmente emocionante, que certamente ocupará um lugar privilegiado entre as lembranças desta viagem.

Tive a imensa alegria de assistir a um concerto de Fado de Coimbra.

E foi ali, ouvindo aquelas vozes carregadas de sentimento e o som inconfundível da guitarra portuguesa, que descobri algo que até então desconhecia profundamente: a diferença entre o fado de Coimbra e o tradicional fado de Lisboa.

O fado lisboeta nasce da alma popular, das vielas, das tabernas e dos bairros antigos.

É visceral, dramático, apaixonado.

Canta amores perdidos, destinos contrariados e saudades que parecem não encontrar consolo.

Já o Fado de Coimbra possui outra atmosfera.

Profundamente ligado à tradição universitária, é marcado pelas serenatas, pela poesia, pelo romantismo e por uma delicada melancolia.

Tradicionalmente interpretado por homens de capa negra, traz consigo a emoção das despedidas estudantis, dos amores juvenis e da saudade dos anos que não regressam.

Enquanto o fado de Lisboa parece frequentemente cantar as dores da vida, o de Coimbra muitas vezes canta a beleza daquilo que a vida nos deu e que o tempo levou.

E essa diferença me encantou profundamente.

Como músico, compositor e apaixonado pela poesia, senti naquele concerto uma emoção difícil de traduzir.

Não estava apenas ouvindo canções.

Estava conhecendo uma tradição na qual a música, a literatura e a memória se abraçam.

Houve momentos em que me pareceu que aquelas guitarras não tocavam apenas suas cordas, mas também algumas cordas escondidas dentro de nós.

Saí daquele concerto com a agradável sensação de ter descoberto um novo universo musical e com a certeza de que Coimbra não havia conquistado apenas minha admiração: havia conquistado também um pedaço do meu coração.

Coimbra possui essa beleza singular: é jovem pela alma universitária, antiga pela história e eternamente romântica pelas canções que ecoam em suas ruas.

AVEIRO — A DELICADEZA DOS CANAIS

Aveiro nos recebeu com a delicadeza de seus canais, seus moliceiros coloridos, suas construções elegantes e seus tradicionais ovos-moles.

Conhecida como a Veneza portuguesa, a cidade possui uma beleza própria, mais discreta, mas igualmente encantadora.

Seus barcos coloridos deslizam pelas águas, enquanto as fachadas revestidas de azulejos e os edifícios de inspiração Arte Nova conferem às ruas uma personalidade singular.

Uma cidade acolhedora, onde a água parece passear tranquilamente entre as casas e o tempo parece caminhar sem pressa.

Foi mais uma agradável descoberta nesse mosaico de encantos portugueses.

PORTO E VILA NOVA DE GAIA — DUAS CIDADES, UM MESMO RIO

E então chegamos ao Porto. Um

Uma cidade de personalidade marcante, onde a história se mistura aos sabores, às tradições e à beleza do majestoso Douro.

Suas pontes imponentes, a encantadora Ribeira, suas igrejas revestidas de azulejos, suas ruas históricas e a generosidade de sua gastronomia fizeram do Porto um dos capítulos mais saborosos da nossa jornada.

O Porto não parece preocupado em seduzir o visitante.

Simplesmente se apresenta como é: autêntico, histórico, acolhedor e cheio de personalidade.

E, do outro lado do Douro, encontramos Vila Nova de Gaia, inseparável do Porto pela geografia, pela história e, sobretudo, pelo vinho.

Gaia nos encantou com sua orla movimentada, suas paisagens privilegiadas e suas tradicionais caves, onde repousam alguns dos vinhos mais famosos do mundo.

Dali, contemplar o Porto, com suas construções antigas descendo pelas encostas até encontrar o rio, é assistir a um espetáculo de rara beleza.

As duas cidades parecem conversar permanentemente através das águas do Douro, unidas por pontes que são muito mais do que obras de engenharia: são verdadeiros símbolos de uma história compartilhada.

E foi justamente em Gaia que compreendi um pouco melhor a importância do vinho para a cultura portuguesa.

Aquelas caves não guardam apenas barris.

Guardam tradições familiares, conhecimentos transmitidos por gerações e uma relação quase afetiva entre o homem, a terra e o tempo.

O DOURO — UMA PAISAGEM QUE PARECE PINTADA À MÃO

Mas Portugal ainda nos reservava um dos cenários mais extraordinários de toda a viagem: o Vale do Douro.

Ali, a natureza parece ter decidido reunir seus mais belos recursos para criar uma paisagem de rara poesia.

Montanhas cobertas de vinhedos, encostas cuidadosamente desenhadas pela mão humana e um rio que serpenteia serenamente entre elas compõem um espetáculo difícil de descrever.

E tivemos o privilégio de realizar um inesquecível passeio de barco pelas águas do Douro.

Enquanto nossa embarcação avançava, descortinavam-se paisagens de uma beleza quase inacreditável.

Nas encostas, inúmeras vinícolas e quintas tradicionais exibiam seus vinhedos cuidadosamente organizados em socalcos, formando desenhos harmoniosos que acompanhavam cada curva das montanhas.

Entre aquelas paisagens, surgiam antigas construções, pequenas povoações e vestígios de um passado que parecia observar silenciosamente a passagem do tempo.

E havia ainda os impressionantes desfiladeiros, com suas encostas abruptas, lembrando, em determinados trechos, aqueles fiordes majestosos que costumamos admirar em fotografias de países distantes.

Paisagens de cair o queixo!

O rio serpenteava entre as montanhas, revelando a cada curva um cenário ainda mais surpreendente.

Por alguns instantes, tive a sensação de que estávamos navegando dentro de uma pintura, daquelas que um artista levaria anos tentando reproduzir e que a natureza, generosamente, havia criado sem esforço aparente.

Mas o mais bonito daquele passeio não estava apenas nas paisagens.

Estava também na companhia, nos comentários de admiração, nas fotografias, nas brincadeiras e nos brindes que acompanhavam nossa contemplação.

Ali compreendi que algumas das maiores riquezas da vida não podem ser compradas nem guardadas.

Só podem ser vividas.

OS VINHOS — UMA DESCOBERTA INESPERADA

Preciso registrar uma descoberta pessoal.

Confesso que nunca fui um grande apreciador de vinhos.

Sempre admirei sua tradição, mas não havia desenvolvido a sensibilidade necessária para degustá-los com entusiasmo.

Entretanto, Portugal começou a modificar essa relação.

Entre tintos, brancos e o tradicional vinho do Porto, aprendi a observar aromas, apreciar sabores e compreender que degustar um vinho é também conhecer a história de uma terra, sua cultura e suas tradições.

Descobri, sobretudo, que o melhor vinho nem sempre é aquele de maior prestígio, mas aquele que compartilhamos com pessoas especiais, em momentos que gostaríamos de prolongar.

Não voltei propriamente um especialista, mas certamente um aprendiz mais interessado!

E seria uma injustiça histórica deixar de registrar o comportamento de alguns integrantes da nossa comitiva.

Havia entre nós determinados companheiros aparentemente comprometidos com a nobre e dificílima missão de acabar com os estoques de bebidas das terras lusitanas!

Era impressionante o espírito de sacrifício daqueles abnegados!

Enquanto alguns contemplavam monumentos, admiravam paisagens e estudavam a história portuguesa, outros demonstravam um interesse quase científico pelo patrimônio líquido nacional.

Não descansavam diante de uma adega, não recuavam perante uma garrafa e jamais abandonavam um brinde pela metade!

Suspeito, inclusive, que algumas vinícolas tenham precisado rever seus planejamentos de produção após a passagem da nossa expedição.

Felizmente, Portugal possui uma tradição vinícola suficientemente robusta para resistir a tamanho entusiasmo.

Caso contrário, poderíamos ter provocado uma crise de abastecimento e, quem sabe, até um incidente diplomático entre as duas nações!

Mas foram justamente essas brincadeiras, os brindes e as gargalhadas que deram à viagem um sabor tão especial.

Porque a amizade também se alimenta dessas pequenas irreverências que, com o passar dos anos, transformam-se nas histórias mais divertidas de recordar.

A GASTRONOMIA — PORTUGAL TAMBÉM SE CONHECE À MESA

Ah, a culinária portuguesa!

Uma deliciosa combinação de tradição, simplicidade, generosidade e sabores que parecem ter sido aperfeiçoados ao longo de séculos.

E, naturalmente, o bacalhau ocupou lugar de honra em nossas mesas.

Descobrimos que os portugueses conseguiram transformar esse peixe numa verdadeira instituição nacional.

Assado, à Brás, com natas, à lagareiro ou preparado de tantas outras maneiras, o bacalhau parecia apresentar-se a cada refeição com uma nova personalidade.

E o mais curioso é que, por mais que o repetíssemos, sempre havia uma nova receita capaz de despertar nossa curiosidade.

Mas preciso fazer justiça a outro protagonista das nossas experiências gastronômicas:

O robalo!

Que peixe extraordinário!

Preparado com aquela simplicidade elegante que caracteriza a boa cozinha portuguesa, frequentemente grelhado, acompanhado de azeite, batatas e legumes, o robalo revelou sabores delicados, textura admirável e um frescor que dispensava qualquer sofisticação exagerada.

Às vezes, a grandeza de uma refeição está justamente na capacidade de respeitar o sabor natural dos seus ingredientes.

E entre bacalhaus, robalos, azeites generosos, doces conventuais, pastéis de nata e tantos outros encantos, fomos descobrindo que Portugal também sabe conquistar seus visitantes pelo paladar.

Aliás, nossas refeições mereceriam um capítulo à parte.

Mesas fartas, conversas demoradas, histórias repetidas com novos detalhes e aquela agradável sensação de que ninguém tinha pressa de levantar.

Porque, entre amigos, uma boa refeição nunca termina quando acaba a comida.

Termina quando se esgotam os assuntos, o que, convenhamos, raramente aconteceu com nosso grupo!

A AMIZADE — O MELHOR DESTINO DE QUALQUER VIAGEM

Ao longo daqueles dias, fui percebendo algo que talvez seja uma das grandes verdades da vida.

Por mais deslumbrantes que sejam as cidades, por mais imponentes que sejam os monumentos e por mais encantadoras que sejam as paisagens, nenhuma viagem alcança sua plenitude sem a alegria de uma boa companhia.

Foram os amigos que deram vida aos passeios, alegria às refeições, descontração aos jantares e significado aos brindes.

Foram eles que transformaram pequenos imprevistos em episódios engraçados, longos trajetos em conversas agradáveis e momentos aparentemente simples em lembranças preciosas.

Quantas risadas!

Quantas histórias!

Quantas conversas que começaram sem compromisso e terminaram deixando a sensação de que ainda havia tanto a dizer!

Quantos brindes à vida, à amizade e, em alguns casos, provavelmente à simples existência de mais uma garrafa disponível!

A verdade é que fomos felizes.

Felizes de uma maneira simples, espontânea, sem grandes exigências ou preocupações.

Felizes porque estávamos juntos.

E talvez seja essa uma das mais belas conquistas da maturidade: compreender que a verdadeira riqueza da vida não está na quantidade de lugares que conhecemos, mas na qualidade dos afetos que cultivamos pelo caminho.

Afinal, monumentos podem ser fotografados, paisagens podem ser revisitadas e restaurantes podem ser recomendados.

Mas a alegria de uma boa companhia não se reproduz por encomenda.

Ela simplesmente acontece.

E, quando acontece, transforma uma viagem em algo muito maior do que um deslocamento geográfico.

Transforma-a numa experiência humana.

A SAUDADE — AQUILO QUE O TEMPO NÃO NOS DEIXA TRAZER

Agora, quando nossa jornada chegou ao fim, surgiu inevitavelmente aquele sentimento que os portugueses souberam traduzir numa palavra tão pequena e, ao mesmo tempo, tão imensa:

SAUDADE!

Saudade das manhãs em que acordávamos curiosos para descobrir o próximo destino.

Saudade das paisagens, das ruas antigas, dos monumentos, das refeições demoradas e das mesas onde a conversa parecia nunca terminar.

Saudade das brincadeiras, das gargalhadas, dos brindes e até das discussões sobre qual seria o próximo passeio ou restaurante.

Saudade daquela agradável certeza de que, no dia seguinte, estaríamos novamente juntos, compartilhando novas experiências.

E é curioso perceber como o tempo se comporta.

Nos momentos difíceis, parece caminhar lentamente.

Mas, quando estamos felizes, adquire uma pressa quase cruel.

Não nos pergunta se queremos prolongar um abraço, repetir uma conversa, contemplar mais um pôr do sol ou brindar mais uma vez.

Simplesmente passa.

E, quando percebemos, aquilo que ontem era expectativa já se transformou em lembrança.

Regressamos com as malas cheias, os celulares repletos de fotografias, algumas calorias extras e o coração transbordando gratidão.

Mas trouxemos também algo que não pesa na bagagem e, paradoxalmente, é o que mais sentimos:

A saudade.

A saudade de um tempo que gostaríamos de guardar inteiro, mas que só podemos conservar em fragmentos de memória.

Talvez um dia regressemos a Portugal.

Talvez voltemos a contemplar o Tejo, caminhar pelas ruas de Lisboa, admirar os palácios de Sintra, percorrer as muralhas de Óbidos, rever o mar de Nazaré, contemplar a grandiosidade do Mosteiro da Batalha, rezar em Fátima, ouvir novamente o fado de Coimbra, passear pelos canais de Aveiro, admirar o Porto a partir de Gaia e navegar outra vez pelas águas do Douro.

Talvez possamos saborear novamente um bom bacalhau, um delicioso robalo e aqueles vinhos que aprendemos a apreciar com mais entusiasmo.

Talvez os nossos incansáveis apreciadores de vinho retornem para concluir aquela missão que, felizmente para a economia portuguesa, ficou inacabada!

Mas existe uma certeza que nenhuma viagem consegue modificar.

Podemos voltar aos mesmos lugares, reencontrar as mesmas pessoas e repetir os mesmos caminhos.

O que jamais conseguiremos é regressar ao tempo exato em que fomos tão felizes.

Porque a vida não nos permite guardar os instantes.

Permite-nos apenas vivê-los intensamente e, depois, transformá-los em lembranças.

E talvez seja essa a beleza mais profunda de tudo o que experimentamos.

A consciência de que fomos felizes enquanto o tempo passava, mesmo sem percebermos que aqueles dias, tão comuns enquanto aconteciam, um dia nos fariam tanta falta.

Hoje, ao recordar nossa passagem pelas terras lusitanas, percebo que Portugal nos ofereceu muito mais do que belas paisagens.

Ofereceu-nos história, cultura, música, sabores, espiritualidade e a oportunidade de refletir sobre aquilo que verdadeiramente importa.

Lisboa mostrou-nos a grandeza do passado.

Sintra, a beleza dos sonhos.

Óbidos, o encanto dos livros.

Nazaré, a força da natureza.

Batalha, a permanência da história.

Fátima, a serenidade da fé.

Coimbra, a poesia da música.

Aveiro, a delicadeza das coisas simples.

Porto e Gaia, a harmonia entre tradição e modernidade.

E o Douro, com suas águas e vinhedos, mostrou-nos que a natureza também sabe escrever poemas.

Cada cidade deixou uma lembrança.

Cada paisagem despertou uma emoção.

Cada encontro acrescentou uma página à nossa história.

E, para concluir, deixo uma reflexão que talvez traduza melhor tudo aquilo que essa experiência me ensinou:

Viajar é descobrir que o mundo é grande demais para conhecermos por inteiro, mas generoso o suficiente para nos oferecer momentos que cabem eternamente no coração.

Do Tejo ao Douro, percorremos caminhos, conhecemos histórias e contemplamos paisagens que certamente permanecerão em nossa memória.

Trouxemos fotografias, sorrisos, experiências e lembranças.

Mas ficou pelo caminho aquilo que mais gostaríamos de trazer: o tempo em que vivemos tudo isso.

E a saudade, essa companheira inevitável das grandes alegrias, talvez seja apenas o coração tentando regressar aonde o tempo já não nos permite voltar.

Porque há viagens que terminam quando chegamos em casa.

E há outras que nunca terminam, porque continuam viajando dentro de nós.

Esta certamente será uma delas.

E que a vida ainda nos reserve muitos caminhos para percorrer, livros para ler, músicas para ouvir, amigos para abraçar, sonhos para realizar e histórias para contar.

Afinal, não são os anos que dão grandeza à nossa existência, mas a intensidade, o amor e a beleza dos momentos que conseguimos viver.

E, se a vida é uma viagem sem passagem de volta, que nunca nos faltem coragem para partir, sensibilidade para contemplar e um coração suficientemente jovem para continuar se encantando.

Com carinho, gratidão, uma pontinha de irreverência e uma imensa saudade.


Otávio Pinho

Médico, poeta, músico e compositor

Membro da Academia Bacabalense de Letras — Cadeira nº 25, cujo patrono é o músico e compositor Papete.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

ROBERTO COSTA, UM EXEMPLO DE GESTÃO

 

A Prefeitura de Bacabal realizou, na manhã de ontem, terça-feira (3), uma fiscalização no residencial Santa Marina para notificar os responsáveis por construções irregulares que estavam comprometendo a circulação nas vias públicas do bairro.

A fiscalização foi determinada pelo prefeito Roberto Costa, que esteve no bairro na segunda-feira (2) e constatou pessoalmente irregularidades em obras particulares. Indignado com a situação, o prefeito publicou um vídeo em suas redes sociais informando as medidas para garantir a desobstrução das ruas.

“Pessoal, leis e regras existem para ser cumpridas, e não vamos aceitar o desrespeito que vem acontecendo aqui no Santa Marina. Já determinei à Secretaria de Obras que notifique os responsáveis para que retirem os materiais e desobstruam imediatamente as ruas”, afirmou o prefeito.

Durante a visita, Roberto Costa identificou areia, tijolos e outros materiais de construção ocupando parte das ruas, dificultando e, em alguns pontos, até impedindo a passagem de carros, motos, bicicletas e pedestres. Em um dos imóveis, foi identificada, inclusive, uma calçada construída sobre o asfalto.

Em cumprimento à determinação do prefeito, equipes da Secretaria Municipal de Obras estiveram no bairro, na manhã desta terça-feira, para notificar os responsáveis pelas irregularidades. A ação contou com o apoio da Guarda Municipal e do Departamento Municipal de Trânsito.

A fiscalização abrange todo o residencial Santa Marina e seguirá até que todas as ruas sejam desobstruídas.

“Somos a favor do desenvolvimento e vamos continuar apoiando os investimentos que ajudam nossa cidade a crescer. Mas tudo precisa ser feito dentro da lei, respeitando o direito de ir e vir e a segurança da população”, finalizou Roberto Costa

MARANHENSES VOTAM A FAVOR E A PEC DA SEGURANÇA PUBLICA É APROVADA

Depois de alguns anos de debate, o Senado, na noite de ontem, terça-feira (03), aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que estabelece novas regras para o combate ao crime organizado no Brasil.

A PEC já havia sido aprovada na Câmara Federal, mas precisava do aval do Senado. O principal entrave para a aprovação era a questão da redução da maioridade penal, já que governistas queriam debater o assunto fora da PEC, enquanto que oposicionistas queriam incluir a pauta na votação.

Por votação, os senadores rejeitaram uma emenda da oposição que permitia votar, em conjunto, a redução da maioridade penal. Por apenas um voto de diferença, ficou estabelecido que a votação da redução da maioridade penal acontecerá em outro momento.

Suprimido o debate de incluir a redução da maioridade penal na PEC, a aprovação foi tranquila e por unanimidade. No primeiro turno, o placar ficou em 73 a favor, e nenhum contra. No segundo turno, o placar foi de 75 a 0. Os três senadores maranhenses – Ana Paula Lobado (PSB), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT) – votaram a favor da PEC nos dois turnos.

A PEC prevê maior integração entre as forças de segurança, mudanças no sistema prisional e medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias

COM A PALAVRA - O BASQUETE FEMININO DO MARANHÃO: BRILHO NA ELITE, SOMBRA NA REALIDADE LOCAL - POR DR. GILMAR PEREIRA

   

O BASQUETE FEMININO DO MARANHÃO: BRILHO NA ELITE, SOMBRA NA REALIDADE LOCAL 

Apesar dos títulos do Sampaio Basquete, a desconexão com o desenvolvimento de atletas locais gera debate e preocupação

O professor Paulo Roberto Tinoco Silva, ex-presidente da Federação Maranhense de Basquetebol, publicou um artigo intitulado "Liga de Basquete Feminina – LBF: Missão (quase) impossível" no Jornal Pequeno, edição do dia 17/07/2026. O artigo aborda o basquete feminino do Maranhão que, na competição nacional deste ano, com o nome de fantasia Sampaio Basquete, tem sido descrito como sem o "DNA maranhense", mesmo possuindo o melhor plantel, o maior orçamento e inúmeros patrocinadores, inclusive com o apoio do Governo do Estado. Paulo Tinoco finaliza o texto criticando o regulamento que impacta negativamente o crescimento técnico das representações regionais e nacionais da modalidade, e descreve sua trajetória como técnico de basquete.

O mencionado artigo despertou minha curiosidade para entender o motivo do sucesso e as consequências desse esporte para o desenvolvimento dessa modalidade esportiva em nosso estado.

Fundação

O Sampaio Basquete foi fundado no ano de 2012 com a ajuda de Iziane Castro Marques, jogadora maranhense que estava sem contrato nesse período. O time estreou na Liga de Basquete Feminina (LBF) no mesmo ano. Na primeira temporada, ficou em sexto lugar; na segunda, em terceiro. Nos anos de 2013 e 2014, disputou as semifinais.

A partir de 2015 e 2016, o Sampaio Basquete passou a ser destaque, mantendo o Maranhão na elite do basquete feminino nacional. A partir desse período, Iziane não estava mais atuando como atleta da equipe.

No ano de 2015, o Sampaio Basquete começou a contratar técnicos, atletas da Seleção Brasileira e estrangeiras. O Sampaio Basquete conquistou os títulos das temporadas 2015/2016, 2019 e 2022.

Patrocínio

O Sampaio Basquete é mantido pela Lei de Incentivo ao Esporte do Maranhão (Lei nº 9.436/2011), que funciona por meio de isenção fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e é patrocinado pela Equatorial. O Grupo Mirante atua como parceiro na cobertura dos jogos.

Escolinhas de base

O Sampaio Basquete possui escolinhas de base oficiais voltadas para a formação de jovens, que funcionam no formato de projetos sociais e de inclusão pelo esporte. O núcleo de basquete adota uma abordagem integrada ao desenvolvimento educacional e comunitário. O projeto conta com núcleos na capital maranhense, incluindo o polo expandido no bairro do Angelim, situado na sede da Renovação Carismática Católica (RCC).

A principal meta é utilizar o basquete como uma ferramenta de educação, saúde e inclusão social para crianças e adolescentes da região.

Nos períodos de inscrição promovidos pela diretoria, as famílias das crianças selecionadas costumam receber materiais esportivos completos e auxílio com cestas básicas.

As escolinhas são integralmente viabilizadas por meio do suporte do Governo do Estado do Maranhão, da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL) e do patrocínio da Equatorial Maranhão.

O clube também participa ativamente de clínicas temporárias e workshops do programa LBF nas Escolas, levando as atletas profissionais para treinar e inspirar os alunos da rede de ensino local.

O perfil dos torcedores do Sampaio Basquete que frequentam as quadras

O público que frequenta os jogos do Sampaio Basquete nos ginásios é formado por adeptos do esporte, famílias, jovens, crianças e fãs que participam de campanhas, como a troca de ingressos por alimentos.

Salário das atletas

Os salários das jogadoras do Sampaio Basquete não são divulgados. Entretanto, no cenário nacional da modalidade, a média salarial para atletas de basquete sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) gira em torno de R$ 4.800,00 e pode chegar a R$ 17.000,00 para atletas de alto nível. Os valores para jogadoras de elite internacional de clube podem ultrapassar esse teto por meio de contratos de imagem.

Será que o sucesso do Sampaio Basquete acaba tendo alguma influência nas categorias de base do esporte local?

Pelo que se sabe, neste período de quatorze anos da criação do time do Sampaio Basquete, não se tem notícias de que nenhuma atleta de base tenha se destacado até agora. Nenhuma atleta maranhense faz parte da equipe principal da temporada atual. É impossível imaginar quando uma atleta nativa fará parte da equipe principal do Sampaio Basquete; se essa tendência se mantiver, isso não acontecerá tão cedo.

Qual a contribuição do Sampaio Basquete para o Maranhão nesta modalidade esportiva?

A contribuição do Sampaio Basquete para o Maranhão é a colocação do estado como uma potência do basquete feminino no Norte e Nordeste, quebrando a hegemonia de clubes do Sudeste na Liga de Basquete Feminino (LBF).

No futuro, as escolinhas de base mantidas pelo Sampaio Basquete podem revelar atletas para integrar o time principal?

Como o foco atual das escolinhas é predominantemente a inclusão social e a cidadania, transformar jovens maranhenses em atletas da Liga de Basquete Feminino (LBF) requer investimentos específicos a longo prazo.

A manutenção dos patrocínios via Lei de Incentivo ao Esporte garante a continuidade dos treinos, permitindo que uma criança inicie na modalidade e evolua tecnicamente ao longo dos anos.

É recomendável investir nesse tipo de patrocínio para o Sampaio Basquete? Não seria também viável investir em clubes locais que têm atletas profissionais?

Investir no Sampaio Basquete é altamente recomendável para marcas que buscam visibilidade nacional e associação à elite esportiva, enquanto o aporte em clubes locais focados em atletas nativos atende melhor a objetivos de forte impacto social e desenvolvimento regional. Ambos os modelos de patrocínio são viáveis, mas entregam retornos financeiros e institucionais completamente diferentes.

Pelo que se constata, o basquete praticado pela equipe do Sampaio Basquete está totalmente desconectado da realidade esportiva local. Tirem suas conclusões.

                                          

 Gilmar Pereira Santos é advogado poeta, compositor e escritor de livros infantis.

POESIA - BOCÓ- MANOEL DE BARROS

. Bocó

Quando o moço estava a catar caracóis e pedrinhas

na beira do rio até duas horas da tarde, ali

também Nhá Velina Cuê estava. A velha paraguaia

de ver aquele moço a catar caracóis na beira do

rio até duas horas da tarde, balançou a cabeça

de um lado para o outro ao gesto de quem estivesse

com pena do moço, e disse a palavra bocó. O moço

ouviu a palavra bocó e foi para casa correndo

a ver nos seus trinta e dois dicionários que coisa

era ser bocó. Achou cerca de nove expressões que

sugeriam símiles a tonto. E se riu de gostar. E

separou para ele os nove símiles. Tais: Bocó é

sempre alguém acrescentado de criança. Bocó é

uma exceção de árvore. Bocó é um que gosta de

conversar bobagens profundas com as águas. Bocó

é aquele que fala sempre com sotaque das suas

origens. É sempre alguém obscuro de mosca. É

alguém que constrói sua casa com pouco cisco.

É um que descobriu que as tardes fazem parte de

haver beleza nos pássaros. Bocó é aquele que

olhando para o chão enxerga um verme sendo-o.

Bocó é uma espécie de sânie com alvoradas. Foi

o que o moço colheu em seus trinta e dois

dicionários. E ele se estimou


Manoel de Barros 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

BACABAL RECEBE CARAVANA DE NATAL DA COCA-COLA PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO COM APOIO DA GESTÃO DO PREFEITO ROBERTO COSTA

Bacabal recebe Caravana de Natal da Coca-Cola pelo segundo ano consecutivo, com apoio da gestão do prefeito Roberto Costa

A magia do Natal tomou conta de Bacabal na noite do último domingo, 1º de novembro, com a passagem da tradicional Caravana de Natal da Coca-Cola. O desfile iluminou as principais ruas e avenidas da cidade, encantando crianças e adultos com um espetáculo de luzes, música e alegria.

Pelo segundo ano consecutivo, com o apoio da gestão do prefeito Roberto Costa, a carreata natalina partiu da região do Supermercado Mix Mateus, na BR-316, percorreu a Avenida João Alberto e o Centro da cidade, finalizando o percurso na Praça de Santa Teresinha. No local, a Prefeitura de Bacabal preparou uma estrutura especial, com apresentações culturais e distribuição de bolas para as crianças presentes, reunindo um grande público para celebrar o espírito natalino.

Integrando a campanha oficial da Solar Coca-Cola, com o tema "Vamos curtir o Natal juntos!", a frota de caminhões iluminados despertou a memória afetiva da população. Natasha Castro, gerente de Conexão e Experiências da Solar Coca-Cola, destacou o sentimento por trás da iniciativa: "Quando chegamos às cidades e vemos o brilho nos olhos das pessoas, os sorrisos e a emoção de famílias inteiras, percebemos que todo o trabalho vale a pena. É isso que nos motiva a fazer tudo acontecer ano após ano".

O pontapé inicial para o Natal da cidade

Com o sucesso do evento, o prefeito Roberto Costa destacou a parceria que trouxe a Caravana de Natal ao município, privilégio concedido a poucas cidades maranhenses, e ressaltou que a mobilização serviu como uma grande prévia das festividades de fim de ano.

“Bacabal é agraciada com a vinda da Caravana de Natal da Coca-Cola e do Papai Noel. É uma parceria com o município, e eu agradeço por mais um ano. Apenas Bacabal e São Luís recebem essa linda festa natalina. É um momento especial que estamos proporcionando às nossas crianças e às nossas famílias”, afirmou o prefeito.

Roberto Costa anunciou oficialmente que as festividades do município terão início no dia 1º de dezembro, com a abertura oficial do Natal Iluminado, na Praça de Santa Teresinha. Segundo o gestor, a edição deste ano promete superar a anterior.

“O Natal de Bacabal vai iniciar no dia 1º de dezembro, com a abertura oficial do nosso Natal aqui na Praça Santa Teresinha. Eu quero dizer que, se o ano passado foi um grande sucesso, este ano vai ser melhor ainda, mais bonito do que o ano passado e vai ter muitas novidades. Por isso, aguardem a chegada do nosso Natal, inclusive com os cortejos natalinos que nós teremos por toda a cidade”, anunciou.

O prefeito concluiu destacando as ações da administração municipal em áreas essenciais, como educação, saúde e infraestrutura, e ressaltou que o trabalho diário tem como objetivo garantir o respeito aos direitos da população e melhorar a qualidade de vida dos bacabalenses.

“O que a gente tem feito pela cidade é exatamente agradecer tudo aquilo que a gente recebeu de confiança da população para que a gente pudesse construir uma cidade melhor, onde as pessoas tenham o seu direito respeitado em todas as áreas, na educação, na saúde, na infraestrutura. E a gente sabe que ainda falta muito a se fazer, mas vamos continuar trabalhando de manhã, à tarde, de noite, pela madrugada, porque esse desafio de melhorar cada vez mais a nossa cidade permanece, acima de tudo, no nosso coração”, concluiu o prefeito


SEGURANÇA PUBLICA EM PAUTA N O CONGRESSO NACIONAL

 

O Congresso Nacional retoma, nesta terça-feira (03), a votação da PEC da Segurança Pública.Guia votação

O maior entrave no momento é a questão da redução da maioridade penal, pois enquanto os governistas querem votar a PEC sem debater o assunto, oposicionistas entendem que não tem como analisar a PEC sem tratar da redução da maioridade penal.Guia votação

Vale ressaltar que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a falar durante a campanha ser favorável à redução para crimes hediondos, mas quer debater o assunto fora da PEC da Segurança.

A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 14 de outubro, antes do segundo turno das eleições. Só que justamente por conta do debate da redução da maioridade penal não houve avanço na votação.Cobertura eleitoral

COM A PALAVRA,- CENAS DO COTIDIANO LXVIII - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES


CENAS DO COTIDIANO LXVIII

          (... delirantes delírios)


    Há muito e muito tempo, vivencio a boa prática política, desde que, "inda quirança", comecei a acompanhar  a responsabilidade e o empenho do meu avô Antônio do Rosário e da quase totalidade de meus conterrâneos, para quem a palavra valia mais que qualquer nota promissória e para quem "o ganhar ou o perder" eram apenas o (con)curso de uma disputa, pautada em honra e respeito 

   e, sem qualquer nuance de paixão  política, "no meu tempo de minino, quando um canidato perdia a inleiçao, pegava uma carona no rabo dum fuguete", saído das mãos do mestre Severino, geralmente lançado do Obelisco. E, se não houvesse, o produto do citado mestre, ia, assim mesmo, com o trovejante e inconfundível rojão, que parecia querer rasgar o céu, e que só Paulo Castro possuía. Um trovão, verdadeiramente, assustador, "sem lastro de feiques nius"

    e, verdadeiramente, passado o cômputo dos votos e a ressaca eleitoral, tudo era festa. E a urbanidade se fazia presente, como realmente deve acontecer com pessoas de bom senso e conscientes

    e, nestes tempos da informação, tenebrosos e modernosos, a viagem se dá em jatinho, na calada da noite, cercada de mirabolantes ameaças 

    e o que mais me preocupa, de verdade, é o "louco delírio", que me estarrece. Afinal, recebi um vídeo, em que uma senhora, em alto e bom som, conclama, com forte convicção, que "um OVNI" já chegou para trocar "as mentá faculdade" de dois adversários e que, a partir de janeiro, iremos ter a irreversível comutação de personalidades. Isso no mínimo é passível de um olhar clínico. Sério e científico ou, então, me convenço de que sou eu quem estou delirando. E, como bem nos apresentou Machado de Assis, me convenço de que eu quem sou o alienado, forte candidato à Casa de Orates

    e, sem delírio algum, a minha preocupação se faz presente. E, de verdade, não percebo boas perspectivas para nossa nação, antes tão cordata e tão humana

    e, num absurdo delírio, até alguns empresários quebram a lógica do mercado e da cidadania, desligando o trabalhador, que se recusou a votar no candidato daquele, e, num flagrante de desrespeito, até o cliente, pela mesma prática democrática. E essa postura, além de ser irracional, não prenuncia um futuro sustentado na harmonia, que tanto marcou, e que deverá marcar, a nossa convivência. Será que agora só nos resta trazer, na testa, o selo de nossas escolhas?! Barbaridade!!!

    e, ante tamanha barbárie, não me resta muito argumento. "E, cum isso, é mió pô a língoa num saco, pra num sê malcriado i parecê um poquinho civilizado, i i durmi, qui tenho mais lucro"

    Inté maise!


         Zé Carlos Gonçalves

POESIA - SANGROU - ABEL CARVALHO

Sangrou


A tua poesia é uma dor sem fim.

A tua poesia sangra como um sudário sem dono.


O meu amor esparge o fel do sofrimento.

O meu amor por ti trespassa meu sonho timorense.


A tua ausência é um crucifixo sem história

Sem corpo, sem chaga, sem véu.


A tua saudade me aniquila em alma, luz, escuridão.


A tua lembrança me corrompe, constrange meus desejos,

Desenfreia, arde como o canto da lira que eu nunca ouvi.


A minha dor...

A minha dor dói cálida e perene,

Não seca, comprime, cega, estremece,

Emudece a minha insônia sem fim.


A minha dor...

A minha dor cresce, não estanca,

Desanca como um Céu em tornado,

Como o mar em turbilhões,

Como um coração parado, seco, separado,

Entregue as mãos de quem não quis.


A tua poesia e a minha dor caminham juntas, a passos largos,

Em tragos, disseminações e reminiscências.


Em essência fogem de si mesmas, se conhecem, não se amam,

Se odeiam como dois tolos enamorados sem destino,

Se fecham, se calam, se martirizam para sempre.


A minha dor é o teu poema,

E sangra.


Abel Carvalho



segunda-feira, 2 de novembro de 2026

MARANHENSE RECEBE PREMIO EM MARKETING NOS ESTADOS UNIDOS

O Robert Willian Valporto foi um dos premiados no The Napolitans Awards, o maior prêmio norte-americano de comunicação política realizado em Washington, nos Estados Unidos.

O estrategista em marketing político ressaltou o trabalho que vem desenvolvendo na comunicação e provou que o maranhense também pode ser valorizado, inclusive fora do Brasil.

“Só posso dizer que estou muito feliz em ter o trabalho sério e comprometido que fazemos no Brasil sendo reconhecido pelo mundo. Que mais profissionais, sobretudo do Maranhão, também consigam ter tamanho reconhecimento", destacou Robert Willian Valporto.

A premiação, que é realizada pela Washington Academy of Political, Arts and Sciences anualmente, reuniu centenas de profissionais de comunicação política que são referência no mercado por todo o mundo. Ao menos 50 países participaram da premiação.

O The Napolitans foi o segundo prêmio que o maranhense participou e foi premiado este ano. Em junho recebeu dois Polaris Awards, em Londres, reforçando a força do mercado e dos profissionais de marketing político maranhenses