sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SEGURANÇA ALIMENTAR, COMPROMISSO DE CARLOS BRANDAO


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), utilizou as redes sociais), para reafirmar seu compromisso com a Segurança Alimentar dos maranhenses.

Brandão fez questão de destacar que foi na sua gestão que ocorreu a ampliação maciça do número de Restaurantes Populares, dando um salto de 96 unidades para 235, espalhadas em todas as regiões do Maranhão.

Além disso, Brandão ressaltou ainda que faltam apenas 11 cidades maranhenses receberem unidades do Restaurante Popular e que qualquer eventual falha que esteja ocorrendo na prestação de serviço, será corrigida

MAIS UMA VAGA NO TCE

A partir de 03 de novembro de 2026, com a aposentadoria compulsória do conselheiro Jorge Pavão, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) ficará com três cadeiras sem titular no órgão fiscalizador.

Além da vaga de Pavão, o TCE-MA segue com as vagas sem os titulares após as saídas dos ex-conselheiros Washington Oliveira, em 2024, e Álvaro César, em 2025. Uma indicação seria Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) e a outra caberia ao governador Carlos Brandão (MDB), mas após questionamentos judiciais, os processos de nomeação de novos conselheiros, foram suspensos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A Assembleia Legislativa também terá que escolher um novo conselheiro para a vaga que será aberta com a aposentadoria de Jorge Pavão.

Além disso, tem a situação do conselheiro Daniel Brandão, que está afastado também por determinação do ministro Flávio Dino.

Já se comenta que as decisões sobre essas pendências ocorram somente ano que vem, quando mudará o comando do Governo do Maranhão, saindo Brandão e assumindo o governador eleito Eduardo Braide (PSD)

SARNEY SURPREENDENTE

O ex-presidente do Brasil, José Sarney, publicou, no dia de ontem,vquinta-feira (15), a sua coluna semanal e que geralmente é publicada nos fins de semana.

No entanto, pela cirurgia que foi submetido no fim da última semana, Sarney só publicou a coluna ontem,  quinta-feira e com um tema bem propício para o seu atual momento.

“Esta coluna chega um pouco mais tarde por aqui. Nos últimos dias, precisei me afastar da rotina para cuidar da saúde, após uma internação de emergência. Graças a Deus, estou me recuperando bem e, em breve, estarei de volta às minhas atividades. E nada mais apropriado para este momento do que compartilhar uma reflexão sobre a vida e a importância de cada ano vivido.

Envelhecer é uma dádiva. A vida nos ensina, nos transforma e nos permite guardar histórias, amizades e lembranças que o tempo não apaga.

O mais difícil é ver partir os amigos de uma geração, aqueles que fizeram parte da nossa história. Mas Deus nos deu a graça de conservar cada um deles na memória e no coração.

Como disse Norberto Bobbio, a velhice tem um grave defeito: dura muito pouco.

Por isso, gosto de fazer aniversário e celebrar cada ano vivido. Viver é bom!”, justificou Sarney ao publicar sua coluna, ainda hospitalizado.

Clique aqui e veja a coluna desta semana “Viver é bom” escrita por José Sarney.

Sarney, de 96 anos, está internado está internado desde a última sexta-feira (09), no Hospital UDI, em São Luís-MA, quando precisou se submeter a uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal. No início desta semana, o ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto, mas agora está esperando receber alta hospitalar

LULA E FLÁVIO E MPATAM TECNICAMENTE

A segunda pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo, sobre o 2º Turno da eleição presidencial de 2026 foi divulgada na noite de ontem,  quinta-feira (15). 

O levantamento apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 51% contra 49% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa Datafolha (BR-00466/2026) entrevistou 2.520 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na primeira pesquisa do 2º Turno do Datafolha, divulgada no dia 8 de outubro, apontava Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 48%.

Vale ressaltar que a TV Globo, no Jornal Nacional, estará entrevistando os dois candidatos. Ontem, quinta-feira (15), o entrevistado foi o presidente Lula, enquanto que Flávio Bolsonaro será o sabatinado de hoje, sexta-feira (16)

CRONICA - CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ - PIR JOSÉ SARAMAGO

 


CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.

Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.

Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»

É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.

E O MEU AVÔ, TAMBÉM

Talvez o dia chuvoso seja o responsável desta melancolia. Somos uma máquina complicada, em que os fios do presente activo se enredam na teia do passado morto, e tudo isto se cruza e entrecruza de tal maneira, em laçadas e apertos, que há momentos em que a vida cai toda sobre nós e nos deixa perplexos, confusos, e subitamente amputados do futuro. Cai a chuva, o vento desmancha a compostura árida das árvores desfolhadas — e dos tempos passados vem uma imagem perdida, um homem alto e magro, velho, agora que se aproxima, por um carreiro alagado. Traz um cajado na mão, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente, caminham animais fatigados, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. Homem e bichos avançam sob a chuva. É uma imagem comum, sem beleza, terrivelmente anónima.

Mas o homem que assim se aproxima, vago, entre cordas de chuva que parecem diluir o que na memória não se perdeu, é meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de desconforto, de ignorância. E, contudo, é um homem sábio, calado e metido consigo, que só abre a boca para dizer as palavras importantes, aquelas que importam. Fala tão pouco (são poucas as palavras realmente importantes) que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende qualquer coisa como uma luz de aviso. Fora isso, tem um modo de estar sentado, olhando para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede mais próxima, que chega a ser intimidade. Não sei que diálogo mudo o mantém alheado de nós. O seu rosto é talhado a enxó, fixo mas expressivo, e os olhos, pequenos e agudos, têm de vez em quando um brilho claro como se nesse momento alguma coisa tivesse sido definitivamente compreendida. Parece uma esfinge, direi eu mais tarde, quando as leituras eruditas me ajudarem nestas comparações tão abonatórias de uma fácil cultura. Hoje digo que parecia um homem.

E era um homem. Um homem igual a muitos desta terra, deste mundo, um homem sem oportunidades, talvez um Einstein perdido sob uma camada espessa de impossíveis, um filósofo (quem sabe?), um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria, que não pôde ser nunca. Recordo agora aquela noite morna de verão, que dormimos, nós dois, debaixo da figueira — ouço-o ainda falar da vida que tivera, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia (as coisas que ele sabia do céu e das estrelas), do gado que o conhecia, das histórias e lendas que eram o seu cabedal da infância remota. Adormecemos tarde, enrolados na manta lobeira, que a madrugada refrescaria com certeza e o orvalho não caía só sobre as plantas.

Mas a imagem que me não larga é a do velho que caminha sob a chuva, obstinado e silencioso, como quem cumpre um destino que nada pode modificar. A não ser a morte. Mas, nesta altura, este velho, que é meu avô, ainda não sabe como vai morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia vai ter a premonição (perdoa a palavra, Jerónimo) de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, dos frutos que não voltará a comer, das sombras amigas. Porque terá chegado a grande sombra, enquanto a memória o não fizer ressurgir no caminho alagado ou sob o côncavo do céu e a interrogacão das estrelas. Só isto — e também o gesto que de repente me põe de pé e a urgência da ordem que enche o quarto aquecido onde escrevo.

José Saramago 

POESIA - EU - FLORBELA ESP

 Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada... a dolorida...


Sombra de névoa ténue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...

Sou a que chamam triste sem o ser...

Sou a que chora sem saber por quê...


Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver

E que nunca na vida me encontrou!


Florbela Espanca 




SEXTOU COM MUÇÃO

 


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

SARNEY ESPERANDO ALTA


O boletim médico de ontem,  quarta-feira (14) sobre o estado de saúde do ex-presidente do Brasil, José Sarney, trouxe ótimas notícias.

Além de reafirmar boa evolução clínica e cirúrgica, o boletim médico já cita “alta hospitalar em breve”.

“O ex-presidente José Sarney apresenta boa evolução clínica e cirúrgica. Segue internado otimizando prescrição para programação de alta hospitalar em breve”, diz o boletim, assinado pelos médicos: Julia Bacelar Barros e Roberto Cunha.

Sarney, de 96 anos, está internado está internado desde a última sexta-feira (09), no Hospital UDI, em São Luís-MA, quando precisou se submeter a uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal. No início desta semana, o ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto.

Duro como ele é ,daqui a pouco Sarney retornará para casa e o convívio com os familiares.

FLÁVIO E LULA E AS PASSAGENS PRLO MARANHÃO

Os dois candidatos à Presidência da República no 2º Turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmaram que estarão no Maranhão na próxima semana, ambos virão a São Luís.

No entanto, diante do que aconteceu nas eleições locais, muita gente têm se questionado como ficarão os palanques para receber os dois candidatos na semana que vem.

Lula chegará primeiro, uma vez que o petista terá agenda na capital maranhense no dia 20 de outubro, próxima terça-feira. O problema é que os dois grupos lulistas no Maranhão – brandonistas e dinistas – estiveram em pé de guerra no 1º Turno.

Os brandonistas apoiando a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão, enquanto que os dinistas apoiaram o vice-governador Felipe Camarão (PT). Além de estarem em lados opostos, os dois grupos travaram uma briga de “foice no escuro”, com trocas de acusações e que resultou na derrota de ambos nas urnas, ainda no 1º Turno.

Flávio Bolsonaro estará no Maranhão no dia seguinte, quarta-feira, dia 21 de outubro. No 1º Turno, quando esteve na capital maranhense, quem ciceroneou Flávio foi Roberto Rocha (PRTB). Nesta nova etapa da eleição e com a vitória nas urnas, o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo) passa a ser uma das principais forças da direita no estado, se não for a principal.

Só que ultimamente não tem sido muito prudente convidar Roberto Rocha e Lahésio Bonfim para a mesma mesa, afinal os dois iniciaram a caminhada juntos nas eleições de 2026, mas depois ficaram bem distantes e em lados opostos.

Diante disso, como ficariam os palanques de Lula e Flávio Bolsonaro no Maranhão na semana que vem ???

Além disso, ainda tem o governador eleito Eduardo Braide (PSD). O futuro governador, logo após a vitória no 1º Turno, assegurou que iria se posicionar sobre o 2º Turno “mais adiante”. A questão para Braide é uma: ou se posiciona agora, aproveitando a passagem de ambos pelo Maranhão, ou adotará a mesma neutralidade do 1º Turno, afinal já estaremos na semana da eleição em 2º Turno.

Temos que ter muitacsutel para dirimirmos essas dúvidas nas passagens de Flávio Bolsonaro e Lula pelo Maranhão.

FIM DA ESCALA 6X1


O Senado aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que coloca fim na escala de trabalho 6×1.

A PEC foi aprovada com 75 votos favoráveis e 1 voto contrário, que foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A proposta vai substituir a jornada de seis dias de trabalho e um de folga, por semana por uma de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário.

A jornada semanal cai de 44 para 42 horas, isso 60 dias após a promulgação da emenda, e um ano depois, a jornada cai para 40 horas.

O senador que é candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), votou favoravelmente à proposta em ambos os turnos. Os três senadores do Maranhão – Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e Ana Paula Lobato (PSB) – também foram favoráveis a PEC.

Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei