domingo, 26 de julho de 2026

DIAGNOSE - COLUNA DÓ DR. OTÁVIO PINHO FILHO - PLAQUETAS BAIXAS

Plaquetas baixas ocorrem quando a contagem dessas células fica abaixo de 150 mil por microlitro de sangue, condição chamada trombocitopenia. Essenciais para a coagulação, sua redução pode resultar em hematomas, sangramentos nas gengivas ou nariz e manchas vermelhas ou roxas na pele, a depender dos níveis de plaquetas. As causas incluem produção insuficiente na medula óssea, destruição excessiva das plaquetas ou seu aprisionamento pelo baço, aumentando o risco de hemorragias. Identificar os sintomas e buscar atendimento médico é essencial para prevenir complicações.

Pontos-chave

Plaquetas são essenciais para a coagulação: Fragmentos celulares que controlam sangramentos, evitando perdas excessivas de sangue. Níveis normais variam entre 150.000 e 450.000/mm³.

Plaquetas baixas significam trombocitopenia: Contagem inferior a 50.000/mm³ pode causar hematomas, sangramentos espontâneos e eleva o risco de hemorragias internas.

Principais causas envolvem doenças e infecções: Problemas na medula óssea, no fígado, doenças autoimunes, infecções virais, deficiência de vitamina B12 e ácido fólico e efeitos de medicamentos podem reduzir as plaquetas.

Sintomas incluem sangramentos e manchas: Sangramentos nasais, gengivais, hematomas e petéquias (pontos vermelhos na pele) são sintomas frequentes.

Diagnóstico exige avaliação médica: Exames clínicos e laboratoriais, como hemograma completo, são fundamentais para identificar a gravidade e a causa das plaquetas baixas.

Tratamento varia por gravidade: Inclui suplementação, medicamentos direcionados, transfusões de plaquetas e controle da causa subjacente, como infecções ou condições autoimunes.

O que são plaquetas e sua função?

As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são fragmentos celulares especiais presentes no sangue. Elas são produzidas pela medula óssea e desempenham um papel essencial no processo de coagulação sanguínea. Apesar de não serem células completas, sua estrutura contém componentes especializados para atuar de forma eficiente na prevenção de hemorragias.

Quando ocorre uma lesão nos vasos sanguíneos, as plaquetas se acumulam no local do ferimento e ajudam a formar um coágulo sanguíneo. Esse coágulo impede a perda excessiva de sangue e é visível como a casquinha em feridas externas.

O nível normal de plaquetas no sangue varia entre 150.000 e 450.000 células por microlitro. Quando os valores estão dentro desse intervalo, as funções da coagulação e cicatrização geralmente são realizadas de maneira adequada. Alterações nos níveis, como na trombocitopenia, podem comprometer essas funções e causar sangramentos prolongados.

A membrana das plaquetas é fundamental para sua ação. Ela permite o reconhecimento e a adesão às paredes dos vasos lesionados, iniciando o processo de coagulação. As plaquetas, assim, funcionam como uma barreira imediata, protegendo o organismo de perdas sanguíneas maiores enquanto o tecido é reparado.

O que significa plaquetas baixas?

Plaquetas baixas, ou trombocitopenia, acontecem quando o número de plaquetas no sangue fica abaixo de 150.000 células/mm³. Os valores normais variam entre 150.000 e 450.000 células/mm³. A redução, especialmente em contagens abaixo de 50.000/mm³, pode prejudicar a coagulação, aumentando o risco de hemorragias e dificuldades para estancar sangramentos.

Importância das plaquetas na coagulação

Plaquetas são fragmentos celulares produzidos na medula óssea, essenciais à coagulação. Elas reagem a lesões dos vasos sanguíneos, formando coágulos que evitam perdas excessivas de sangue. Quantidades inadequadas comprometem esse processo, deixando seu organismo mais vulnerável a hemorragias internas e externas.

Gradação de trombocitopenia

A trombocitopenia é classificada em graus: leve (100.000-150.000 células/mm³), moderada (50.000-99.000) e grave (menos de 50.000). Os casos graves apresentam maior risco de sangramentos, como hemorragias na gengiva ou nariz, manchas roxas ou pintas vermelhas na pele e até mesmo vômitos com sangue ou fezes sanguinolentas. Contagens muito baixas (<20.000) podem resultar inclusive em hemorragia cerebral, exigindo intervenções médicas imediatas.

Necessidade de avaliação médica

Plaquetas baixas podem ser causadas por fatores como doenças da medula óssea, no fígado, infecções, condições autoimunes ou efeitos colaterais de medicamentos. Identificar a causa é essencial para o tratamento correto. Sempre procure acompanhamento médico para avaliar os sintomas, prevenir complicações graves e proteger sua saúde.

Principais causas de plaquetas baixas

As plaquetas baixas, ou trombocitopenia, têm origem em diversas condições que reduzem a produção ou aumentam sua destruição no organismo. Essas causas podem ser agrupadas em três categorias principais: doenças ligadas à medula óssea, infecções e condições de saúde, e o uso de medicamentos.

Doenças ligadas à medula óssea

As doenças que afetam a medula óssea frequentemente causam uma produção insuficiente de plaquetas. Leucemia, anemia aplásica, síndrome mielodisplásica e fibrose medular restringem a capacidade do corpo de formar células sanguíneas saudáveis. Além disso, tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem danificar a medula óssea, reduzindo as contagens plaquetárias.

Condições como deficiências nutricionais, especialmente de ácido fólico e vitamina B12, também podem impactar nos níveis de plaquetas. Cânceres da medula óssea, como leucemias e linfomas, infiltram a medula, contribuindo para a baixa contagem de plaquetas.

Infecções e condições de saúde

Infecções virais, como dengue, HIV, hepatite C, zika e varicela, podem destruir diretamente as plaquetas ou suprimir temporariamente a medula óssea. Infecções bacterianas, incluindo Helicobacter pylori e leptospirose, também foram associadas à trombocitopenia. Doenças autoimunes, como lúpus e púrpura trombocitopênica imune (PTI), podem aumentar o consumo ou levar o organismo a atacar suas próprias plaquetas, resultando na redução de seus níveis. Cirrose é outra causa frequente de diminuição dos níveis de plaquetas no sangue.

O aumento do tamanho do baço (esplenomegalia) pode reter plaquetas em excesso, diminuindo sua circulação no sangue. Fatores hereditários e a exposição a substâncias tóxicas, como químicos industriais e álcool, também estão ligados à destruição ou produção insuficiente de plaquetas.

Uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem causar trombocitopenia, especialmente anticoagulantes, como a heparina, que pode desencadear uma reação imunológica contra as plaquetas. Anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anticonvulsivantes e antibióticos também estão entre os fármacos associados ao problema. Além disso, quimioterápicos interferem diretamente na produção de células sanguíneas pela medula óssea, podendo reduzir as plaquetas de forma significativa.

Sintomas de plaquetas baixas

Reduções leves nos níveis de plaquetas não costumam causar sintomas. Quando a contagem de plaquetas no sangue está abaixo de 50.000 células/mm³, podem surgir sinais evidentes relacionados à dificuldade do organismo em controlar sangramentos.

Manifestações hemorrágicas

Sangramento nasal e gengival: Você pode apresentar sangramentos frequentes ou espontâneos pelo nariz e nas gengivas, devido à baixa capacidade de coagulação.

Hematomas e equimoses: A formação fácil de manchas roxas na pele ocorre mesmo sem traumas significativos.

Petéquias: Pequenos pontos vermelhos ou roxos podem aparecer na pele, indicando um vazamento de sangue sob a superfície.

Outros sinais associados

Sangue em urina e fezes: Episódios de urina avermelhada ou fezes escurecidas podem ser causados por sangramentos internos.

Menstruação intensa: O fluxo menstrual pode se tornar mais abundante ou durar mais tempo que o habitual.

Vômitos com sangue: Em casos graves, sangramentos gastrointestinais podem resultar no aparecimento de sangue no vômito, exigindo atenção médica.

As alterações descritas são indicativos de trombocitopenia, podendo variar de leves a graves, conforme a diminuição das plaquetas.

Diagnóstico de plaquetas baixas

O diagnóstico de plaquetas baixas combina análise clínica, exame físico e exames laboratoriais. A redução na contagem de plaquetas, conhecida como trombocitopenia, pode ser identificada precocemente ao examinar sintomas específicos e confirmar o quadro por meio de exames.

Avaliação clínica e exame físico

Reduções leves nos níveis de plaquetas não costumam causar sintomas. Em reduções mais graves, os sintomas de plaquetas baixas geralmente envolvem alterações evidentes no corpo. Você pode notar hematomas frequentes, manchas vermelhas (petéquias) ou arroxeadas na pele, sangramentos nasais e gengivais persistentes ou até mesmo  sangue em urina e fezes ou menstruação intensa. Relatar esses sinais ao médico auxilia na investigação clínica, complementada por observação no exame físico. 

Exames laboratoriais

Hemograma completo: Verifica a contagem de plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos. Níveis abaixo de 150.000 células/mm³ indicam plaquetas baixas.

Outros exames específicos: Testes de função do fígado, busca por anticorpos contra plaquetas ou biópsia da medula óssea podem ser realizados, dependendo da suspeita clínica, para investigar causas subjacentes como doenças autoimunes, infecções ou problemas na produção de plaquetas.

Quais os riscos de plaquetas baixas?

Plaquetas em níveis baixos, especialmente abaixo de 50.000/mm³, podem comprometer o processo de coagulação do sangue e aumentar os riscos de hemorragias, que podem ocorrer tanto por traumas leves quanto de forma espontânea. A gravidade das complicações cresce proporcionalmente à redução da contagem, principalmente abaixo de 20.000/mm³.

Hemorragias espontâneas e prolongadas

Hemorragias são o principal risco. Quando as plaquetas estão abaixo de 50.000/mm³, ocorre sangramento fácil em cortes ou feridas, além da possibilidade de outros sangramentos. Com menos de 20.000/mm³, o risco se eleva muito para sangramentos espontâneos em órgãos internos, como intestino e cérebro, ameaçando a vida. Mesmo procedimentos médicos simples tornam-se perigosos perante a baixa contagem.

Hematomas e manchas na pele

Você pode observar hematomas frequentes ou espontâneos, além de petéquias (pontinhos vermelhos ou arroxeados). Esses sinais aparecem porque os vasos pequenos rompem sem coagular, consequência da baixa função das plaquetas. Esses sintomas devem ser avaliados imediatamente.

Sangramentos em locais específicos

Sangramentos nasais, gengivais, no trato urinário (mostrando sangue na urina) ou gastrointestinal (sangue nas fezes) são comuns. Menstruação prolongada ou intensa também ocorre em mulheres. A intensidade depende da gravidade da trombocitopenia, exigindo atenção médica ao persistirem.

Riscos em cirurgias ou traumas

Intervenções cirúrgicas ou ferimentos aumentam o risco de sangramentos graves. Valores muito baixos de plaquetas, como inferiores a 50.000/mm³, podem contraindicar cirurgias. O controle da contagem torna-se essencial para evitar complicações críticas.

Hemorragias em órgãos vitais

Com níveis extremamente baixos, hemorragias intracranianas surgem como principal risco à vida. Nessas situações, a necessidade de transfusões plaquetárias ou outras intervenções urgentes é indispensável para reduzir o risco de sangramentos e evitar fatalidades.

Tratamento para plaquetas baixas

Acompanhamento médico

O acompanhamento médico regular é a abordagem inicial em casos de trombocitopenia leve sem sintomas graves. A contagem de plaquetas é monitorada por meio de hemogramas, permitindo que você avalie regularmente os níveis e identifique alterações. Essa estratégia é fundamental para evitar complicações e decidir intervenções necessárias.

Suplementos alimentares

Suplementos podem ser indicados se a baixa contagem de plaquetas estiver relacionada à deficiência de nutrientes. O ácido fólico e a vitamina B12 são essenciais para a produção de células sanguíneas, incluindo plaquetas. Por exemplo, em casos de anemia nutricional, a reposição desses nutrientes ajuda na recuperação dos níveis normais.

Uso de medicamentos

Medicamentos específicos ajudam a controlar condições subjacentes associadas à trombocitopenia. Corticoides e imunossupressores são usados para suprimir reações autoimunes, evitando que o sistema imunológico destrua as plaquetas. Em casos graves ou refratários, imunoglobulina intravenosa e anticorpos monoclonais elevam temporariamente a contagem, tratando desordens como a púrpura trombocitopênica imune (PTI). Nesta doença, também podem ser utilizados medicamentos específicos que atuam na produção de plaquetas, como o eltrombopague.

Transfusões de plaquetas

Transfusões são soluções emergenciais aplicadas em casos críticos. Se os níveis de plaquetas estiverem extremamente baixos, como abaixo de 10.000/mm³, ou houver risco iminente de hemorragia grave, a transfusão eleva rapidamente a contagem, estabilizando o paciente e prevenindo complicações fatais, como hemorragias internas.

Tratamento da causa subjacente

Corrigir a causa da trombocitopenia promove melhorias sustentáveis. Infecções virais devem ser tratadas para estabilizar a produção de plaquetas. Na dengue, por exemplo, é essencial evitar medicamentos contraindicados, como anti-inflamatórios não esteroidais, devido ao aumento do risco de hemorragias. Doenças autoimunes e problemas na medula óssea requerem intervenções específicas e direcionadas.

Dicas de prevenção e cuidados

Monitoramento regular

Realize consultas periódicas com um hematologista para avaliar seus níveis de plaquetas. Solicite hemogramas e exames adicionais para monitorar a função hepática e renal. Esses cuidados ajudam a identificar alterações precoces na contagem, permitindo ajustes no tratamento.

Cuidados com a alimentação

Adote uma dieta equilibrada rica em nutrientes como vitamina B12 e ácido fólico, essenciais para a produção de plaquetas. Reduza o consumo de álcool, pois ele prejudica a medula óssea. Considere suplementos vitamínicos apenas com orientação médica.

Prevenção de sangramentos

Pratique atividades de forma segura para evitar cortes ou contusões. Utilize acessórios de proteção, como luvas e capacetes, durante tarefas que envolvam risco de acidentes. Se os níveis de plaquetas estiverem muito baixos, o médico pode contraindicar atividades com risco de machucados e sangramentos, como esportes de contato.

Plaquetas baixas pode ser câncer?

Plaquetas baixas, ou trombocitopenia, não são uma causa de câncer, mas podem ser um indicativo de doenças oncológicas ou seus tratamentos. Certos tipos de câncer, como leucemia e linfoma, comprometem a medula óssea e reduzem a produção de plaquetas para menos de 150.000 células/mm³. Isso pode ocasionar maior risco de sangramentos e outras complicações.

Relação com câncer na medula óssea

Leucemia e cânceres que infiltram a medula óssea alteram o funcionamento dos megacariócitos, responsáveis pela produção de plaquetas. Nessas condições, a contagem pode atingir níveis severos, inferiores a 50.000 células/mm³. Além disso, sintomas de trombocitopenia, como hematomas espontâneos ou petéquias, são comuns e devem ser investigados como possíveis sinais de doenças malignas.

Impacto de tratamentos contra o câncer

Quimioterapia e radioterapia podem causar danos temporários à medula óssea, reduzindo a quantidade de plaquetas. Alguns medicamentos anticâncer podem induzir trombocitopenia como efeito colateral. Apesar de ser transitório, esse quadro pode incluir complicações, como sangramentos, se as plaquetas caírem para valores muito baixos.

Quando investigar câncer

Se você apresenta sintomas como hematomas frequentes, manchas vermelhas ou marrons na pele ou sangramentos sem explicação, a contagem baixa de plaquetas deve ser investigada. Análises laboratoriais e exames de medula ajudam a identificar ou excluir alterações malignas. Consultar especialistas é essencial quando esses sinais apontam para possíveis doenças graves.





sábado, 25 de julho de 2026

RAPIDINHAS DO SÁBADO

E com essa frase abriremos a nossa coluna de hoje 

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E seguimos com essa reflexão 

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E aí vai mais uma dica de português pra você não errar mais 

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E na manhã do último sábado, em São Luís, aconteceu um encontro de duas gerações de grandes músicos, o cantor, compositor, maestro Ubiratan Souza e o também cantor, compositor e professor Manoel Lopes.

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Ja na tarde do último sábado, em São Luís,  o músico Mano Lopes.se encontrou com o cantor e compositor Zé Lopes
 para a gravação e produção de dois vídeos, " São Luís a noite" e "Dom", duas canções que os dois  dividem a autoria.

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E o Blog registra mais um importante encontro do empresário Janae Ibiapina, do professor Jerry Ibiapina com o empresário Marcelinho, o rei das bebidas de Bacabal. Opapo foi dos mais intelectuais 

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E quem  completou 68 anos de idade foi o Armazém Paraíba de Bacabal. "Uma honra participar do corte do bolo e dessa linda festa. 68 anos do Armazém Paraíba. Minha escola querida. "MEUS PARABÉNS"', disse Janae Ibiapina que aparece na foto com o querido gerente Paulo Moura.

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Na oportunidade, Janae Ibiapina: ainda ganhou a maravilhosa bola do Paraíba. Uma para o sobrinho neto Alexandre e outra para a netinha, Ana Maria.  Na foto com o grande amigo, locutor do Armazém Paraíba. Julismar o popular Mazinho.

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E a nossa linda Miss Maranhão Pré Teen Thais Lima, esteve em São Paulo está semana e além dos cursos e das visitas, aproveitou para praticar mais uma das suas aspirações,  repórter/apresentadora.

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Chegando na Ilha do amor, Thais Lima foi direto para o estúdio, onde participou da gravação do documentário Maranhão Inovador, que será publicado em outubro. Essa menina é mesmo um sucesso.


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E já está virando uma praxe. A linda atriz e empresária Jan Lima, mãe da Miss Maranhão Pré Teen Thais Lima, nos presenteia com mais uma performance musical para colorir o nosso sábado.

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E os finais de semana em Bacabal estão dominados pelo ritmo que veio da Jamaica. As casas de reggae ficam lotadas e os DJs dão o tom das festas com suas sequências exclusivas. Destaque para o Papa do Reggae, o DJ Ed Marley.

as nu

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E quem trocou de idade no último domingo, foi a bela senhora Maria dos Remédios. Entre as comemorações, um lauto almoço com toda a família. A essa pessoa incrível, muitos anos de vida.

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E o nosso querido Waner Cutrim, o popular Pérola, mostrou  toda a sua felicidade com formação de sua filhota, Eleuzynna Gyovanna em Enfermagem.Nas fotos;  Eleuzynna Gyovanna Laís, filha de Wagner Cutrim e Ney Laís,  ladeada dos irmãos Baldestton Wagner e Esposa Bruna Evelin e filhas e do irmão Babbington e esposa Keulianny e os filhos gêmeos. " Só agradecimentos a Deus por esse momento ímpar em nossas vidas. Todos agradecidos ao Senhor Deus pela glória" celebrou Wagner.

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E já em Bacabal, na noite da última quarta feira, esteve em minha casa, o poeta Paulo Campos. O motivo da ilustre visita, foi para organizarmos as poesias que farão parte do seu primeiro livro físico, "Poemas de Fogo". Todo o trabalho ficará por conta do editor Marcelo Chalvinski.

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E na noite de ontem, sexta-feira, eu e o poeta Paulo Campos fizemos a segunda reunião, também, para tratarmos do livro "Poemas de Fogo" que já está em fase de revisão.

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E na última quinta feira, Bacabal perdeu um filho e eu perdi um grande amigo. Erinaldo Almeida, que chamávamos carinhosamente de Pequinês, partiu pra eternidade. Moleque por natureza, onde ele estava não tinha vez pra tristeza, sempre bem humorado, excelente cantor, e quando estávamos juntos nas rodas de samba, sempre improvisavamos, levando todos a boas gargalhadas. Esse espaço jamais será preenchido. Saudades eternas.

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E o compositor, poeta, cantor, Otávio Pinho Filho, revirando velhos papéis, encontrou um com uma  letra de musica que fez em parceria comigo e com Lifanco. Quando ele me mandou, lembrei da melodia, gravei no celular e mandei pra Lifanco. Ele ficou surpreso e feliz com  o achado e  já está escrevendo os arranjos para gravações. A música tem uns 35 anos, se chama "Sétima intuição " e logo estará nas redes sociais e plataformas digitais na bela voz de Lifanco. Aguardem.

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Hoje é dia do escritor

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E revirando o álbum de recordação em busca de preciosidades encontramos essa no acervo do Blog. Churrasco de amigos Bacabalenses em São Luís, na Avenida Litorânea, no Bar do Louro, destaque para Erinaldo (com a faca na mão). Saudades.

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E a turma da charge foi de" -melhor não entender"

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E a galera da montagem 

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E como somos o país da piada pronta escolhemos essas para alegrar o nosso sábado 

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E a nossa coluna de hoje tem o oferecimento de Espaço Ciência - Preparatório para Concurso PM e Bombeiros.

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E com essa frase encerraremos a nossa coluna de hoje 

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E aí meu amigo Lambal. É  verdade que por causa da morte de Erinaldo Pequinês, o Bar não será aberto?



POESIA _ TAIRON GONÇALVES FILHO

Não sou escolhido sou atrazado. Sou menor e deixado. Sou lua esplêndida em noite amarga. Que lua em sua beleza traria luz para um ser nas sombras? 

     A luz entre nuvens responde um feixo de um lado amarelo de um sorriso sem graça.. Não, sem flexas com setas pra um coração amargo, sorrisos no escuro sem brilho. Longe de tudo e de voz tal semblantes indicando olhos negros como a noite em um costume amanhecer..

    Que noite com ventos frios nas costas ao momento das grades sem importância no sangue agradecer e somente agora declamar.. saudades do que não tendem voltar, tudo pretérito, tudo fraco.. teu olhar. 

      Nessa noite que a luz escondida por ventos do Norte me deixe debaixo das sombras por um instante, somente esse instante em pulso baixo, somente um movimento entender...

    Quem sou eu que se esconde tentando buscar olhos... sou nada e por acaso sou fruto dos mesmos olhares só pro céu que céu espetacular... pra uma luz pessoal.. 

     Que luz ordinária brilha nesse momento, só palavras segredos e distúrbios reais... apaixonantes vircerais de um passado que não... não por fragmentos olhares. Não! Real.. nunca por fragmentos olhares. Que olhar é esse...?

Tairon Filho 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

OPERAÇÃO ROLEZINHO - COMEÇA OS SCORDOS

O Ministério Público do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, deu início nesta semana, às propostas de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) aos investigados da Operação Rolezinho. Ao todo, cinco acordos já foram firmados, resultando na perda definitiva dos equipamentos de som, que serão destruídos ou reciclados.

A oferta dos acordos foi feita após a conclusão da fase investigativa, com a elaboração dos laudos periciais e a individualização das condutas. Somente no primeiro semestre deste ano, foram apreendidos oito veículos equipados com sistemas de som automotivo em situação irregular.

Segundo o promotor de justiça Cláudio Alberto Guimarães, coordenador da operação, a perda total das aparelhagens de som vem sendo aceita pelos investigados como forma de evitar o processo criminal. “A medida tem caráter preventivo, porque não busca somente responsabilizar os autores das infrações, mas também retirar definitivamente de circulação as aparelhagens utilizadas na prática de condutas que afetam a ordem pública e o bem-estar coletivo”, completou o representante do MPMA.

A operação destinada ao combate à poluição causada por equipamentos de som foi deflagrada em abril deste ano, em resposta às diversas denúncias encaminhadas pela população ao MPMA. As reclamações apontavam a utilização indiscriminada de veículos equipados com potentes sistemas de som automotivo, conhecidos popularmente como “paredões”, causando poluição sonora, perturbação do sossego público e comprometendo a qualidade de vida dos moradores.

As ações são realizadas com o apoio das forças de segurança e dos órgãos de fiscalização e concentram esforços no combate à perturbação do sossego em vias públicas, postos de combustíveis e demais locais de grande circulação.

Conforme explicou Cláudio Guimarães, a atuação do Ministério Público vai além da repressão às infrações. “Nosso objetivo é garantir o direito ao sossego e à qualidade de vida da população. A responsabilização dos infratores, aliada ao perdimento definitivo dos equipamentos utilizados nas práticas ilícitas, representa uma resposta efetiva às reclamações da sociedade e fortalece a prevenção de novas ocorrências”.

A Operação Rolezinho continuará sendo realizada ao longo do ano, com fiscalizações em áreas estratégicas da capital

CAXIAS É A CIDADE MAIS VIOLENTA DO ESTADO


De acordo com o Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na tarde de ontem,  quinta-feira (23), as dez cidades com mais mortes violentas do Brasil estão no Nordeste, mas nenhuma delas fica no Maranhão.

A liderança do ranking é de Maranguape (CE), município mais violento em 2025: são 100,3 mortes violentas intencionais cometidas a cada 100 mil habitantes. Dos dez municípios, cinco estão na Bahia, outros três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba. A primeira cidade do Maranhão com 100 mil habitantes com maior taxa de mortes violentas é Caxias com 49,5. (clique aqui e veja a lista completa).

São classificadas como mortes violentas intencionais: homicídios dolosos (com intenção de matar), feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais.

Estados – Entre os estados, o Amapá se mantém como o mais violento do país, mesmo com redução de 6% na taxa de 2024 para 2025: passou de 45,2 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes para 42,5. A segunda posição é da Bahia com 36,8 e o Ceará em terceiro com 34,7. O Maranhão ocupa a sexta posição com 29,7.

O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024. No entanto, crime de feminicídio bateu recorde em 2025, indo na contramão da redução das mortes violentas como um todo. Quatro mulheres foram mortas por dia, em média.

É POR ISSO QUE ROBERTO COSTA É O MELHOR


LULA E SUA FORÇA ELEITORAL NO MARANHÃO

 Não é segredo para ninguém que o Maranhão, ao lado do Piauí, são os estados que mais votos conseguem para os candidatos do PT para a Presidência da República.

Ao que parece não devemos ter nenhuma mudança para as eleições de 2026. Todos os levantamentos feitos no Maranhão vão apontando mais uma vez a força eleitoral do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As pesquisas apontam Lula na casa dos 60% e com um diferença que chega a 40% do segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL).

Diante desse cenário, alguns pré-candidatos ao Governo do Maranhão e ao Senado têm feito de tudo para colar suas imagens com Lula para o eleitor maranhense.

Na disputa pelo Palácio dos Leões, apesar do PT ter candidatura própria, o vice-governador Felipe Camarão, o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, também já garantiu que manterá a aliança do presidente do Brasil com o governador Carlos Brandão, apoiando a reeleição do petista.

Para o Senado, apesar de Lula ter sinalizado que os seus dois nomes seriam os atuais senadores: Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), pelo menos outros dois nomes são próximos do petista. A deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem ligação histórica com Lula, inclusive pela relação entre o petista e o ex-presidente brasileiro, José Sarney (MDB). Além de Roseana, o deputado federal André Fufuca (PP) é outro nome que vai defender a reeleição de Lula, uma vez que Fufuca foi ministro do Esporte na atual gestão do Governo Federal.

Com essa situação, fica sempre o questionamento se Lula virá ou não ao Maranhão no primeiro turno da campanha eleitoral e como seria essa passagem pelo estado maranhense, afinal pode correr o risco de desagradar alguns aliados e, numa disputa nacionalmente equilibrada, todo apoio é importante e bem-vindo

A CRISE SE AGRAVA NA PRÉ CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO

A divulgação de documentos que mostram que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu R$ 500 mil de uma empresa ligada a uma consultoria abastecida com recursos do Banco Master reacendeu a preocupação na cúpula do PL. Embora o presidenciável sustente que a contratação foi legal e sem qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dirigentes da legenda avaliam reservadamente que o novo episódio prolonga uma crise que a campanha tentava deixar para trás desde maio e amplia a desconfiança em torno da relação entre os dois.

Nos bastidores, integrantes do entorno do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmam que o principal temor não é apenas o impacto desta revelação, mas a possibilidade de novos capítulos surgirem durante a campanha presidencial. A avaliação é que a sucessão de episódios envolvendo Vorcaro alimenta dúvidas no meio político e dificulta convencer aliados de que o assunto foi definitivamente encerrado.

Segundo aliados ouvidos pelo GLOBO, o problema é que Flávio tem enfrentado “uma crise atrás da outra”, sempre afirmando que não há fatos que ainda não se tornaram públicos. Segundo esses interlocutores, a sensação é de desconfiança diante de possíveis novos desdobramentos.

Neste contexto, o episódio provoca indignação justamente por reabrir um tema que o PL considerava superado. A leitura é que, independentemente das explicações apresentadas por Flávio, cada nova revelação mantém o nome do senador associado ao banqueiro e oferece munição para adversários explorarem o assunto ao longo da campanha.

A preocupação se soma a uma sequência de episódios envolvendo Vorcaro. Em maio, vieram à tona mensagens mostrando que Flávio negociava com o banqueiro o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Planilhas revelaram repasses de pelo menos R$ 61 milhões para a produtora responsável pela obra, que passaram a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.

Já na semana passada, uma foto de Flávio com Sicário, chefe de uma milícia privada organizada por Vorcaro, começou a circular. O senador alegou desconhecer a foto e também disse que se tratava de inteligência artificial.

Agora, documentos revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo GLOBO mostram que o escritório de advocacia de Flávio recebeu R$ 500 mil da Contábil Correa por serviços de assessoria jurídica. A empresa tem como único sócio Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da consultoria Copenhagen. Documentos da Receita Federal obtidos pela CPI do Crime Organizado mostram que o Banco Master repassou R$ 57,9 milhões à Copenhagen entre 2024 e 2025. O escritório do senador também emitiu duas notas fiscais, no valor total de R$ 1 milhão, para a consultoria, mas os documentos foram cancelados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio reconheceu que prestou serviços advocatícios à Contábil Correa, mas negou qualquer relação com os recursos do Banco Master. Segundo ele, a contratação pela Copenhagen nunca foi efetivada.

— Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Daniel Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Cancelei duas notas fiscais — afirmou.

Auxiliares do presidenciável sustentam que não há qualquer irregularidade no caso e avaliam que a repercussão da nova revelação foi menor do que a provocada pelas negociações para o financiamento do filme Dark Horse. Na avaliação desse grupo, o episódio é excessivamente técnico, envolve contratos privados e diferentes pessoas jurídicas, o que dificulta sua compreensão pelo eleitor comum e reduz seu potencial de desgaste político. Por isso, a orientação na campanha foi se restringir aos esclarecimentos já apresentados por Flávio.


LULA RECEBE EM BRASILIA FELIPE CAMARÃO E ELIZIANE GAMA


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na tarde de ontem, quinta-feira (23), se reuniu com o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), e a senadora Eliziane Gama (PT), que tentará a reeleição em 2026.  O encontro tratou da estratégia eleitoral no Maranhão.

Para Felipe Camarão, o encontro com o presidente Lula sela um compromisso com o futuro. “O time do presidente Lula no Maranhão tá pronto! É Lula, Camarão e Eliziane!”, destacou.

A senadora Eliziane Gama também ressaltou a reunião com o presidente Lula. “Estamos juntos pelo Maranhão e pelo Brasil”, afirmou.

Além de alinhar as diretrizes da campanha, Lula foi convidado a visitar o Maranhão durante o período eleitoral.

No entanto, Lula deve evitar visitas a estados onde possui mais de um palanque durante o primeiro turno da eleição. A diretriz foi acertada pelo petista com o comando da campanha à reeleição. Aliados, porém, fazem a ressalva de que a decisão pode ser revista diante da pressão dos candidatos locais e do cenário eleitoral, conforme o andamento das campanhas.

No Maranhão, além da candidatura de Camarão, Lula é aliado do governador Carlos Brandão (MDB) e tem apoio irrestrito do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, Orleans Brandão (MDB). Além disso, a entrada de Roseana Sarney nas eleições de 2026, concorrendo ao Senado, é outro fator que deve evitar a presença de Lula no primeiro turno no Maranhão.

OPINIÃO - PARA BETO EHONG NÃO JOGAR A TOALHA NA ESCURIDÃO: - POR EUCLIDES MOREIRA NETO

PARA BETO EHONG NÃO JOGAR A TOALHA NA ESCURIDÃO: Cultura do Maranhão vira moeda de troca política e abandona quem de fato faz arte


O Maranhão tem uma cultura que atravessa séculos, resiste à pobreza, à falta de incentivo e ao esquecimento. Mas não resiste ao pior inimigo: o descaso institucional. 

A pasta da cultura no estado deixou há muito tempo de ser um instrumento de política pública. Virou prêmio. Virou loteamento. Virou moeda de troca para pagar favores, acomodar aliados e atender aos caprichos de quem manda.

Não se trata de exagero. É o retrato que se repete a cada gestão: a Secretaria de Cultura é entregue não a quem entende de cultura, mas a quem entende de campanha. O critério não é competência técnica, compromisso democrático ou trajetória com os fazedores de cultura. O critério é fidelidade política.

O assalto às aspirações populares

Enquanto mestres do Bumba Meu Boi, brincantes de tambor de crioula, produtores independentes, artistas visuais e grupos de periferia amargam editais atrasados, espaços fechados e promessas não cumpridas, a pasta segue sendo usada para "política do pão com ovo". 

É o velho toma-lá-dá-cá travestido de gestão. Nomeia-se amigo. Destina-se verba para evento de apoiador. Fecha-se museu para abrir restaurante. Desmonta-se equipamento cultural para entregar a hotelaria. Tudo em nome de um "desenvolvimento" que não inclui o povo que produz cultura todos os dias.

O resultado é um verdadeiro assalto aos anseios legítimos da população. Sequestra-se o direito ao acesso, à memória e à identidade. E se entrega, em troca, um cenário onde quem faz cultura precisa mendigar o que deveria ser garantido por dever do Estado.

O desabafo que escancara a ferida

Essa falência moral e administrativa ganhou voz na última semana no desabafo público do produtor cultural Beto Ehong:

"A gente olha para as caras, as ações e o histórico de quem hoje domina a pasta oficial da cultura e sabe que não tem como esperar algo decente. São boçais, incompetentes, corruptos, insensíveis. E não adianta MP, imprensa, conselhos. Só uma ruptura total muda esse cenário. É o triste retrato da nossa realidade. Eu tô jogando a toalha."

A frase dói porque é verdadeira. Dói porque vem de quem está na trincheira há anos. Dói porque revela o cansaço de quem luta contra um sistema que trata a cultura como despesa e não como investimento civilizatório.

Beto, em nome de todos nós que ainda acreditamos: não jogue a toalha. 

Beto Ehong

A escuridão só vence quando a gente apaga a própria luz. E você, assim como tantos outros fazedores de cultura do Maranhão, é luz.

Democracia sem cultura é fachada

Uma sociedade democrática não se sustenta apenas com asfalto e ponte. Se sustenta com memória, com arte, com pensamento crítico, com espaço para a diferença. Quando o poder público transforma a cultura em balcão de negócios, ele ataca diretamente os valores éticos e profissionais que deveriam reger a gestão pública.

O que vemos é a negação do pacto democrático. É a transformação da Secretaria de Cultura em cabide de emprego e em caixa para beneficiar os vencedores das chapas eleitorais. E quem paga a conta? O povo. O artista. O estudante. O brincante.

O Maranhão não precisa de gestores que tratam cultura como favor. Precisa de gestores que a tratem como direito.

Precisamos de ruptura, sim. Mas ruptura para dentro: com conselhos atuantes, com orçamento protegido, com política de Estado e não de governo. Com escuta real aos que vivem a cultura no chão.

Beto, volta pra luta. A toalha não pode ser jogada agora. Porque se você e outros desistirem, quem ganha são exatamente os boçais e incompetentes que você denunciou.

E o Maranhão merece mais do que isso. Merece respeito.

*Euclides Moreira Neto é Ph.D em Comunicação, Linguagem e Cultura pela UNAMA e professor do Curso de Jornalismo da UFMA.