Cada vez mais o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, vai tendo suas decisões contestadas por antigas relações políticas partidárias.
A Folha de São Paulo destacou a decisão do ex-deputado, ex-governador e ex-senador maranhense em Roraima e que favoreceu bastante um ex-aliado político. Roraima precisará fazer uma eleição para mandato-tampão após a cassação do governador e vice-governador por abuso de poder econômico.
O TRE-RR entendeu que, como foi uma eleição inesperada, todos aqueles que deixaram cargos públicos até 24 horas após a cassação, poderiam disputar o pleito. No entanto, Dino decidiu que o prazo precisa ser igual das eleições normais, entre três a seis meses antes da data do primeiro turno (que ocorrerá em 21 de junho), e determinou que o TRE refaça a resolução.
A decisão de Dino, que atende ao pedido de um ex-aliado político do PCdoB, deixará o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), em situação bem cômoda, já que os dois adversários inscritos na eleição, Antonia Pedrosa (PT) e o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), ficaram inelegíveis com a liminar de Flávio Dino. Para piorar a situação e deixar o caso ainda mais grave, o prazo de registro de candidaturas se encerrou em 21 de maio, o que impede que novos candidatos sejam inscritos. Com isso, Soldado Sampaio, que é maranhense, é o único registrado para a disputa.
Vale lembrar que Flávio Dino, por uma grande coincidência, tem tomado decisões importantes envolvendo o Maranhão e políticos maranhenses, como nos casos: das escolhas de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, Josimar de Maranhãozinho/Pastor Gil, Assembleia Legislativa e até Federação Maranhense de Futebol.
Afinal, cada vez mais tem se questionado se o caminho correto para Flávio Dino, pelo seu passado político partidário recente, não deveria ser o de se julgar impedido em algumas ações


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