segunda-feira, 27 de julho de 2026

IRACEMA VALE - RECONHECIMENTO


O Blog do Zé Lopes tem acompanhado atentamente a polêmica envolvendo a sustação dos pagamentos de banners por parte da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Inicialmente, é preciso dizer que o Blog se sente bem à vontade para tratar do assunto, principalmente pelo fato de não ser agraciado com o banner que divulga as ações do parlamento e dos parlamentares maranhenses.

A atual presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), foi alvo de críticas injustas e desproporcionais por alguns blogs e páginas, após a suspensão das mídias institucionais.

Iracema, que é pré-candidata a deputada federal, simplesmente cumpriu uma  recomendação da Procuradoria Jurídica do Legislativo, que alertou a presidência da ALEMA para os riscos da manutenção dos pagamentos diante das restrições previstas na legislação eleitoral.

Diante do fato, não restou outra alternativa a não ser tomar a providência, que tem caráter preventivo e temporário, de evitar que despesas com anúncios institucionais fossem interpretadas como eventual conduta vedada durante a campanha, principalmente pelo fato da própria Iracema ter sido alertada que “oposicionistas” iriam acionar a Justiça Eleitoral, fazendo com que a presidente pudesse ficar até inelegível.

Colegas que estão nessa parceria institucional desde o início da gestão de Iracema, fazem questão de reconhecer e destacar que a Assembleia Legislativa é praticamente o único poder publico que mantém sistematicamente, desde 2023, uma política de comunicação que contempla emissoras, jornais, blogs e até páginas pessoais de redes sociais.

Diante disso, responsabilizar a suspensão da mídia institucional exclusivamente a Iracema Vale, é algo injusto e até covarde, afinal de contas, como presidente da ALEMA, ela apenas seguiu uma orientação técnica da Procuradoria da Casa e buscou resguardar a sua administração, mas assegurando que a decisão é temporária.

Apesar de não ser contemplado com o pagamento do banner, isso não impede o Blog de fazer esse justo reconhecimento, baseado em relatos de inúmeros colegas, do tratamento de valorização da gestão de Iracema com a imprensa. Quem dera que outros gestores pudessem reconhecer e valorizar a imprensa, como a presidente da ALEMA fez desde que está à frente do parlamento estadual maranhense

MARCADA PARA A PRÓXIMA QUARTA FEIRA A CONVENÇÃO DO PSTU


Depois de André Luís (Missão) e Orleans Brandão (MDB), o próximo nome oficialmente que será confirmado na disputa pelo Governo do Maranhão será o professor Saulo Arcangeli do PSTU.

O partido confirmou que fará a convenção na próxima quarta-feira, às 19h, no auditório do Sindicato dos Bancários. Além de Arcangeli, o PSTU deverá oficializar a chapa que disputará a eleição majoritária e os nomes que disputarão vagas para Assembleia Legislativa do Maranhão e Câmara Federal.

Vale destacar que a Convenção Partidária do PSTU que oficializará o nome de Saulo Arcangeli, contará com a presença do maranhense Hertz Dias que disputará a eleição de 2026 para Presidência da República

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA 753 CRIMES ELEITORAIS NO BRASIL SENDO 79NO MARANHÃO

Faltando menos de três meses para as eleições de 2026, a Polícia Federal segue investigando 753 casos de crimes eleitorais em todo o Brasil. A maioria dos casos seria de suspeitas de falsidade ideológica, caixa dois, inscrição fraudulenta de eleitores e compra de votos.

O estados do Ceará e Rio de Janeiro lideram o número de investigações, com 81 casos cada. O Maranhão vem logo em seguida na terceira posição com 79 ocorrências que estão sendo investigadas pela PF. O único estado brasileiro sem casos registrados é o Acre. Distrito Federal com dois e Roraima com seis completam a lista dos três estados com menores ocorrências.

Apesar da divulgação da quantidade de casos, a Polícia Federal  não detalhe os inquéritos em andamento

VEM AÍ NOVA PESQUISA VERITA PARA O GOVERNO DO MARANHÃO



Depois da divulgação desta semana da pesquisa do Veritas Planejamento, agora foi a vez do instituto Veritá registrar um novo levantamento para avaliar o atual cenário eleitoral no Maranhão.

No entanto, e para variar, o que acaba chamando atenção são os erros. Desta vez, o Instituto Veritá, apesar de ter afirmado no registro MA-06010/2026 que faria levantamento para governador e senador, no questionário registrado oficialmente e disponibilizado na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só pergunta ao eleitor sobre a disputa pelo Governo do Maranhão (veja acima ou clique aqui).

A pesquisa, contratada pela Tribuna 98, foi registrada na sexta-feira (24) e deve ser divulgada na próxima quinta-feira (30). Serão entrevistados 1.525 eleitores, entre os dias 25 e 29 de julho.

Vale ressaltar que antes da pesquisa Veritá, deveremos ter a divulgação do levantamento do Instituto IPSensus, contratada pela LP Contabilidade e com divulgação prevista para  hoje, segunda-feira (27), mas é impressionante como existem erros primários em boa parte dos levantamentos feitos no Maranhão

CHAPA DE ORLEANS BRANDÃO AGORA É OFICIAL

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou, no último sábado (25), a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão durante a maior convenção política da história do estado. Realizado no Parque João Paulo II (Papódromo), em São Luís, o evento reuniu mais de 100 mil pessoas e transformou a capital maranhense em um grande palco de demonstração de força política e participação popular. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados, lideranças comunitárias, representantes de partidos aliados, militantes e caravanas vindas de todas as regiões do Maranhão participaram do ato, que marcou o início oficial da caminhada de Orleans rumo ao Palácio dos Leões.

Desde as primeiras horas da tarde, mais de 200 caravanas vindas do interior e de todos os lugares do estado começaram a chegar ao Papódromo, formando uma grande corrente de apoio ao projeto político liderado por Orleans Brandão. Delegações de todas as regiões tomaram conta do espaço, em um ambiente de festa, emoção e forte participação popular.

Às 18h, teve início a cerimônia oficial. Sob uma atmosfera de atenção vibrante e expectativa, o palco foi ocupado pelo cantor, compositor e intérprete maranhense Luann Corrêa. Aos 31 anos, Luann possui uma trajetória de 15 anos dedicada à cultura local, sendo um nome reconhecido tanto pelo seu trabalho no carnaval de São Luís, onde atua como cantor da G.R.E.S. Império Serrano, quanto pela sua forte ligação com as tradições juninas. Com essa vivência e sensibilidade, ele recitou o texto Por que Orleans, conduzindo uma narrativa que conectou a trajetória do candidato aos sonhos e à identidade do povo maranhense.

Em seguida, o público foi envolvido pelo vídeo-manifesto Maranhão Chamou. A peça audiovisual deu voz a cidadãos reais, trabalhadores, estudantes e beneficiários de políticas públicas que, em seus depoimentos, sintetizaram a alma do estado, com a resiliência dos maranhenses ecoando nos relatos. O filme, que termina com o jingle da convenção Eu sou o Maranhão, emocionou a plateia ao apresentar um mosaico da diversidade maranhense e da força popular que sustenta o projeto político de Orleans.

A emoção ganhou ainda mais intensidade logo após a exibição do vídeo. A mesma criança que protagoniza a cena final entrou no palco carregando uma caixa e caminhou até Orleans Brandão. Ao abrir o presente, ele retirou uma bandeira do Maranhão e ergueu o símbolo do estado diante das mais de 100 mil pessoas presentes. A imagem foi acompanhada por uma longa salva de aplausos e marcou um dos momentos mais emblemáticos da convenção.

Em seu discurso, Orleans destacou que sua trajetória política foi construída percorrendo os municípios maranhenses, ouvindo as pessoas e acompanhando de perto as necessidades de cada região.

“O meu lado é o do povo maranhense. Lado do presidente Lula, do governador Brandão. O lado de mais de um milhão de pessoas que nós tiramos da fome. Foi esta a missão que recebi e cumpri com muita honra: fazer obras e tirar do papel programas que transformam as vidas das pessoas. Quero ser o governador das oportunidades. Fui aos 217 municípios do nosso estado, entendendo cada necessidade, levando obras e ações. A bandeira que carrego nos ombros não divide o Maranhão em dois lados, ela cobre todos os maranhenses. E eu serei o melhor governador que esse estado já viu”, afirmou Orleans Brandão.

Também discursaram o candidato a vice-governador, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), os candidatos ao Senado Roseana Sarney (MDB), Weverton Rocha (PDT), o candidato ao Senado Hilton Gonçalo (Mobiliza) e o governador Carlos Brandão. Em suas falas, as lideranças destacaram a unidade do grupo político, a importância da continuidade do projeto administrativo e o apoio à candidatura de Orleans.

Primeiro a falar entre os integrantes da chapa, o candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Júnior ressaltou que a política deve continuar sendo um instrumento de transformação social e afirmou acreditar no preparo de Orleans para governar. “A política pode continuar sendo um instrumento para servir às pessoas. Estamos iniciando hoje uma união que liga a capital ao interior”, declarou.

Na sequência, o candidato ao Senado Weverton Rocha destacou a unidade do grupo e disse que a escolha de Orleans representa a continuidade de um projeto construído em parceria com os municípios. “Neste palanque tem lealdade e maturidade. O governador Brandão teve a certeza de escolher a pessoa certa para fazer história no Maranhão, que é Orleans Brandão”, afirmou.

Também candidata ao Senado, Roseana Sarney fez um chamado à militância, especialmente às mulheres, para fortalecer a caminhada da chapa durante a campanha. “Convoco as mulheres que aqui estão para estarem comigo, com Orleans e com todo o nosso time. Vamos arregaçar as mangas e lutar. Orleans e Edivaldo podem contar com a minha força”, disse.

Hilton Gonçalo, que disputa uma vaga no Senado de forma independente, também participou da convenção e destacou a importância da união em favor do desenvolvimento do estado. “Vamos caminhar juntos para essa vitória importante pelos nossos amigos maranhenses. Aqui nós temos o futuro e o presente do Maranhão”, declarou.

Encerrando a série de discursos, o governador Carlos Brandão destacou os avanços alcançados nos últimos anos e afirmou que Orleans está preparado para dar continuidade ao trabalho realizado. “Nosso governo conseguiu melhorar todos os indicadores, até os ditos impossíveis. Isso mostra que estamos no caminho certo. Hoje é dia de passar o bastão para Orleans. O tempo agora é de Orleans, que vai continuar mudando esse Maranhão”, afirmou o governador.

Após as manifestações das lideranças, Orleans voltou ao centro do palco ao lado de aliados, familiares e apoiadores, agradeceu a presença do público e reafirmou o compromisso de percorrer todo o Maranhão. “Hoje tenho a certeza de que estou pronto, preparado e querendo ser o melhor governador que esse estado já viu. O Maranhão me chamou para essa missão e eu aceitei”, concluiu.

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO - GOVERNO DE COMPROMISSO


Por Carlos Brandão

Recebemos com satisfação a notícia de que o Maranhão foi apontado pelo G1 como o estado do Nordeste cujo governo mais cumpriu as promessas apresentadas na campanha de 2022. Somos, ainda, o quarto colocado em todo o país. É um reconhecimento importante, afinal, quando um candidato apresenta um programa de governo, ele assume um compromisso público. Honrar essa palavra é uma demonstração de respeito ao eleitor e de responsabilidade com a democracia.

Mas a notícia também nos levou a uma reflexão: será que um governo pode ser avaliado apenas pelo número de promessas que cumpriu?

Penso que não. Ao longo da vida pública, aprendemos que existe uma diferença importante entre administrar um mandato e governar um estado. A campanha eleitoral produz um plano. O exercício do governo exige algo maior: capacidade de interpretar a realidade e tomar decisões diante de circunstâncias que ninguém foi capaz de prever.

É assim em qualquer lugar do mundo. Nenhum programa de governo consegue antecipar uma crise econômica, uma estiagem prolongada, uma enchente, uma mudança no cenário internacional, uma nova demanda da população ou uma oportunidade inesperada de investimento. O papel do governante não é apenas seguir um roteiro. É manter a direção sem perder a capacidade de responder ao presente.

Por isso, para nós, cumprir promessas é apenas o primeiro compromisso de um bom governo. O desafio verdadeiro é fazer aquilo que a realidade passa a exigir depois que a eleição termina, no dia a dia.

É esse entendimento que adotamos no Maranhão. O levantamento mostra que 63% das propostas apresentadas em 2022 já foram integralmente executadas. As demais seguem em andamento, porque entendemos que compromisso assumido não se abandona. Trabalha-se para cumpri-lo.

É essa compreensão que vem marcando nossa gestão. Ao longo do nosso mandato, o Maranhão não apenas executou compromissos assumidos nas urnas. Também consolidamos uma forma de governar que parte de uma convicção simples: quem governa não administra apenas números. Administra vidas. É isso que move nossos programas.

O Maranhão Livre da Fome, por exemplo, não é apenas uma ação: é a vida de mais de um milhão de pessoas que saíram da extrema pobreza. É a certeza de que mães, pais e crianças terão um prato na mesa. É por isso que ampliamos, com orgulho, a maior rede de Restaurantes Populares da América Latina – hoje presente em 201 cidades, com 228 unidades -, para que a comida chegue onde o carinho e o cuidado são mais necessários.

Ao mesmo tempo, investimos em inclusão produtiva, para que as pessoas possam ganhar seu próprio sustento. É geração de emprego e renda acontecendo.

Em muitos casos, aceleramos projetos que surgiram a partir da escuta popular, através do Orçamento Participativo e das demandas apresentadas pelos prefeitos, pelas lideranças comunitárias e pela própria população durante nossas viagens pelo Maranhão afora. O municipalismo sempre esteve presente.

Quem governa um estado aprende rapidamente que a realidade nunca cabe inteira em um plano de governo. É justamente por isso que sempre procuramos estar presente nos municípios. Não apenas para inaugurar obras, mas também para ouvir.

Governar exige planejamento, sem dúvida. Mas exige também disposição para corrigir rumos, estabelecer novas prioridades e reconhecer que as melhores decisões nem sempre são aquelas imaginadas durante a campanha.

Recebemos o reconhecimento divulgado pelo G1 com gratidão. Ele demonstra que o Maranhão tem um governo que leva a sério a palavra empenhada. Mas esperamos que, ao final deste mandato, nosso trabalho seja lembrado por algo ainda mais importante. Não simplesmente pelo número de compromissos cumpridos, mas pela confiança construída, pelas oportunidades criadas, pelas vidas que conseguimos melhorar.

Porque, no fim das contas, é isso que permanece. Promessas fazem parte da política. O legado é o que faz parte da história

POESIA - DESTRUIÇÃO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Destruição

Os amantes se amam cruelmente

e com se amarem tanto não se veem.

Um se beija no outro, refletido.

Dois amantes que são? Dois inimigos.


Amantes são meninos estragados

pelo mimo de amar: e não percebem

quanto se pulverizam no enlaçar-se,

e como o que era mundo volve a nada.


Nada, ninguém. Amor, puro fantasma

que os passeia de leve, assim a cobra

se imprime na lembrança de seu trilho.


E eles quedam mordidos para sempre.

Deixaram de existir, mas o existido

continua a doer eternamente.


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 26 de julho de 2026

BACABAL FEST 202026 ABRE COM CASA CHEIA, GRANDES SHOWS E MOVIMENTA A ECONOMIA DE BACABAL


 Bacabal Fest 2026 abre com casa cheia, grandes shows e movimenta a economia de Bacabal


O Bacabal Fest 2026 começou em grande estilo. A primeira noite do maior festival musical do interior do Maranhão reuniu uma multidão no Centro Cultural, que recebeu uma megaestrutura de palco, som, iluminação e painéis de LED, preparada para receber artistas de renome nacional e proporcionar ao público um espetáculo à altura da tradição que Bacabal volta a viver.

Realizado pelo segundo ano consecutivo na gestão do prefeito Roberto Costa, o Bacabal Fest consolida o retorno dos grandes eventos do mês de julho e recoloca a cidade no circuito das principais festas do estado. O público lotou o espaço desde as primeiras atrações e acompanhou uma programação marcada por muita música, animação e uma organização planejada para oferecer conforto e segurança aos milhares de participantes.

A festa também trouxe resultados positivos para quem encontrou no evento uma oportunidade de aumentar a renda. Oitenta vendedores ambulantes receberam barracas e toda a estrutura necessária para comercializar seus produtos dentro do circuito, sem qualquer custo, garantindo um espaço organizado para trabalhar durante os dois dias de programação.

A ambulante Francisca Santos comemorou o movimento. “Ah, tá uma maravilha. Estou vendendo cachorro-quente, pastel e hoje vai ter muito dinheiro para nós, vendedores ambulantes.”

Quem também aprovou a iniciativa foi o vendedor de bebidas Fábio da Costa. “Ainda bem que tem esse evento para a gente poder ter uma renda extra e pagar nossas continhas.”

Outro ponto de destaque da primeira noite foi a estrutura montada para garantir tranquilidade ao público. O esquema operacional reuniu Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, equipes de trânsito e um Espaço Saúde equipado com médicos, enfermeiros e ambulâncias de prontidão durante toda a programação.

A comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Leila Araújo, destacou a operação preparada especialmente para o evento. “Além do efetivo do 15º BPM, temos equipes da ROTAM, Polícia Montada, Motopatrulhamento, Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual e do Centro Tático Aéreo. Também temos 50 policiais atuando exclusivamente na área interna da festa, trabalhando para que todos possam aproveitar o evento com tranquilidade e segurança.”

No palco, uma sequência de atrações manteve o público animado do início ao fim da noite. O DJ Clyff Hands abriu a programação, seguido por Andrio Henrique e Oh Polêmico. Um dos momentos mais esperados foi o retorno de Joelma ao Bacabal Fest. Pela segunda vez no festival, a cantora foi recebida por um mar de fãs e fez o público cantar seus maiores sucessos.

"Muito feliz em voltar a Bacabal e ser recebida com esse público gigantesco. Obrigada, Bacabal! Maranhão, eu amo vocês!"

Encerrando a programação, o grupo É o Tchan transformou o Centro Cultural em uma grande pista de dança, fechando a primeira noite em clima de muita animação.

Para o prefeito Roberto Costa, o Bacabal Fest representa a retomada de uma tradição que movimenta diferentes setores da cidade e devolve aos bacabalenses um dos períodos mais aguardados do ano.

“É um momento importante para a cidade voltar a ser o que ela sempre foi: uma cidade importante no Maranhão, referência na educação, na saúde e também nas festividades. Com a volta desse grande festival, é um momento de alegria para a população, mas também de movimentação da economia do município. É dessa forma que iremos continuar fazendo a Nova Bacabal, com muito trabalho em todas as áreas e também no fomento da cultura, com essa festa linda para nossa população”, disse o prefeito. 

A programação continua neste domingo (26), com DJ Sergio Duvalle, Yudson Cássio, Henry Freitas e Taty Girl. A expectativa é de mais uma noite de casa cheia para encerrar a edição 2026 do Bacabal Fest, que voltou a colocar Bacabal na rota dos grandes eventos do Maranhão.



COLUNA DO DR. ERIVELTON LAGO - SIM SENHORA, A MÚSICA, O AMOR, O TEMPO E A SOLIDÃO NA MÚSICA DE ZÉ LOPES

“SIM, SENHORA”: a MÚSICA, o amor, o tempo e a solidão na poesia de Zé Lopes.

Há canções que apenas passam pelos ouvidos. Outras permanecem. “Sim, Senhora”, do cantor e compositor Zé Lopes, pertence a essa segunda categoria: é uma música que, pela força de sua letra e pela delicadeza de sua melodia, transforma uma história de amor em reflexão sobre o tempo, a solidão e a necessidade humana de amar.

A canção nos apresenta uma senhora envolvida pelo silêncio de seu próprio mundo. Há nela a solidão, o vazio e a consciência de que o tempo não interrompe sua marcha para esperar os amantes. O amor existe, mas parece lutar contra aquilo que ninguém consegue vencer: os dias que passam, as distâncias que se formam e o medo de amar quando a vida já deixou suas marcas.

Zé Lopes constrói imagens de grande beleza poética. Enquanto o rio corre no quintal do poeta, o mar balança perto da calçada da senhora amada. Rio e mar tornam-se, assim, mais do que elementos da paisagem: são metáforas do movimento da vida. Tudo corre, tudo balança, tudo passa. O tempo não para. E, no entanto, o poeta permanece preso àquela mulher, aos seus beijos e à vontade quase indomável de viver perto dela.

A senhora dorme infeliz e acorda diante de um vazio. O poeta, por sua vez, também é atingido pela passagem do tempo. Ambos parecem habitar margens diferentes de uma mesma saudade. Entre eles existe o amor, mas também existe o medo; existe o desejo, mas também a distância; existe a lembrança, mas sobretudo a necessidade de ainda viver aquilo que talvez o tempo tenha tentado impedir.

É nesse ponto que “Sim, Senhora” alcança sua maior força: a canção não fala apenas de um amor vivido, mas de um amor que resiste. O poeta não consegue dominar a própria vontade de estar perto da mulher amada. Ele precisa dos seus beijos como quem precisa de ar. O beijo deixa de ser apenas gesto de paixão e se transforma em condição de sobrevivência.

A beleza da letra se completa na melodia. Palavra e música caminham juntas, dando à canção uma atmosfera de ternura, melancolia e desejo. A melodia não apenas acompanha os versos: ela amplia aquilo que as palavras dizem e permite que o ouvinte sinta o que talvez não possa ser inteiramente explicado.

Desde o início de sua trajetória artística, marcada pela participação em festivais de música no começo dos anos 80, em Bacabal, Zé Lopes construiu uma vida dedicada à palavra cantada. E “Sim, Senhora” pode ser considerada uma das mais belas canções de seu percurso como cantor e compositor. Já ouvi essa música dezenas de vezes. Nela, encontramos a maturidade de quem compreendeu que o amor não é apenas encontro. Às vezes, é espera. Às vezes, é ausência. Às vezes, é medo. E, muitas vezes, é a insistência humana de continuar amando mesmo quando o tempo parece dizer que já passou.

Mas o poeta responde ao tempo.

Sim, senhora.


Erivelton Lago 

Advogado criminalista, cantor, compositor, poeta e escritor 


***

SIM SENHORA 

Zé Lopes 


Sim senhora 

Por que acreditar

No que não fiz

Por que dormir assim

Tão infeliz 

E acordar nesse vazio


Sim senhora 

É que o tempo passa

Pra nós dois 

E a solidão que vem depois

Esbarra no silêncio 

E no seu medo

De se acreditar


Senhora dona 

Dos acordes da canção

Teus olhos brilham 

Minha dor em tuas mãos 

Enquanto um rio corre

Em meu quintal 

O mar balança 

Perto da tua calçada 

Areia Branca

Entranha em teu cabelo 

Pele, pelos 

Meu desejo a viajar


Se não consigo

Dominar minhas vontades 

Morro de saudades de você 

Senhora 

Eu preciso dos teus beijos

Pra sobreviver.

https://youtu.be/kqYQm8b7WpA?is=C93HJKgFrmQNImFK

Clic no link para ver o clipe 

"Sim Senhora" Aut- Int - Zé ,- Veja o vídeo, deixe seu like e se inscreva no nosso canal do YouTube pois precisamos muito. Obrigado

DIAGNOSE - COLUNA DÓ DR. OTÁVIO PINHO FILHO - PLAQUETAS BAIXAS

Plaquetas baixas ocorrem quando a contagem dessas células fica abaixo de 150 mil por microlitro de sangue, condição chamada trombocitopenia. Essenciais para a coagulação, sua redução pode resultar em hematomas, sangramentos nas gengivas ou nariz e manchas vermelhas ou roxas na pele, a depender dos níveis de plaquetas. As causas incluem produção insuficiente na medula óssea, destruição excessiva das plaquetas ou seu aprisionamento pelo baço, aumentando o risco de hemorragias. Identificar os sintomas e buscar atendimento médico é essencial para prevenir complicações.

Pontos-chave

Plaquetas são essenciais para a coagulação: Fragmentos celulares que controlam sangramentos, evitando perdas excessivas de sangue. Níveis normais variam entre 150.000 e 450.000/mm³.

Plaquetas baixas significam trombocitopenia: Contagem inferior a 50.000/mm³ pode causar hematomas, sangramentos espontâneos e eleva o risco de hemorragias internas.

Principais causas envolvem doenças e infecções: Problemas na medula óssea, no fígado, doenças autoimunes, infecções virais, deficiência de vitamina B12 e ácido fólico e efeitos de medicamentos podem reduzir as plaquetas.

Sintomas incluem sangramentos e manchas: Sangramentos nasais, gengivais, hematomas e petéquias (pontos vermelhos na pele) são sintomas frequentes.

Diagnóstico exige avaliação médica: Exames clínicos e laboratoriais, como hemograma completo, são fundamentais para identificar a gravidade e a causa das plaquetas baixas.

Tratamento varia por gravidade: Inclui suplementação, medicamentos direcionados, transfusões de plaquetas e controle da causa subjacente, como infecções ou condições autoimunes.

O que são plaquetas e sua função?

As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são fragmentos celulares especiais presentes no sangue. Elas são produzidas pela medula óssea e desempenham um papel essencial no processo de coagulação sanguínea. Apesar de não serem células completas, sua estrutura contém componentes especializados para atuar de forma eficiente na prevenção de hemorragias.

Quando ocorre uma lesão nos vasos sanguíneos, as plaquetas se acumulam no local do ferimento e ajudam a formar um coágulo sanguíneo. Esse coágulo impede a perda excessiva de sangue e é visível como a casquinha em feridas externas.

O nível normal de plaquetas no sangue varia entre 150.000 e 450.000 células por microlitro. Quando os valores estão dentro desse intervalo, as funções da coagulação e cicatrização geralmente são realizadas de maneira adequada. Alterações nos níveis, como na trombocitopenia, podem comprometer essas funções e causar sangramentos prolongados.

A membrana das plaquetas é fundamental para sua ação. Ela permite o reconhecimento e a adesão às paredes dos vasos lesionados, iniciando o processo de coagulação. As plaquetas, assim, funcionam como uma barreira imediata, protegendo o organismo de perdas sanguíneas maiores enquanto o tecido é reparado.

O que significa plaquetas baixas?

Plaquetas baixas, ou trombocitopenia, acontecem quando o número de plaquetas no sangue fica abaixo de 150.000 células/mm³. Os valores normais variam entre 150.000 e 450.000 células/mm³. A redução, especialmente em contagens abaixo de 50.000/mm³, pode prejudicar a coagulação, aumentando o risco de hemorragias e dificuldades para estancar sangramentos.

Importância das plaquetas na coagulação

Plaquetas são fragmentos celulares produzidos na medula óssea, essenciais à coagulação. Elas reagem a lesões dos vasos sanguíneos, formando coágulos que evitam perdas excessivas de sangue. Quantidades inadequadas comprometem esse processo, deixando seu organismo mais vulnerável a hemorragias internas e externas.

Gradação de trombocitopenia

A trombocitopenia é classificada em graus: leve (100.000-150.000 células/mm³), moderada (50.000-99.000) e grave (menos de 50.000). Os casos graves apresentam maior risco de sangramentos, como hemorragias na gengiva ou nariz, manchas roxas ou pintas vermelhas na pele e até mesmo vômitos com sangue ou fezes sanguinolentas. Contagens muito baixas (<20.000) podem resultar inclusive em hemorragia cerebral, exigindo intervenções médicas imediatas.

Necessidade de avaliação médica

Plaquetas baixas podem ser causadas por fatores como doenças da medula óssea, no fígado, infecções, condições autoimunes ou efeitos colaterais de medicamentos. Identificar a causa é essencial para o tratamento correto. Sempre procure acompanhamento médico para avaliar os sintomas, prevenir complicações graves e proteger sua saúde.

Principais causas de plaquetas baixas

As plaquetas baixas, ou trombocitopenia, têm origem em diversas condições que reduzem a produção ou aumentam sua destruição no organismo. Essas causas podem ser agrupadas em três categorias principais: doenças ligadas à medula óssea, infecções e condições de saúde, e o uso de medicamentos.

Doenças ligadas à medula óssea

As doenças que afetam a medula óssea frequentemente causam uma produção insuficiente de plaquetas. Leucemia, anemia aplásica, síndrome mielodisplásica e fibrose medular restringem a capacidade do corpo de formar células sanguíneas saudáveis. Além disso, tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem danificar a medula óssea, reduzindo as contagens plaquetárias.

Condições como deficiências nutricionais, especialmente de ácido fólico e vitamina B12, também podem impactar nos níveis de plaquetas. Cânceres da medula óssea, como leucemias e linfomas, infiltram a medula, contribuindo para a baixa contagem de plaquetas.

Infecções e condições de saúde

Infecções virais, como dengue, HIV, hepatite C, zika e varicela, podem destruir diretamente as plaquetas ou suprimir temporariamente a medula óssea. Infecções bacterianas, incluindo Helicobacter pylori e leptospirose, também foram associadas à trombocitopenia. Doenças autoimunes, como lúpus e púrpura trombocitopênica imune (PTI), podem aumentar o consumo ou levar o organismo a atacar suas próprias plaquetas, resultando na redução de seus níveis. Cirrose é outra causa frequente de diminuição dos níveis de plaquetas no sangue.

O aumento do tamanho do baço (esplenomegalia) pode reter plaquetas em excesso, diminuindo sua circulação no sangue. Fatores hereditários e a exposição a substâncias tóxicas, como químicos industriais e álcool, também estão ligados à destruição ou produção insuficiente de plaquetas.

Uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem causar trombocitopenia, especialmente anticoagulantes, como a heparina, que pode desencadear uma reação imunológica contra as plaquetas. Anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anticonvulsivantes e antibióticos também estão entre os fármacos associados ao problema. Além disso, quimioterápicos interferem diretamente na produção de células sanguíneas pela medula óssea, podendo reduzir as plaquetas de forma significativa.

Sintomas de plaquetas baixas

Reduções leves nos níveis de plaquetas não costumam causar sintomas. Quando a contagem de plaquetas no sangue está abaixo de 50.000 células/mm³, podem surgir sinais evidentes relacionados à dificuldade do organismo em controlar sangramentos.

Manifestações hemorrágicas

Sangramento nasal e gengival: Você pode apresentar sangramentos frequentes ou espontâneos pelo nariz e nas gengivas, devido à baixa capacidade de coagulação.

Hematomas e equimoses: A formação fácil de manchas roxas na pele ocorre mesmo sem traumas significativos.

Petéquias: Pequenos pontos vermelhos ou roxos podem aparecer na pele, indicando um vazamento de sangue sob a superfície.

Outros sinais associados

Sangue em urina e fezes: Episódios de urina avermelhada ou fezes escurecidas podem ser causados por sangramentos internos.

Menstruação intensa: O fluxo menstrual pode se tornar mais abundante ou durar mais tempo que o habitual.

Vômitos com sangue: Em casos graves, sangramentos gastrointestinais podem resultar no aparecimento de sangue no vômito, exigindo atenção médica.

As alterações descritas são indicativos de trombocitopenia, podendo variar de leves a graves, conforme a diminuição das plaquetas.

Diagnóstico de plaquetas baixas

O diagnóstico de plaquetas baixas combina análise clínica, exame físico e exames laboratoriais. A redução na contagem de plaquetas, conhecida como trombocitopenia, pode ser identificada precocemente ao examinar sintomas específicos e confirmar o quadro por meio de exames.

Avaliação clínica e exame físico

Reduções leves nos níveis de plaquetas não costumam causar sintomas. Em reduções mais graves, os sintomas de plaquetas baixas geralmente envolvem alterações evidentes no corpo. Você pode notar hematomas frequentes, manchas vermelhas (petéquias) ou arroxeadas na pele, sangramentos nasais e gengivais persistentes ou até mesmo  sangue em urina e fezes ou menstruação intensa. Relatar esses sinais ao médico auxilia na investigação clínica, complementada por observação no exame físico. 

Exames laboratoriais

Hemograma completo: Verifica a contagem de plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos. Níveis abaixo de 150.000 células/mm³ indicam plaquetas baixas.

Outros exames específicos: Testes de função do fígado, busca por anticorpos contra plaquetas ou biópsia da medula óssea podem ser realizados, dependendo da suspeita clínica, para investigar causas subjacentes como doenças autoimunes, infecções ou problemas na produção de plaquetas.

Quais os riscos de plaquetas baixas?

Plaquetas em níveis baixos, especialmente abaixo de 50.000/mm³, podem comprometer o processo de coagulação do sangue e aumentar os riscos de hemorragias, que podem ocorrer tanto por traumas leves quanto de forma espontânea. A gravidade das complicações cresce proporcionalmente à redução da contagem, principalmente abaixo de 20.000/mm³.

Hemorragias espontâneas e prolongadas

Hemorragias são o principal risco. Quando as plaquetas estão abaixo de 50.000/mm³, ocorre sangramento fácil em cortes ou feridas, além da possibilidade de outros sangramentos. Com menos de 20.000/mm³, o risco se eleva muito para sangramentos espontâneos em órgãos internos, como intestino e cérebro, ameaçando a vida. Mesmo procedimentos médicos simples tornam-se perigosos perante a baixa contagem.

Hematomas e manchas na pele

Você pode observar hematomas frequentes ou espontâneos, além de petéquias (pontinhos vermelhos ou arroxeados). Esses sinais aparecem porque os vasos pequenos rompem sem coagular, consequência da baixa função das plaquetas. Esses sintomas devem ser avaliados imediatamente.

Sangramentos em locais específicos

Sangramentos nasais, gengivais, no trato urinário (mostrando sangue na urina) ou gastrointestinal (sangue nas fezes) são comuns. Menstruação prolongada ou intensa também ocorre em mulheres. A intensidade depende da gravidade da trombocitopenia, exigindo atenção médica ao persistirem.

Riscos em cirurgias ou traumas

Intervenções cirúrgicas ou ferimentos aumentam o risco de sangramentos graves. Valores muito baixos de plaquetas, como inferiores a 50.000/mm³, podem contraindicar cirurgias. O controle da contagem torna-se essencial para evitar complicações críticas.

Hemorragias em órgãos vitais

Com níveis extremamente baixos, hemorragias intracranianas surgem como principal risco à vida. Nessas situações, a necessidade de transfusões plaquetárias ou outras intervenções urgentes é indispensável para reduzir o risco de sangramentos e evitar fatalidades.

Tratamento para plaquetas baixas

Acompanhamento médico

O acompanhamento médico regular é a abordagem inicial em casos de trombocitopenia leve sem sintomas graves. A contagem de plaquetas é monitorada por meio de hemogramas, permitindo que você avalie regularmente os níveis e identifique alterações. Essa estratégia é fundamental para evitar complicações e decidir intervenções necessárias.

Suplementos alimentares

Suplementos podem ser indicados se a baixa contagem de plaquetas estiver relacionada à deficiência de nutrientes. O ácido fólico e a vitamina B12 são essenciais para a produção de células sanguíneas, incluindo plaquetas. Por exemplo, em casos de anemia nutricional, a reposição desses nutrientes ajuda na recuperação dos níveis normais.

Uso de medicamentos

Medicamentos específicos ajudam a controlar condições subjacentes associadas à trombocitopenia. Corticoides e imunossupressores são usados para suprimir reações autoimunes, evitando que o sistema imunológico destrua as plaquetas. Em casos graves ou refratários, imunoglobulina intravenosa e anticorpos monoclonais elevam temporariamente a contagem, tratando desordens como a púrpura trombocitopênica imune (PTI). Nesta doença, também podem ser utilizados medicamentos específicos que atuam na produção de plaquetas, como o eltrombopague.

Transfusões de plaquetas

Transfusões são soluções emergenciais aplicadas em casos críticos. Se os níveis de plaquetas estiverem extremamente baixos, como abaixo de 10.000/mm³, ou houver risco iminente de hemorragia grave, a transfusão eleva rapidamente a contagem, estabilizando o paciente e prevenindo complicações fatais, como hemorragias internas.

Tratamento da causa subjacente

Corrigir a causa da trombocitopenia promove melhorias sustentáveis. Infecções virais devem ser tratadas para estabilizar a produção de plaquetas. Na dengue, por exemplo, é essencial evitar medicamentos contraindicados, como anti-inflamatórios não esteroidais, devido ao aumento do risco de hemorragias. Doenças autoimunes e problemas na medula óssea requerem intervenções específicas e direcionadas.

Dicas de prevenção e cuidados

Monitoramento regular

Realize consultas periódicas com um hematologista para avaliar seus níveis de plaquetas. Solicite hemogramas e exames adicionais para monitorar a função hepática e renal. Esses cuidados ajudam a identificar alterações precoces na contagem, permitindo ajustes no tratamento.

Cuidados com a alimentação

Adote uma dieta equilibrada rica em nutrientes como vitamina B12 e ácido fólico, essenciais para a produção de plaquetas. Reduza o consumo de álcool, pois ele prejudica a medula óssea. Considere suplementos vitamínicos apenas com orientação médica.

Prevenção de sangramentos

Pratique atividades de forma segura para evitar cortes ou contusões. Utilize acessórios de proteção, como luvas e capacetes, durante tarefas que envolvam risco de acidentes. Se os níveis de plaquetas estiverem muito baixos, o médico pode contraindicar atividades com risco de machucados e sangramentos, como esportes de contato.

Plaquetas baixas pode ser câncer?

Plaquetas baixas, ou trombocitopenia, não são uma causa de câncer, mas podem ser um indicativo de doenças oncológicas ou seus tratamentos. Certos tipos de câncer, como leucemia e linfoma, comprometem a medula óssea e reduzem a produção de plaquetas para menos de 150.000 células/mm³. Isso pode ocasionar maior risco de sangramentos e outras complicações.

Relação com câncer na medula óssea

Leucemia e cânceres que infiltram a medula óssea alteram o funcionamento dos megacariócitos, responsáveis pela produção de plaquetas. Nessas condições, a contagem pode atingir níveis severos, inferiores a 50.000 células/mm³. Além disso, sintomas de trombocitopenia, como hematomas espontâneos ou petéquias, são comuns e devem ser investigados como possíveis sinais de doenças malignas.

Impacto de tratamentos contra o câncer

Quimioterapia e radioterapia podem causar danos temporários à medula óssea, reduzindo a quantidade de plaquetas. Alguns medicamentos anticâncer podem induzir trombocitopenia como efeito colateral. Apesar de ser transitório, esse quadro pode incluir complicações, como sangramentos, se as plaquetas caírem para valores muito baixos.

Quando investigar câncer

Se você apresenta sintomas como hematomas frequentes, manchas vermelhas ou marrons na pele ou sangramentos sem explicação, a contagem baixa de plaquetas deve ser investigada. Análises laboratoriais e exames de medula ajudam a identificar ou excluir alterações malignas. Consultar especialistas é essencial quando esses sinais apontam para possíveis doenças graves.