sexta-feira, 17 de julho de 2020

OPINIÃO – CADERNO ESTADO MAIOR - AINDA NÃO BATEU

Há cerca de duas semanas, a direção nacional do PSL decidiu barrar toda e qualquer aliança do partido com o Republicanos em todo o Brasil. A briga relacionada com o presidente da República, Jair Bolsonaro, levou a esta decisão. As questões nacionais tiveram reflexo na disputa eleitoral pela Prefeitura de São Luís.

O PSL, que teria um membro para compor chapa com o pré-candidato a prefeito, Duarte Júnior, não mais pode fazer esta composição. Lá em Brasília, com articulação de Rodrigo Maia e Juscelino Filho, o partido comandado por Luciano Bivar caiu no colo do pré-candidato do DEM, Neto Evangelista.

Mas, para esta futura coligação, o martelo não está completamente batido. Há um acerto e, na próxima semana, lá em Brasília de novo, a direção nacional vai anunciar oficialmente esta aliança.

O que falta para que o martelo seja batido é a resposta do DEM quanto ao espaço de vice na chapa para o PSL. Esta vaga, hoje, é do PDT, que se não abrir mão, poderá retirar de Evangelista uma coligação forte que lhe deixará com o maior tempo de televisão na propaganda eleitoral entre os postulantes a prefeito da capital.

E esta possibilidade de o PDT não abrir mão do espaço é o último fio de esperança do Republicanos de conseguir voltar com a aliança. Claro que não seria uma vaga de vice que voltaria ao jogo de antes. Filiações importantes no PSL aqui no Maranhão podem dar o tom numa possível retomada de negociação em torno da candidatura de Duarte Júnior.

Mudanças – As filiações em questão são do vice-governador Carlos Brandão e dos deputados Fábio Macedo e Daniela Tema. Eles deixariam o Republicanos para ficar no PSL.

Esta condição foi até colocada por Brandão, em Brasília, para o comando nacional do PSL. No entanto, a proposta do vice-governador chegou um dia após o acordo DEM/PSL.

A possibilidade de filiação de Brandão foi levantada assim que a direção nacional do PSL decidiu proibir a coligação com o Republicanos.

Demora – O problema é que Carlos Brandão demorou demais para decidir se sairia ou não do Republicanos e ainda levaria consigo os deputados recém-filiados ao seu partido atual.

A demora do vice-governador teria sido uma resistência do governador Flávio Dino (PCdoB), já que o PSL é um partido que representa o campo de direita no Brasil.

Por ser de esquerda, Dino não queria ter uma relação direta com legendas da direita, apesar de ter em sua base de apoio político de todas as correntes.

Estado Maior

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