quarta-feira, 10 de setembro de 2025

COM A PALAVRA - CENAS DO COTIDIANO XVII - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES

 


CENAS DO COTIDIANO XVII 

      A Ilha "já se vê sacudida", em uma tremenda efervescência política. "Aí, ais côsa vãu começano a andá'". Agora, "tudo tem jeito, que dê jeito". Haja promessas, minha santinha Nossa Senhora dos Remédios!

... e, por falar em promessa, juro, "bem juradinho", com jura de político, que não comentarei política aqui. Nem que a vaca tussa

... e, sem a vaca tossir, não é que já começaram as caças às bruxas, aos encantados, aos aliados, aos amigos e, até, aos inimigos. Começaram, de verdade, as campanhas rumo a 2026

... e, "pela luz que me alumia", já fui sondado para ser candidato "a deputa estaduá". O convite não me seduziu. Primeiramente, "não levo jeito nem tenho queda". Esta última razão, acho-a fantástica. "Não ter queda". Explico. Para mim, ter queda é cair. E, aí, vá que arrisque e "caia do cavalo". Melhor, não. E, na sequência, empregarei uma palavra, que venho escutando muito e pensei nunca usá-la. "É cada uma, que parece duas". Vamos a ela, com muita vergonha. "Segundamente", não tenho "bufunfa", para sustentar uma campanha eleitoral. E, de verdade, é "muito ótimo" ficar imaginando de onde vem "segundamente". E, pra ser sincero, não sei o que dizer se tiver que empregar "terceiramente"

... e, falando em bufunfa, vêm, aí, caríssimas atrações. E, particularmente, cantores, a peso das "terras raras". O novo lastro mundial

... e, com as raras terras raras, os cachês, óóó. Mais de um palmo, de altura. Haja liga! Barbaridade!

... e, por falar em barbaridade, quando eu era criança, ouvi muito a expressão "a linguiça come o cachorro". Era uma sentença, por demais, hermética pra mim. Entendia "nadinha". E achava estranho, "pra dedéu". O tempo foi passando, e continuei "na merma iguinorança". E não é que ontem compreendi "tudinho direitinho". Noticiaram-me que em uma cidade do nosso estado, houve até queima de fogos, porque foi colocado em liberdade um pastor, acusado de crime sexual. Barbaridade! Rumamos para um rumo sem rumo. Sem linguiça e sem cachorro 

... e, já que estamos sem rumo, só para brincar com a cara do povo, uma deputada apresenta proposta para acabar com o imposto de renda. É risível neste caótico cenário econômico. Pelo menos que a proposta "seje" razoável. A diminuição da taxação já estará, ironicamente, de bom tamanho. Eita, meu santinho Santo Inácio de Loiola! 

... e, de bom tamanho é a mudez da torcida boliviana. E "tudo continua como dantes no quartel de abrantes!"

         Zé Carlos Gonçalves

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