Apesar de toda essa crise cultural, se olharmos através de uma ótica nem tão distante assim, veremos que Bacabal viveu tempos áureos com festivais de música popular, festivais de toadas, concursos de marchinhas de carnaval,, concursos de poesia, grupos de Bimba-meu-boi, famosas quadrilhas, danças do coco, da fita, tambor de crioula, terecô de Domingão, blocos tradicionais, blocos de sujo, escolas de samba e valorização dos nossos artistas e tradições.
A história literária Bacabalense, a priori, tem batismo registrado com Brasilino Miranda, nos livros " Bacabal por dentro, (1954) e Bacabal Moderno (1961)". Nos anais da história, esses dois trabalhos são sempre lembrados nos 17 de abril, data em que se comemora o aniversário da cidade.
Vida seguindo e as coisas acontecendo, a boa terrinha carecia de novos poetas e novos escritores, mas não era fácil. Aleatórios, poetas como Fabrício de Moraes, Raimundo Sérgio e outros mais anônimos, trabalhavam seus textos em máquinas de datilografia e escondiam na parte mais funda de suas gavetas, de seus baús.. Um verdadeiro tesouro.
Meado dos anos 80, Bacabal se reciclava culturalmente e novos artistas surgiam nas mais diversas categorias, e nomes como R. Cavalcante, Cledy Maciel, Farias, Salomão Duarte, Cinthia Leite começaram um movimento que englobava teatro, música e literatura, o que deu uma certa visibilidade aos novos rumos da cultura Bacabalense..
Começo dos anos 90, surgia na cidade uma safra de bons poetas, Abel Carvalho, Paulo Campos, Zé Lopes, Louremar Fernandes, Joaquim Kicil, Iremar Tomaz, Leila Dutra, Luís Carlos Pinheiro, Riba Chaves, o que deu origem a Casa de Cultura, onde os artistas se reuniam para mostrarem suas poesias.
Bacabal, apesar de ter uma Academia de Letras, não tem nomes com trabalhos de relevância, não tem uma coletânea sequer com trabalhos dos imortais, e alguns dos membros, a exemplo de Antônio Ailton e Tania Tomaz, tem livros lançados.
Se formos enumerar, ao longo dos anos, Bacabalenses que fizeram livros, da pra contar nos dedos. Zé Lopes, Antônio Ailton, Lereno Nunes, Tânia Tomaz, Lilio Lago, Walmiro Silva e mais dois livretos, um do saudoso Raimundo Sérgio e outro do Francisco Luciano.
Virada de tempo, Bacabal vive um momento bem literário e para esse segundo semestre, seis autores Zé Lopes, Otavio Pinho Filho, Erivelton Lago, Paulo Campos, Gardênia Ferreira e Salomão Duarte lançarão livros com os mais diferentes temas, que são aqui sintetizados pelos próprios escritores:
O menino Picolezeiro e o Homem pistoleiro - Erivelton Lago
O livro, "O menino picolezeiro e o homem pistoleiro", foi escrito ao longo dos anos, em diferentes momentos, motivado por acontecimentos, lembranças, inquietações e reflexões que, pouco a pouco, foram dando forma a uma maneira muito particular de olhar o mundo. São 44 textos que reunidos transitam entre a memória, a história, a filosofia, o direito, a ética e a condição humana. Em alguns momentos, o leitor encontrará relatos carregados de emoção; em outros, personagens históricos, episódios curiosos e reflexões que convidam ao pensamento. Não há a pretensão de esgotar qualquer tema, mas apenas de compartilhar experiências e ideias capazes de despertar novas perguntas. O título é uma metáfora da própria existência humana. Em nossa caminhada nas páginas do livro convivem a simplicidade da infância, a dureza da realidade, a inocência, violência, a esperança e a desilusão. Entre esses extremos, cada pessoa escreve a sua própria história.
Erivelton Lago
| Avant-première de Estoicismo em Três Vozes – Filosofia, Humanidade e Medicina para viver com serenidade - Otavio Pinho Filho |
“Este não é um livro para ensinar alguém a suportar a vida.
É um convite para aprendermos a vivê-la com serenidade.
Ao longo de reflexões inspiradas nos grandes mestres do estoicismo, descubro que a filosofia ganha vida quando encontra a medicina e faz sentido quando passa pelo coração humano.
Como médico, aprendi que nem toda dor pode ser curada.
Como homem, compreendi que toda dor pode ser ressignificada. Como estudioso do estoicismo, percebi que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de lutar contra aquilo que não depende de nós.
Nestas páginas que estou escrevendo , Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e Zenão dialogam não apenas com a razão, mas também com a sala de espera de um consultório, com as alegrias e perdas de uma família, com a amizade, com a fé e com a finitude que une todos os seres humanos.
Se, ao terminar este livro , o leitor fechá-lo um pouco mais sereno, mais justo, mais corajoso e mais grato pela vida, então eu terei cumprido minha missão.
“A vida não nos pede perfeição; pede apenas que enfrentemos cada dia com coragem, sabedoria e dignidade.”
Otávio Pinho Filho
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| Capa ilustrativa |
" As mulheres que habitam em mim - Gardênia Ferreira
Eu me achei escrevendo sobre um bando de mulheres que habitam em mim, por conta de já não querer mais guardar os retalhos de escritos por toda parte.
Escrevo a vida, os dias ,o acontecer, o mover ,o morrer ,o renascer , a vivência que participo e assisto.
Meu livro é um apurado de mim em diversas faces e facetas do " ser e se tornar mulher".
Venho de dores e açoites por muitos não merecidos e esse livro me recriou a partir do que restou de mim.
De onde eu vim muitas vieram, muitas foram ,e muitas ainda estão sendo um fio que tecemos umas nas outras bordando nosso tempo e nossa passagem.
Gardênia Ferreira
Repente Urbano - Zé Lopes
Por ser amante das palavras rimadas, dos versos dos cantadores de viola, dos repentistas, dos cordelistas, dos improvisadores, me sindo inserido no contexto por também ser rimador, improvisador, repentista e cordelista.
Estudando várias línguas nordestinas e suas vertentes na poesia, é que me dediquei a montar textos na forma rural, mas com a linguagem totalmente urbana, daí o nome do livro..
O livro é uma síntese do que faz os cantadores, poesias em sextilhas, sétimas, décimas, quadras, galopes, trovas e até resgate a ritmos já extintos.
Repente Urbano é uma viagem nas asas do cotidiano com paragem no imaginário poetico.
Zé Lopes
Poemas de Fogo - Paulo Campos
Poemas de fogo é uma coletânea que resume parte dessa grande e profunda viagem que me transporta do céu ao inferno,que me faz viver e transbordar momentos de amor, prazer, dor e solidão. No poema eu encontro o mel e o fel, a carne e o punhal onde sangro e derramo toda dor.. Poemas de fogo é onde queimo meus demônios,derramo minhas culpas,bminhas dores, meus desejos, meus amores nessa solidão sem fim. É chão que semeia, fogo que incendeia, noite que clareia, pedaços de mim. .Quando amo ele nasce, quando sofro ele nasce, são fogueiras em mim.alimentando meus dias nun turbilhão de prazer.
Paulo Campos
Elas fizeram & elas fazem parte de nossa história - Salomão Duarte
.....O livro Elas fizeram & Elas fazem Parte de Nossa História, retrata um Bacabal.de.outrora, onde as.mulheres de qualquer área social, já faziam com que fossem notadas dentro de seu ofício, e tambem mostraram o.lado.mistico onde tambem. tivemos. mulheres que ate hoje povoam o nosso imaginário . Ja na 2a parte do livro,teremos as Grandes.mulheres de hoje, que mesmo.diante do avolumado poder dos homens, mesmo assim ainda temos mulheres que marcam em.nossa atualidade.
Será um.livro saudosista, pois teremos.grandes mulheres da atualidade que em.um piscar de olhos nos deixaram para que nós possamos. contar um pouco de sua História. Vale a pena esperar.
Salomão Duarte
Esse momento literário que vive a cidade de Bacabal, preenche um espaço merecido, reflete que seus literatos tem muito a mostrar, mas que por falta de incentivo, tardaram a divulgar seus escritos de forma oficial. independentes, seis escritores talentosos bacabalenses, vão elevar a cidade a um patamar de intelectualidade jamais visto. E que esse movimento seja só a largada para que tantos outros trabalhos ainda escondidos nas gavetas e tanbem novos trabalhos, venham a ser mais um capítulo da nova história literária de Bacabal.








Olha que honra, veja que maravilha, eu aqui entre pessoas honradas e maravilhosas contadores de histórias do mundo em Bacabal: Otávio Filho, Gardênia Ferreira, Zé Lopes, Paulo Campos e Salomão Duarte. Um beijo em cada um de vocês e espero que um dia nos encontremos na mesma cidade, na mesma rua, na mesma casa e na mesma mesa para rirmos juntos.
ResponderExcluirOs lançamentos desses honrosos trabalhos literários, de honrados escritores, possam ser a chave para reabrir um grande e importante segmento cultural..." A literatura"". Que Deus abençoe os literataos de boa vontade.
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