MEUS PECADOS
Os meus pecados estão além das escrituras
Alheios ao que reza os rumos da ciência
Um conto mal escrito e cheio de maledicência
N'um livro que suprime o óbvio entre rasuras.
Carregam violência, ódio e fissuras
Um misto de coragem, medo e evidências
Simulam retidão, escondem consequências
Blindados pelo aço, inóspita clausura.
Em busca de razão abalam estruturas
Destroem alicerces, causam rupturas
O que parece ser normal degradação.
Caminham sobre as aguas fétidas, impuras.
Costuram o véu das noites frias e escuras
Originais afloram e imploram por perdão.
Zé Lopes


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